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MENSAGENS DE
INTERESSE GERAL DA CATEGORIA MARÍTIMA E DO PESSOAL DE TERRA.

CNPJ: 33.652.355/0001-14
Invasão de privacidade, advertências
e demissões na Petrobrás
Terror no setor de Serviços Compartilhados da companhia
No Compartilhado/RSUD/BS/SSU ocorrem intermináveis auditorias, com a instauração
de procedimentos administrativos consecutivos, com base em denúncias caluniosas
acobertadas pelo anonimato. Tal regime desestabiliza o setor e ataca a moral e a
competência daquele grupo de profissionais.
O Compartilhado resolveu punir o “erro de procedimento”, com base no
Código de Ética da empresa, formulado a partir da Lei SOX (Sarbanes Oxley),
recomendada pela Bolsa de Nova York e aplicada em empresas de capital aberto
para evitar prejuízos financeiros aos investidores. Essa legislação foi
criada por conta dos escândalos da Enron (do setor de energia), Worldcom
(telecomunicações), entre outras empresas daquele país. Os desvios naquelas
companhias foram obra do alto escalão, mas na Petrobrás é a vida dos funcionários,
com 20, 30 anos de serviços prestados, que está sendo vasculhada.
Sanções disciplinares se transformaram em rotina, a partir das cartas de
advertência e das suspensões de 3 a 29 dias do contrato de trabalho. É
inaceitável a repreensão a alguns funcionários responsáveis pela aquisição
de bens na RSUD/SSU, sem que haja comprovação de qualquer ação dolosa por
parte desses funcionários e, em alguns casos, sem levar em consideração os
argumentos apresentados por ocasião da fase de investigação. Os trabalhadores
sequer recebem cópias do documento da punição. Eles não têm direito a ampla
defesa, garantida na Constituição Federal, sendo impedidos de contar com a
presença de um advogado.
No Compartilhado/RSUD/SSU, através da imoralidade de uma “denúncia anônima”
é acionada a Segurança Patrimonial, antiga DIVIN, e com base na lei SOX, é
vasculhada a vida de um funcionário ou de um grupo. O Sindipetro-RJ torna pública
essa denúncia já que a Segurança Patrimonial não respondeu ao nosso oficio
167 de 15/03/08. Naquela data, já questionávamos a tal “denúncia anônima”.
Através de práticas como denúncia anônima e “falha de procedimento”, 24%
dos funcionários dessa gerência estão sendo punidos. As retaliações vão de
perda do cargo e advertência, até demissão.
Não há justificativa em punir alguém que cometeu um erro de procedimento, que
pode ser motivado por falta de treinamento. A própria gerência, em reunião
com o Sindipetro-RJ, no dia 2 de fevereiro, reconheceu que não houve
favorecimento próprio e nem de terceiros nos referidos erros. Então, por que
punir? Essa foi uma prática da ditadura.
A partir de denúncia anônima, tomamos conhecimento também que todos os
trabalhadores da empresa estão sendo grampeados e tem seus e-mails vasculhados.
Se isso existe, a Segurança Patrimonial, que é subordinada à presidência
da companhia, deveria informar à categoria.
Sabemos que há crimes pela internet, previstos no Código Penal e passíveis
de quebra de sigilo. Mas queremos saber qual seria a motivação para
submeter os petroleiros ao grampo. Um grampo telefônico só pode ser usado
mediante decisão judicial!
O Sindipetro-RJ, logo que recebeu a denúncia das punições, solicitou reunião
com a gerência Geral do Compartilhado, que através da gerente imediata do
incidente, nos recebeu e manteve as retaliações.
O sindicato não aceita as punições e exige o fim desses procedimentos.
Recebemos a promessa de uma reunião com a gerente geral do Compartilhado,
Susana Campos, na segunda-feira, 8 de março, às 10h. Nós não vamos
admitir dentro da Petrobrás esse clima de terror contra os trabalhadores.
Estamos nos reportando ao Compartilhado, ao diretor de Serviços e ao presidente
da empresa. Permanecendo esse clima, seremos obrigados a denunciar as
arbitrariedades e abusos da companhia ao presidente da República, ao Congresso
Nacional, à imprensa, à Justiça, ao Ministério Público, ao Ministério do
Trabalho, às Comissões de Trabalho do Poder Legislativo e à OIT- Organização
Internacional do Trabalho. A nossa expectativa é por uma resolução rápida. A
palavra agora está com a direção da Petrobrás!
Muita cobrança, nenhum treinamento
O setor de Serviços Compartilhados é responsável por todos os
serviços na Petrobrás, inclusive na área da Transpetro. Um gigante com a
atribuição de prestar serviços às unidades organizacionais da companhia em
diversas áreas - Infra-estrutura, Contratação, Suprimento, Recursos Humanos,
Comunicação, Biblioteca e Arquivo - contribuindo para a melhoria dos
resultados do Sistema Petrobrás.
A empresa quer passar a idéia de que algumas pessoas, depois de 20 a 30 anos de
serviço, teriam dificuldades de executar alguns procedimentos. Como se a
experiência destes trabalhadores, que transformaram a Petrobrás na segunda
empresa das Américas (só perdendo para Exxon Mobil) fosse pouca coisa.
Isso sem falar na necessidade de treinamentos periódicos na atividade e
reciclagens nos procedimentos internos. Esta é exatamente uma das principais
finalidades das auditorias de rotina a que todos os setores de suprimento devem
ser submetidos, verificando a adequação no dia a dia do setor às exigências
normativas da companhia.
A execução perfeita de todos os procedimentos com as constantes modernizações
e avançar da tecnologia não é uma meta simples. Não existe setor que, uma
vez submetido a auditorias, registre “zero” de não conformidade ou 100% de
perfeição. O importante é valorar as circunstâncias dessa
“não” conformidade. A ação praticada foi dolosa? Objetivava alguma
vantagem pessoal? Ocorreu por motivos circunstanciais, como falhas de
treinamento, desatenção ou mesmo falhas de gestão de pessoal?
No mesmo Compartilhado, em nível nacional, os
Inspetores de Segurança não recebem horas-extras há mais de um ano. O
excedente fica num banco de horas. E mais, esses companheiros da segurança, na
sede da companhia, estão impedidos de freqüentar a academia de ginástica, por
falta de vagas. Manter a forma, principalmente desses companheiros,
deveria ser prioridade. O exercício físico contribui também para buscar o
equilíbrio emocional tão importante para trabalhadores do setor de segurança
Leia sobre a Lei Sarbanes-Oxley, também conhecida como SOX:
(
http://imasters.uol.com.br/
artigo/5096/direito/o_que_e_
lei_sarbanes-oxley_e_quais_os_
impactos_na_ti/ )
Rio, 05/03/2010
Sindipetro-RJ

CNPJ: 33.652.355/0001-14
O Sindipetro-RJ vai decidir junto com a base se participa ou não da Comissão
de AMS – Assistência Médica Supletiva - que está sendo criada pela Petrobrás.
Já estão programados debates para a próxima semana: dia 2, 14h, para os
aposentados e pensionistas, e dia 3, 17h, para todos os petroleiros. As gerências
de RH e AMS foram convidadas a participar para esclarecer a categoria.
AMS: decisão é da categoria
A Petrobrás convidou os sindicatos de petroleiros a compor uma comissão para
“estudar os problemas da AMS (Assistência Médica Supletiva)”. Mas a
empresa conhece estes problemas, relatados nas muitas reuniões de debate sobre
o acordo coletivo. A direção colegiada do Sindipetro-RJ não irá compactuar
com qualquer proposta que repasse os custos da assistência médica aos
trabalhadores da ativa, aposentados e pensionistas. A AMS é um direito vitalício
do qual não vamos abrir mão. E a comissão pode ser um pretexto para
“convencer” os trabalhadores de que o custo atual é alto, e que temos que
buscar alternativas, como, por exemplo, a privatização da atual assistência.
Ou seja, pode ser uma armadilha a participação de representantes da FNP
(Frente Nacional dos Petroleiros) nesta comissão.
A direção colegiada do Sindipetro-RJ vai decidir sobre este tema junto com a
categoria. Para isso está organizando um debate e uma plenária para a próxima
semana.
O debate acontece na reunião dos aposentados do dia 2, próxima terça-feira,
no auditório do Sindicato, a partir das 14h. A plenária, para a qual todos os
petroleiros estão convidados, acontece no dia 3, às 17h, também no auditório.
A reunião pretende propor um calendário de assembléias para uma consulta
direta à categoria nas unidades, ampliando ainda mais o debate.
O Sindipetro-RJ convidou (ofício 046/2010) o gerente do RH Diego Hernandes e o
gerente de AMS Adailton da Silva Batista a participar dos dois dias de debates,
para apresentar aos petroleiros mais detalhes sobre o funcionamento da
referida comissão.
EDITORIAL
Um mergulho para a morte
É sabido que cerca de oitenta por cento da produção nacional de petróleo
vem da Bacia de Campos. Ali e em outras áreas offshore trabalham mergulhadores:
algumas centenas de homens exercem a profissão que a ONU considera a mais
perigosa do mundo.
O que a sociedade, de um modo geral, desconhece é que a contratação é feita
através de terceiros, apesar desses profissionais serem parte integrante da
equipe de técnicos empenhados na exploração de petróleo, atuando na
atividade-fim da empresa.
A legislação que regula o trabalho autônomo define que a partir da quarta
remuneração seguida o profissional, desde que dentro da atividade-fim, tem vínculo
empregatício.
A atividade de mergulho só é suportada pelo organismo humano no máximo por 15
anos. Dados de 1998 na Bacia de Campos mostram que, em 22 anos, 155
mergulhadores acidentaram-se. Trinta morreram e 17 foram afastados
permanentemente da atividade. Esse índice é muito alto considerando que a
equipe de mergulho tinha menos de 300 trabalhadores.
Hoje são milhares de mergulhadores em ação, em função da intensificação
da pesquisa, exploração e produção de petróleo no mar. O mergulho exige
quarentena antes e depois de cada mergulho, sendo fatal a desobediência a esse
procedimento.
Mesmo cumprindo à risca o manual técnico, esses jovens vão adquirir doenças
profissionais da maior gravidade. O que é mais grave nessa história é que a
direção da Petrobras terceirizou totalmente esses serviços, fazendo uma
grande injustiça, além de ser uma forma ilegal de contratação.
O mergulho não se enquadra em nenhuma das definições usadas pela
Petrobrás para justificar a terceirização: é um trabalho permanente,
imprescindível para exploração do petróleo no mar ou em bacias hidrográficas
e utilizado preponderantemente pela companhia.
São jovens brasileiros considerados em sua profissão os mais eficientes do
mundo, mas não são reconhecidos. A Petrobrás descobriu reservas gigantescas
de petróleo no mar, no pré-sal, e o mergulho vai ser fundamental para
desenvolver e produzir esse petróleo. Mesmo considerando a automação, os
mergulhadores são imprescindíveis.
Na verdade, a direção da Petrobrás quando retirou dos quadros próprios da
companhia o mergulho e entregou às empresas terceirizadas, lavou as mãos. Ela
contrata os serviços, paga os contratos e pronto! Cadê a responsabilidade
social da companhia?
A Petrobrás – reconhecida internacionalmente por sua exploração em águas
profundas – não ter em seus quadros profissionais mergulhadores é como se a
Nasa não tivesse astronautas.
Temos que reconhecer a grande importância do trabalho destes profissionais e
acabar com esta injustiça.
CHAPA DA FNP TEVE VITÓRIA ACACHAPANTE NO SINDIPETRO-SJC
Eleição para o mandato 2010-2013, do Sindicato de Petroleiros de São
José dos Campos, termina com grande vitória da FNP. A Chapa 1 obteve 73% dos
votos da categoria, restaram apenas 27% para a chapa concorrente (FUP). A eleição
ocorreu nos dias 23, 24 e 25 dessa semana e votaram 613 dos 943 aptos a
participar do pleito. A chapa da Frente conquistou 91% dos votos da ativa e 43%
dos aposentados.
Os números são claros e demonstram a confiança da categoria nos
lutadores da FNP. A chapa 2 abandonou o pleito e se negou a participar da apuração,
no entanto a Comissão Eleitoral agiu com total responsabilidade e respeito com
a categoria, garantindo a lisura do processo do início ao fim da apuração. Os
fupistas foram derrotados em grande estilo.
O Sindipetro-SJC segue na luta! Os trabalhadores saem vitoriosos, pois seguirão
com um sindicato atuante e a FNP sai fortalecida após mais essa vitória.
Rio, 26/02/2010
Sindipetro-RJ
FHM
entrega certificado de Operador de DP a Oficial
O Oficial mercante Keelder Freitas Nepomuceno recebeu o certificado de
Operador de Posicionamento Dinâmico homologado pelo Instituto Náutico, de
Londres, no dia 24 de fevereiro. A entrega foi realizada pela Fundação Homem
do Mar, entidade que administra o Centro de Simulação Aquaviária, nas dependências
do CSA, instalado na Sede do SINDMAR, no Rio de Janeiro.
Além da qualidade dos cursos de DP oferecidos pelo CSA, os oficiais também
possuem a comodidade de a Fundação Homem do Mar realizar todos os trâmites
para a emissão deste certificado junto ao Instituto Náutico. A FHM realiza o
envio das documentações, dentre elas a comprobatória dos cursos e dos dias de
operação em DP, para Londres e o recebimento e convocação do Oficial para a
entrega do documento.

O Oficial Keelder recebe do Diretor Financeiro Jailson Bispo o certificado de
Operador de DP homologado pelo Instituto Náutico
Sistema
Petrobras: Representação sindical cobra avanços
Por Luciana Aguiar
Em reunião realizada com representantes do Sistema Petrobras, na Sede da
Transpetro, no Rio de Janeiro, no dia 18 de fevereiro, o Presidente da CONTTMAF
e do SINDMAR, Severino Almeida, foi enfático ao destacar que a morosidade do
processo negocial em curso é inadmissível. "Os marítimos têm história
no Sistema Petrobras e essa história precisa ser respeitada", salientou o
líder sindical.
Severino destacou, ainda, que apesar de a representação sindical ter
ampla disposição para o diálogo, este é proporcional à disposição de
lutar pelas mudanças que se fazem necessárias em prol dos marítimos na relação
com as companhias. "Não é admissível que, após quatro meses decorridos
da data base das categorias representadas, as companhias nos apresentem
propostas como as apresentadas na última reunião. Os documentos não são
minimamente razoáveis diante das necessidades de mudanças profundas ainda
existentes nas relações de trabalho com a Petrobras e sua subsidiária, a
Transpetro", lembrou.
Após as colocações veementes da representação sindical marítima, as
companhias reconheceram que as proposições feitas precisam ser adequadas à
realidade do mercado marítimo e às necessidades pleiteadas à mesa. As
companhias se comprometeram em apresentar novas propostas, condizentes com os
pleitos apresentados e defendidos pelos Sindicatos Marítimos em reunião a ser
realizada no dia 3 de março.
Leia a Mensagem Circular sobre esse assunto na parte de Negociações
Coletivas (no menu à esquerda) em Recomendados/Negociações Coletivas/Petrobras-Transpetro.
bx.jpg)
Representação Sindical (à direita) ressalta necessidade de mudanças nas
propostas feitas pelas companhias
Comunicado a categoria
Assunto: Greve na
obra de ampliação do Cenpes
A Direção do Sindipetro-RJ comunica aos petroleiros da base do Rio de
Janeiro que a greve dos companheiros terceirizados que trabalham nas obras do
Cenpes, deflagrada no dia 9 de fevereiro, tem o nosso apoio.
A greve foi decidida em Assembléia, coordenada pelo Sindicato dos Trabalhadores
da Indústria de Construção Pesada Intermunicipal (SITRAICP).
O Sindipetro-RJ é solidário com a luta dos trabalhadores terceirizados, como
sempre foi, ao longo de sua história. Vamos cobrar com toda a veemência o
direito desses companheiros, no que diz respeito ao cumprimento do acordo
firmado entre empresa e empregados. Não vamos aceitar que os trabalhadores
sejam desrespeitados!
Rio, 19/02/2010
Sindipetro-RJ
Diretoria do Sindipetro-RJ
Comissão AMS: a volta dos
coveiros
Os dirigentes sindicais petroleiros há décadas sofrem a cada ano na mesa de
negociação com a apresentação do balanço da AMS. Nesse balanço, o gerente
do RH Diego Hernandes e o gerente de AMS Adaílton pintam um quadro desastroso
de despesas crescentes, colocando os aposentados e pensionistas como causadores
desse déficit. Esses senhores são tão contundentes em suas colocações que
foram denominados de “coveiros da AMS”.
A resposta do movimento sindical ligado à FNP tem sido sempre firme em defesa
dos aposentados e pensionistas. O nosso argumento tem como base o óbvio: quando
jovem, o(a) petroleiro(a) usa muito pouco ou quase nada a AMS e na terceira
idade, naturalmente, usamos com muito mais freqüência. Foi assim durante o
governo FHC e não é diferente no governo Lula. Ou melhor, tem sido
pior num governo com forte base social e com compromissos com a classe
trabalhadora. Logicamente não dava para ter expectativa de melhoria
na AMS no governo privatista de FHC. Na verdade, no governo Lula temos uma
Petrobrás (do bem) que retoma a indústria naval; a volta aos concursos públicos,
embora não na quantidade que deveria; fortalecimento da Petrobrás, construção
de refinarias e do Comperj, além da nova lei do petróleo que consideramos
melhor que a de FHC, mas tímida diante das propostas feitas pelos movimentos
sociais. A Petrobrás do mal é representada pela política de RH,
principalmente com o ataque ao Plano Petros, a introdução do Petros 2 e a
Repactuação, além da discriminação
com os aposentados e pensionistas e a deterioração de nossa AMS. As despesas
da AMS nada representam em relação ao desempenho econômico da Petrobrás,
considerando que gastamos 3% do faturamento com a política de recursos humanos
que inclui a AMS. E se tornam ainda mais insignificantes quando
consideramos que foi essa categoria –principalmente os aposentados - que
desenvolveu tecnologia e descobriu o pré-sal. Com base no ultimo ACT, que foi
aprovado nas assembléias com indicativo favorável da FUP e contrário ao da
FNP, a Petrobrás quer montar uma comissão paritária para discutir a nossa AMS
com o objetivo de diminuir custos. Os petroleiros, principalmente os mais
antigos, sabem que nossa AMS vem definhando e, com base nas denúncias da
categoria, conseguimos no último ACT aumentar o pagamento aos profissionais de
saúde. Era alarmante o número de profissionais que abandonavam o
credenciamento junto a AMS. Se é verdade que melhoramos a situação dos
profissionais de saúde, pioramos a dos aposentados e pensionistas que apesar de
receberem só 4,36% de reajuste vão ter que desembolsar mais para AMS. Nós da
FNP e Associações defendemos uma AMS 100% financiada pela empresa - como
praticam outras empresas públicas e privadas. Aliás, o Conselho de Administração
da companhia acolheu em 1975 essa proposta. Mas o RH rejeita todos os nossos
pleitos como
a inclusão dos pais, dos aposentados da Transpetro e dos aposentados
readmitidos na Petrobrás oriundos da Interbrás e Petromisa.
Agora a FNP e Associações são convocados para compor a Comissão da AMS,
inclusive as Associações que são permanentemente impedidas de participar das
negociações. Vale lembrar que a Fenaspe teve que ir à justiça buscar uma
liminar para ter assento na mesa de negociação e a empresa continuou não
acatando
a decisão judicial, mas agora convoca a Fenaspe para compor a Comissão de AMS.
Queremos alertar a categoria que a Petrobrás tem conhecimento de todos os
nossos pleitos para melhorar a AMS através da nossa pauta histórica que
apresentamos todo ano ao RH. Então para que a Comissão da AMS? Se a empresa
quisesse de fato melhorar nossa AMS faria isso através da FUP. Aliás, todas as
“conquistas” não são através da Federação, não é assim que esta
anuncia? Agora, querem dividir os louros das conquistas com aqueles (FNP e
Associações) que têm sido “impecilho” à política da direção da
Petrobrás/Petros/FUP. Inclusive derrotando a FUP fragorosamente em
duas eleições aos Conselhos da Petros. A menos que queiramos nos enganar, a
direção da Petrobrás, através de seu RH, quer colocar nossas digitais na
retirada de direitos da categoria na AMS e a principal vítima são os
aposentados e
pensionistas. Como podemos afirmar isso? Basta ver as cópias das apresentações
do RH sobre a AMS nos ACT’s no governo de FHC e de Lula. Condição para
participarmos da Comissão da AMS é a implementação do Sepes - 5.835/75,
26/08/75, anexo, em cujo teor o Conselho de Administração acolhe proposta
contida no estudo preliminar apresentado pelo Serviço de Pessoal (Sepes), para
estabelecimento de uma nova política de Assistência Médica Supletiva,
resolveu...4.1 – Custeio total do programa.; 4.1.1 – Petrobrás ...b)
Participação
média de cerca de 80% das despesas com grande risco e 90% do pequeno risco
...c) Possibilidade de aumento dos percentuais de participação no grande
risco, caso o INPS não contribua no custeio do programa ou participe com
percentuais
menores do que os previstos; ... A FUP já se desgastou muito com a Repactuação
e os níveis só para o pessoal da ativa. No ato em frente ao Edise no dia 3 de
fevereiro, fizeram uma tentativa de limpeza de barra. Eles precisam de nós
nessa Comissão, no mínimo para confundir a categoria. Para reforçar nossas
suspeitas
de cooptação, começaram a ser criadas associações de aposentados para se
contrapor às existentes, que têm sido firmes e unânimes na defesa dos
interesses da categoria. Estamos preocupados com a criação da nova empresa, a
Petro-Sal, contra nossa vontade, explicitada no projeto dos movimentos sociais.
Segundo a empresa, cerca de 120 novos cargos serão preenchidos por aposentados.
Essas
vagas seriam, na visão da Petrobrás do mal, um ótimo instrumento de cooptação
a favor da Repactuação e do desmonte da nossa AMS. Não podemos esquecer dos
multiplicadores do Petrobrás Vida, versão passada e derrotada da Repactuação,
onde a Petrobrás se utilizou de algumas associações remunerando- as para
possibilitar a migração. Diante dessas ameaças, temos que denunciar essa provável
tramóia e ficar longe dessa Comissão!
Rio, 12/02/2010
Sindipetro-RJ
ACTs
Sistema Petrobras: propostas são recusadas.
Por Luciana Aguiar
Em um novo encontro realizado na sede da Transpetro, no Rio
de Janeiro, no dia 1º de fevereiro, o SINDMAR, juntamente com os Sindicatos Marítimos
coirmãos, voltou a se reunir com o Sistema Petrobras. No terceiro encontro
deste processo negocial, o Sindicato cobrou, veementemente, das companhias
celeridade e intensificação das negociações.
Entre os itens destacados no decorrer da reunião, esteve o
debate sobre o atual regime de embarque e repouso das companhias. "Este é
o ponto crucial desta negociação e os Sindicatos Marítimos entendem que se não
houver avanços concretos nessa questão, não teremos acordo renovado. O
assunto requer avanços prementes nas propostas das companhias", alertou o
Segundo Presidente do SINDMAR, José Válido, que também é Diretor para
Assuntos Marítimos da Federação.
Outro aspecto salientado pela representação sindical marítima
refere-se ao problema mundial da pirataria. "O número de ataques piratas
às embarcações mercantes tem aumentado ano a ano e as companhias precisam
encontrar soluções para melhor proteger os tripulantes nas ocasiões de
docagens ao exterior", salienta Válido.
Ao final do encontro, as companhias apresentaram as
propostas de ACT com o conteúdo parcial − já que contemplam apenas itens
econômicos de reajuste. Por estarem muito aquém das reivindicações feitas, a
representação sindical marítima recusou os documentos à mesa de negociações.

SINDMAR destaca que regime de embarque e repouso é aspecto fundamental desta
negociação
DPC
convoca para Censo de Aquaviários.
Por Luciana Aguiar
A Diretoria de Portos e Costas dará início em 1º de março
ao cadastramento presencial de aquaviários. O objetivo da iniciativa é depurar
os dados do Sistema de Aquaviários (SISAQUA), para que se tenha um quadro
preciso de todo o pessoal ativo. A primeira fase, a ser iniciada no próximo mês,
será destinada aos Oficiais (marítimos e fluviários).
Para realizar o recadastramento, o aquaviário
obrigatoriamente terá que comparecer à Capitania/Delegacia ou Agência da DPC
no qual esteja jurisdicionado ou para a qual esteja solicitando transferência
de jurisdição, portando a documentação pertinente ao assunto.
O censo será conduzido com base com base nos lançamentos
constantes do SISAQUA e nos documentos apresentados pelos aquaviários. Por
isso, para o sucesso da iniciativa, é fundamental a participação de todos!
Nova
área para lazer e instalações do CSA
Por Marcio Arruda
Após consultar seus representados, convocados para
Assembleias – a primeira Geral Extraordinária em 9 de setembro e a segunda
Geral Extraordinária em 5 de outubro –, o SINDMAR, em parceira com a Fundação
Homem do Mar, formalizou no dia 6 de janeiro a compra de área localizada em
Teresópolis, região serrana do Rio de Janeiro. Na histórica assembleia, os
representados do Sindicato aprovaram por unanimidade a compra do imóvel. O ato
de assinatura do documento aconteceu na Sede do Sindicato, no Rio de Janeiro.
A área adquirida pela FHM e pelo SINDMAR, com autorização
de seus representados nas duas assembléias, tem 845 mil metros quadrados. No
local, será construída uma área de lazer para associados e associadas do
SINDMAR, com piscina, quadras de futebol e de tênis, jogos de mesa e outras
atividades esportivas.
Além disso, a área abrigará as novas instalações do
Centro de Simulação Aquaviária. A intenção é aumentar a estrutura do
Centro e o número de simuladores. Desta forma, as condições de qualificação
dos oficiais mercantes serão significativamente ampliadas. Os representados do
SINDMAR que participarão das turmas organizadas pela Fundação Homem do Mar
(entidade que administra o CSA) terão acomodações à disposição no período
em que estiverem cursando as aulas.

Foto: SINDMAR
A Diretoria do SINDMAR adquiriu, em parceria com a FHM, uma área de 845
mil m2, que será destinada ao lazer de associados e associadas e às novas
instalações do CSA
SINDMAR
visita tripulantes do N/T Norma
Por Marcio Arruda
O SINDMAR visitou no dia 6 de janeiro os seus representados
que tripulam o N/T Norma. Na ocasião, a embarcação da Transpetro estava
atracada no Terminal de Miramar, em Belém.
Neste encontro, o Sindicato debateu assuntos do setor com
os marítimos a bordo. Dentre os temas abordados, o SINDMAR esclareceu dúvidas
sobre Bandeira de Conveniência, acesso de material de uso pessoal ao terminal,
transporte autorizado para marítimos nas condições de embarque e desembarque
e o mercado de trabalho no segmento marítimo.
Além disso, o Sindicato explanou sobre a Resolução
Normativa número 72 e destacou a importância desta RN-72 para os marítimos
brasileiros. Por fim, o SINDMAR esclareceu dúvidas sobre o adiantamento da
primeira parcela da Participação de Lucros e Resultados, PLR, e o processo de
negociação do Acordo Coletivo de Trabalho.

Foto: SINDMAR

CNPJ: 33.652.355/0001-14
Campanha “O petróleo tem que ser nosso” define intervenção nos eventos brasileiros
do Fórum Social Mundial 2010
A campanha “O petróleo tem que ser nosso” estará presente tanto no “Fórum Social 10 anos Grande Porto Alegre (RS), que ocorre de forma integrada em seis municípios gaúchos entre os dias 25 e 29 de janeiro, quanto no Fórum Social Temático da Bahia, sediado em Salvador entre os dias 29 e 31 de janeiro. A estratégia de intervenção da campanha nos eventos foi definida na reunião do comitê operativo estadual da campanha, realizada no dia 5 de janeiro, e, nessa última sexta-feira, foi complementada e ratificada pela comissão de diretores do Sindipetro–RJ responsável pela campanha. Duas delegações serão formadas por petroleiros e representantes de comitês e movimentos sociais que apóiam a campanha no estado, uma irá ao sul e outra à Bahia. No próximo dia
18, segunda-feira, às 18h, ocorrerá uma plenária da campanha no auditório do Sindipetro-RJ na qual a intervenção nas duas edições do Fórum Social será pauta única. O Sindipetro fica na Avenida Passos, numero 34. A participação na plenária será obrigatória para os militantes e simpatizantes da campanha que quiserem ir ao fórum em um dos ônibus do sindicato.
A plenária definirá as diretrizes políticas que irão orientar a intervenção da campanha nos fóruns de Porto Alegre e Salvador, além de preparar a militância para intervenção nas plenárias temáticas e na plenária final de ambos os eventos. Alem da intervenção nas programações oficiais, a idéia é realizar atividades autogestionadas. No fórum do RS, por exemplo, a orientação é que a campanha realize a exibição do filme “O Petróleo Tem que Ser Nosso – Última Fronteira” seguida de debate em cinco das seis cidades que receberão atividades do fórum: Porto Alegre, Canoas, São Leopoldo, Novo Hamburgo e Sarapiranga. Além disso, serão montadas barraquinhas para distribuir materiais da campanha, como a cartilha, os adesivos e um jornal feito exclusivamente para os fóruns, entre outros. Também serão recolhidas assinaturas para o abaixo assinado em apoio à campanha “O Petróleo Tem que Ser Nosso”.
O QUE: Plenária da Campanha “O Petróleo tem que ser nosso” para intervenção no fórum social mundial
Quando: 18 de janeiro ás 18H
Aonde: Sindipetro-RJ , Avenida Passos numero 34, segundo andar.
Fonte: Agência Petroleira de Notícias

CNPJ: 33.652.355/0001-14
CAMPANHA O PETRÓLEO TEM QUE SER NOSSO
A gerência do Compartilhado mais uma vez, como nos anos anteriores, age como adversária do sindicato. Querem esvaziar o desconto assistencial, que almeja pagar o dia dos petroleiros em greve no último acordo coletivo e principalmente financiar a campanha “O petróleo tem que ser nosso!”. Essa campanha defende que todo o petróleo descoberto pela Petrobrás seja nosso, dos brasileiros, para pagar a imensa dívida social com nosso povo. Na vez passada, o Compartilhado propôs quarenta e cinco dias para o envio da cartinha, como reclamamos, recuaram para os 30 dias como prevê o acordo coletivo. Como na vez passada, protestamos também pela forma como o compartilhado usa para informar e orientar acerca do assunto, pois perguntar se o petroleiro aceita ou não o desconto sem dizer para que se destina o dinheiro, no nosso entendimento, é estimular o não desconto. Informamos expressamente, através de oficio, a aplicação do desconto. Na campanha, deixamos clara nossa divergência quanto ao marco regulatório proposto pelo governo, pois o consideramos tímido. O governo Lula propõe que 30% do petróleo do pré-sal sejam nossos e o restante disputado principalmente com as multinacionais no regime de partilha. E fora do pré-sal, continua vigorando a lei entreguista de FHC com os famigerados leilões da ANP. Esse desconto já financiou também o filme “O Petróleo tem que ser Nosso!” , nele, como diz o ator Paulo Betti, “O petróleo tem que ser nosso, é o obvio ululante, pois quem desenvolveu a tecnologia foi a Petrobrás, levando o Brasil à descoberta do pré-sal; as reservas estão em subsolo brasileiro e a Constituição Federal expressa que toda a riqueza do subsolo pertence à União”. O Filme já teve direito a editorial do jornal New York Times e é o carro-chefe da nossa campanha. Apesar de todos os sindicatos dos petroleiros estarem comprometidos com a campanha do petróleo, nenhum mantém a campanha no ritmo que mantemos. Participamos de debates no Senado Federal, na OAB, em várias prefeituras do Rio e em universidades e escolas. Temos ainda parcerias com o governo do Paraná, onde inclusive passou o filme na TV Educativa para todo o estado. Não conseguimos envolver a categoria, mas os petroleiros do Rio têm financiado a campanha, o que para nós é muito importante. Não temos interesse particular, defendemos, como diz o governador Roberto Requião no filme, o interesse é da nação brasileira. Nossa meta é reeditar a campanha “ O Petróleo é Nosso!”, da década de 50, quando o petróleo era ainda um sonho. Mantemos com o dinheiro da campanha a Agência Petroleira de Notícias – ANP, que pode ser acessada através do www.apn.org.br. ; além do filme produzimos cartilha, jornais, e agora estamos preparando a cartilha em quadrinhos para facilitar a leitura. Todo esse material está à disposição da categoria no Sindipetro-RJ para ser divulgado em escolas, igrejas, condomínios, partidos políticos, condomínios, etc. Levamos a campanha para o Encontro pela Fé e Política que envolve religiosos de vários credos, estaremos com a campanha em janeiro próximo no Fórum Social Mundial. Não queremos só a permissão do seu desconto, queremos convencê-lo da importância dessa luta e que você se torne um multiplicador da campanha. É para isso que queremos o seu desconto, para que possamos construir um Brasil melhor para todos os brasileiros e também para nós e nossos filhos!
Rio, 29/12/2008.
Sindipetro-RJ
SINDMAR
se reúne com Petrobras e Transpetro
Por Marcio Arruda
O SINDMAR e os sindicatos marítimos coirmãos se reuniram com a Petrobras
e a Transpetro para iniciar a negociação do Acordo Coletivo de Trabalho
2009/2011. O encontro aconteceu na Sede da subsidiária para transporte marítimo
da Petrobras, no Rio de Janeiro.
Durante a reunião, o SINDMAR detalhou e explicou as reivindicações dos
oficiais e eletricistas mercantes para os representantes das estatais. A
Petrobras e a Transpetro escutaram e garantiram que irão estudar os pleitos dos
representados do SINDMAR.
A Representação Sindical Marítima recebeu propostas de Participação
de Lucros e Resultados oferecidas pelas companhias. Desta forma, o Sindicato
submete para democrática votação dos oficiais e eletricistas mercantes as
propostas de PLR negociadas e oferecidas pelas companhias. O documento contendo
todo teor da proposição foi enviado para bordo para ampla consulta dos nossos
representados, que decidirão até o dia 28 se aceitam ou recusam as propostas.

Foto: SINDMAR
O Segundo Presidente do SINDMAR, José Válido, destaca a importância de as
estatais atenderem as reivindicações dos oficiais e eletricistas mercantes
para a melhoria da relação laboral

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Editorial
A LUTA CONTINUA
A campanha salarial 2009/2010 acabou. A quarta proposta da companhia foi aprovada nas assembléias de base contrariando o indicativo das direções da FNP e do Sindipetro-RJ de rejeição. Para nós do Sindipetro-RJ fica o repúdio ao tratamento dado pela companhia - através do RH e da FUP - aos aposentados e pensionistas. Estamos com o mesmo sentimento que tínhamos a cada ano depois de 1996, quando fomos a vanguarda na luta pela equiparação dos novos, que não tinham férias, periculosidade, Petros, anuenio etc. A FUP chegou a escrever em um Primeira Mão que os novos já estariam equiparados. Finalmente, em 2007, conseguimos a equiparação dos novos através da RMNR. Equiparamos os novos, mas a RMNR trouxe insatisfação a todos: novos antigos e aposentados. A direção do Sindipetro-RJ indicou contra a RMNR, mas as assembléias de base votaram pela aceitação. Apesar da RMNR, os novos tiveram seus direitos equiparados. Se com os novos a FUP dizia que estava tudo resolvido, com os aposentados eles se calam nos boletins, mas agem, indicando a aprovação de propostas discriminatórias, que ferem frontalmente o direito dos aposentados de receberem até 90% do que receberiam se estivessem na ativa. Há 14 anos a história se repete, começou com FHC e continua no governo Lula. Não satisfeito em discriminar os aposentados, o RH e a FUP querem destruir qualquer tentativa de resistência abrindo a repactuação; agem ao arrepio da lei que garante também o direito da desrepactuação. Mas, para quem escreveu em documentos oficiais do RH e falou em vários auditórios da companhia que só implementaria a repactuação com 95% de adesão, negar o direito da desrepactuação é bobagem. Precisamos organizar a resistência principalmente mantendo nosso repúdio a repactuação e fazendo a constatação de que nenhum repactuado está feliz ou tranqüilo. Eles foram enganados, assediados e iludidos com os 15 mil reais ou três salários, o que fosse maior. Nossa luta na justiça continua. Inclusive conseguimos através de liminar derrubar por algum tempo a repactuação, mas o mérito da ação não foi julgado. Vamos unir a categoria dentro dos sindicatos e com ajuda das associações que têm sido fundamentais em várias lutas, seja na campanha salarial, ou na própria eleição para a Petros. Em duas edições elegemos todos os nossos candidatos. A FUP, agora, disputou a eleição da Ambep e foi fragorosamente derrotada pela chapa apoiada pelas associações e pela FNP. Respeitamos a decisão da base em aprovar a quarta proposta da companhia, mas queremos deixar claro que as clausulas sociais valem por dois anos por indicação da FUP. Nesse período não podemos botar nossos pais na AMS; estender a AMS para os companheiros da Transpetro na aposentadoria; os companheiros oriundos da Interbrás e Petromisa, que no ato da admissão pela Petrobrás eram aposentados, para terem direito à AMS vão ter que se aposentar ate 30/05/10. E aprovamos nesse acordo que os novos petroleiros pós 2010 terão uma carência de 10 anos para ter direito a AMS. Não anistiamos todos os nossos companheiros da Petrobrás, Interbrás, Petromisa, Nitriflex e Petroflex. A FUP diz que o fundamental para indicar a aceitação da proposta foi o cancelamento das punições. Temos companheiros da base dos seis sindicatos da FNP que tiveram desconto de greve nos dia 15 e 16 de outubro, da greve de 3 de dezembro e os companheiros da Replan da base da FUP fizeram em abril de 2009 uma greve de uma semana, que abriu a perspectiva à campanha vitoriosa da PLR em maio. Todos esses dias dos grevistas foram descontados, refletindo descontos no salário em férias, 13º vai para a ficha do funcionário. A FUP defende e escreve que isso não é punição!
O companheiro petroleiro Mutt na assembléia dos aposentados disse uma frase de origem chinesa que reflete o nosso sentimento no fechamento de nossa campanha: “se cairmos seis vezes temos que nos levantar sete vezes”.
A luta continua!

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Restabelecendo a verdade
A oposição do Sindipetro-RJ, MUP, ninguém vê, nem percebe, mas tem cheiro, são conhecidos como o PUM da FUP. Só aparecem no fechamento do acordo se aliando ao RH e a FUP indicando a assinatura do acordo. Apesar de ausentes o ano inteiro da base, seus participantes têm direito a liberação integral e parciais. Possuem todo tipo de facilidade, também pudera são correia de transmissão do governo, do RH e da FUP.
Arvoram-se em ser petista e da CUT, mas abandonaram a condição fundamental de ser sindicalista, que é ser independente do governo e do patrão. Agora aparecem com informativo na base defendendo a assinatura do acordo. FUP, RH e MUP numa relação promíscua defendem um acordo rebaixado com validade de dois anos nas cláusulas sociais, além da reabertura da repactuação. Não defendem o cancelamento de todas as punições, deixando de fora os companheiros da Replan que fizeram greve de uma semana e os petroleiros da base da FNP que fizeram greve nos dias 15 e 16 de outubro. Chegam ao descaramento de afirmar que desconto não é punição. Mas vale lembrar que esses descontos têm reflexo nas férias, no 13º, nas promoções e no salário, maculando a ficha do empregado. E a FUP ainda diz que isso não é punição? Esqueceram dos aposentados que mais uma vez são discriminados pelo RH e a FUP e indicam a aceitação da proposta mesmo assim. Essa turma já foi colocada para fora aos tapas e com chuva de moedas da assembléia dos aposentado no RJ em 2007 tal o grau de descrédito. Não defendemos esses métodos violentos, mas os fupistas tem que ser denunciados e afastados dos sindicatos. A FUP nunca mais apareceu em assembléia de aposentados no RJ. Recentemente foram fragorosamente derrotados na eleição da Petros, onde defendiam como bandeira principal a abertura da repactuação. Respeitamos a impaciência da base, mas de nossa parte temos a consciência tranqüila, pois protocolamos a pauta no dia 7/8. Diferente do que diz o MUP, sempre defendemos a unidade dos sindicatos petroleiros em uma mesa única de negociação com a empresa. Foi a FUP quem recusou que negociássemos juntos.
FNP e Sindipetro-RJ indicam a rejeicão da proposta e voltamos a mesa de negociação exigindo uma nova versão que contenha: (1) não os míseros 4,36%, queremos os 7,81% incorporados aos salários básicos; (2) o fim da imposição aos companheiros oriundos da Interbrás e Petromisa, que para terem direito a AMS na aposentadoria, têm que se desligar da companhia até 30/05/2010; (3) a AMS para os aposentados da TRANSPETRO; (4) a colocação dos pais na AMS; (5) a periculosidade para valer; (6) o índice de produtividade; (7) o pagamentos das perdas salariais; (8) a extensão do programa jovem universitário para a categoria; (9) o cancelamento de todas as punições; e o fim das discriminações com os aposentados. Para isso, precisamos rejeitar a 4ª proposta da companhia e voltar à mesa de negociação.
*Anexo o quadro parcial das assembleias realizadas nas bases do Sindipetro-RJ.
Rio, 08/12/2008.
Sindipetro-RJ

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Campanha Reivindicatória do ACT Sistema Petrobrás
FORA DIEGO!
O Sindipetro- RJ, em 25/10/07 fez o enterro do Gerente de Recursos Humanos da Petrobrás, Sr Diego Hernandez, em frente à sede da empresa. A categoria sepultava simbolicamente a política de recursos humanos da companhia que nos coloca como “mendigos da indústria do petróleo” destinando à folha de pagamento míseros 3% do faturamento, menos da metade do que gasta as concorrentes.
Diego ataca dois pilares fundamentais de sustentação da relação entre a empresa e os petroleiros: o Plano Petros (previdência complementar) e a AMS (assistência médica). Em conluio explícito e numa relação promíscua com a Federação Única dos Petroleiros (FUP), o RH caminha em passos largos para sua empreitada. Nós que pensávamos enterrá-lo, fomos levados para o buraco.
Os aposentados, apostavam que com a chegada de Lula à presidência em 2003 acabaria a discriminação iniciada por FHC, mas se enganaram. Já amargam o 14º ano de desrespeito ao seu contrato, que lhes garantem receber até 90% do que ganhariam se estivessem na ativa. O RH apresentou mais uma vez proposta que discrimina os aposentados e ainda assim a FUP já indicou para as assembléias a aceitação.
Diego e a FUP, propõem a reabertura da repactuação para novas adesões no ACT, desrespeitando a lei que garante nesse tipo de relação o direito de os mantenedores também desrepactuarem. Coagir a categoria a aprovar no acordo coletivo a abertura da repactuação, coisas distintas, é um absurdo. Diego e a FUP tentaram reabrir a repactuação na eleição da Petros e foram fragorosamente derrotados pela categoria.
E na AMS, o RH propõe aumentar o valor pago aos profissionais de medicina. O aumento desse desconto aliado aos 4,36% merreca que vai indexar ao nosso salário básico, leva a categoria a pensar em abandonar a AMS, como sonha o RH. "O primeiro" a pedir para desembarcar da AMS e buscar um outro Plano do mercado serão os aposentados que vão receber só 4,36% de reajuste e mais nada e ainda vão pagar mais pela AMS.
E nada de colocar nossos pais na AMS e permitir o plano para os aposentados da Transpetro. Diego ainda propõe carência de 10 anos para os petroleiros pós 2010 terem direito a AMS na aposentadoria.
O RH, num gesto de “bondade”, propôs a abertura para 2010 do plano Petros 2 para os companheiros da Transpetro. Esse Plano, o Petros 2, não garante a aposentadoria de ninguém. Diferente do Plano Petros cujo garantidor é a Petrobrás e na adesão sabemos quanto pagamos e quanto vamos receber. No Petros 2, além de o mantenedor ser o próprio garantidor, sabemos quanto vamos pagar. O quanto vamos receber vai depender da valorização das aplicações. Defendemos que os companheiros entrem no Plano Petros 2 para estabelecerem ligação a um plano, sem ter que no futuro pagar jóias caríssimas impostos pela Petros.
Mesmo sendo um acordo rebaixado, a FUP propõe validade nas cláusulas sociais por 2 (dois) anos. Será que está tudo resolvido nas cláusulas sociais?
A FNP luta na justiça para acabar com a repactuação e abrirmos o Plano Petros para que a categoria tenha a oportunidade de, pelo menos, optar pelo Plano Petros, o de melhor concepção previdenciária do planeta, e por isso tem que ser fechado como fizeram com a da Enrom, a maior empresa americana de energia e outras da Europa que gerou perdas irreparáveis para os trabalhadores, principalmente aposentados e pensionistas. Diego cumpre a orientação da bolsa de Nova York, onde estão cerca de 40% das ações da Petrobrás. No passado derrotamos o Plano Petrobrás Vida, similar a Repactuação e a FUP estava do nosso lado. Foram cooptados, só não sabemos a troco de quê?
Mais do que nunca temos que exigir o “Fora Diego”. Não pelas inúmeras denúncias veiculadas pela grande imprensa, que julga e condena pessoas sem dar direito à defesa. Diego tem que sair do RH porque não reúne qualidades morais para ser gerente da Petrobrás. Escreveu em documentos oficiais e falou em vários auditórios da empresa que só implementaria a repactuação com 95% de adesão. Só conseguiu 52,8% e,a pedido da FUP, mudou as regras do jogo unilateralmente. Não devolveu as adesões daqueles que acreditaram na implementação somente com alcance da meta de 95%, o que faria qualquer gestor honesto. E validou o processo. Estamos falando de mudanças nas regras de aposentadoria de trabalhadores da maior empresa do Brasil. Diego agiu de forma leviana, iludindo os petroleiros em conluio com a FUP e, por isso, tem que sair. Até porque Diego com apoio da FUP não desiste de seu plano nefasto de destruir o Plano Petros e a AMS como querem os acionistas.
Fora Diego!
Assembléias começam dia 7
Com punições e discriminações não tem acordo!

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Aprovação do desconto assistencial garante continuidade da luta contra leilões
Petroleiros do Sindipetro-RJ e demais sindipetros da Frente Nacional dos Petroleiros (FNP), aprovaram em todas as bases a indicação da Frente de greve a partir de amanhã, quinta (3/12). No Rio, por esmagadora maioria, os trabalhadores, além de rejeitarem a contraproposta da Petrobrás, aprovaram o desconto de uma parcela de 1% do salário da ativa no fechamento do Acordo Coletivo para pagar o desconto dos dias pa- rados (15 e 16/10) e financiar a manutenção da campanha O Petróleo Tem Que Ser Nosso!
Diante do resultado das assembléias e da demonstração de mobilização e força da categoria, provenientes da indignação com a política discriminatória da Petrobrás e da falta de avanços nas reivindicações econômicas, a empresa resolveu marcar nova reunião de nego- ciação para hoje, às 15h, na Universidade Petrobrás.
Após a reunião com o RH haverá reunião extraordinária da diretoria do Sindipetro-RJ para organização dos últimos detalhes da greve. O estado de greve continua e somente uma proposta que atenda as reivindicações da categoria poderá reverter este quadro, pelo menos nos sindipetros da FNP.
FUP ACEITA DISCRIMINAÇÃO
- A FUP - que chamou ontem a Petrobrás para negociar somente as punições da Bacia de Campos - agora indica a aceitação da proposta. Mas categoria entendeu que o reajuste que vai para o salário é de 4,36%. A Petrobrás desenvolveu tecnologia que propiciou a descoberta do pré-sal fruto do trabalho de todos inclusive dos aposentados. Aceitar um acordo desses é fazer o jogo dos acionistas
Queremos, no mínimo, o cancelamento das punições da greve da PLR, da greve da Replan e o cancelamento do desconto dos dias 15 e 16 de outubro da atual campanha reivindicatória.Também não tem acordo com a manutenção da discriminação entre aposentados e ativa, através da remuneração va- riável e da gratificação de contingente, que não são repassadas para os aposentados.
Diante dessa situação só nos resta acatar a decisão da categoria e ir a greve para buscar uma proposta que atenda ao conjunto da categoria. Como fizemos na ultima campanha da PLR. Sem o cancelamento de todas as punições e com discriminações não tem acordo.
Exigimos a volta de todos os demitidos por motivo político da Petrobrás, Interbrás, Petromisa, Petroflex e Nitriflex. Não aceitamos o prazo dado pela gerência de Recursos Humanos para que os companheiros da Interbrás se aposen- tem para ter direito a AMS. É um absurdo a companhia impor uma carência de 10 anos aos petroleiros pós 2010 para terem direito a AMS na aposentadoria. Queremos produtividade e reposição das perdas salariais que chegam a 23 %. Reivindicamos a periculosidade para valer, melhora do índice de reajuste, aumento real de salários. Sem isso, não tem Acordo. É greve!!!
* Anexo o quadro das assembleias realizadas nas bases do RJ
Diretoria Colegiada do Sindipetro-RJ
RJ: 02/12/2009
Sindipetro-RJ

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Campanha reivindicatória dos petroleiros
A campanha por um acordo que atenda a toda a categoria continua. Queremos o cancelamento de todas as punições: da greve da Replan, da PLR e do acordo em aberto, com o cancelamento do desconto já efetuado dos dias 15 e 16 de outubro. Quem luta por todos não pode ser punido!
Exigimos a volta de todos os demitidos por motivo político da Petrobrás, Interbrás, Petromisa, Petroflex e Nitriflex. Não aceitamos o prazo dado pela Gerência de Recursos Humanos para que os companheiros da Interbrás se aposentem para ter direito a AMS. É um absurdo a companhia impor uma carência de 10 anos aos petroleiros pós 2010 para terem direito a AMS na aposentadoria. No auxilio universidade que garante aos nossos dependentes custeio de cursos na área de petróleo e gás, queremos a nossa inclusão.
Na questão salarial, o que o RH nos oferece para incorporação ao nosso salário base e é isso que nos interessa é 4,36%. Nada de produtividade e nem de perdas salariais. O nosso pleito é que a empresa reconheça nossas perdas nos planos econômicos passados num total de 23 % e se não paga de uma vez reconheça e parcele. Reivindicamos a periculosidade para valer como uma bandeira fundamental. É preciso incorporar os adicionais nos salários de toda a categoria e pagar a periculosidade a quem trabalhe em área perigosa. Melhora do índice de reajuste, pagamento da produtividade, recomposição das perdas salariais e garantia da periculosidade para valer são possibilidades concreta de recomposição de nossos salários, para deixarmos de ser “os mendigos da indústria do petróleo.”
Descaso com os que dedicaram a vida pela Petrobrás e pelo país
Na proposta da Petrobrás, os aposentados vão continuar a ter o seu direito desrespeitado. O desenvolvimento da tecnologia para descoberta do pré-sal levou cerca de 30 anos e teve a participação de muitos técnicos que hoje estão aposentados. A Petrobrás é a segunda maior empresa das Américas em lucratividade. Isso é resultado de um trabalho que levou anos. A Petrobrás no novo marco regulatório do pré-sal, através de seu presidente, diz que a base da nova lei é o respeito aos contratos. A empresa se arvora em aplicar a responsabilidade social. Isso não inclui os aposentados? Se depender do Lula, do Gabrielli, do RH e da FUP os aposentados vão ficar de fora mais uma vez.
Na justiça, para não deixarmos dúvidas sobre a justeza do pleito dos aposentados, temos várias decisões favoráveis em segunda instância. Para denunciar essa violência contra aqueles que construíram nossa empresa já ficamos nu para chamar atenção em frente a sede da companhia e do palácio do planalto; já fizemos um ato em frente sede da empresa denominado de “latrinaço” para devolver o tratamento que é dado pela companhia ao aposentados e pensionistas; depois de tentativas frustradas junto a direção da empresa para cessar esse desrespeito fizemos no EDISE o enterro simbólico do RH e do presidente da companhia; ocupamos por treze dias o RH na sede da companhia; e por dezoito dias o EDITA na campanha em curso.
Parte da categoria ainda não entendeu que ou morremos antes ou todos seremos um aposentado e não gostaríamos de ser tratado dessa forma. Para a Frente Nacional dos Petroleiros e o Sindipetro-RJ, o acordo não deve ser assinado com punições e nem com discriminações. A decisão final é da categoria nas assembléias.
* Anexo o quadro parcial das assembleias realizadas nas bases do Sindipetro-RJ.
Sindipetro-RJ
Rio, 27/11/2009
Fonte: Agência Petroleira de Notícias

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DIRETORIA DO SINDIPETRO-RJ INDICA:
Suspensão do movimento; manutenção do estado de greve, rejeição da 3ª proposta.
A diretoria do Sindipetro-RJ reunida extraordinariamente na sede do sindicato, ontem, 23/11, depois de receber no mesmo dia, na véspera da greve, formalmente da companhia a 3ª proposta às 16h, decidiu indicar para as assembléias nas bases:
Suspensão da greve nacional indicada pela FNP a ser iniciada no dia 24/11e indicar também para as assembléias a manutenção do estado de greve;
Com relação à 3ª proposta o indicativo da direção é de rejeição:
“Sem o cancelamento das punições da greve da PLR, da greve da Replan, dos descontos dos dias 15 e 16 da greve na atual campanha reivindicatória e das discriminações mantida nessa ultima proposta principalmente com os aposentados não tem acordo.”
Vamos realizar novas assembléias nos dias 26/11 a 01 de dezembro, quadro completo do indicativo da diretoria, resultado completo das assembléias que aprovaram a greve indicada pela FNP e o Sindipetro-RJ para começar no dia 24/11 e o quadro geral das assembléias a ser realizadas para analisar a 3ª proposta e o indicativo da direção do sindicato amanhã dia 25/11 no SURGENTE.
Os diretores do Sindipetro-RJ estiveram ontem à noite e hoje pela manhã, 24/11 em todas as bases do RJ informando o novo indicativo e onde houve concentração realizou assembléias, como no TABG, considerando que estamos em assembléia permanente, aprovando maciçamente o indicativo de suspensão do movimento e a manutenção do estado de greve.
Diretoria Colegiada do Sindipetro-RJ
RJ: 24/11/2009
Sindipetro-RJ

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CAMPANHA REIVINDICATÓRIA – URGENTE
O RH através do Negociação nº 66 convoca a FUP para uma nova rodada de negociação nesta sexta, 20/11. A empresa age com total desprezo com os petroleiros representados pela FNP, cerca de metade da categoria. Isto porque tinham uma reunião hoje, 19/11, ás 14h para entrega de uma nova proposta. Companheiros da FNP vieram de vários estados gastando dinheiro da categoria para nada. Foram informados através de telefonema que a reunião estava cancelada. Agem de comum acordo FUP e RH como se a empresa fosse deles. Como se a relação com os sindicatos não fosse institucional. O RH informa para toda a categoria que suspendeu a reunião com a FUP, agora comunica a toda força de trabalho da nova reunião com a FUP. Argüido por um diretor do RJ sobre o desrespeito com os trabalhadores representado pela FNP um gerente de RH informou: “eu comuniquei a fulano da suspensão da reunião”. Entendemos que essa não é a forma de comunicação adequada do RH com os sindicatos. Aliás, eles conhecem o padrão Petrobrás, só que eles só aplicam para FUP, e a bem da verdade a categoria também tem entendido, e tem respondido como fizeram na eleição da Petros. Em duas eleições derrotamos todos os candidatos da FUP.
Mas vamos ao fundamental: a Petrobrás tem o segundo maior lucro entre as empresas dos EUA e da América Latina, segundo a folha online de 18/11. A Petrobrás desenvolveu tecnologia e descobriu o pré-sal. Já a FNP representante dos trabalhadores recebeu na mesa de negociação do RH a resposta de que não tem melhoria no salário; na AMS, na dobradinha extra turno, na periculosidade para valer; nada de Anistia para os Trabalhadores do Sistema Petrobras (Petrobrás, Interbrás, Petromisa, Nitriflex e Petroflex); os aposentados não vão receber os níveis de 2004/5/6, o que já vem sendo reconhecido pela justiça em segunda instancia, vão manter as discriminações; não vão cancelar as punições aos petroleiros da greve da PLR; vai manter o desconto da greve dos dias 15 e 16 de outubro da atual campanha reivindicatória. Tai uma coisa que somos obrigados a reconhecer, o RH não deixou margem a ilusões, não prometeu nada a nenhum trabalhador. Lógico que diante desse desempenho da companhia, o RH faz a alegria dos acionistas com aumento do lucro da companhia e o gasto com a folha de pagamento da categoria mantido em 3% do faturamento, metade do que gasta as concorrentes.
A FNP conclama os trabalhadores de nossas bases e das bases da FUP onde já existe uma grande rebelião, como em Macaé, RN e BA. Se de fato queremos uma nova proposta que atenda ao conjunto da categoria temos que aprovar a greve nacional marcada para o dia 24/11. Lembram da ultima campanha de PLR, esse mesmo RH disse que não tinha como avançar; que existia o impedimento da Secretaria de Controle da Estatais; do Conselho de Administração etc. Uma greve de cinco dias ultrapassou todos esses obstáculos, inclusive fomos além da PLR. Os trabalhadores de turno conquistaram a dobradinha do dia 1º de maio.
Greve neles!!!
QUADRO DE ASSEMBLÉIAS
20 DE NOVEMBRO, SEXTA
CNCO (Grupo 3) - entrada 07h00
CNCO (Grupo 5) – saída 08h00
CNCO (Grupo 1) - entrada 15h00
Cenpes (Grupo C) - Entrada 15h00
TABG (Grupo D) – Entrada 15h00
TABG (Grupo B) – Saída 16h00
Angra (Grupo B ) – Padaria 23h30
21 DE NOVEMBRO, SÁBADO
Angra (Grupo B) - Terminal 00h00
CNCO (Grupo 4) – entrada 07h00
TABG (Grupo A) – saída 08h00
Angra (Grupo A) - Padaria 15h30
Angra (Grupo A) – Terminal 16h00
22 DE NOVEMBRO, DOMINGO
Cenpes (Grupo E) - Entrada 07h00
Cenpes (Grupo A) - Saída 07h00
Angra (Grupo E) – Padaria 07h30
Angra (Grupo E) - Terminal 08h00
23 DE NOVEMBRO, SEGUNDA
Angra (Adm) - Terminal 06h30
Cenpes (Grupo D) - Entrada 07h00
TABG 07h00
Cenpes 07h30
Edise 12h00
Edihb/Ouro Negro 12h30
Transpetro Sede/RB1 12h30
Edita 12h30
Tevol 13h00
CNCO (Grupo 2) - entrada 15h00
Cenpes (Grupo B) – entrada 23h00
01 DE DEZEMBRO, TERÇA
Aposentados 14h00
(sindicato - av. Passos)
OBSERVAÇÕES
Aposentados: durante a campanha salarial, marcam assembléias quinzenalmente. Pauta: discussão de nova proposta se houver
Angra: aposentados, grupos C e D e folga votam em qualquer assembléia
TABG: grupos C e E votam em qualquer assembléia
RJ: 19/11/2009
Sindipetro-RJ
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Libra e SINDMAR assinam ACT
Por Marcio Arruda
Foi assinado no dia 12 de novembro o ACT 2009/2010 com a empresa Libra para
os oficiais e eletricistas mercantes quer atuam nas embarcações da companhia
nos termos autorizados por nossos representados. O arquivo em PDF do ACT foi
enviado para todas as embarcações da empresa para ampla consulta e devido
cumprimento por todos os representados. Dos dez representados que participaram
da votação, sete aprovaram a proposta e três rejeitaram, representando um
percentual de aceitação de 70 pontos.
A reunião em que o SINDMAR firmou o Acordo Coletivo de Trabalho com a Libra
aconteceu no dia 12 de novembro, no Rio de Janeiro. O ACT assinado pelo
Sindicato e pela empresa traz a aplicação de um percentual que é utilizado no
reajuste das remunerações do pessoal de bordo. O documento traz, ainda, cláusula
de adicional noturno apontado para os tripulantes que não fazem serviço de
quarto.
O acordo prevê proteção específica para as representadas do SINDMAR que
se encontram na condição de gestante. O acordo é retroativo a 1º de abril de
2009 e estará em vigor até 31 de março de 2010.


CNPJ: 33.652.355/0001-14
COMUNICADO À CATEGORIA DOS OCUPANTES DO EDITA
SUSPENSA, 6/11/09 - 18º DIA – Após às 19:00h
Hoje dia 6 de novembro de 2009, o SINDIPETRO/RJ, organizou Ato de Solidariedade e Desagravo realizado entre 12h e 14h30 no EDITA.
O objetivo principal do Ato era a de nos apoiar e estimular o término da nossa ocupação por eles entenderem que já havíamos cumprido com a nossa principal missão. Logo após, realizamos uma reunião fraterna onde discutimos o movimento. Atendendo aos apelos dos participantes do ato resolvemos por unanimidade suspender o movimento por entender que de fato o motivo principal já havia sido cumprido: denunciar a direção da PETROBRÁS que é subserviente ao capital internacional e arrocha os salários dos trabalhadores da ativa e dos aposentados, mantendo a mesma política de FHC tornando-a uma empresa mais fácil de ser privatizada. E também fica claro a intenção em querer acabar com o nosso plano de saúde: Assistência Médica Supletiva (AMS) para facilitar a entrada de planos de saúde privados, objetivando alcançar cerca de 280.000 assistidos para explorá-los com prestações escorchantes e atendimentos precários. A evidência desta denúncia está na proposta apresentada pelo RH da PETROBRÁS de uma carência de 10 anos para os novos empregados a partir de 2010.
Não nos intimidamos com nenhumas ameaças, assédios e repressões que tentavam dificultar a nossa permanência na ocupação. Por exemplo, no nono dia da ocupação, a empresa mandou uma carta PETROBRÁS-RH/AMB/RTS-50.161/09, de 28 de outubro de 2009; que nos solicitava liberação imediata da sala. Vale a pena registrar a convivência fraterna com a ampla maioria dos empregados do EDITA que tivemos contato, e fica nossos agradecimentos.
Suspendemos nossa ocupação mas a luta continua e reiteramos nossas bandeiras.
- Greve nacional da categoria, inclusive nas unidades que não são ligadas à Frente Nacionais dos Petroleiros (FNP).
- Por uma Petrobras 100% estatal e pública, com a volta do monopólio estatal do petróleo.
- Isonomia entre ativos e aposentados.
- Cancelamento das punições da última greve (PLR).
- Retorno de todos os demitidos do Sistema Petrobras (Petrobras, Interbras, Petromisa, Petroflex, Nitriflex).
- Fim da remuneração variável (por uma política de reajustes reais, incluindo o pessoal da ativa e aposentados);
- Melhorias na AMS.
- Dobradinha extra turno;
- Pelo atendimento da pauta de reivindicações apresentada pelos trabalhadores.
Estamos convictos de que nossa luta não será em vão. Certamente se reverterá em vitória para todos os trabalhadores
Os ocupantes: Emanuel Cancella, Roberto Ribeiro, Wladimir Mutt, Fabíola Monica e Luis Alexandre.
Rio, 06/11/2009
Sindipetro-RJ

CNPJ: 33.652.355/0001-14
Ocupação do Edita entra no 16º dia
Deputados querem mediar negociação entre presidente da Petrobras e trabalhadores que ocupam Edifício Torre Almirante
Deputados querem mediar negociação entre presidente da Petrobras e trabalhadores que ocupam Edifício Torre Almirante
A ocupação do Edifício Torre Almirante (Edita), por petroleiros que reivindicam tratamento igualitário entre trabalhadores da ativa e aposentados, foi tema de debate no plenário da Assembléia Legislativa (Alerj). O deputado Paulo Ramos fez um emocionado discurso, na terça, 3, em favor da reabertura das negociações com a empresa e em solidariedade aos cinco sindicalistas que estão há 16 dias ocupando uma sala do Edita, representando bravamente os interesses de toda a categoria.
O pronunciamento de Paulo Ramos teve desdobramentos. Nesta quarta, 4, o presidente da empresa, Sérgio Gabrielli, recebeu uma carta, assinada por vários parlamentares, que constituíram uma comissão para intermediar o conflito entre a direção da empresa e as representações sindicais. Além de Paulo Ramos (PDT), assinam a carta, propondo uma reunião com Gabrielli, os deputados Gilberto Palmares (PT), Flávio Bolsonaro (PP), Andre Lazaroni (PMDB), Cidinha Campos (PDT), Rodrigo Neves (PT), Fernando Gusmão (PC do B), Luiz Paulo (PSDB) e o petroleiro aposentado Renan Lacerda, atualmente chefe de gabinete de Ramos.
O deputado Paulo Ramos, em seu discurso, apontou contradições entre a propaganda em torno dos fundos de pensão e a realidade dos petroleiros, cada vez mais discriminados quando se aposentam. Com salários congelados, a cada ano seu poder de compra vem diminuindo, apesar de terem feito altas contribuições à Petros, durante décadas e continuam a contribuir após a aposentadoria.
Ressaltou, também, que os petroleiros que participam da ocupação do Edita querem apenas reabrir a negociação, “mas não pretendem um diálogo subalterno, e sim um diálogo que represente a perspectiva de realização dos direitos reivindicados”.:
De acordo com as palavras do deputado, “eles (os sindicalistas) estão enfrentando a reação, ou a recusa da direção da Petrobras em torno de um debate que inclui reivindicações dos servidores ativos e reivindicações que devem ser concedidas, estendendo-se aos servidores inativos e às pensionistas. Porque os aposentados contribuíram para o fundo de pensão na certeza de que, quando na inatividade, eles manteriam o mesmo poder aquisitivo, o mesmo poder de compra. Contribuíram, compraram esse direito. E agora eles veem esse direito suprimido”.
Por fim, lembrou que o êxito da Petrobras se deve ao trabalho dos petroleiros e que “os aposentados são aqueles que já deram a sua contribuição”. A defesa do monopólio estatal do petróleo, como propõe a Campanha “O petróleo tem que ser nosso” também permeou o discurso do parlamentar na tribuna da Alerj.
Maiores informações:
- www.sindipetro.org.br
- www.apn.org.br

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No 15º dia de ocupação, petroleiros denunciam mazelas da Petros
Fonte: Agência Petroleira de Notícias
Nessa terça, 3 de novembro, completam-se 15 dias com o Edita ocupado. Os cinco petroleiros que desde 20 de outubro permanecem nessa unidade da Petrobrás lançaram hoje uma carta de denúncia do fundo de previdência complementar dos petroleiros. A proposta é mostrar o desrespeito com os aposentados dessa categoria que ergueram a Petrobrás, garantiram auto-suficiência em petróleo e descobriram o pré-sal. Leia abaixo o documento escrito por Emanuel Cancella, Roberto Ribeiro, Fabíola Mônica, Wladimir Mutt e Flavio Azevedo.
“PETROS – RETROSPECTIVA DA FRAUDE SALARIAL”
Até 1970, os aposentados da Petrobrás tinham direito a 100% da remuneração através do Manual de Pessoal. A partir de 1970, com a criação da Petros, que propagandeava em seu primeiro folheto: “ ...Aposentadoria condigna – Puxa, que bom depois de uma vida inteira de trabalho a gente se aposenta! Goza a vida, faz o que quiser, viajar, praia, rede, papo pro ar, casa de campo, plantar rosas, não fazer nada, criar galinhas, jogar cartas, vida mansa. Até agora o grande problema era a redução da renda na hora da aposentadoria. Mas com a Petros, o problema deixará de existir, pois a renda mensal do aposentado não sofrerá, praticamente, qualquer redução.
A Petros vem aí justamente para suplementar a aposentadoria
concedida pelo INPS...”
Depois, para não deixar dúvida da cumplicidade da Petrobrás/Petros na “fraude salarial” contra os aposentados leia a Carta do Gabinete da Presidência da Petrobrás nº 108/97 de 03 de março de 1997, em seu item 3: “... Além destas medidas, estão sendo proposta duas outras: desvinculação do Plano da política de reajuste dos benefícios do INPS (atual INSS) e desvinculação do beneficio dos participantes aposentados ao reajuste do salário do pessoal da ativa. A implementação dessas medidas poderiam ocorrer, também de imediato, sem nenhum risco para os futuros entrantes no Plano, precedida apenas pelos estudos técnicos necessários...” Veja a resposta da Petros, assinada pelo diretor Sérgio Teixeira, através do documento 13/97, expedido por sua diretoria em 14 de março de 1997: “... D) No que diz respeito à desvinculação da correção dos benefícios dos participantes aposentados dos reajustes de salário da ativa, o Serviço de Recursos Humanos (Serec) da Petrobrás, já está praticando uma política salarial voltada para essa filosofia, concedendo, em compensação a reajustes salariais, parcelas remuneratórias que não se integram aos salários dos empregados ativos e, por conseguinte, não se refletem nos benefícios pagos aos aposentados, minorando, assim, os efeitos do respectivo impacto na Petros...”
De lá para cá a fraude se perpetua através de níveis, bônus, abonos contingenciais etc. A burla ao contrato com os aposentados já se repete há 13 anos. Muita gente que estava na ativa nesse período se aposentou e está sentindo os efeitos da “Fraude Salarial”. Assim, reafirmamos que essa luta é de todos. Ou nos unimos por um acordo digno sem discriminação para toda a categoria ou seremos a próxima vitima!
Reiteramos as bandeiras para unir a categoria:
- Greve nacional da categoria, inclusive nas unidades que não são ligadas à Frente Nacionais dos Petroleiros (FNP);
- Por uma Petrobras 100% estatal e pública, com a volta do monopólio estatal do petróleo;
- Isonomia entre ativos e aposentados;
- Cancelamento das punições da última greve;
- Retorno de todos os demitidos do Sistema Petrobrás (Petrobrás, Interbras, Petromisa, Petroflex, Nitriflex);
- Fim da remuneração variável (por uma política de reajustes reais, incluindo o pessoal da ativa e aposentados);
- Melhorias na MAS;
- Dobradinha extra-turno;
- Pelo atendimento da pauta de reivindicações apresentada pelos trabalhadores.
Estamos convictos de que nossa luta não será em vão. Certamente se reverterá em vitória para todos os trabalhadores.
Assinam:
Emanuel Cancella, Roberto Ribeiro, Fabíola Mônica, Wladimir Mutt e Flavio Azevedo
Rio, 03/11/2009
Sindipetro-RJ

CNPJ: 33.652.355/0001-14
INFORMES DA OCUPAÇÃO DO EDITA NO FERIADÃO
Muita gente tem ligado enviando mensagem através de email de apoio e solidariedade para saber de nós e alguns, vindo pessoalmente. A diretoria do Sindipetro-RJ tem sido magnânima no apoio político a nossa ocupação, os funcionários do sindicato tem sido incansáveis no atendimento e apoio às nossas necessidades. De nossa parte a luta continua! Apesar do feriadão, longe da família, do desconforto das insistentes e imutáveis pizzas para alimentação enviadas pelo RH, 42 ate agora, sábado 14h, das dormidas no carpete, do banho de ducha higiênica. Vamos completar dois fins de semana longe de casa, o Vladimir vai faltar à formatura em jornalismo da filha Olga Benário, já imaginou o que isso representa? Emanuel vai frustrar a filha de 5 anos que nas manhãs de sábado sempre passeiam num dos parques do Flamengo; o Roberto já informou a família em Itaipu que vai estar ausente em mais um fim de semana na praia e na costumeira pescaria; o Flavio demitido da Petrobrás esperançoso liga para sua mãe dizendo que na próxima semana volta para casa, e o mais importante de volta a Petrobrás como os demais companheiros de luta; a Fabíola recebe ligações diariamente das filhas, uma no Canadá e outra em Macaé, a mãe também liga pedindo para que ela tenha muito juízo e a abençoa, todos muito preocupados.
O nosso moral continua em alta até porque a causa é nobre, preocupados estão nossos oponentes que nem sequer entram no mérito do nosso protesto. Até porque, como defender o indefensável? Imaginar que a maior empresa do país a segunda das Américas; que gasta 3% de seu faturamento com a folha de pagamento, agir de forma mesquinha com aqueles que construíram a Petrobrás e tem um contrato com a empresa que é desrespeitada por treze anos. Essa discriminação hoje com os aposentados na atual proposta é o repasse de 80% de uma remuneração, através de abono contingencial e 2% de reajuste na RMNR, isso é ou não uma mesquinharia?
Como aposentados seremos todos no amanhã, portanto, essa luta é de todos e para que não haja dúvidas, reiteramos nossas bandeiras:
- Greve nacional da categoria, inclusive nas unidades que não são ligadas à Frente Nacionais dos Petroleiros (FNP).
- Por uma Petrobras 100% estatal e pública, com a volta do monopólio estatal do petróleo.
- Isonomia entre ativos e aposentados.
- Cancelamento das punições da última greve (PLR).
- Retorno de todos os demitidos do Sistema Petrobras (Petrobras, Interbras, Petromisa, Petroflex, Nitriflex).
- Fim da remuneração variável (por uma política de reajustes reais, incluindo o pessoal da ativa e aposentados);
- Melhorias na AMS.
- Dobradinha extra turno;
- Pelo atendimento da pauta de reivindicações apresentada pelos trabalhadores.
Estamos convictos de que nossa luta não será em vão. Certamente se reverterá em vitória para todos os trabalhadores.
Maiores informações :
- www.sindipetro.org.br
- www.apn.org.br

CNPJ: 33.652.355/0001-14
Em resposta ao documento RH/AMB/RTS – 50.161/09 de 26/10/09
DIREÇÃO DA PETROBRÁS INSISTE NA DISCRIMINAÇÃO
Há 13 anos os dirigentes do RH da PETROBRÁS discriminam os seus empregados de várias formas. Os aposentados da empresa têm um contrato que lhes garante até 90% do que receberiam se estivesse na ativa. No governo de FHC começou a “fraude salarial” que se estende até os dias de hoje com LULA. Este contrato entre os petroleiros e sua previdência complementar, PETROS, cuja principal mantenedora é a PETROBRÁS, é oneroso e os trabalhadores continuam pagando mesmo após sua aposentadoria.
Neste momento de luta crucial em que os dirigentes sindicais do SINDIPETRO/RJ reivindicam isonomia para seus trabalhadores, o RH da empresa vem com mais uma pérola da discriminação que é a de não reconhecer o que a lei garante ao aposentado: o direito de votar e ser votado pela sua categoria em flagrante desrespeito para com esta prerrogativa.
No documento do RH a empresa fala na ocupação dos petroleiros e diz: “ ...permanecem na sala seis pessoas entre as quais um dirigente sindical do Sindipetro-RJ, dois ex empregado da companhia desligado a mais dez anos ...” Na verdade participam da ocupação três dirigentes sindicais do Sindipetro-RJ (um da ativa e dois aposentados), que a empresa não reconhece como diretores do sindicato, se colocando acima da lei. Essa postura da empresa aflora a relação de total desprezo com seus aposentados.
Em relação aos dois ex empregados da companhia desligados vale lembrar que apesar da anistia e de uma lei exclusiva, 10 790/03, ainda existem vários empregados com processo em andamento.
A empresa no documento expressa “ ... passado nove dias dessa situação....” Porque, só agora a empresa se manifesta sobre a ocupação? Será que o motivo da manifestação da empresa foi publicação da nota em três jornais (Jornal do Brasil/ O Dia/O Povo), denunciando os acontecimentos.
No citado documento a empresa continua dizendo “... Em razão das necessidades administrativas da companhia, visto que a sala atende a diversas unidades localizadas no centro do Rio de Janeiro, solicitamos a liberação imediata da mesma... “ Lógico que a empresa tem varias salas para utilizar e essa é apenas uma e com certeza não faz falta para suas necessidades. O que eles querem é acabar logo com essa ocupação que expõe gestores mesquinhos que não respeitam o direito legitimo daqueles que construíram nossa empresa.
De nossa parte, vamos manter a ocupação até que cesse essa violência que não é somente contra o aposentado mas certamente contra toda a categoria, até porque ou morremos antes ou todos seremos aposentados um dia.
A ocupação vem recebendo todo tipo de solidariedade por toda categoria e também por outras.
Os petroleiros que, nesse momento, ocupam o Edita, propõem:
- Ampliação da ocupação para outras unidades do Sistema Petrobras, em nível nacional.
- Greve nacional da categoria, inclusive nas unidades que não são ligadas à Frente Nacional dos Petroleiros (FNP).
- Por uma Petrobras 100% estatal e pública, com a volta do monopólio estatal do petróleo.
- Isonomia entre ativos e aposentados.
- Cancelamento das punições da última greve (PLR).
- Retorno de todos os demitidos do Sistema Petrobras (Petrobras, Interbras, Petromisa, Petroflex, Nitriflex).
- Fim da remuneração variável (por uma política de reajustes reais, incluindo o pessoal da ativa e aposentados);
- Melhorias na AMS.
- Dobradinha extra turno;
- Pelo atendimento da pauta de reivindicações apresentada pelos trabalhadores.
Estamos convictos de que nossa luta não será em vão. Certamente se reverterá em vitória para todos os trabalhadores.
RJ; 28/10/2009
Sindipetro-RJ

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Esclarecimentos sobre ocupação
na Petrobrás
A ocupação do Edifício Torre Almirante (Edita), por
petroleiros do Sindipetro-RJ, completa nove dias nesta quarta (28). Os
sindicalistas estão, desde o dia 20, na sala onde acontecem as negociações em
torno do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT/2009).
A direção da Petrobrás não está aceitando as principais reivindicações
dos trabalhadores, daí a ocupação de parte das instalações da empresa, por
tempo indeterminado. Os petroleiros estão indignados com as propostas
apresentadas, que consideram desrespeitosas e divisionistas.
Os ocupantes – Diretores do Sindipetro-RJ e líderes da base petroleira
estão dormindo no chão (a entrada de colchonetes foi proibida) e vêm sendo
submetidos a maus tratos, por parte da empresa. Eles relatam:
“A visita dos nossos advogados e do deputado Paulo Ramos foi cerceada pelo
Recursos Humanos Corporativo. Eles chegaram a ser agredidos pelos seguranças do
prédio. O advogado Aderson Bussinger foi a exame de corpo de delito, depois de
receber um soco atrás da orelha, registrando queixa na delegacia. A OAB/RJ
solicitou, oficialmente, explicações ao presidente da Petrobrás”.
“Big Brother Petrobrás” – Os sindicalistas estão improvisando o
banho, com ducha higiênica, já que estão impedidos de usar os chuveiros. Também
são permanentemente filmados e monitorados pela Segurança Interna da Petrobrás
– como se estivessem num BBP – “Big Brother Petrobrás”.
Esta ocupação foi aprovada em Assembleia dos Aposentados, no dia 20/10,
e ratificada na Plenária da Frente Nacional dos Petroleiros(FNP), ocorrida no sábado
(24). Também foi aprovada na Assembleia dos trabalhadores do Edita, no dia
26/10, sem nenhum voto contrário.
A ocupação vem recebendo inúmeras manifestações de apoio e solidariedade.
Os petroleiros que ocupam o Edita, propõem:
- Ampliação da ocupação para outras unidades do Sistema Petrobrás, em
nível nacional
- Greve nacional da categoria, inclusive nas unidades que não são ligadas à
Frente Nacional dos Petroleiros (FNP)
- Por uma Petrobrás 100% estatal e pública, com a volta do monopólio estatal
do petróleo
- Isonomia entre ativos e aposentados
- Cancelamento das punições da última greve pela PLR
- Retorno de todos os demitidos do Sistema Petrobrás (Petrobrás, Interbrás,
Petromisa, Petroflex, Nitriflex)
- Fim da remuneração variável (por uma política de reajustes reais,
incluindo o pessoal da ativa e aposentados)
- Melhorias na AMS
- Pelo atendimento da pauta de reivindicações apresentada pelos trabalhadores
Temos convicção de que nossa luta se reverterá em vitória para todos os
trabalhadores!
Mais informações: www.apn.org.br
/ www.sindipetro.org.br
RJ; 27/10/2009
Sindipetro-RJ

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Ato na Petrobrás e Plenária Estadual da
Campanha O Petróleo Tem que Ser Nosso mobiliza movimentos sociais nesta terça
Fonte: Agência Petroleira de Notícias
Nesta terça-feira, 27 de outubro, os petroleiros e demais militantes da
campanha O Petróleo Tem que Ser Nosso terão um final de tarde bem agitado. Às
18 horas, acontecerá a Plenária Estadual do Rio de Janeiro da campanha O Petróleo
Tem que Ser Nosso. Essa atividade foi marcada durante o ‘Curso de Formação
da campanha O Petróleo Tem que Ser Nosso’ realizado no dia 3 de outubro.
Em função dos últimos acontecimentos que levaram cinco petroleiros (Emanuel
Cancella, Roberto Ribeiro, Fabíola Monica, Wladimir Mutt e Flavio Azevedo) a
ocuparem o 15º andar do Edita, unidade da Petrobrás na Rua Almirante Barroso,
foi marcado um ato emergencial de apoio. Nesta terça se completo 8 dias de
ocupação.
O Sindipetro-RJ, convoca todas as organizações a participarem da manifestação
em defesa do tratamento igualitário entre trabalhadores da ativa e aposentados,
pelo cancelamento das punições da última greve, pela dobradinha no pagamento
extra-turno, pela anistia dos demitidos do Sistema Petrobrás (Petrobrás,
Interbrás, Petromisa, Nitriflex e Petroflex), pelo retorno do monopólio
estatal do petróleo para uma Petrobrás 100% pública e por toda a pauta
apresentada pela FNP no discussão do Acordo Coletivo. O ato na porta do Edita
(Rua Almirante Barroso, 81, Centro do Rio) foi marcado para às 17h desta terça,
um hora antes da Plenária.
Terça-feira, 27 de outubro
17h, na porta do Edita (Rua Almirante Barroso, 81, Centro do Rio)
Oito dias ocupando o Edita - Manifestação de apoio à ocupação da Petrobrás
em defesa do tratamento igualitário entre trabalhadores da ativa e aposentados,
pelo cancelamento das punições da última greve, pela dobradinha no pagamento
extra-turno, pela anistia dos demitidos do Sistema Petrobrás (Petrobrás,
Interbrás, Petromisa, Nitriflex e Petroflex), pelo retorno do monopólio
estatal do petróleo para uma Petrobrás 100% pública e por toda a pauta
apresentada pela FNP no discussão do Acordo Coletivo.
18h, no auditório do Sindipetro-RJ (Av. Passos, 34, Centro do Rio)
Plenária Estadual do Rio de Janeiro da campanha O Petróleo Tem que Ser
Nosso para avaliar o movimento e traçar as estratégias de luta para as próximas
semanas (em novembro deve ser votado na Câmara dos Deputados os projetos de lei
sobre pré-sal).
RJ; 26/10/2009
Sindipetro-RJ

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Quarto dia: Ocupação do Edita repercute na imprensa e recebe mais declarações de apoio
Fonte: Agência Petroleira de Notícias
Veja fotografias do quarta dia e da visita do Chico Alencar em www.apn.org.br
Cinco petroleiros dentro da Petrobrás e muito apoio externo. Esse é o retrato da heróica resistência contra a discriminação aos aposentados que levou diretores e apoiadores do Sindicato dos Petroleiros do Rio de Janeiro a permanecerem ocupados na sala de negociação do Acordo Coletivo. Nessa sexta-feira, 23 de outubro, completaram-se quatro dias de ocupação no 15º andar do Edifício Torre Almirante, unidade da Petrobrás situada an Rua Almirante Barroso, Centro do Rio.
Chico Alencar visita petroleiros
Do lado de dentro persistência e do lado de fora muito barulho. O Sindipetro-RJ manteve banca com materiais da campanha "O Petróleo Tem que Ser Nosso" e carro de som o dia todo na porta principal do Edita. Os trabalhadores não param de receber demonstrações de solidariedade. Foram manifestações de apoio do deputado federal Chico Alencar (PSOL-RJ), do senador Paulo Paim (PT-RS), do Sindicato dos Engenheiros do Rio de Janeiro (SENGE), da Associação dos Engenheiros da Petrobrás (AEPET), da Associação de Mantenedores Beneficiários da Petros (AMBEP).
- Vim aqui para ajudar a fazer pressão sobre a direção da empresa, no sentido de reabrir negociações com a categoria, apresentando uma proposta a altura da importância que a Petrobrás tem para o país e para os seus trabalhadores. Essa ocupação do Sindipetro-RJ é um clamor. A Petrobrás não pode se comportar como uma empresa privada, que vê o seu trabalhador como um estorvo. A Petrobrás é do povo brasileiro e dos seus trabalhadores - declarou o deputado federal Chico Alencar (PSOL-RJ), durante visita à ocupação realizada na noite desta sexta, 23 de outubro.
Os petroleiros recentemente eleitos para o Conselho da Petros (fundo de pensão suplementar dos trabalhadores da Petrobrás) também encaminharam mensagem de incentivo à luta dos aposentados. O documento dos conselheiros bradava: “A LUTA DOS ATIVOS É A MESMA DOS APOSENTADOS - SOMOS TODOS IGUAIS”. Outro ponto importante foi o repúdio da Seção RJ da Ordem dos Advogados do Brasil contra a postura da Petrobrás de impedir a entrada dos advogados Modesto da Silveira e Aderson Bussinger.
Grande mídia se entrega e noticia ocupação
Depois de alguns dias omitindo a existência do movimento, a Globo divulgou a ocupação do 15º andar do Edita. A badalada coluna do Ancelmo Gois, no Globo On Line, noticiou a mobilização dos petroleiros e às agressões aos advogados representantes do Sindipetro-RJ.
Leia abaixo todos os textos de apoio direcionados para Emanuel Cancella, Roberto Ribeiro, Fabíola Monica, Wladimir Mutt e Flavio Azevedo. Mande também para agencia@apn.org.br e sindipetro-rj@sindipetro.org.br mensagens de solidariedade aos cinco bravos resistentes da ocupação e à luta contra a diferenciação entre trabalhadores da ativa e aposentados. Esse é um movimento de todos que buscam a construção de uma sociedade justa, igualitária e solidária, em que o povo trabalhador seja protagonista da sua própria história.
Carta de apoio do Senador Paulo Paim
Aos companheiros de luta do Sindipetro/RJ
Sou testemunha de que esta categoria sempre esteve a frente de campanhas contra qualquer tipo de discriminação. Poderia citar aqui inúmeros acontecimentos da história do nosso País em que os petroleiros estiveram presentes.
Quando estive recentemente no Rio de Janeiro em um ato em defesa dos interesses dos trabalhadores aposentados e pensionistas, os petroleiros estiveram lá, levando toda a sua solidariedade.
Neste momento de ocupação de unidades da Petrobrás e Petros, é importantíssimo a unidade de toda a categoria para que os objetivos reivindicatórios sejam alcançados, principalmente o fim dos ataques discriminatórios contra os aposentados e pensionistas.
Podem contar com o meu apoio,
Um forte abraço do senador Paulo Paim.
Nota de apoio do Senge
"Solidariedade aos Petroleiros
O SENGE/RJ, tendo como ponto fundamental de sua ação a luta pela aposentadoria digna de todo trabalhador, vem manifestar solidariedade aos diretores do Sindicato dos Petroleiros que, em face dos reajustes discriminatórios contra os aposentados da proposta de Acordo Coletivo de Trabalho da Petrobras e sua intrasigência , ocuparam a sala de negociações do edifício Torre Almirante.
Esperamos que a direção da Petrobras reconheça a valorosa contribuição dos petroleiros da ativa e aposentados para que a Petrobras alcançasse o patamar de uma da maiores empresas de energia do mundo, inclusive, na descoberta das reservas estratégicas do Pré-Sal.
Rio de Janeiro, 23 de Outubro de 2009
A Diretoria Colegiada do Senge-RJ"
Nota de apoio da AEPET:
PRESIDENTE DA AEPET APÓIA ATO DOS PETROLEIROS NO RIO
O presidente da AEPET, Fernando Leite Siqueira, em seu e em nome da diretoria da entidade manifestou solidariedade às manifestações lideradas pelo Sindipetro-RJ e pela Frente Nacional dos Petroleiros (FNP), notadamente a ocupação do 15º andar do Edifício Torre do Almirante (Edita).
`Lamentamos mais uma vez a absurda, incompetente e predatória política de Recursos Humanos (RH) da Petrobrás. Na medida em que a direção da Empresa tenta massacrar os aposentados, destroem, também, a confiança dos ativos na referida direção. Os dirigentes da Petrobrás, infelizmente, se locupletam dos cargos pela militância e não pela competência. Esta irresponsável política de RH pode resultar na perda de todo o nosso esforço na defesa da Empresa, bem como na perda de toda sua tecnologia e seus recursos humanos. O ato de ocupação, liderado pela FNP – uma entidade que realmente está defendendo a categoria – é uma manifestação de coerência e de defesa da própria Petrobrás. A FNP está empenhada na defesa do que a Empresa tem de mais precioso: o seu corpo técnico – passado, presente e futuro`.
CONTRA DISCRIMINAÇÃO: PETROLEIROS OCUPAM EDIFÍCIO DA PETROBRÁS NO RIO
Em Campanha Reivindicatória, um grupo de petroleiros liderados pelo Sindipetro-RJ ocupou desde a noite desta terça-feira (20/10) uma sala de reuniões localizada no 15º andar do Edifício Torre do Almirante (Edita), na Avenida Almirante Barroso, 81, no Centro do Rio de Janeiro. A ocupação é por tempo indeterminado, até que a Petrobrás apresente uma proposta que não resulte em discriminação à categoria e que atenda as principais reivindicações da categoria, incluindo o cancelamento das punições da última greve em relação à PLR (Participação nos Lucros e Resultados); e o retorno de todos os demitidos do sistema Petrobrás. A ocupação ocorreu ao término de uma rodada de negociações com o Departamento de Recursos Humanos da Empresa, onde esta apresentou uma proposta de reajuste salarial diferenciado para trabalhadores da ativa e aposentados, com reposição da inflação acumulada desde a última data base e aumento real variando até 2% e um abono contingencial de 80% de uma remuneração normal, apenas para os petroleiros da ativa, através da política de remuneração variável. O Sindipetro-RJ e demais sindicatos da Frente Nacional dos Petroleiros (FNP) – São José dos Campos, Litoral Paulista, Rio Grande do Sul, Pará/ Maranhão/ Amazonas/ Amapá, Alagoas/Sergipe – fizeram greve de dois dias na semana passada, em protesto contra a decisão da Petrobrás de não realizar reuniões de negociação com os trabalhadores. Neste sábado (24/10), a partir de 9 horas, os Sindipetros realizarão plenárias das manifestações e de greve nacional da categoria, na sede do Sindipetro-RJ (Avenida Passos, 34, Centro). Os petroleiros também estão lutando por uma nova legislação do petróleo, sendo Petrobrás 100% estatal e pública) e a volta do monopólio estatal do petróleo.
(Assessoria de Imprensa do Sindipetro-RJ/Redação)
Nota de apoio da AMBEP:
A AMBEP congratula-se com o Sindipetro no Rio de Janeiro, pela sua tomada de posição com a ocupação da área restrita do Edifício Edita, numa demonstração clara de não aceitação da proposta do ACT em sua segunda e edição.
Atos como este confirmam a posição sindical firme e decidida, mostrando aos administradores da Petrobras, que este não é o caminho a ser traçado com independência, buscando dar ao tratamento a quem se dedicou e a outros que ainda dedicam a sua manutenção como grande empresa.
As grandes companhias crescem com grandes administradores e este não tem sido o comportamento demonstrado nesta e em outras negociações com a classe trabalhadora.
Com esta dedicação aos objetivos comuns entre ativos e aposentados, vocês podem ter certeza do apoio que estaremos dedicando a todos vocês.
Yvan Barretto de Carvalho, Presidente da AMBEP
Repúdio da OAB-RJ em relação à postura da Petrobrás
“Caros companheiros,
Sobre a repercussão das arbitrariedades da Petrobras na OAB:
OAB-RJ DECIDE POR REALIZAR DESAGRAVO EM RELAÇÃO AOS ADVOGADOS MODESTO DA SILVEIRA E ADERSON BUSSINGER.
Informo que o Conselho Seccional da OAB-RJ, reunido na noite de ontem, ao tomar conhecimento dos relatos dos acontecimentos ocorridos no Prédio da Petrobrás,(Edita/Almirante), em que foram impedidos de ingressar na empresa os advogados Dr. Modesto da Siveira e Dr.Aderson Bussinger, este último Conselheiro da Seccional, (quando acompanhavam comissão de parlamentares que iria se reunir com os sindicalistas que se encontram no 15 andar do prédio), resolveu aprovar, considerando o cerceamento ás prerrogativas da advocacia, por unamidade um protesto formal á direção da Petrobras, exigindo providências e punição dos responsáveis, bem como a realização de ato de Desagravo aos citados advogados, no Plenário da OAB, em data a ser designada, além da designação de acompanhamento pela Comissão de Prerrogativas e Direitos Humanos da instituição.
O Dr. Siqueira Castro, Conselheiro Federal, através da Conselheira Dra. Vania Aieta, também solicitou cópias da ocorrência policial, para finalidade de encaminhar o caso junto ao Conselho Federal da OAB, em Brasília.
Também deliberou o Conselho prestar assistência jurídica ao Conselheiro Aderson Bussinger, em relação a agressão sofrida em seu ouvido direito.
Informo ainda que foi registrada queixa na 5 Delegacia de Polícia, com a assistência do advogado criminal do Sindipetro-rj, Dr. Custodio, bem como encaminhado exame de corpo-delito.”
Aderson Bussinger, Advogado dos Sindipetros AL/SE e RJ
Moção de apoio dos Conselheiros Eleitos da Petros
Manifesto dos Conselheiros Eleitos da Petros
A LUTA DOS ATIVOS É A MESMA DOS APOSENTADOS - SOMOS TODOS IGUAIS
Os Conselheiros Deliberativos e Fiscais da PETROS (titulares e suplentes) eleitos pelos
participantes vêm a público comunicar o total apoio à luta dos companheiros petroleiros em sua Campanha Salarial 2009. Luta esta que envolve uma revisão salarial digna com incorporação de ganho real merecido em seu salário base.
É fundamental esta revisão de forma que possam no futuro usufruir dessa conquista quando se aposentarem, garantindo também o mesmo para seus dependentes. Essa é a principal luta de todos, incluindo os ex-empregados hoje e que contribuíram para a conquista da atual posição da Petrobras, e demais empresas do sistema, no cenário nacional e mundial.
Essa luta comum está sendo conduzida pelos dirigentes dos Sindipetros que compõem a Frente Nacional de Petroleiros - FNP. Em conjunto com os dirigentes da Federação Nacional das Associações de Aposentados, Pensionistas e Anistiados do Sistema Petrobras e Petros – FENASPE, estão todos empenhados na condução das manifestações explícitas em repúdio aos termos das "novas propostas a eles apresentadas pela Petrobras para celebração do Acordo Coletivo de Trabalho 2009".
Importante ressaltar que a nova proposta só foi explicitada após ter a FNP interrompido a greve bem sucedida, por solicitação do patronal para reiniciar negociações. No entanto, a chamada "nova proposta" é abusiva e inaceitável, porque não atende, inclusive, a principal exigência histórica da categoria para que o patronal não pratique mais discriminação entre ativos e aposentados.
A maneira como tem agido a atual direção da empresa já foi definida pelo Poder Judiciário como forma de burlar a correta aplicação dos contratos dos empregados com a PETROS, pois são considerados como continuação dos contratos de trabalho, ora em revisão em decorrência de novo Acordo Coletivo. A correta aplicação do justo ganho real na forma pleiteada pelos Sindicatos propiciará aos companheiros em atividade e aos já aposentados que a PETROS cumpra o disposto em seu Regulamento. Cumprir o regulamento significa efetuar a consequente correção isonômica dos benefícios pagos, visando acabar com manobras que burlam este legitimo direito dos participantes. Tal medida significará tranqüilidade a todos os participantes, desobrigando-os a gastos desnecessários com ações judiciais e garantindo-lhes um envelhecimento digno e a segurança, na ausência, do sustento futuro de suas famílias.
Outro aspecto relevante desta Campanha Salarial 2009 é a defesa da AMS - Asistência Multidisciplinar de Saúde, alvo de ataques sistemáticos por parte da atual direção da
Petrobrás e que deve ser defendida com determinação por todos nós.
A LUTA DOS ATIVOS É A MESMA DOS APOSENTADOS - SOMOS TODOS IGUAIS
Conclamamos a todos para que compareçam na Plenária que será realizada no próximo sábado, dia 24/10, às 09 horas, na Sede do Sindipetro RJ, na Avenida Passos, 34, Rio de Janeiro.
É de fundamental importância que utilizem todos os meios de comunicação que dispuserem para divulgar este documento.
Conselheiros responsáveis: Agnelson Camilo, Epaminondas Mendes, Fernando Siqueira, Paulo T. Brandão, Oscar Scotta, Roberto Ribeiro, Ronaldo Tedesco, Sérgio Salgado, Silvio Sinedino e Yvan Barretto
Matéria do Globo On Line, Coluna do Alcelmo Gois
BAFAFÁ NA PETROBRAS
Notícia do Globo on-line
O ex-deputado Modesto da Silveira, 83 anos, autor da Lei da Anistia, e o advogado Anderson Bussinger teriam sido impedidos com violência de entrar na Petrobras hoje para mediar reunião da empresa com sindicalistas petroleiros.
Os seguranças teriam empurrado Modesto e dado um tapa na orelha de Bussinger, que foi para o IML. O presidente da OAB, Wadih Damous, enviou pedido de explicações para José Sérgio Gabrielle, presidente da estatal.
RJ; 23/10/2009
Sindipetro-RJ

CNPJ: 33.652.355/0001-14
Petroleiros entram no terceiro dia de ocupação do Edita,
em protesto contra discriminação dos aposentados
Isolados no 15º andar do Edifício Torre Almirante, unidade da Petrobrás no centro do Rio de Janeiro (Rua Almirante Barroso, 81), seis diretores do Sindipetro-RJ entram no terceiro dia de ocupação do prédio. A ação é em protesto contra a discriminação dos
aposentados, na negociação do acordo salarial da categoria. Desde 1996, os aposentados acumulam perdas salariais de mais de 60%, em relação aos trabalhadores da ativa. A ocupação foi aprovada em assembléia e tem total apoio da direção do sindicato.
Mas as condições a que estão expostos os ativistas preocupa. A cama é o chão frio. A direção da Petrobras proibiu a entrada de travesseiros, lençóis e colchonetes. Os petroleiros estão sendo impedidos pelos seguranças do prédio, por ordem da direção da empresa, de usar os chuveiros do Edita. Desde o dia 20, quando a ocupação começou, só nesta quinta representantes do sindicato conseguiram furar o bloqueio e levar aos ocupantes uma boa refeição.
Existem ordens expressas da direção da Petrobrás proibindo visitas, mas uma comitiva liderada pelo deputado estadual Paulo Ramos (PDT-RJ) enfrentou os seguranças nesta quinta (22) e conseguiu levar sua solidariedade e um convite aos petroleiros Emanuel Cancella, Roberto Ribeiro, Fabíola Monica, Wladimir Mutt, Flavio Azevedo e Luis Alexandre. O convite seria para participar da sessão solene, na Assembléia Legislativa, em homenagem aos 56 anos da Petrobrás. Como eles permanecem firmes na ocupação, não poderão estar lá. Serão representados pelo diretor Francisco Soriano.
Defesa da Petrobrás
Para os petroleiros que participam diretamente desta ação, a luta pelo direito dos aposentados e dos trabalhadores em geral está associada à defesa de uma Petrobrás 100% estatal e pública, com controle social. Integrantes da campanha “O petróleo tem que ser nosso”, eles consideram insuficientes e tímidas as mudanças na lei do petróleo, apresentadas pelo governo Lula.
Afirma Cancella que a discriminação dos trabalhadores aposentados, não só na Petrobrás mas em todas as áreas da economia, é um traço do neoliberalismo, assim como tem sido o processo de privatização das empresas públicas. Portanto, “a luta pela valorização do aposentado e a defesa da empresa pública - com ênfase no seu compromisso social e com a qualidade de vida de todos os brasileiros - são faces da mesma moeda”.
Cancella, Ribeiro, Fabíola, Mutt, Azevedo e Alexandre enviaram um relato ao sindicato, informando que até a manhã de hoje visitas estavam sendo autorizadas, na ante-sala da área ocupada. Pouco depois, chegaria uma ordem do gerente de Recursos Humanos, Diego Hernandes, impedindo a entrada de novos visitantes.
Houve empurra-empurra e conflito, na entrada dos advogados Aderson Businger, Custódio de Carvalho e Modesto da Silveira, que estavam acompanhados do deputado Paulo Ramos e de seu assessor, Renan Lacerda (petroleiro aposentado). Mas eles não se intimidaram diante dos empurrões, tapas e ameaças e entraram no prédio, utilizando-se de prerrogativa reservada a advogados e parlamentares.
Nesta sexta, apesar das pressões – que serão denunciadas na Comissão de Direitos Humanos da OAB/RJ e na Alerj – a ocupação vai continuar, até que a direção da maior empresa do país sinalize com uma possibilidade de acordo que não exclua os aposentados.
Solidariedade
.
Hoje, as 11h30, houve um ato em frente ao Edita, em apoio à ocupação. A partir desta sexta, 23, haverá uma mesa, com coleta de assinaturas, em solidariedade ao movimento. Também serão distribuídas cartilhas da campanha “O petróleo tem que ser nosso”.
Na internet, multiplicam-se várias manifestações de apoio, individuais, de parlamentares e de entidades, dentre os quais a AEPET, FENASP, Frente Nacional dos Petroleiros (FNP), movimento “A Voz da Maturidade”, senador Paulo Paim (PT-RS), dentre outros.
Os seis companheiros que ocupam nesse momento o Edita deixaram um recado: “Não estamos preocupados em relação ao tempo que vamos permanecer aqui, nem em que condições. Queremos dar um basta nessa situação de covardia e mesquinharia, principalmente em relação àqueles que ajudaram a colocar a nossa empresa no ranking das maiores e mais valorizadas do mundo”.
Fonte: Agência Petroleira de Notícias, 22-10-09

CNPJ: 33.652.355/0001-14
Aos companheiros petroleiros(as)
Sindipetro- RJ ocupa por tempo indeterminado a Petrobrás e exige fim das discriminações com os aposentados
A nossa categoria sempre foi contra ou lutou contra qualquer tipo de discriminação. Foi assim contra as vitimas da ditadura militar, dos demitidos pelos governos Sarney, Collor e FHC, e agora dos punidos da campanha de PLR no governo Lula. A luta pela equiparação dos novos funcionários aos antigos já vai completar três décadas. A última etapa resultou na RMNR que a empresa utilizou para repassar 32% a 34% a quem não recebia. Diante da forte mobilização da FNP no Edise, onde se concentrava o maior número de novos funcionários, fizemos passeata interna dos novos e mobilizações por toda a semana em frente a sede, a empresa ameaçou os manifestantes, através de um informe do RH dirigido a toda a base do Rio de Janeiro, e mandou pagar primeiro a RMN aos trabalhadores da base do Norte Fluminense que, diga-se de passagem, a direção do Sindipetro-NF era contra a equiparação.
A FUP chegou a escrever em um “Primeira Mão” que a equiparação dos novos estava resolvida entre petroleiros. O RH equiparou os novos mas utilizou a RMNR para tentar dividir a categoria. A direção do Sindipetro-RJ indicou para as assembléias a rejeição da RMNR pelo caráter divisionista contido na proposta, obra do RH. As assembléias aprovaram a RMNR contra o indicativo do Sindipetro-RJ. O sindicato do RJ era a favor do conteúdo da proposta, mas contra o artifício da divisão da categoria. Queríamos que as assembléias rejeitassem a proposta para voltarmos a mesa de negociação e exigirmos a equiparação dos novos e a retirada da chamada RMNR.
Aposentados e pensionistas
Lamentavelmente o alvo da política do RH, Sr. Diego Hernandes, são os aposentados e pensionistas. FHC iniciou a política de reajuste diferenciado para os aposentados e no governo Lula a mesma política. Os aposentados da Petrobrás pagaram para manter a relação de 90% do que receberiam se estivessem na ativa e continuam pagando durante a aposentadoria. A Petrobras e a Petros, com essa prática de aumentos diferenciados, rasgam o contrato com os aposentados que, diga-se de passagem, é um contrato oneroso e não uma concessão. A FUP durante todo o governo Lula indicou a aceitação dessas propostas que massacram os aposentados. Em várias categorias as direções sindicais já rejeitaram aumentos diferenciados a aposentados e pensionistas, entre elas os policiais federais e os professores. A FUP traindo a luta dos trabalhadores indica para as assembléias a aceitação desse tipo de proposta que envergonha a classe trabalhadora.
Para reforçar nossa tese do desprezo da companhia com aposentados e pensionistas, o RH, “atendendo” a nosso pedido de melhorias na tão deteriorada AMS, propõe uma comissão não para melhoria mas para cortar custos com foco nos aposentados e pensionistas. Alegam o óbvio, que os aposentados são os que mais utilizam a AMS. Em qualquer lugar do mundo a terceira idade precisa mais de atenção médica e remédios, é impossível mudar essa tendência que faz parte do ciclo da vida. A FNP, em 2006, ocupou por 13 dias o RH no Edise contra essa discriminação. Em 2007 membros da FNP tiraram a roupa em frente ao Edise e ao Palácio do Planalto para denunciar esse tipo de violência contra aqueles que construíram nossa empresa, fato que repercutiu no Brasil e no mundo. Depois fizemos um “latrinaço” em frente à sede da Petrobrás para devolver o tratamento de “m...” que a empresa tem dispensado aos aposentados e pensionistas.
Contra mesquinharia só ocupação e greve
Agora diante da mesmice da proposta que se vislumbra com abono contingencial e corte de despesa na AMS com foco nos aposentados propomos a ocupação. A ação de ocupação do Edita (14° andar do anexo ao Edise), só vai ser vitoriosa se repercutir nas bases petroleiras, ou seja, se a categoria (ativa, aposentados e pensionistas) se mobilizar e reproduzir nas bases com greve da categoria, ocupação das unidades da Petrobrás e Petros. O ataque aos aposentados e pensionistas vêm se repetindo por 13 anos, o que na verdade é um ataque a toda a categoria, e é preciso dar um basta a essa mesquinharia dentro de uma empresa cujo fruto do trabalho, também de aposentados, oferece à sociedade brasileira o pré-sal.
RJ: 20/10/2009
Sindipetro-RJ

CNPJ:14 33.652.355/0001-
MANIFESTO do Sindipetro-RJ
VERGONHA !
Diego Hernandez e Gabrielli convocam a Polícia Militar para reprimir manifestação pacífica da categoria
Conforme decisão praticamente unânime das assembléias, o Sindipetro-RJ, autorizado pela categoria, em sua instância máxima, realizou mobilizações na porta das unidades da Petrobrás, como sempre de forma pacífica e ordeira.
Entretanto, fomos surpreendidos pela presença ostensiva da polícia militar portando armas de grosso calibre, armamentos de guerra, bombas e cassetetes erguidos de forma ameaçadora e provocando de forma desnecessária a possibilidade de enfrentamento que por diversas vezes chegou à beira de um grave incidente, com ameaças e assédio permanente as lideranças.
Vimos reproduzida a política do governo estadual de criminalização do movimento social e sindical, de modo claro e evidente, buscando na força, desmobilizar um direito constitucional de livre manifestação, de acordo com o que foi aprovado nas assembléias.
Lamentamos ainda que atitudes anti-sindicais tenham apoio da direção da empresa, principalmente porque é composta de diversos ex-sindicalistas que no passado recente já sentiram na carne a força desmedida da repressão do Estado, e que, infelizmente, agora em suas salas com ar condicionado e tapetes, sofrem a amnésia imposta por polpudas ‘RG‘s e PLR‘s sem limites.
O Que Queremos
· Reposição das perdas do período (INPC de 4,44%) + ganho real de 10%
+ reposição das perdas de 1994 até agora (cerca de 23%)
· Periculosidade pra valer! RMNR única para todos os trabalhadores
· AMS – Inclusão dos pais no plano e melhoria de qualidade
· Licença maternidade de 180 dias e paternidade de 30 dias
· PLR máxima sem negociação de metas
· Fim da Remuneração Variável
· Pagamento do extra turno/dobradinha nos feriados
· PCAC – Melhorias Já! Por uma tabela única de salário
· Horas-extras para todos, inclusive para os trabalhadores de nível superior
· Auxilio-Amazônia e Auxilio Dia do Desembarque para todos
· Auxílio-Educação de nível superior
· Plano BD para todos
· Cancelamento de todas as punições e dos interditos proibitórios
· Fim das discriminações com os aposentados e demais trabalhadores
E mais...
· O Petróleo Tem Que Ser Nosso! Por uma Petrobrás 100% estatal
· Pela revogação da Lei 9.478/97 de FHC
· Contra a criação de uma nova empresa estatal
· Pela redução da jornada de trabalho
RJ: 19/10/2009
Sindipetro-RJ

CNPJ: 33.652.355/0001-14
Campanha Reivindicatória do Sistema Petrobrás
Greve conquista nova negociação
A greve nacional dos petroleiros alcançou a primeira vitória: a direção da Petrobrás reabriu a negociação com os trabalhadores e marcou reunião para, terça (20), às 15h, no Edita. A Frente Nacional dos Petroleiros (FNP) e os sindipetros do Rio de Janeiro, São José dos Campos, Litoral Paulista, Rio Grande do Sul, Alagoas/Sergipe e Pará/Amazonas/Maranhão/Amapá, estão realizando assembléias em todas as unidades para avaliação do movimento. O indicativo é de suspensão da greve e manutenção do estado de greve A categoria está em assembléia permanente.
No Rio as assembléias acontecem, segunda (19) pela manhã, em todas as unidades. Na sexta-feira (16), foram realizados atos, manifestações e paralisações em todas as unidades.
No Edifício Sede da Petrobrás, na Avenida Chile, a empresa acionou a Polícia Militar para impedir que o “cordão de convencimento” fechasse as portarias de acesso ao prédio, obrigando os visitantes e petroleiros que desejavam trabalhar a passarem por um cordão de isolamento. A presença ostensiva e desnecessária de policiais fortemente armados também gerou insegurança e revolta no TABG e no Cenpes.
O Sindipetro-RJ lamenta que a direção da Petrobrás tente intimidar os trabalhadores tratando a categoria como se fosse criminosa, quando os petroleiros estavam pacificamente exercendo seu direito de greve, assegurado na Constituição.
Quadro de Assembléias de 19/10/2009
TABG 07h00
Angra 07h30
Cenpes 07h30
EDIHB/Ouro Negro 07h30
Edita 07h30
Transpetro Sede/RB1 07h30
Edise 08h00
OBS: Aposentados e trabalhadores de turnos votam
em qualquer seção de assembléia.
RJ: 16/10/2009
Sindipetro-RJ

CNPJ: 33.652.355/0001-14
Entreguistas do petróleo estampam muros do Rio de Janeiro
Fonte: Agência Petroleira de Notícias
Veja fotografias dos cartazes colados em www.apn.org.br
Cartazes enormes com retratos de políticos brasileiros que defendem a privatização do petróleo foram colocados em vários bairros do Rio de Janeiro nessa quinta, 8 de outubro. O material chamava de “traidores da nação” parlamentares reconhecidamente favoráveis ao atual modelo de exploração do petróleo em nosso país, a Lei 9478/97, que, na prática, derrubou o monopólio estatal.
O regime atual (de concessão), libera para leilão áreas promissoras de petróleo e gás, entregando esse valioso recurso natural nas mãos da iniciativa privada estrangeira e nacional. A campanha O Petróleo Tem que Ser Nosso defende o monopólio estatal do petróleo e uma Petrobrás 100% estatal, com controle social. Os movimentos sociais entendem que essa é a única forma de apropriação completa dessa riqueza pelo povo e de controle da sociedade sobre ritmo e política de produção, além de garantir empenho na construção de uma nova matriz energética limpa, para substituir o poluente combustível fóssil.
Os cartazes coloridos, feitos em papel jornal, estão em locais de grande visibilidade, como nas imediações da Cinelândia, no centro do Rio. Trazem o retrato de sete políticos: os senadores Francisco Dorneles (RJ) e Artur Virgílio (AM), os deputados federais ACM Neto, Álvaro Dias, José Carlos Aleluia e Tarso Jereissati, além de João Carlos de Luca, presidente do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBPI): todos paladinos da privatização do petróleo brasileiro.
Além do material anunciar que, em breve, sairá uma nova lista de “traidores”, uma frase chamava muita atenção: “Não me preocupam os gringos que querem nos comprar, mas os brasileiros que querem nos vender”. Até o momento nenhum grupo ou entidade assumiu a autoria da ação.
www.apn.org.br
Rio, 13/10/2009
Sindipetro-RJ

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AOS COVEIROS DE PLANTÃO
Na mesa de negociação, o gerente de AMS, Dr Adailton, foi chamado por alguns dirigentes sindicais da FNP de coveiro da AMS. Com todo respeito aos coveiros que prestam um serviço relevante a sociedade. Mas o que dizer de um gerente que - insensível aos apelos da categoria que pede melhorias no Plano de Saúde - propõe aos próprios trabalhadores através de uma comissão cortar despesas com foco nos gastos dos aposentados? Dr Adailton, em conjunto com outros coveiros, dentre os quais o principal, o do RH, Diego Hernandes, querem enterrar de vez a nossa AMS. E querem que nós, os trabalhadores, façamos esse jogo sujo. Já basta. Vamos constituir uma comissão para diminuir os direitos dos aposentados na AMS? Enquanto um enterra a nossa AMS o outro, o gerente de Recursos Humanos Diego, enterra a política de recursos humanos da companhia. Parece que a base dos petroleiros do RJ já previa essa performance do RH quando fez seu enterro simbólico em frente à sede da empresa. Diego, que a grande imprensa diz administrar muitos bem seus negócios, não faz o mesmo no que se refere aos interesses da categoria: Somos o primeiro em eficiência entre as petroleiras e o 15° em remuneração; gastamos três por cento do faturamento em política remuneraória quando as concorrentes gastam no mínimo o dobro. Grande parte desse excedente vai para o acionista. Enquanto a categoria amarga os acordos rebaixados o RH faz a festa dos acionistas. Reflexos da irresponsabilidade dessa política que não fica só nos acordos. Vejam por exemplo ao tratamento dado ao Inspetor de Segurança Patrimonial, Guilherme Caminha Lourenço, do Cenpes, que recentemente morreu baleado ao lado da esposa no trajeto do trabalho para casa: a empresa está negando AMS ao filho do falecido. A categoria se quiser melhorar a proposta ridícula da companhia que consegue ser pior que a de varias categorias: por exemplo, a de várias categorias de metalúrgicas, dos Correios, da Prefeitura etc. Se é isso que queremos, temos que ir a greve nacional a partir do dia 15 por tempo indeterminado. Lembram da ultima campanha da PLR? A Secretaria de Controle das Estatais (Sest) dizia que os acionistas teriam que receber primeiro. A firmeza da categoria nos cinco dias de greve passou por cima de tudo. Fomos além da PLR, os turneiros conseguiram a chamada dobradinha no feriado de 1º de maio. E agora? A cidade do Rio de Janeiro conquistou o direito de sediar a Olimpíadas de 2016. Com certeza a Petrobrás vai ser a maior patrocinadora; financiamos 40% do PAC; descobrimos o pré-sal; e vamos continuar a ser “os mendigos da indústria do petróleo”!
* O resultado das assembleias do RJ, esta anexo.
Rio, 09/10/2009
Sindipetro-RJ
SINDMAR
visita representados a bordo
Por Marcio Arruda
O SINDMAR visitou seus representados a bordo do NT Lavras, da Transpetro,
atracada no Terminal de Miramar, em Belém. O encontro aconteceu no dia 30 de
setembro.
Durante a visita, o Delegado Adjunto do SINDMAR em Belém, Darlei
Pinheiro, debateu com os oficiais e eletricistas mercantes o Acordo Coletivo de
Trabalho em vigência e as condições de trabalho a bordo. No encontro, os
representados do SINDMAR deram sugestões para o próximo ACT.
Além disso, a Representação Sindical discutiu questões pertinentes ao
setor marítimo, como bandeira de conveniência e irregularidades procedidas
pelas administrações dos portos e terminais.

Foto: SINDMAR

CNPJ: 33.652.355/0001-14
SURGENTES 1171 e 1171A
EDITORIAL
SEPARAR O JOIO DO TRIGO
A FUP quer rebaixar nossa campanha salarial em nome da campanha “O petróleo tem que ser nosso!” A categoria tem que saber que a FUP fez o que já se esperava: desembarcou do seu próprio projeto 5891/09 e quer melhorar o projeto do governo Lula, que é melhor que o de FHC, porém tímido. A FNP a FUP e a Aepet apóiam o projeto de lei 5891/09 que entre outros pontos defendem a Petrobrás 100% estatal: a volta do monopólio estatal do petróleo. Vamos continuar na luta tendo como base o projeto de lei e, o mais importante, envolver a sociedade. A mesma que no movimento “O Petróleo é Nosso!” na década de 50 conquistou a Petrobrás e o monopólio. A descoberta do pré-sal exige das direções sindicais, FUP e FNP avançarem nas conquistas do nosso acordo como recompensa e também estimulo a buscar novas descobertas, avanços tecnológicos e inclusive aumentar os lucros da companhia. Sem esquecer que melhorar nosso salário é fundamental para evitar a saída de petroleiros para as empresas concorrentes, que agora vão intensificar o assédio a petroleiros da Petrobrás com vasto conhecimento técnico e permanente treinamento. Temos que deixar de ser o petroleiro pior remunerado entre as concorrentes. Concordamos em só fechar o acordo com o cancelamento das punições da ultima greve; mas não concordamos com a discriminação de nenhum setor da categoria haja vista a luta contra a discriminação dos novos funcionários que não tinham direito a gratificação de férias de 1 salário, anuênio e adicional de periculosidade (RMNR) e Petros. Não resolvemos todos os problemas dos novos, mas avançamos muito. E os aposentados, mesmo com o pré-sal, vão continuar a ser discriminados? A FUP vai ter a cara de pau de indicar esse tipo de proposta? Precisamos sensibilizar a base petroleira, seja da FUP ou da FNP. Lembrar que a categoria petroleira sempre foi radicalmente contra qualquer discriminação. Não às discriminações, às punições e ao acordo rebaixado. O governo Lula oferece as multinacionais de petróleo na partilha até 70% nas áreas do pré-sal e para os trabalhadores petroleiros migalhas. Vamos lutar para que todo o petróleo seja nosso e por um acordo coletivo digno para toda a categoria.
QUADRO DE ASSEMBLÉIA
6 de outubro de 2009 - terça
Cenpes (PQ Tecnológico) 07h30
Transpetro Sede/RB1 12h30
Aposentados 14h00
Cenpes (Grupo C) 14h30 (Entrada)
Cenpes (Grupo E) 15h00 (Saída)
TABG (Grupo D) 15h30 (Entrada)
TABG (Grupo B) 16h00 (Saída)
7 de outubro de 2009 - quarta
Cenpes 07h30
Angra (Grupo E) 07h30 (Padaria)
Angra (Grupo E) 08h00 (Terminal)
Edita 12h30
Angra (Grupo A e ADM) 15h30 (Padaria)
Angra (Grupo A e ADM) 16h00 (Terminal)
Angra (Grupo D) 23h30 (Padaria)
8 de outubro de 2009 - quinta
Angra (Grupo D) 00h00 (Terminal)
Cenpes (Grupo D) 06h45 (Entrada)
Angra (Grupo B) 07h30 (Padaria)
Angra (Grupo B) 08h00 (Terminal)
TBG 12h00
Canabarro 12h30
9 de outubro de 2009 - sexta
Cenpes (Grupo A) 06h45 (Entrada)
Cenpes (Grupo B) 07h00 (Saída)
TABG (ADM) 07h00
TABG (Grupo C) 07h30 (Entrada)
TABG (Grupo A) 0800 (Saída)
Edise 12h30
Angra (Grupo C) 23h30 (Padaria)
10 de outubro de 2009 - sábado
Angra (Grupo C) 00h00 (Terminal)
Rio, 02/10/2009
Sindipetro-RJ
SINDMAR
discute certificação com Capitania
O SINDMAR participou de reunião na Capitania dos Portos da Amazônia
Oriental (Cpaor), em Belém, no dia 22 de setembro para discutir novos
procedimentos na solicitação de certificados. No encontro, o Delegado Adjunto
do SINDMAR na capital paraense, Darlei Pinheiro, apresentou ao capitão dos
Portos da Cpaor, CMG Roberto Bueno, o oficio nº 1967 da Diretoria de Portos e
Costas com as novas orientações deste procedimento.
A partir desta orientação da DPC, a Delegacia Regional do SINDMAR em Belém
encaminhará toda a documentação de associados e associadas para emissão ou
revalidação de certificados, via Capitania dos Portos. “Esta reunião serviu
para articular a entrega desses documentos”, disse Darlei. O Capitão dos
Portos, CMG Roberto Bueno, ressaltou que “esse procedimento, via SINDMAR,
serve para coibir a prática da entrega de documentos falsos”.

Foto: SINDMAR
O CMG Roberto Bueno recebe do Delegado Adjunto do SINDMAR, Darlei
Pinheiro, uma cópia do ofício nº 1967 da DPC

CNPJ: 33.652.355/0001-14
PETROBRÁS
56 anos de lutas e conquistas
Dia 2 de outubro, sexta-feira
à partir das 10h30 em frente ao Edise
Convidados: Todos os partidos políticos, centrais sindicais, associações e movimentos populares comprometidos com a luta do Petróleo Tem que Ser Nosso!
Show do Beto Correa e sua banda
____________________________________
A VOZ QUE NÃO PODE CALAR
Autores: Beto Correa e Wladimir Mutt
A voz que não pode calar
A chama que não pode apagar
em nossa mente
em nossa terra
em nosso mar
não podemos deixar de lutar
o petroleo é nosso, o “pre-sal” é do povo
não vamos deixar se enganar
luta brasil, sò assim a vitoria virá...
o povo unido jamais é vencido pode acreditar
temos que valorizar nosso país
temos que acreditar neste país
para que o nosso futuro,
na realidade seja mais feliz
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Assembléia Popular, Conam, Conlutas, Consulta Popular, CTB, CUT, FNP, Fórum contra a Privatização do Petróleo e Gás, FUP, Intersindical, MAB, MST, PCB, Aepet, Astape-RJ e Fenaspe
Dia
Marítimo Mundial no Rio de Janeiro
Por Marcio Arruda
O Dia Marítimo Mundial foi celebrado nos 169 Estados-Membros da IMO,
inclusive de Norte a Sul do Brasil. A data não é significante somente para os
marítimos, mas por todos que tem alguma afinidade com a atividade marítima.
No Rio de Janeiro, a cerimônia que celebrou o Dia Marítimo Mundial
aconteceu no dia 24 de setembro no Centro de Instrução Almirante Graça
Aranha. A solenidade contou com a presença do Ministro da Defesa, Nélson
Jobim. O Comandante da Marinha do Brasil, Almirante-de-Esquadra Moura Neto, o
Secretário-Geral da Marinha, Almirante-de-Esquadra Marcos Torres, o Diretor da
DPC, Vice-Alte Paulo José Rodrigues de Carvalho, o Presidente da CONTTMAF e do
SINDMAR, Severino Almeida, o Comandante do Ciaga, Contra-Alte José Carlos
Mathias, futuros oficiais mercantes e autoridades civis e militares prestigiaram
a cerimônia, além de representantes dos sindicatos marítimos coirmãos e de
empresas de navegação.
O tema deste ano da Organização Marítima Internacional foi a mudança climática
no mundo. O Secretário Geral da IMO, Efthimios Mitropoulos, enviou mensagem
lembrando que a mudança do clima também é um desafio para a Organização Marítima
Internacional. A preocupação com o aquecimento global decorre de que isso
influencia diretamente a atividade marítima no mundo.
Durante a cerimônia, o Presidente Severino Almeida foi convidado pelo
Ministro Jobim e pelo Comandante Moura Neto, a homenagear Visconde de Mauá. Além
deles, a estátua do patrono da Marinha Mercante brasileira recebeu flores do
Diretor de Transporte da Transpetro, Agenor Junqueira, e da Vice-Presidente do
Syndarma, Marianne Von Lachmann.
O gaúcho Irineu Evangelista de Souza, então Barão de Mauá, recebeu o título
de Visconde em 1874. Ele liderou a construção do primeiro estaleiro no país,
em Ponta da Areia, Niterói. No segundo ano do estaleiro, ele empregou mais de
mil operários. Nos onze primeiros anos, a unidade construiu 72 navios. Visconde
de Mauá foi precursor da valorização da mão-de-obra e do investimento em
tecnologia.

Foto: Luciana Aguiar
O Presidente Severino Almeida debate temas ligados ao setor marítimo com o
Ministro da Defesa, Nélson Jobim

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EDITORIAL - SURGENTE 1169
Começou a campanha reivindicatória
A primeira reunião da nossa campanha reivindicatória aconteceu em 15 de setembro. Mesa de negociação lotada tanto da parte da companhia como dos trabalhadores ligados à FNP. Concordamos com a FUP de não assinarmos nenhum acordo sem o cancelamento das punições da última greve. Mas isso é muito pouco para uma categoria que bate sucessivos recordes de lucros e oferece aos brasileiros o pré-sal, possibilidade concreta de pagar a dívida social de 500 anos com todo nosso povo. Queremos um aumento salarial justo, proporcional ao desempenho econômico da companhia, fruto do trabalho de todos os petroleiros. Inclusive para continuarmos a buscar novas descobertas.
AMS - Sem prejuízo das demais cláusulas, queremos melhorias concretas na nossa Assistência Multidisciplinar de Saúde – AMS: colocar os pais como nossos dependentes; aumentar o valor pago aos profissionais credenciados para barrar a fuga desses médicos, com o agravante de que agora são categorias inteiras que começam a abandonar o credenciamento de nosso Plano. Sem falar na Transpetro, cujos trabalhadores não têm direito ao plano na aposentadoria e das doenças sem cobertura. Exemplo triste da decadência de nosso plano é a limitação do número de dois stent no tratamento de doenças cardiovasculares e cerebrais, quando em alguns casos impõem a colocação de três ou mais. Na avaliação da FNP, o nosso plano de saúde está em estado terminal, ou pautamos para oxigená-lo agora ou seu quadro resultará em falência múltipla e morte. Por mais absurdo que possa parecer, é isso que quer nosso RH, para que a exigência de um novo plano parta de nós os trabalhadores.
APOSENTADOS - Acabar de vez com a discriminação com os aposentados! Vamos as bases da FUP denunciar a traição que a Federação faz com os aposentados. A FUP aceita na mesa de negociação a proposta que discrimina os aposentados, e o que é pior indica a aceitação e as assembléias aprovam. Tem sido assim desde o governo de FHC. A FNP sempre foi contra esse tipo de proposta, mas somos derrotados pelo efeito dominó provocado pela FUP. Temos que dar um basta nesse golpe contra os aposentados. Até porque todos nós vamos ser um deles amanhã. Uma federação de trabalhadores não pode jamais indicar a aceitação de uma proposta rebaixada para os aposentados sabendo que eles pagaram para receber o mesmo reajuste na ativa e continuam a pagar quando aposentados. E uma assembléia de trabalhadores tinha que rejeitar esse tipo de proposta. Vamos trabalhar as bases da FUP e as nossas contra essa discriminação odiosa! Juntos: FNP, associações, conselheiros eleitos da Petros, CDPP, unidos para desmascarar a FUP e acabar com a discriminação com os aposentados. A campanha reivindicatória tem que ser de conquistas para todos!
Dinâmica de negociação não muda e Petrobrás empurra categoria para greve
Imprensa - FNP
O 3º dia de negociações do Acordo Coletivo consolidou a opinião da Frente Nacional dos Petroleiros (FNP) sobre a necessidade de se mudar a dinâmica das mesas entre a representação da categoria e a Petrobrás. Sem proposta, os sindicalistas limitaram-se a ressaltar as reivindicações da pauta sobre Condições de Trabalho, Recrutamento e Seleção, além de terceirização – temas de hoje (17). Para surpresa dos sindicalistas, a FNP, pela primeira vez, foi tratada como tal e não apenas pela alcunha de "os seis sindicatos". Mas foi só. O silêncio dos representantes da empresa e suas subsidiárias é simples de entender: só haverá proposta quando a categoria iniciar os movimentos de luta.
Prova disso é a postura do gerente de RH, Diego Hernandes. Visto pelos sindicalistas no prédio do Edita, local das negociações, Hernandes continuou ausente da mesa numa prova de desrespeito e, como frisaram os representantes sindicais, não há nada mais importante que os seres humanos da Petrobrás. O Acordo Coletivo é a ocasião em que a vida destes seres humanos, trabalhadores, pode ser melhorada.
Mesmo com tais limitações, a Frente não deixou de expor suas reivindicações. A começar pela habitual apresentação fria de dados, por parte da empresa, sobre os temas do dia, onde os anistiados não estão incluídos nos números de pessoal do RH. Mesmo com a Petrobrás declarando que tem feito todos os esforços para trazer estes trabalhadores de volta para a empresa, a Frente fez críticas à Comissão que trata da questão exigindo mais agilidade.
Outras reivindicações dão conta do resgate da estabilidade plena do emprego; ampliar o intervalo da introdução de dados, de 10 para 15 minutos, com jornada de 5 horas; cumprimento do quadro mínimo nas unidades para garantir a segurança dos trabalhadores; acabar com o avanço da terceirização nos laboratórios; benefícios para trabalhadores com filhos deficientes e redução da jornada (como diz a Lei); que todos os trabalhadores da área de saúde trabalhem 6 horas, como os médicos e direito de ação em vista do aumento do assédio moral e perseguições na empresa.
A Frente defendeu a redução da jornada de trabalho no Administrativo de 40 para 36 horas semanais, além do retorno dos PDV'istas ao trabalho. Sobre o PCAC, os sindicalistas apresentaram uma lista com 24 demandas a serem atendidas – salvo o caso do Sindipetro Litoral Paulista que não assinou o Plano de Cargos e tem ações na justiça.
Demandas ligadas ao transporte (petroleiros e petroleiras que moram a mais de 100 Km do local de trabalho, o conhecido "auxílio jegue"), pagamento de VP-DL-71 aos anistiados, extinção da cláusula 61 (dispensa sem justa causa), que mantém a categoria em clima de insegurança e medo, fim imediato do autoritário Código de Ética, facilitação da transferência de pessoal, convocação imediata de trabalhadores que passaram no último concurso e não foram chamados, além de parecer oficial da empresa sobre os cursos de tecnólogos na área do petróleo e gás, entre outros, foram alvo de destaque por parte da Frente.
Terceirizados
Nesse ponto a FNP defende a primeirização por princípio, mas na pauta deixa claro suas opiniões sobre os contratos com empresas prestadoras de serviços. É necessário, para a Frente, melhores critérios de escolha com cláusulas que não permitam as "gatas" deixarem na berlinda (sem direitos, benefícios, tais como a PLR, segurança) os trabalhadores terceirizados.
A situação é crítica. Estima-se que em todo Sistema Petrobrás existam cerca de 300 mil terceirizados. Tanto que o Ministério Público do Trabalho multou a empresa em 30 milhões por conta do abuso. A empresa afirma que o processo de primeirização está em curso. Para a FNP, é necessário que estes trabalhadores tenham seus direitos garantidos e que sejam tratados da mesma forma que o corpo de trabalho direto.
Refap e Petroquisa
O caso da Refinaria Alberto Pasqualini (Refap), do Rio Grande do Sul, esteve presente na reunião. A Frente reivindica que a Petrobrás compre os 30% da refinaria que pertence a Repsol. A declaração da empresa é de que a Refap não dá lucro, mas para a FNP trata-se na verdade de má administração sob o argumento geral de que na indústria do petróleo a gestão é fundamental para a obtenção de resultados.
Em lado oposto está a Petroquisa (Petrobrás Química). Com apenas 102 funcionários, todos cedidos para a Petrobrás, que já gastou entre 10 e 12 milhões comprando ações, e com sua direção toda incorporada pela companhia, os trabalhadores não recebem promoção e sentem-se constrangidos com a indefinição – que já passa de 20 anos. A Frente reivindicou a incorporação deste trabalhadores pela Petrobrás.
No fim da tarde, sindicalistas do Sindipetro-RJ lotados na Petroquisa e representantes da FNP estiveram em reunião com o chefe de gabinete da presidência da Petrobrás. No encontro, os trabalhadores pediram uma solução para o caso. Como resposta, a empresa afirma que concorda com a reivindicação, mas que esbarra em aspectos legais – para os sindicalistas trata-se de aspectos políticos, pois a Petroquisa só tem servido para a manutenção de cargos. Ficou acertado que o caso será encaminhado à direção da companhia para a busca de um caminho. O canal de diálogo não será fechado.
O último dia da mesa de negociação do Acordo Coletivo, nesta sexta-feira (18) a partir das 9 horas, terá como pauta Salários e Benefícios.
Durante os quatro dias de mesa, a categoria poderá acompanhar pelo blog opetroleiro.wordpress.com (atualizações constantes) e pelo sítio eletrônico www.sindipetrolp.org.br tudo sobre a negociação. Não deixe de acessar!
REUNIÃO NO TABG EM 14/9
Participaram: Pela empresa, o gerente das Ilhas o Sr Aníbal Fernandes e Gislene;
pelo Sindipetro-RJ, Brayer, Valdecir e Emanuel.
Pauta: Turno e pendências da ultima reunião.
A gerencia das Ilhas concordou em refazer a consulta sobre o horário de turno. A votação vai acontecer nos dias 21 a 25 de setembro de 2009 em todos os turnos, com uma única urna e a apuração no próprio dia 25. O operador vai votar numa das 5 propostas explicitadas na cédula. Existe a possibilidade de reavaliação em 6 meses, se necessário.
A implantação será em janeiro de 2010.
A gerência informou ao sindicato que existem 10 operadores novos lotados no administrativo que estão aguardando a construção da Unidade de Ilha Cumprida prevista para março de 20010. Informou também que vai tentar implantar esses operadores em janeiro de 2010, vai retornar o tema em 30 dias.
Informou ao sindicato que todos os operadores que estão realizando estágio em Mucuripe continuam lotados no TABG e a previsão de retorno é de 01/08/10.
Emissão de PT: Determinou a gerencia que em 60 dias todos os empregados das Ilhas estejam credenciados.
Hora extra manutenção: Rh vai apurar e responder em uma semana.
Próxima reunião: dia 25/09 às 9h nas Ilhas.
Rio, 18/09/2009
Secretaria-Geral
Sindipetro-RJ
Este abaixo-assinado (
www.abaixoassinado.org/abaixoassinados/4776) visa recolher assinaturas
para exigir a convocação dos candidatos classificados no concurso público de
2008 (PSP - GEPE-01/2007) da Transportadora Brasileira Gasoduto Brasil - Bolívia
– TBG (Subsidiária da Petrobras S/A), em apoio à Ação Civil Pública de
2009 do Ministério Público do Trabalho e da Procuradoria Regional do
Trabalho/RJ), em articulação com o Sindipetro-RJ e a Comissão de Trabalho,
Legislação Social e Seguridade Social da ALERJ, presidida pelo Sr. Dep. Paulo
Ramos. Faz-se mister cobrar do Sistema Petrobras a “Primeirização” de seus
funcionários na convocação dos aprovados classificados neste concurso público,
substituindo os terceirizados (cujos nomes são mantidos em segredo pelo TBG)
que prestam serviços em cargos e funções de nível médio e superior. A
empresa ao mesmo tempo em que promove concurso público, abre licitação para
contratar terceirizados para a mesma função, adicionalmente há denúncias
sendo investigadas de que a TBG estaria convocando apenas os funcionários
terceirizados que prestaram concurso. Este pleito é no sentido de defender a
nacionalização da Petrobras e a primeirização do serviço, por entender que
a terceirização é uma forma de privatização da economia.
Vale lembrar que a direção do Sindipetro-RJ defende a primeirização dos
postos de trabalho, é contra a terceirização, mas não é contra os
trabalhadores terceirizados.

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Campanha Reinvindicatória
Entregamos a pauta no dia 7 de agosto e a empresa marcou a
primeira reunião para dia 15 de setembro. Reclamamos muito, mas a empresa se
manteve irredutível. A categoria, entrando no jogo do RH, começa a perguntar
de quanto vai ser o aumento. Mas a campanha é reivindicatória porque os
petroleiros querem ir além do aumento justo. Podemos avançar nas cláusulas
sociais. Além disso, não podemos esquecer-nos dos companheiros aposentados.
Grande parte deles, se não todos, contribuíram para que três décadas
depois a Petrobrás descobrisse o pré-sal. É justo que mais uma vez eles
tenham reajuste rebaixado? A companhia alavancando a economia nacional enquanto
seus aposentados ficam na penúria. A direção da Petrobrás se pautando no
respeito aos contratos com os acionistas e as multinacionais no novo marco
regulatório, enquanto rasgam o contrato pelo qual os aposentados pagaram
na ativa e continuam pagando na aposentadoria. Até quando essa covardia?
E a AMS? O RH declarou diversas vezes que a companhia não ia acabar com a
AMS. Pelo menos dessa vez o RH falou a verdade. Os petroleiros, se mantida a
deterioração da nossa Assistência Médica Supletiva, é que vão pedir para
sair! Enquanto os médicos se descredenciam porque rejeitam a tabela da
Petrobrás, colegas se queixam de que o Plano não cobre determinados tratamentos.
Na Transpetro, os aposentados não têm direito ao Plano. E diante desse caos o
RH e o chefe da AMS estão trabalhando para reduzir custos. Querem favorecer
acionistas diminuindo o custo da AMS. A categoria descobre o pré-sal e como
prêmio recebe um plano de saúde cada vez mais aviltado. Vamos exigir melhorias
na AMS na campanha salarial. Não podemos fechar nenhum acordo sem contemplar
nosso plano de saúde. A partir de agora não vamos perguntar qual o aumento,
queremos campanha reivindicatória!
Negociação na terça, dia 15
Com mais de um mês de espera – a Frente Nacional dos Petroleiros
entregou a pauta no dia 7 de agosto – a negociação para renovação do
Acordo Coletivo de Trabalho finalmente foi marcada: a Petrobrás receberá os
representantes dos sindipetros da FNP, a partir de terça-feira, 15. O
Sindipetro-RJ inicia amanhã, sexta, uma série de atividades da campanha
reivindicatória, com mobilizações na porta das empresas do Sistema. A
primeira rodada de assembléias está marcada para os dias 22, 23, 24 e 25 de
setembro.
A Petrobrás encaminhou carta ao sindipetros Rio de Janeiro, Litoral Paulista,
Rio Grande do Sul, São José dos Campos, Alagoas/Sergipe e Pará/Maranhão/Amazonas/Amapá,
na quarta (26) comunicando as datas e os temas centrais dos encontros:
dia 15, SMS e Novas Tecnologias; dia 16, Benefícios;
dia 17, Condições de Trabalho, Planejamento e Recrutamento de Pessoal;
dia 18, Salários, Vantagens e Vigência, Relações Sindicais e
Segurança no Emprego. Todas as reuniões acontecerão na sala
multiuso, do prédio do Edita, no Centro do Rio de Janeiro.
Mesa única – Reiterando a prática de unidade na luta, a FNP, mais
uma vez, colocou para a empresa, em reunião na terça (25), a necessidade
de instalação de uma mesa única de negociação – Petrobrás, FNP e
FUP. O RH da Petrobrás afirmou que a negociação conjunta só depende de
aceitação da Federação. Os sindipetros da Frente defendem a mesa única
como forma de fortalecer a unidade dos petroleiros na luta por conquistas
para a categoria. Juntos, certamente somos mais fortes para enfrentar
a disposição patronal de sempre considerar mais importante o lucro do que melhorias
para a classe trabalhadora.
Este ano, a campanha engloba as cláusulas econômicas e sociais. A pauta histórica
da categoria, debatida no Congresso Nacional da Frente, ganhou novas reivindicações
nas assembléias de base, que apontaram mais de 60 propostas para o documento
encaminhado à Petrobrás.
Principais eixos - Além do índice econômico de reposição das
perdas e aumento real de salários, os petroleiros definiram como principais
eixos gerais de luta o acordo único para os trabalhadores da ativa,
aposentados e pensionistas do Sistema Petrobrás; melhorias na AMS como a
inclusão de pais como dependentes e aumento da rede credenciada; Petros
BD para todos; fim das terceirizações; retorno imediato dos anistiados
aos postos de trabalho e fim de todas as discriminações no Sistema Petrobrás.
Nos pontos específicos estão a licença maternidade de 180 dias, a solução
para os problemas enfrentados pelos inspetores de segurança, técnicos de
enfermagem e técnicos de contabilidade e a promoção automática de pleno
para sênior para quem tem mais de vinte anos de empresa.
Calendário do ACT/2009
SEGUNDA (07) - Grito dos Excluídos
QUARTA (09) - Cenpes - Mobilização da campanha reivindicatória às 7h
Transpetro Sede - Mobilização da campanha reivindicatória às 12h30
QUINTA (10) - TABG - Mobilização da campanha reivindicatória às
7h
SEGUNDA (14) - Edita - Mobilização da campanha reivindicatória
às 12h30
TERÇA A SEXTA (15 a 18) - Rodada de negociação com a Petrobrás
SÁBADO (19) - Plenária da Frente Nacional dos Petroleiros, em Santos
SEGUNDA (21) - Manifestação em uma base da FNP em São Paulo
TERÇA A SEXTA (22 a 25) - Rodada de assembléia do Sindipetro-RJ – Pauta:
Campanha O Petróleo Tem Que Ser Nosso! e ACT/2009 – Avaliação da
rodada de negociação e
calendário de mobilização.
URGENTE: Vânia, gerente da Transpetro,
solicitou ao Sindipetro-RJ que, por motivos de força maior, a reunião para
tratar de temas do TABG, que seria realizada hoje (04/09), seja transferida para
o dia 14/09, segunda-feira, às 9h. A reunião ocorrerá nas Ilhas, com a
participação dos gerentes Aníbal, Marcos Vinícius, Vânia e da direção do
Sindipetro-RJ.
RJ: 04/09/2009, Surgente nº 1168.
Secretarias Geral e de Imprensa
Sindipetro-RJ

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Morre Abdias dos Santos
Sindicalismo de luta perde um de seus expoentes
A morte de Abdias José dos Santos, aos 77 anos, é uma perda para o movimento
sindical brasileiro. Abdias foi um dos fundadores da Central Única dos
Trabalhadores/CUT, que se constituiu no processo de redemocratização do
país, em agosto de 1983. Na época, representou os metalúrgicos fluminenses na
direção nacional da CUT, sendo eleito o seu primeiro tesoureiro.
Alagoano, Abdias repetiu a trajetória de tantos nordestinos que vinham para o
sul, em busca de oportunidade de trabalho. No Rio, foi morar no Morro de São
Carlos, onde teve início a sua militância nos movimentos popular e
sindical. Nos anos de 1960, participou da Ação Operária Católica. Nas duas décadas
seguintes, foi um dos protagonistas do “novo sindicalismo”, que deu
origem à CUT e se contrapunha às práticas “pelegas” e ao atrelamento dos
sindicatos ao Estado. Além de participar da primeira direção da CUT
nacional, também ajudou a fundar o Partido dos Trabalhadores (PT).
Durante três gestões, Abdias foi presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de
Niterói, no Estado do Rio de Janeiro. Na época, era um dos principais
sindicatos do Estado, graças à forte presença da indústria naval e de
reparos na região. Depois de um período de afastamento, retomou a militância
sindical. Atualmente, participava da direção do Sindicato Nacional dos
Trabalhadores Aposentados e Idosos, filiado à CUT.
Meses antes de morrer, foi homenageado com a Medalha Pedro Ernesto, concedida
pela Câmara de Vereadores do Rio; e com a Medalha Tiradentes, comenda máxima
dada a personalidades pela Assembléia Legislativa do Estado (Alerj).
Abdias morreu por volta de 3 horas do dia 31 de agosto, sendo enterrado no cemitério
de São Miguel, em São Gonçalo (RJ), cidade onde viveu nos últimos
anos. Publicou quatro livros, todos com temática semelhante, retratando, a
partir de suas próprias experiências, a vida do operário brasileiro. Foi um
dos poucos sindicalistas que registrou sua trajetória, contribuindo para que não
se apague a memória da classe operária.
Sindipetro-RJ presente nas homenagens
João Leal, assessor do Sindicato dos Petroleiros (Sindipetro-RJ),
que também foi metalúrgico, viveu dois momentos importantes ao lado de Abdias
dos Santos. Maranhense, Leal acabara de chegar ao Rio e foi se instalar no Morro
de São Carlos, vizinho à família de Abdias. Então, ajudou a carregar
nos ombros os móveis de seus familiares, que estavam de mudança para a Bahia.
“Na época, Abdias estava refugiado, vivendo clandestinamente em Salvador.
Estava sendo perseguido por sua atuação no movimento dos moradores das
favelas. A experiência vivida na Bahia inspirou seu primeiro livro, O
Biscateiro, profissão que se viu forçado a exercer, durante a
clandestinidade”.
Na greve dos operários da Fiat, em 1981, os caminhos de Leal e Abdias também
se cruzaram. João Leal era da Comissão de Fábrica da Fiat e Abdias José dos
Santos estava apoiando a greve, colocando a disposição dos grevistas toda a
estrutura do Sindicato dos Metalúrgicos de Niterói.
No cemitério de São Miguel, na despedida do companheiro, estavam presentes
muitos dirigentes sindicais, a prefeita de São Gonçalo, o representante
do governo Lula, deputado federal Luís Sérgio (PT), e a secretária Benedita
da Silva, representando o governo do Estado. A direção Colegiada do
Sindipetro-RJ foi representada pelo assessor João Leal.
Fonte: Agência Petroleira de Notícias, 31-08-09 (www.apn.org.br)
É permitida (e recomendável) a reprodução desta matéria, desde que
citada a fonte.

CNPJ: 33.652.355/0001-14
Assista hoje (28), na TV Educativa do Paraná, debate sobre
campanha do petróleo. Documentário será exibido no sábado
A TV Educativa do Paraná exibe nesta sexta (28), às 22h10,
programa sobre a luta em defesa do petróleo e gás brasileiros, com a participação
de Emanuel Cancella, coordenador geral do Sindipetro-RJ. O programa Projeto
Popular, produzido pela emissora, é exibido em todo o país através do sinal
de parabólica 1320MHZ, polarização horizontal, transmitido em sinal aberto
VHF em todo o Paraná, por meio da emissora Cidade Livre de Brasília, canal 8
da NET e pela Sky, canal 115.
A programação também pode ser vista em tempo real pela internet no sítio www.pr.gov.br/tve
. O programa tem uma hora de duração. No sábado (29), a TV Educativa do Paraná
exibe o documentário O Petróleo Tem que Ser Nosso – Última Fronteira, às
22h30. Assista!
Fonte: www.apn.org.br
É permitida (e recomendável) a reprodução desta matéria, desde que citada a
fonte.

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Sindipetro-RJ aprova projeto de nova Lei do Petróleo
Em reunião nessa segunda, 24 de agosto, o Sindicato dos Petroleiros do Rio de
Janeiro aprovou uma nova proposta de lei para tratar do petróleo brasileiro.
Esse projeto foi construído a partir de um encontro, na quarta-feira passada,
19, que uniu representantes da Frente Nacional dos Petroleiros (FNP), da Federação
Única dos Petroleiros (FUP) e da Associação dos Engenheiros da Petrobrás
(AEPET). A direção do Sindipetro-RJ ressalta a importância do movimento
social contrapor uma alternativa soberana e popular à proposta que será
apresentada pelo presidente Lula na próxima segunda, 31 de agosto, em Brasília.
O projeto aprovado pelo sindicato resgata os principais pontos da Lei 2004/53,
que criou a Petrobrás e estabeleceu o monopólio da União sobre o setor, e
contempla outras reivindicações dos trabalhadores e movimentos sociais, como a
transformação da Petrobrás em uma empresa 100% estatal e pública, a criação
de um Fundo Social Soberano com recursos gerados pelo petróleo e a retomada dos
blocos petrolíferos que já foram leiloados pela ANP. O anteprojeto também
prevê a reincorporação da Transpetro e da Refap à Petrobrás, assim como a
incorporação das refinarias de Rio Grande (antiga Ipiranga) e Manguinhos (RJ)
e da empresa TBG.
A proposta apresentada é resultado dos debates realizados no seio da campanha O
Petróleo Tem que Ser Nosso, envolvendo trabalhadores, organizações populares,
estudantes, intelectuais. A necessidade de uma nova legislação para a indústria
nacional de petróleo e gás é premente para reverter a lógica entreguista e
privatizante dos leilões das nossas riquezas imposta pelo ex-presidente tucano
Fernando Henrique Cardoso e que continua no governo atual.
O anteprojeto será também submetido a todos os movimentos sociais que integram
a campanha nacional O Petróleo Tem que Ser Nosso para ser referendado.
Participam desta campanha, além da FUP, FNP e AEPET, a CUT, Intersindical,
Conlutas, CTB, MST, Via Campesina, UNE, UBES, Consulta Popular, MAB, CONAM,
Assembléia Popular, entre outras organizações.
Principais pontos do anteprojeto para uma nova Lei do Petróleo:
• Fim das
rodadas de licitações e retomada dos blocos petrolíferos que já foram
leiloados;
• Monopólio
estatal na exploração, desenvolvimento, produção, refino, pesquisa e
transporte do petróleo bruto e seus derivados, tendo a Petrobrás como
executora;
• Fundo Social
Soberano (com controle social) para garantir que os recursos gerados pelo petróleo
sejam investidos em políticas públicas voltadas para as necessidades do povo
brasileiro (previdência, saúde, educação, habitação, reforma agrária,
trabalho, etc) e no incremento de fontes alternativas de energia renovável e
limpa;
• Petrobrás 100%
estatal e pública, garantindo também a reincorporação da Transpetro e da
Refap e a incorporação da Refinaria Riograndense (antiga Ipiranga), da
Refinaria de Manguinhos (RJ) e da Transportadora Brasileira Gasoduto Bolívia-Brasil
(TBG);
• Estabelecimento
de quarentena de 12 meses para os diretores e gerentes executivos da Petrobrás
que deixarem a empresa;
• Mudança do
papel da ANP, que deixa de ser reguladora do setor e passa a ter a função de
fiscalizar as atividades da indústria nacional de petróleo e gás, sobretudo a
distribuição
www.apn.org.br

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PETROBRÁS OS INIMIGOS NUNCA SE FORAM
A criação da Petrobrás é sabido foi através do povo nas ruas
no movimento “O petróleo é nosso! Desde então é usado o chavão “os
inimigos da Petrobrás estão de volta”; mas na verdade eles nunca se foram.
E se apresentam nas mais diversas versões:
Na ditadura militar contrariando o monopólio estatal do petróleo tivemos os
Contratos de Risco que disponibilizaram para as multinacionais mais de 80% das
bacias sedimentares brasileira. Justiça seja feita aos militares, pois os
contratos tinham risco principalmente na necessidade do investimento, como
investiram pouco não descobriram nada significante.
Os tucanos durante o governo FHC tentaram privatizar a companhia mudar seu
nome para Petrobrax; conseguiram quebrar o monopólio do petróleo, introduzir
a lei 9478/97, e a Agencia Nacional de Petróleo e seus leilões, através dos
quais metade das áreas com potencial petrolífero foram entregue as empresas
privadas em sua maioria multinacional do petróleo e agora no momento da
discussão do novo marco regulatório apresentam a CPI da Petrobrás.
Indiferente aos ataques a Petrobrás conquistou o mundo: ganhou duas vezes em
1992 e 2001 o premio internacional da Ofshore Tecnology Conference pela excelência
na prospecção de petróleo no mar; em 2009 é a quarta empresas mais
respeitada no mundo e a primeira no Brasil; no mesmo ano em pesquisa realizada
anualmente entre as 1000 empresas globais pelo Reputation Institute com sede
em nova York; e também nesse ano no primeiro semestre é a oitava empresa
mais que mais se valorizou no mundo segundo levantamento da consultoria Ernst
& Yong. Mas o melhor estava por vir a Petrobrás de forma pioneira
descobriu o pré-sal, um dos maiores mananciais de petróleo e gás do mundo
para isso durante três décadas teve que desenvolver tecnologia e investir
bilhões de reais.
Mas seus inimigos não se rendem, e vem de dentro do governo Lula a proposta
de criar uma nova empresa para administrar o pré-sal. Sem querer fazer alusão
a ninguém, deixar a Petrobrás de fora do pré-sal e botar o lobo para cuidar
do cordeiro. Mesmo se tratando de pré-sal e envolvendo trilhões de dólares
não devemos pré julgar vamos acreditar na inocência e na boa intenção
daqueles que propõe a nova empresa. Mas, cá para nós é preciso muita
coragem e talento para nos convencer que esse Congresso totalmente
desmoralizado e contrariando os especialistas internacionais apresentem algo
melhor que a Petrobrás!
Clique aqui
e assista na página da Agência Petroleira de Notícias o filme "
O Petróleo Tem que Ser Nosso - Última Fronteira".
Rio, 14/08/2009
Sindipetro-RJ
Terminal
terá R$ 11,5 mi da União
O projeto arquitetônico do novo Terminal Marítimo de Passageiros do Porto
do Recife (TMP) deverá contar com um aporte de R$ 11,5 milhões por parte do
Governo Federal, podendo ser construído num prazo entre oito e 18 meses. Os
recursos seriam uma contrapartida para a viabilização dos terminais das
cidades que sediarão os jogos da Copa do Mundo de 2014.
Outro ponto positivo é o fato de o processo de dragagem ter sido o primeiro
a ser iniciado no Brasil, sendo provável que também seja o primeiro a ser
concluído. Ademais, as obras de dragagem do trecho para a atracação dos
navios já foram concluídas. Por fim, o Porto deverá apresentar um novo
projeto pleiteando recursos adicionais para a urbanização do entorno do
terminal, estimado em R$ 5 milhões. O empreendimento possibilitará um forte
aumento no fluxo de cruzeiros.
Fonte: Folha de Pernambuco
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SINDMAR e Elcano firmam aditivo
Por Luciana Aguiar
Em reunião realizada no Rio de Janeiro, representantes do SINDMAR,
dos Sindicatos Marítimos co-irmãos e da companhia de navegação
Elcano assinaram um termo adito relativo ao ACT 2008/2010, para os
empregados marítimos da referida empresa, lotados em embarcações
utilizadas nos tráfegos de longo curso e de cabotagem no transporte de
derivados de petróleo, produtos químicos e/ou gases liquefeitos.
Apesar de se tratar de um aditivo, no decorrer do processo negocial,
o Sindicato conseguiu que o reajuste aplicado à soldada base e seus
reflexos, como já pré fixado na negociação do Acordo Coletivo,
incidisse sobre demais rubricas tais como etapa, gratificação petroquímica,
auxílio alimentação, auxílio uniforme e auxílio educação, dentre
outras. Tal conquista reflete a importância de se firmar acordos de
dois anos, capazes de trazer maior segurança para os termos a serem
acordados nos anos seguintes. O documento é retroativo a 1º de abril
de 2009 e estará em vigência até 31 de março de 2010.

O Segundo Presidente do SINDMAR, José Válido, e o Diretor de RH da
companhia, Alexandre Margarido, assinam o documento
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CNPJ: 33.652.355/0001-14
“O petróleo tem que ser nosso” tem pré-estreia
emocionante no Odeon
O Odeon viveu uma noite memorável, na pré-estreia do filme “O petróleo tem
que ser nosso – última fronteira”, na quinta, 30/7. Gente de todas as
idades se acotovelava na entrada do mais tradicional cinema carioca, disputando
um lugar na platéia e nas galerias. Durante a exibição, em vários momentos
os expectadores explodiram em aplausos. Muitos ficaram de fora e terão que
aguardar as reapresentações.
Nem a chuva fria nem o vento cortante impediram que, dos bairros próximos e
distantes e dos municípios vizinhos, acorressem homens e mulheres, jovens e
velhos, brasileiros e brasileiras interessados não só em assistir ao filme,
dirigido por Peter Cordenonsi. Ao final da sessão, a disposição da maioria
era arregaçar as mangas, montar um comitê, encomendar cartilhas: “quando vai
passar de novo? Posso levar uma cópia para a minha comunidade/sindicato/associação?”
Essas eram as perguntas mais freqüentes. Dentre as cerca de 800 pessoas que se
espremiam dentro e fora da sala de projeção, havia um entusiasmo contagiante,
que coloca para os organizadores da campanha o desafio de dar conta das demandas
que já se apresentam.
Ainda não eram 18h30, horário em que estava prevista a apresentação do Coral
do Sindipetro-RJ, regido pela maestrina Luciane Antunes, quando os portais do
cinema tiveram que ser abertos. Os ansiosos expectadores já não cabiam na sala
de espera. Alguns começavam a sentir-se mal.
A programação começa. Na abertura, o coral interpreta “Aluga-se”, de Raul
Seixas, com um solo de Maíra Santafé, funcionária do sindicato. Antes
do segundo número - “Vamos à Luta”, de Gonzaguinha – Maíra cita versos
de Cazuza que anunciam em que direção o evento vai seguir: “Grande pátria...
em nenhum instante eu vou te trair”.
Depois, o filme. A platéia se emociona. Um sentimento de brasilidade parece
despertar. Quando as luzes se acendem, o sorriso de aprovação e o brilho nos
olhos de tantas pessoas revela que foram tomadas pela magia do cinema.
Mas a dose de emoção ainda não estava completa. Sobem ao palco, para receber
uma homenagem especial, três veteranos da Campanha O Petróleo é Nosso, a
mesma que garantiu a criação da Petrobrás e da Lei 2004/53: o petroleiro
Reinhold Schopke, o advogado Modesto da Silveira e a “musa” da campanha em
1940-50, a médica Maria Augusta Tibiriçá que, aos 93 anos de idade, declarou,
sob aplausos: “enquanto tiver força e lucidez, continuarei lutando para que
as riquezas do país sejam revertidas em favor do povo brasileiro”. Tibiriçá
é a grande estrela do filme. Ninguém consegue ficar indiferente quando ela
ergue os braços e canta trechos do Hino da Independência, deixando claro que
os brasileiros têm disposição para livrar o país e seu povo do jugo do
imperialismo e da miséria.
No
encerramento, Maria Augusta Tibiriçá, o professor e ex-diretor da Petrobrás,
Ildo Sauer, os representantes do Sindipetro-RJ, da Aepet e do MST –
respectivamente Emanuel Cancella, Fernando Siqueira e Marcelo Durão – fazem
uma saudação, seguidos de uma breve intervenção de representantes do PDT,
PSTU, PSOL, PT, PCB, PCBR, além de algumas das dezenas de entidades já
integradas à campanha, como a FIST, o MTD, representações estudantis.
O filme e a cartilha parecem ter cumprido o seu papel, impulsionando todos os
presentes à participação na campanha contra a privatização do petróleo e gás.
Dando prosseguimento às atividades, representantes do Fórum contra a Privatização
do Petróleo e Gás/RJ se reúnem na próxima terça, 4/8. Na quarta, 5, o Comitê
Operativo Nacional tem encontro em São Paulo, para definir a data de um curso
de formação de formadores, dentre outras pautas.
Fonte: Agência Petroleira de Notícias
PETROBRÁS
NO PRÉ-SAL E SEM LEILÕES
José Carlos Moutinho
De acordo com matérias
da imprensa (30/07/09), a Petrobrás poderá vir a ser a operadora de todas as
áreas ainda não licitadas do pré-sal, mesmo que perca nas licitações que
serão realizadas pelo governo para compor o sistema de partilha de petróleo. A
participação da Empresa poderá ser minoritária ou majoritária, de acordo
com o nível de participação dela e de outras concorrentes na exploração dos
campos. Estão sendo estudadas, pelo governo, três hipóteses que serão
definidas pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE): 1) dar aval
para a Petrobrás levar integralmente uma determinada área; 2) a Petrobrás
entraria na licitação com outros concorrentes e venceria a disputa, adquirindo
o direito de exploração; e 3) mesmo que a Petrobrás não ganhe a licitação,
ficaria com um percentual da exploração.
Segundo a imprensa tais
hipóteses privilegiam a Petrobrás, mas na verdade trata-se de uma “cortina
de fumaça”. O que a sociedade brasileira tem clamado crescentemente é pelo
fim dos leilões e que o governo contrate a Petrobrás para atuar integralmente
no pré-sal, pois foi ela que correu todos os riscos exploratórios. E mais:
pela Constituição, a União Federal pode contratar a Petrobrás para executar
o monopólio do Estado sobre suas áreas estratégicas, como é o caso do pré-sal.
Um graúdo lobista vê
perigo
Vendo tais discussões,
o senhor David Zylbersztajn, genro do FHC, e que foi diretor da ANP (Agência
Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) e iniciou os absurdos
leilões das nossas bacias sedimentares, em seu artigo intitulado “Perigo à
vista para o futuro do pré-sal”, publicado no jornal Estado de S.Paulo
(30/07/09), vê incertezas nos estudos do novo marco regulatório e faz sua
surrada propaganda apátrida pela manutenção da Lei 9478/97 e,
conseguentemente, a entrega de nosso petróleo às multinacionais. Disse:
“Diante das incertezas, a única certeza é que, para essas descobertas feitas
pela Petrobrás e diversas outras empresas, foi decisivo o papel da Lei
9478/97...”. E fechou um parágrafo, onde simultaneamente tenta mostrar-se na
ofensiva, mas deixa escapar preocupação com o crescente descontentamento no
Brasil pela manutenção da atual lei. Disse ele: “Gostem ou não gostem
alguns, a lei é um sucesso. E, como a lei é um sucesso, querem mudar a lei”.
O ex-diretor da ANP
esqueceu de mencionar que a Petrobrás havia requerido oito blocos na Bacia de
Santos, em 1997, um deles o BS-300, onde a Petrobrás havia mapeado uma grande
estrutura [1.000 km²], com objetivo principal no pré-sal, antes mesmo da criação
da ANP ou da promulgação da Lei 9478/97. A Petrobrás foi obrigada, por força
desta lei, a entregar de “mão beijada” para a referida agência reguladora,
todo o seu acervo técnico. O geofísico João Victor Campos, diretor da AEPET
(Associação dos Engenheiros da Petrobrás), em seu artigo “A verdadeira história
do pré-sal”, publicado no Correio da Cidadania (24/06/09), destacou que “a
exploração do Bloco BS-300 era uma proposta ousada, tanto em termos de lâmina
d`água (mais de 2.000 m) como pela oportunidade de se conhecer convenientemente
a seção rifte da bacia, após atravessar quase 2.000 m de seção evaporítica.
Era uma nova fronteira exploratória e um grande desafio tecnológico”.
Conhecedora do potencial
da área, a Petrobrás arrematou este bloco na 2ª Rodada de Licitações, no
ano 2000, levou 5 anos estudando como transpor as dificuldades tecnológicas,
passou um ano perfurando, gastou US$ 260 milhões e descobriu o pré-sal em
2006. O Prospecto chamou-se PARATY. Logo, a descoberta não foi fruto da fatídica
Lei 9478. Toda a informação geológica/geofísica coligida, a interpretação
e a própria escolha do ponto para perfurar o poço pioneiro, ressalte-se,
ocorreu antes da promulgação da referida lei. A Petrobrás e o Brasil não
devem nada à Lei 9478, ao governo FHC e muito menos ao Sr. Zylbersztajn.
O ex-diretor da ANP fez
uma confusão mental sem mais tamanho. Primeiro, não são apenas “alguns”
desejosos por mudanças na Lei 9478/97, mas milhares e milhares de brasileiros,
conforme demonstra a vida real, notadamente nas crescentes mobilizações das
entidades de petroleiros, dos estudantes [UNE, UBES entre outras], e demais
entidades da sociedade brasileira. Tem sido crescente, também, o número de
palestras realizadas por diversos especialistas, entre eles, o presidente da
AEPET, Fernando Leite Siqueira, que tem viajado pelo País em defesa do pré-sal
e da Petrobrás.
O genro do FHC não
soube da notícia de grande importância: a formação, no Congresso Nacional,
da Frente Parlamentar em Defesa da Petrobrás, que conta com mais de 300
integrantes, entre deputados e senadores. Então, o senhor David quer
“vender” uma ficção como se fosse algo real, ao dizer que “alguns”
querem mudar a referida lei.
Ele fecha um parágrafo
externando uma contraditória opinião, ao dizer que querem mudar a lei por que
ela é um sucesso. Como ele conseguiu tal façanha?... Existe um infalível
ditado popular que diz: “Em time que está ganhando não se mexe”. Mas o
senhor David pretende convencer os incautos que os defensores das mudanças na
referida lei só querem fazer isso por inveja da “vitoriosa lei”. A questão
é: vitória para quem? Para o País, com certeza não é. Certamente, a vitória
que ele vislumbra tem a ver com a avalanche de empresas multinacionais que
ingressou nas nossas bacias sedimentares, graças à Lei 9478.
Então, se a sociedade
brasileira está vendo a necessidade de mudanças na referida lei, e até o
retorno da Lei 2004/53, com certeza, tem a ver com “derrota” da Lei 9478, não
o contrário. Derrota, pois esta lei compromete em muito o futuro do País no pré-sal,
tendo em vista que dá posse do petróleo brasileiro às concessionárias, na
sua imensa maioria multinacionais.
Assim, o genro de FHC
tenta diminuir o fato de a sociedade brasileira não querer mais tolerar a perda
de seus recursos estratégicos, consubstanciados agora no pré-sal. O Brasil não
pode deixar escapar a chance de se tornar uma Nação desenvolvida, soberana e
socialmente justa. O País tem em suas mãos a ferramenta estratégica para
solucionar diversas pendências tecnológicas, geração de empregos, resolver o
histórico atraso no campo social, modernizar nossas Forças Armadas entre
outros itens de relevância.
No seu artigo,
Zylbersztajn afirma, “en passant”, que, além da Petrobrás, outras empresas
contribuíram nas descobertas, mas não cita nenhuma. Ele não se arriscou, é
claro, pois foi a Petrobrás quem descobriu todas as áreas e correu todos os
riscos exploratórios, iniciados com a histórica Lei 2004/53. É a realidade. A
AEPET, por exemplo, defende que a Nação brasileira deva transformar, de fato e
de direito, o petróleo do pré-sal em benefícios efetivos para o povo
brasileiro, através da retomada da sua propriedade para a União Federal e a
sua transformação em ponto de partida para o desenvolvimento da economia
nacional.
José Carlos Moutinho
(jornalista)
Publicado originalmente:
www.aepet.org.br

CNPJ: 33.652.355/0001-14
Documentário “O petróleo
tem que ser nosso” estréia, na quinta, 30, às 18h30, no Odeon.
Entrada gratuita.
O filme tenta responder a uma inquietante questão: diante das
gigantescas reservas do pré-sal, que caminho o Brasil vai tomar? Políticos,
intelectuais, sindicalistas, estudantes, representantes da igreja, artistas e
militares estão entre os 34 depoimentos, de diferentes matizes, que abordam o
tema sob perspectiva histórica, geopolítica, ambiental, econômica e social. A
estreia será no Cinema Odeon, na Cinelândia, no Rio, em evento que começa às
18h30. A entrada é gratuita. O cinema tem lotação para 584 lugares, a serem
preenchidos por ordem de chegada. Ingressos na bilheteria.
“O petróleo tem que ser nosso – última fronteira” é um filme produzido
pelo Sindicato dos Petroleiros do Rio de Janeiro (Sindipetro-RJ) e pela Associação
de Engenheiros da Petrobras (Aepet), dirigido por Peter Cordenonsi. Será
uma peça importante na popularização da Campanha “O petróleo tem que ser
nosso”, que reúne dezenas de entidades dos movimentos sindical, social e
estudantil, dentre os quais o MST e a UNE. Cópias serão distribuídas pelo
Brasil afora, mostrando à sociedade brasileira uma versão comprometida com a
defesa dos interesses nacionais.
Os depoimentos incluem desde o governador do Paraná Roberto Requião (PMDB) e
do senador Aluísio Mercadante (PT), os deputados Chico Alencar (PSOL) e Brizola
Neto (PDT), ao dirigente do MST João Pedro Stédile e ao coordenador da
Conlutas José Maria de Almeida, passando pelo Brigadeiro Sérgio Ferolla,
ex-diretor do CTA (Centro Técnico Aeroespacial) entre 1989 a 1992, comandante
da Escola Superior de Guerra e ex-presidente do STM (Superior Tribunal Militar).
Também d. Dimas Lara Barbosa, bispo auxiliar do Rio de Janeiro e secretário-geral
da Conferência Nacional de Bispos do Brasil (CNBB).
Os nomes pinçados - num elenco que também inclui os professores Ildo Sauer e
Carlos Lessa, Ivan Pinheiro e o ator Paulo Betti, dentre outras “feras” –
apenas foram escolhidos para dar uma dimensão da diversidade de ideologias e
interesses que compõem o elenco dos apoiadores da Campanha “O petróleo tem
que ser nosso”. Está reunido um exército de brasileiros, disposto e
enfrentar o lobby das transnacionais do petróleo, visando à defesa do
povo brasileiro e da soberania nacional.
Apesar do tema complexo e polêmico, Cordenonsi conseguiu editar um filme leve,
instigante, que prende do início ao fim o expectador. Ao final, uma surpresa
que deixará emocionados todos os que tiverem o privilégio de assistir à pré-estreia,
no Odeon.
Cartilha – Além do filme, será lançada na próxima quinta, 30, no
Cinema Odeon, a primeira edição da cartilha da Campanha “O petróleo tem que
ser nosso”, com 100 mil exemplares. Com 24 páginas, ilustrações e imagens
coloridas, a cartilha destina-se a estudantes, donas de casa, formadores de
opinião e a todos aqueles que pretendem entender um pouco mais sobre a discussão
do petróleo e as recentes descobertas do pré-sal. A forma como serão
exploradas e comercializadas as novas reservas, que colocarão o Brasil entre os
maiores produtores mundiais, é decisiva para os rumos que o país vai tomar. A
campanha propõe um novo marco regulatório, defende a reestatização da
Petrobrás e questiona a nova estatal.
Fonte: Agência Petroleira de Notícias, 28-07-09

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O DESCONTO ASSISTENCIAL BOMBOU!
A categoria, em sua grande maioria, permitiu o desconto
assistencial, dirigido para pagar os dias parados dos grevistas da última
campanha da PLR e para financiar a campanha do petróleo. Isso, mesmo diante dos
empecilhos colocados pela direção da empresa, que através do Compartilhado,
tentou ir além da cláusula do ACT, alongando o prazo para a manifestação
contrária ao desconto, sem falar na forma marota de argüir “aqueles que
são contrários ao desconto...” sem dizer para quê. Esse é o mesmo
Compartilhado que promete há anos, mas não cumpre, a colocação de caixas na
entrada dos diversos prédios onde existem trabalhadores da companhia para
disponibilizar os boletins do sindicato.
Esta também é hora de o sindicato prestar contas da utilização do dinheiro
arrecadado: os grevistas que estão enviando contracheques com desconto estão
sendo reembolsados; dia 30/7, quinta-feira, às 18h30, faremos o lançamento do
filme “O petróleo tem que ser nosso - Última Fronteira”, no Cine Odeon, na
Cinelândia, Centro do Rio. Sua presença é muito importante! Durante a
sessão distribuiremos a cartilha sobre o tema. Estivemos no ato da UNE
em Brasília e mantivemos uma banquinha durante todo o Congresso, esgotando todo
o material de campanha, incluindo a venda de camisetas; vamos reforçar o
estoque do nosso material de campanha, incluindo o “pacote” que conterá cópia
do filme, cartazes, abaixo-assinados e cartilhas. Este material será
disponibilizado gratuitamente para universidades, sindicatos, centros acadêmicos,
igrejas, movimentos sociais etc.
Parte do dinheiro financia também advogados especiais para nos defender das
sucessivas tentativas do estado policial de nos criminalizar pelos atos em
defesa da Petrobrás, do nosso petróleo e da soberania nacional. E não vamos só
nos defender, vamos denunciar, processar, cobrar perdas e danos e exigir direito
de resposta de todos aqueles que tentam, de forma leviana, nos calar!
O desconto vem em boa hora e serve como estímulo a uma categoria que luta por
um Brasil mais justo, em que todos se orgulhem da sua nacionalidade. Valeu,
petroleiro!
RJ: 24/07/2009
Sindipetro-RJ

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Estudantes imprimem mais energia na Campanha O
Petróleo Tem que Ser Nosso
Puxada pela União Nacional dos Estudantes (UNE), a
passeata que reuniu cerca de 4 mil pessoas em Brasília, no dia 16, foi um marco
na campanha O Petróleo Tem que Ser Nosso. Essa é a avaliação do secretário
geral do Sindipetro-RJ, Emanuel Cancella, que representou a Frente Nacional dos
Petroleiros (FNP), no palanque. Além da UNE e da FNP, participaram da coordenação
do evento o MST, a Federação Única dos Petroleiros (FUP), a Coordenação dos
Movimentos Sociais (CMS) e a CUT. Outras centrais sindicais também estiverem
presentes -Intersindical, CTB e CGTB.
De volta ao Rio, Cancella trouxe na bagagem uma dose extra de entusiasmo,
convencido de que o envolvimento massivo dos universitários vai contagiar a
sociedade, levando a campanha para todos os estados e municípios brasileiros.
Independente dos conteúdos das reportagens, em face da relevância política do
Congresso da UNE, os principais jornais do país tiveram que destacar a imagem
da imensa faixa que abriu a passeata em Brasília, estendida pelos
organizadores: “Em defesa do Petróleo e da Petrobrás”. É o grito em favor
da soberania nacional que já não pode ser contido nem omitido, estampado nas
primeiras páginas da grande imprensa.
A presidente da UNE, Lúcia Stumpf, declarou que "Um dos objetivos do
Congresso é ratificar a importância do envolvimento dos estudantes na luta
pela soberania nacional. Os estudantes entendem que os recursos do Pré-Sal
podem pagar uma dívida social com a sociedade e garantir grande qualidade de
vida para a população brasileira, no futuro, e também compreendem que a CPI
da Petrobrás representa um atraso na mudança da lei do petróleo". Ou
seja, a CPI agora visa, fundamentalmente, desacreditar a Petrobrás para
explorar o Pré-Sal. Eles pediram a volta da Lei 2004/53, que assegurava à
Petrobrás o monopólio na exploração e produção do petróleo, em nome da
União.
Já Emanuel Cancella encerrou o seu discurso com um convite aos estudantes, para
que prestigiem a pré-estréia do documentário “O Petróleo Tem que ser Nosso
– última fronteira”, dirigido por Peter Cordenonsi, no próximo dia 30 de
julho, quinta-feira, no Cinema Odeon, na Cinelândia no Rio de Janeiro. O
evento, que inclui debate e apresentação do coral do Sindipetro-RJ, começa às
18 horas.
No segundo dia do Congresso da UNE, o presidente da AEPET, Fernando Siqueira, e
o coordenador da FUP, João Moraes, participaram de um painel sobre a geopolítica
do Petróleo, arrancando aplausos dos estudantes.
Vice-almirante entra na Campanha, depois de palestra no
Clube Militar.
O Sindipetro-RJ recebeu, nesta sexta, 17, a visita do vice-almirante
José Maurício Duque. O militar, também formado em Direito e Economia,
assistiu, no Clube Militar, à palestra do engenheiro Fernando Siqueira e do geólogo
João Victor Campos, concordando com a necessidade de uma grande mobilização,
em defesa do petróleo e da soberania nacional.
Destacou, no entanto, que estava em visita ao Sindipetro-RJ na condição de
“cidadão brasileiro e de nacionalista”. José Maurício Duque levou
abaixo-assinados e já garantiu presença no lançamento do filme e da cartilha
da campanha O Petróleo Tem que Ser Nosso, no próximo dia 30. Disse que também
participou da campanha das Diretas Já e, no passado, chegou a ser perseguido
por sua atuação política, nos tempos da ditadura.
Sindipetro-RJ
RJ: 20/07/2009
Fonte: Agência Petroleira de Notícias

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Defesa do petróleo e da Petrobrás
100% estatal
Mais de 10 mil estudantes,
sindicalistas e trabalhadores sem terra fazem ato contra a privatização do
petróleo na abertura do Congresso da UNE, em Brasília
A Campanha O Petróleo Tem que ser Nosso marca a abertura do Congresso Nacional
dos Estudantes (UNE). Um ato público que está sendo promovido, por iniciativa
da UNE, ao lado de várias entidades que já participam ativamente da campanha,
vai acontecer nesta quinta, 16, a partir das 14 horas, em Brasília.
O MST, a
Frente Nacional dos Petroleiros (FNP), a Federação Única dos Petroleiros
(FUP), além da CUT, estarão unidos, no mesmo palanque, defendendo uma Petrobrás
100% estatal, contra a nova empresa proposta pelo governo.
O
Sindipetro-RJ jogou peso na atividade que lembra os memoráveis tempos da
Campanha O Petróleo é Nosso. Nas décadas de 1940-50, brasileiros de todas as
idades e de todos os matizes partidários e ideológicos saíram às ruas,
organizando a vitoriosa Campanha O Petróleo é Nosso. A mobilização da
sociedade garantiu a criação da Petrobrás e a Lei 2004, assegurando o monopólio
da União sobre a exploração, produção, transporte e refino do petróleo,
que passou a ser exercido pela Petrobrás. Em 1997, o governo FHC derrubou, na
prática, o monopólio, instituindo um novo marco regulatório – a Lei
9478/97.
Com as imensas riquezas descobertas na camada do Pré-Sal, é tão grande quando
naquela época o desafio que tem pela frente a sociedade brasileira, para
derrotar a cobiça dos oligopólios do setor petróleo e de seus asseclas em
território nacional. A entrada massiva dos estudantes nessa frente de luta
amplia a nossa força. Ciente da importância da presença dos estudantes na
campanha, o Sindipetro-RJ também estará participando da direção do ato e
manterá, durante todo o Congresso da UNE, uma banquinha com distribuição
de materiais (panfletos, camisetas, adesivos, abaixo-assinados):
“O Petróleo Tem que Ser Nosso”!
Secretaria-Geral
Sindipetro-RJ
RJ: 12/06/2009

CNPJ: 33.652.355/0001-14
Direção da Petrobrás mantém práticas da
ditadura
A direção da Petrobrás mantém como prática de recursos humanos um
tribunal de exceção. Esta ferramenta odiosa, utilizada na nada saudosa
ditadura militar, está prevista na cláusula 61º do atual Acordo Coletivo de
Trabalho, através do dispositivo que analisa a dispensa sem justa causa do
empregado e nega ao empregado a presença de seu advogado. Essa prática é uma
das mais repudiadas em todo o mundo: todo cidadão tem seu direito de defesa
garantido.
Além de montar uma comissão - ou um tribunal - onde o empregado não tem
direito à defesa, a comissão às vezes é derrotada na justiça, tendo que
readmitir o empregado. Os exemplos resultantes dessa comissão são tragicômicos.
A comissão, por exemplo, depois de analisar o caso de um petroleiro acusado de
corrupção e concluir que o mesmo não corrompeu nem foi corrompido, decidiu
pela demissão pelo fato do trabalhador se negar a assinar o relatório das várias
e cansativas reuniões da comissão.
Em outra comissão, em decisão unânime, decidiu-se pela advertência verbal do
empregado. Ao ser informado do resultado da comissão, o titular da gerência
bradou “eu quero a demissão do empregado”. A comissão fincou pé e o
empregado foi somente advertido. As derrotas da companhia na justiça nesses
casos são por conta de um vicio elementar, a ausência do advogado de defesa
durante o funcionamento da comissão. A empresa, na maioria dos casos, convoca o
sindicato para comunicar o resultado da comissão e qual a punição do
empregado.
Apesar dos questionamentos do sindicato a companhia mantém o procedimento. O
pior que quem paga a conta desses descalabros da administração é a companhia.
Todo esse procedimento vira um processo judicial sem fim, botando no mesmo saco
o justo e o pecador. Até quando?
Secretaria-Geral
Sindipetro-RJ
RJ: 26/06/2009

Em solenidade concorrida, que contou com a presença
de participantes da Petros que lotaram seu auditório, foram empossados, em 1º
de junho, os novos membros do Conselho Deliberativo, Ronaldo Tedesco (titular) e
Agnelson Camilo (suplente); e do Conselho Fiscal, Silvio Sinedino e Oscar Scottá.
No discurso de posse, os eleitos reafirmaram, em uníssono, a luta para resgatar
os direitos dos participantes da Fundação. “Nossa vitória representa uma
luta política engajada com o CDPP (Comitê em Defesa dos Participantes da
Petros) e com a FNP (Frente Nacional dos Petroleiros) para garantir o que é
nosso: a Petros, os direitos adquiridos, que muitas vezes foram abalados. E que
só conseguiremos alcançar com a união de todos”, disse Ronaldo
Tedesco.Durante o discurso, todos os conselheiros elogiaram a presença decisiva
no processo eleitoral do conselheiro Deliberativo da Petros, nosso presidente,
Yvan Barretto de Carvalho, que não mediu esforços com seu carisma e dedicação
para consolidar a vitória insofismável dos estreantes na Fundação. (Leia
mais nas edições impressa e eletrônica do Jornal da AMBEP, na Página
3)
::
SINDMAR quer participação de marítimos em Cipas
Os trabalhadores marítimos conseguiram um grande avanço na questão que
envolve a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes, Cipa, do setor. O
SINDMAR, após oficializar a Fiscalização, viu efetivada sua solicitação.
Nos dias 15 e 16 de junho, na Superintendência de Trabalho e Emprego do Rio de
Janeiro, a fiscalização reuniu a entidade, as empresas de navegação e o
Syndarma para explicar a necessidade de as empresas cumprirem determinação da
NR-30, compondo a Cipa da empresa com marítimos que estão embarcados.
No encontro, foi explicada a metodologia de composição da Cipa e como
deve ser calculado o número de marítimos. O efeito imediato desta reunião se
deu com a Finarge Apoio Marítimo, que comunicou ao SINDMAR que está convocando
os empregados do quadro de mar para participar das eleições da Cipa. O prazo
para inscrição começa no dia 2 de julho e vai até 25 de agosto. Os
interessados em se candidatar devem procurar os comandantes das embarcações da
Finarge. O período eleitoral está previsto para 9 de setembro a 2 de outubro e
contemplará as trocas de turmas.

CNPJ: 33.652.355/00011-4
III Congresso da Frente Nacional dos
Petroleiros
Assembléias começam amanhã (23)
Os petroleiros do Rio de Janeiro elegem esta semana os delegados ao
III Congresso Nacional da Frente Nacional dos Petroleiros (FNP). As assembléias,
que tiveram suas datas alteradas (veja quadro ao lado), acontecem em todas as
bases, de terça (23) a sexta (26). Além da votação, a categoria apresentará
suas contribuições para a pauta de reivindicações para o Acordo Coletivo de
Trabalho (ACT), um dos principais temas do Congresso, que acontece de 9 a 12 de
julho, em São José dos Campos, São Paulo.
O Congresso Nacional da FNP também aprofundará temas como a Campanha “O Petróleo
tem que ser nosso!”; a reorganização dos movimentos sociais, o papel das
centrais sindicais e o fortalecimento da FNP, além de organizar as primeiras
mobilizações para a renovação do Acordo Coletivo, em setembro.
A inscrição de chapas para delegados terminou na sexta-feira (19), às 18h.
Apenas uma chapa se inscreveu. A chapa “Unidade, Independência e Luta para
fortalecer a FNP”, que será submetida à apreciação das assembléias,
é composta por alguns dos atuais diretores do Sindipetro-RJ e trabalhadores de
base. Sua construção reflete a unidade de diferentes correntes de pensamento
que hoje compõe a diretoria, sob a bandeira de um sindicalismo independente de
patrões e governos. Por isso mesmo estamos, junto com outros Sindipetros e
oposições, construindo a Frente Nacional dos Petroleiros (FNP), uma
alternativa aos dirigentes que trocam direitos dos trabalhadores por cargos na
direção da empresa e no governo.
Novo quadro de assembéia
Dia 23 de junho
Manguinhos
12h00
EDIHB/Ouro Negro
12h30
Dia 24 de junho
Angra (ADM)
07h00
TABG
07h30
Transpetro Sede/RB1 12h30
Dia 25 de junho
Cenpes
07h30
Edise
12h30
Aposentados (No Sindicato) 14h00
Dia 26 de junho
Cenpes (PQ. Tecnológico) 07h30
Edita/Castelo
12h30
IV - COMISSÃO DE REGIMES DE TRABALHO – Claus. 81,
5.junho.09 (sexta-feira), às 9 h
1. Pagamento de Horas Extras nas Diversas Unidades
(Sindipetro PA/AM/MA/AP);
2. Pagamento do Dia do Desembarque nos moldes praticados na Bacia de
Campos – qual a posição da empresa
3. Extra-Turno “Dobradinha” Garantir o pagamento de
hora extra turno/dobradinha a todos trabalhadores, incluindo os de turno, de
sobre-avisos em todos feriados - pagar o
Extra- Turno “dobradinha” para todos os trabalhadores que trabalham em
regime de Turno e Sobreaviso. Hoje este direito é pago na REPLAN/SE, porém
fomos informados que alguns trabalhadores não recebem e existe uma ameaça para
cortar de todos os trabalhadores; em que trabalharem. (os
trabalhadores de turno perderam este direito em 1999 - aditivo ao acordo
coletivo - (já passou quase uma década, muito mais que 2 anos que deveria
valer um acordo coletivo) e ninguém falou mais nada sobre isto. Há informes de
que uma base nacional resgatou na justiça este direito e outras entraram.
4. Garantia de pagamento de HE’s nos Cursos de Treinamento
efetuados nas folgas;
5. Garantia de pagamento de
HE’s aos trabalhadores de Nível Superior;
6. Trabalhadores da tic/ads/ors/cgrs - que trabalham em
turno ininterrupto, recebem vouchers,(vale taxi) que correspondem aos dias
de trabalho de finais de semana, feriados e à noite, representado em torno de
2/3 de dias trabalhados no mês. Os vouchers tem sido usados nos dias e horário
que melhor convém ao trabalhador, na sua ida ou vinda do trabalho. Os vouchers
são fornecidos em cumprimento da lei 5811. A GERENCIA ESTÁ QUERENDO RETIRAR OS
VOUCHERS.
7. UNSEAL tenta mudar jornada no Mar – Os
trabalhadores embarcados em Sergipe foram informados que a empresa pretende
mudar a atual jornada de 7x7 e 7x14 para 14x21, unilateralmente. Em assembléias,
os trabalhadores manifestaram contra a mudança; que qualquer mudança de
jornada, tem que passar pela decisão dos trabalhadores e ter o aval do
Sindipetro. O Sindipetro segue a decisão dos trabalhadores em assembléias;
8. Implantação dos funcionários do E&P-EXP/GEOF/AQM (Aquisição
Marítima) - já que boa parte destes já ultrapassou os 120 dias anuais
(cláusula oitava), além de muitas vezes eles terem que ultrapassar os 14 dias
de embarque, não gozarem as folgas automaticamente e problema de atraso no
pagamento dos adicionais desses embarques "eventuais". A cia afirmou
em mesa que não entrega o Relatório ao Sindicato, nem aos familiares. Não
concordamos com a posição da empresa.
9. Sobre o regime administrativo com plantões adotado em Alagoas e
Sergipe – Nos colocamos que esse regime não consta em acordo coletivo
e que, diante do acidente ocorrido na estação coletora de furado foi retomada
a discussão. A reivindicação garantir turno de revezamento
ininterrupto.
10. Na P-53 obrigados trabalhar mais de 14 dias –
por causa de erro de projeto da plataforma que diminuiu a tolerância de vento
de 40 nós para 20 nós nos pousos dos helicópteros.
11. Descumprimento da Claus 79 Jornada de trabalho
-. A TIC/ads/ors/cgrs está querendo descumprir está clausula, em
vez de aumentar o efetivo em turno ininterrupto de revezamento está pensando em
criar um turno fixo de 08:00 às 16:00, pagando somente a hra.
12. Não pagamento do sétimo dia na REFAP – pedimos
esclarecimentos da RH da Petrobrás e da REFAP sobre a demanda.
V - COMISSÃO DE S.M.S. DE EMPREGADOS PRÓRPIOS E DE EMPRESAS
CONTRATADAS E CIPAS – Claus 88, sem data marcada
1. Resposta sobre a solicitação de criar CIPAs nos prédios do
CITIBANK, Metropolitan, SEDAN (Banco do Brasil), Cidade Nova (UP) e todos os prédios
onde haja funcionários da Petrobrás e que não possuam CIPA constituída;
2. Reclamação de funcionários sobre constantes defeitos nos
elevadores do SEDAN (Banco do Brasil);
3. Reivindicamos o número e dados estatísticos de doenças que
ensejaram benefício previdenciário dos últimos cinco anos e de
acidentes de trabalho, com afastamento ou sem afastamento.
4. Exigimos que a empresa nos apresente todos os acidentes fatais
ou graves, com o seu devido relatório.
5. Cobramos cursos e treinamentos em segurança de vôos, pois nos
últimos anos acidentes ou incidentes estão aumentando e temos vários exemplos
de acidentes em todas as regiões, queremos que o trabalhador tenha treinamento
para ajudá-lo a se proteger e isso é uma questão de responsabilidade da
empresa.
6. Esclarecimentos dos Acidentes e Mortes no local do Trabalho em
Sergipe (em Carmópolis; no Complexo de Atalaia, em Aracaju; na FAFEN; e no
Acidente na Estrada da Estação de Jordão);
7. Que sejam instaladas as CIPAS por plataformas, e Realização de
Eleição para todos os cargos das CIPAS;
8. Cobrança pelo aperfeiçoamento nas brigadas;
9. Aposentadoria Especial
1) Hoje a empresa paga GEFIP para
2.700 trabalhadores e essa taxa percentual é para que o trabalhador tenha
direito a essa modalidade de aposentadoria. Exigimos os nomes de todos os
trabalhadores que estão contemplados por unidade e por cargos, conforme Mapa de
controle dos Grupos Homogêneos de Exposição GHE’s’/GFIP
2) Qual o
posicionamento do PPP, pois até o momento não teve decisão formal sobre como
deve ficar mas a empresa continua a aplicá-lo. Exigimos reunião conjunta com o
INSS e Receita Federal, órgão responsável pelo recolhimento e fiscalização
do referido imposto para buscarmos solução já, pois sabemos qual a posição
do governo, que é de privatizar a previdência, e a tendência é de cada vez
mais dificultar as aposentadorias. Afirmamos nossa posição de que o PPP aconteça
só se for por área de trabalho, ex: refinaria (que todos sejam incluídos),
plataformas (que todos sejam incluídos), terminais (que todos sejam incluídos),
províncias de urucu (que todos sejam incluídos), navios de lastros (que todos
sejam incluídos), laboratório de petróleo (que todos sejam incluídos) e etc.
Aposentadoria Especial Já! O PPP deve necessariamente conter os riscos
existentes no ASO dos exames periódicos de todos os trabalhadores. ASO conforme
NR-7.
3) Afastar de toda
e qualquer atividade com relação com a Previdência Social, Médicos do
Trabalho que sejam também Peritos do INSS.
4) Discutir o efetivo Mínimo
por Unidade – iniciar o debate em todas as unidades, formando grupo de
estudo do Efetivo mínimo; Embarque Extra na Província Petrolífera de
Urucu com urgência;
5) Realizar levantamento de
extrapolação de jornadas excessivas indicando os casos que ultrapassaram o
permitido na CLT nos últimos 5 anos.
6) Informar as unidades que
utilizaram serviços de manutenção envolvendo manuseio de amianto nos últimos
cinco anos indicando expressa contratadas que tenham participado da atividade.
7) Informar unidades que
utilizam juntas de amianto (TEADIT etc.)
8) Implantação de posto médico
no edifício RB1 - da mesma forma que foi criado no edifício
Sulacap. O rb1 tem alugado para Petrobras atualmente 5 andares com possibilidade
de serem alugados mais andares. Atividades existentes: Telecomunicações,
Comperj e Gapre, atualmente têm em torno de 550 trabalhadores, sendo previsto
nos próximos meses, chegar a 800 trabalhadores.
As alternativas disponibilizadas atualmente não atendem aos trabalhadores:
ambulância no edise e ramal 8800.
III - COMISSÃO DE TERCEIRIZAÇÃO 04 de junho de 2009
(quinta-feira)
1. Estabilidade no Emprego –
cancelar as demissões sobre alegação da crise, como as que estão ocorrendo
na REFAP;
2. Rever o contrato Padrão aonde discrimina
a Jornada de Trabalho para os terceirizados;
3. Criar um Plano de Cargos e Salários mínimo
para os terceirizados;
4. Adequar o Regime de Trabalho para que
tenha um Único Regime para Diretos Indiretos;
5. Unificação da Data Base e Acordo
Coletivo Único;
6. Uniformizar/unificar o Cadastro Nacional
sobre as empresas contratadas;
7. Garantir o debate da Primeirização na
Petrobrás e todas as empresas do sistema;
8. Garantir a implantação da Comissão de
Terceirização Regional, com calendário de reuniões;
9. Contratos da Hope e Personal
(compartilhados do RJ), estes contratos não pagam o auxilio
creche e estão burlando o vale transporte ao não atenderem as solicitações
dos trabalhadores com os gastos com transporte. Pagando sempre a menos do que os
trabalhadores gastam com transporte.
* As empresas obrigam os trabalhadores a realizarem HE’s durante
a semana para cumprir 44 horas semanais, não praticadas na Petrobrás, que a
jornada é de 40 horas semanais, mas não pagam as horas extras e condicionaram
a renovação do Contrato a assinatura de um Termo Aditivo individual
concordando com esta jornada extenuante.
10. Garantia da Representação Sindical definida pelos
trabalhadores;
II - COMISSÃO DE ACOMPANHAMENTO DO ACT – Claus. 118, dia 03 de junho de
2009 (quarta-feira)
1. Relatório da Anistia Leis 8878 e
10790 – queremos saber quando a empresa efetivará as readmissões dos
listados. Outras demandas sobre a Anistia:
1. Desejamos uma apresentação da situação dos processos de Anistia Lei 8878
e seus decretos;
2. Discutir a situação dos Anistiados que fizeram acordo antes da Publicação
da Lei 10.790, como o caso de Orlando Nepomuceno Figueiroa, de Sergipe e dos
seis companheiros de São José dos Campos;
3. Cumprir as inúmeras sentenças de reintegração pela Lei 10.790;
4. Reclassificar os trabalhadores Anistiados, readmitidos pela Lei 8878,
conforme suas atribuições e requisitos atendidos;
5. Situação dos trabalhadores readmitidos da Interbrás e Fronape/Transpetro,
que estão sem lotação e sem atribuições, que estão em residências,
recebendo salários e alguns estão em auxílio doença.
6. Realização de Concurso Público x Retorno dos Demitidos -
enquanto estamos com mais de 900 trabalhadores, oriundos da Ex-Petromisa e
Interbrás e das demais empresas do sistema, demitidos no Governo Collor fora da
cia. defendemos a reintegração de todos os trabalhadores, que estão
contemplados com as Leis de Anistia vigentes no país;
2. Transferência na Transpetro para Aracaju – solicitamos
a Transferência da empregada Patricia Fiuza – da Bahia para Aracaju,
pois até o momento a Coordenação da Transpetro em Aracaju não apresentou uma
resposta.
3. Mudar na Rescisão o termo Pedido de Demissão - Na
hora de aposentadoria de funcionário da Petrobras deve acrescentar o pedido
para que se mude o cabeçalho da carta para aposentadoria (pedido de demissão)
é muito pesado. (Sindipetro LP);
4. Promoção para SENIOR após 20 anos - Todos os
empregados, de nível e superior com 20 anos de companhia serão AUTOMATICAMENTE
reclassificados a SENIOR, pois isto foi ACORDADO no PLANO DE CARGOS DA
TRANSPETRO.
5. DOBRADINHA – Pagamento em dobro dos feriados para quem
trabalha.
7. HORAS DE VOO – Pagamento das horas extra no dia do
desembarque com inicio na saída da unidade ate a chegada na base da unidade.
8. TRANSPORTE – Pegar os funcionários na sua casa
para embarcar e ao desembarcar levá-los na sua residência.
9. Prioridade nos CONCURSOS - Primeiro interno para dar
oportunidade aos empregados depois externo.
10. HORAS EM CURSO –
Pagamento integral das horas ou um adicional de curso estando o empregado
impossibilitado de retornar para sua casa no seu período de folga. (Sindipetro
LP); e Transpetro Belém/São Luis. (Sindipetro PA/AM/MA/AP);
11. Que seja criada uma
clausula para os trabalhadores de TURNO pois, não há uma proteção quanto ás
transferências de grupo nas unidades (REFINARIAS) o trabalhador se programa com
sua família por um período de férias da escola de seus filhos e outros
assuntos de interesse da família (CARNAVAL, NATAL, ANO NOVO , ANIVERSARIOS) no
seu Grupo de Trabalho e é transferido de grupo sem ser avisado por um tempo
razoável para o mesmo se programar na sua vida social com a família por
interesse da empresa ou de seu supervisor ou gerente e nunca por interesse do
trabalhador. Lembrando que a vida social de quem trabalha em TURNO já é
desgastante com a Vida Social da Família.
11. Reenquadramento do Empregado da Ex.
Petromisa - Elizio da Silva mat.187333.1, retornou em 1995 com, a
função de Operador de Equipamentos Especiais; que no retorno em 2004 ,
ficou como Aux. de Apoio Operacional, a partir de 01/01/2007 passou para
Ass. de Serviço de Apoio com o NIVEL 436A. até hoje.
Trabalhou na UN-BA-Taquipe como Fiscal do Contrato de Manutenção, com
toda responsabilidade, e hoje, está na UN-SE/AL trabalhando fiscalizando
os serviços da Oficina.
Até então cobrindo férias do colega do setor de compras e até mesmo como
este mês interinamente a Supervisão da Manutenção.
12.O empregado Antônio de Pádua Lins de Oliveira; Mat. 185806-3.
Trabalha na Petrobras a 28 anos, uns 25 anos na mesma função e foi enquadrado
no PCAC na categoria júnior.
13.Reclassificação para Técnico de Operação Pleno -
Trabalhadores reintegrados/readmitidos da Ex-Petromisa que estão como júnior.
Reivindicamos a análise da relação abaixo, pois no nosso entendimento, todos
eles deveriam está como Técnico de Operação Pleno: (demanda s do Sindipetro
AL/SE)
01 - CÍCERO MIGUEL DA SILVA 187606-8
02 - COSME DOS SANTOS 17641-3
03 - JOÃO ANTONIO SANTOS 187559-4
04 - GILMÁRIO DE MENESES SANTOS 187461-6
05 - ADILSON ANTONIO CORREIA 187679-9
06 - EMANUEL MESSIAS MENDONÇA 187533-6
07 - JOÃO DIAS DE GOIS NETO 187351-5
08 - RICARDO CORTES FIGUEREDO 187388-9
09 - ANTONIO BARBOZA ALVES - 187315-8
10 - JOÃO BOSCO RODRIGUES DOS SANTOS 187350-3
11- LEONEL SILVA FEITOSA 1879206;
14. Luiz Augusto Araújo,
lotado na UN-SEAL/ATP-ST/PRGC, oriundo da Ex-Petromisa, retornou a Petrobras
em 2003, na função de Auxiliar de Apoio Operacional, com a implantação do
PCAC , passou para Assistente de Serviço de Apoio, esperava que fosse
enquadrado na Função de Técnico de Administração e Controle, está
no nível é 429B; que Todos nível médio que adentram à Petrobras o
inicial é 435A, enquanto o empregado está a 5 anos na empresa e continua com o
nível 429; trabalha na gerência técnica, executa atividades técnicas.
15. Liralvo Vitoriano dos
Santos Filho – mat. 555.830-9 – é cedido a Transpetro; a mais de
10 anos exercendo as funções de Operador, com o novo plano, ficou como júnior,
com uma diferença, inclusive frente aos novos trabalhadores da mesma função;
16. Autorizar o Sindipetro RJ
para embarcar - nas plataformas da UNRIO; essas plataformas e a UNRIO é
da Base do Sindipetro do RJ;
17. Interdito proibitório
contra o Sindipetro AL/SE - a pedido da Petrobras se encontra em
execução provisória.
18. Clausula
61 – Dispensa sem justa Causa e Punições – discutir a
utilização desta cláusula indevidamente, desrespeitando o ACT, com inúmeras
punições que foram aplicadas na vigência deste Acordo, como:
19. Demandas do
Plano de Cargos e Salários - PCAC – Petrobrás e Transpetro;
1.
O único Plano de Cargos para o Sistema Petrobras - acabar com as diferenças
do PCAC da Transpetro com o da Petrobrás;
2.
Reivindicamos a promoção para a categoria Sênior de todos os profissionais
com mais de 20 anos de empresa e topados há 2 anos ou mais, imediatamente ou,
no mais tardar, por ocasião da próxima rodada de Avanço de Nível e Promoção,
prevista para ser efetivada em 01/07/2008. Esta medida beneficiaria de imediato
quem está topado, mas traz benefícios futuros para a maioria dos quase 16.000
empregados de nível superior, ao descongestionar a passagem da categoria Pleno
para Sênior.
A Petrobras tem hoje mais de 1.100 empregados de nível superior topados no último
nível da categoria Pleno. A maioria com mais de 20 anos de empresa. Este
verdadeiro funil em que se transformou a passagem para a categoria Sênior é
com certeza o maior fator de queixas, desestímulo e insatisfação do pessoal
de nível superior. Vale salientar que a grande maioria dos topados, levando em
conta a média atual de avanço de nível a cada 2 anos, mesmo passando a Sênior
não terá atingido o topo da carreira ao se aposentar. A Petrobras
provavelmente é a única grande petrolífera que mantém parcela considerável
de seus profissionais com mais de 20 anos de carreira sem atingir a categoria Sênior.
Espero ter contribuído para a preparação das reuniões com a Petrobras e
aguardo um retorno da FNP sobre este tema.
3.
Tabela única para todo o Sistema Petrobrás, sem divisão entre A e B;
4.
Avanço Automático a cada 12 meses;
5.
Internível de 5% (cinco por cento);
6.
Reclassificação dos empregados readmitidos e reintegrados, oriundos das
Ex-Petromisa e Interbrás;
7.
Que sejam enquadrados após um treinamento de todos os trabalhadores que estão
na proposta de Cargo de Assistente de Serviços de Apoio, com prazo a
definir durante as negociações;
8.
Que seja garantido no mínimo, o cumprimento dos Pisos Salariais das Categorias
profissionais. Onde não houver categoria com piso nacional, que seja respeitado
o maior piso regional para todas as categorias profissionais; ex. Técnico de
Segurança;
9.
Inspetor de Segurança Interna – reivindicam nome como Técnico
de Segurança Interna; mesma faixa salarial dos demais técnicos e fornecimento
de transportes;
10. Inspetor de
Segurança Interna no PCAC da Transpetro – que não tem Inspetor de
Segurança Interna próprios. Não está previsto no PCAC da Transpetro.
11. Técnico de
Enfermagem – queremos a mesma faixa dos demais técnicos e
adicional de insalubridade;
12. Criar o Cargo Técnico
de Operação em Manutenção – (Demanda da REFAP)
20.
Auxilio Deslocamento - Cobramos o auxilio deslocamento terrestre de
uma cidade ou Estado para outros, cobramos também que este auxílio seja de um
valor maior do que o atual, apenas praticado para os trabalhadores Lotados na
Bacia de Campos.
21. Adequação à Nova orientação para os
Empregados aposentados
1. Garantir o pagamento
do benefício, da Petros, garantir a A.M.S.; Com a possibilidade do
trabalhador se aposentar e continuar em atividade na Petrobras. Mas
há um grave problema, caso o funcionário aposentado fique impossibilitado de
exercer suas atividades por motivo de saúde, além de ele ficar somente com os
recursos da aposentadoria, fica obrigado a arcar com 100% da contribuição da
Petros.
2. Adequar o ACT e Regulamento da Petros
para garantir todos os direitos previstos para os que conseguiram
cumprir o direito de aposentar;
3. Pagar o equivalente Abono de Permanência
e garantir A.M.S.;
21. Concurso na Transpetro de 2005, inclusive para Instrumentista - O
Processo Seletivo Público GRH 01/2005, que completou dois anos em 30 de março
de 2008, foi prorrogado. Estendendo o prazo de validade do cadastro de reservas
até 30 de março de 2010, conforme determina o item 9.8 do Edital. Qual a situação?
Quantos aprovados foram convocados? Qual a perspectiva de convocação?.
22. Licença Maternidade de 180 dias – cobramos o cumprimento da
Legislação que prevê a Licença de seis meses; Agora aprovada na Câmara
Federal, sancionada pelo Presidente da República.
23. Acidentes e incidentes com aeronaves: Embora se trate de questão
à ser discutida pela Comissão de SMS, os sindicatos da FNP expuseram a
preocupação de que alguma coisa mais grave possa ocorrer, face as precárias
condições em que se encontram as aeronaves contratadas pela Petrobras.
Exigimos que sejam cobrados manutenção preventiva e qualidade aos prestadores
de serviço.
Secretaria-Geral
Sindipetro-RJ
Rio, 03/06/2009
* Caso não queira mais receber informações, envie mensagem
com a palavra REMOVA.
CONTRIBUIÇÃO DO SINDIPETRO-RJ PARA O DEBATE
A Direção Colegiada
do Sindipetro-RJ, reunida na segunda-feira, 25/5/09, decidiu encaminhar ao
Operativo Nacional da Campanha ‘O petróleo tem que ser nosso’, tendo
em vista a CPI da Petrobras, o seguinte direcionamento:
- Reiterar a luta contra a CPI.
- Fortalecer a Petrobras como orgulho da Nação brasileira e reafirmar que a
empresa é permanentemente fiscalizada pelos tribunais de contas, Controladoria
Geral da União (CGU), Procuradoria Geral da União, Congresso Nacional, ministérios
públicos e até pela Polícia Federal que, recentemente, realizou a Operação
Águas Profundas.
- Entender que a corrupção é intrínseca ao capitalismo e devemos combatê-la
sempre. Nesse sentido, propomos lançar publicamente a idéia de uma auditoria
independente na Petrobras, nos moldes da Auditoria da Dívida Externa, sob
controle dos trabalhadores.
- A exemplo da histórica campanha “O petróleo é nosso”, nos idos de
1940-50, que era suprapartidária, não permitir que a campanha ‘O petróleo
tem que ser nosso’ seja usada em prol de nenhum governo, partido ou
agrupamento político.
- Entender que a CPI visa paralisar e desmoralizar a empresa, inviabilizando o
projeto de uma Petrobras 100% estatal. Ao mesmo tempo, vai dificultar que a
Petrobras Biocombustível gere projetos sociais, como a agricultura familiar,
que favoreceriam os movimentos sociais.
Direção Colegiada do
Sindipetro-RJ
Secretaria-Geral
Sindipetro-RJ
RJ: 26/05/2009
* Caso não queira mais receber informações, envie
mensagem com a palavra REMOVA.
Petróleo tem quer ser nosso!
Por uma nova lei do petróleo, retomada do monopólio e em
defesa da Petrobrás pública e com compromisso social
Concentração: quinta-feira, 21/5, às 9h, na Candelária
A descoberta do petróleo na camada do pré-sal pode mudar a nossa história,
abrindo uma oportunidade para resolver os problemas do povo, com a utilização
desses recursos em educação, saúde, trabalho, moradia e reforma agrária.
O controle do nosso petróleo depende antes de tudo da luta do povo
brasileiro contra os interesses poderosos, das grandes empresas e do
imperialismo dos Estados Unidos.
Nós, centrais sindicais, movimentos populares, entidades estudantis e demais
organizações da sociedade civil, estamos fazendo a campanha O PETRÓLEO TEM
QUE SER NOSSO! em defesa de um recurso natural estratégico, que deve ficar
sob controle público e sua renda deve ser revertida em investimentos sociais.
Vamos fazer um grande mutirão nacional para debater a necessidade de
controlarmos o nosso petróleo e gás para melhorar a vida do povo brasileiro.
Estamos coletando assinaturas para abaixo-assinado de iniciativa popular de
projeto de lei para o Congresso, que pretende “assegurar a consolidação do
monopólio estatal do petróleo, a reestatização da Petrobrás, o fim das
concessões brasileiras de petróleo e gás, garantindo a destinação social
dos recursos gerados”. As assinaturas serão encaminhadas também ao
presidente da República.
Temos propostas para mudanças nesse setor:
- Mudança na Lei do Petróleo, restabelecendo o monopólio estatal e
fim dos leilões.
- Fim da exportação do petróleo cru e investimento na indústria.
- Fazer a mensuração do tamanho da riqueza do pré-sal com a conclusão do
processo exploratório. Precisamos ter um inventário de onde está, qual a
quantidade e quem “ganhou” nos leilões.
- Fundo Social Soberano de Investimento, voltado para as necessidades do povo
brasileiro.
- As populações impactadas devem ser respeitadas, defesa da produção
nacional e internacional solidária e integradora.
- Redução do uso do petróleo e avançar nas pesquisas de nova matriz energética,
limpa e renovável.
- Que a exploração, produção e transporte sejam realizados pela Petrobrás
100% Estatal.
- Apoio às campanhas contra privatizações e contra a criminalização
dos movimentos sociais.
Tivemos um grande retrocesso nos últimos 10 anos na área do petróleo. As políticas
neoliberais dos tucanos/demos, durante do governo FHC, comprometeram a soberania
nacional e entregaram o petróleo a empresas privadas. Tentaram também entregar
a Petrobrás para o capital financeiro internacional, mas não conseguiram
integralmente.
De forma irresponsável e oportunista, a direita tenta mais uma vez atacar a
Petrobrás para atender seus interesses políticos e econômicos, beneficiando a
classe dominante brasileira, grandes empresas estrangeiras e o Imperialismo.
O petróleo tem que ser nosso! Contra a privatização da Petrobrás!
Em defesa de uma Petrobrás 100% pública, transparente e democrática!
Comitê Nacional da Campanha! O PETRÓLEO TEM QUE SER NOSSO! campanhapetroleo@gmail.com
Agencia Nacional de Noticias - agencia@apn.org.br

Vitória da categoria
Unidos para garantir o que é nosso: renovação
na Petros
Terminou quarta-feira (13), às 12h30, a apuração
dos votos para eleição dos representantes dos trabalhadores nos Conselhos
Fiscal e Deliberativo da Petros. Por ampla maioria, a categoria elegeu os
candidatos indicados pelas entidades que compõem o CDPP, Comitê em Defesa dos
Participantes da Petros, como o Sindipetro-RJ.
Para o Conselho Deliberativo, foram eleitos os petroleiros Ronaldo Tedesco, como
titular e Agnelsom Camilo, como suplente, com 52.56% dos votos (16.879). O
segundo colocado, Claudio Alberto, apoiado pela FUP, ficou com apenas 26,22%
(8421). Para o Comselho Fiscal, a dupla Silvio Sinedino e Oscar Scottá alcançou
53,15% (17559) dos votos enquanto o atual conselheiro deliberativo, apoiado pela
FUP, Paulo Cesar Martin (PC), em segundo lugar, teve apenas 29.11% (9616). Ao
todo 33.738 petroleiros participaram do pleito.
A esmagadora vitória das chapas da FNP demonstra que a categoria não aceita
mais as constantes atitudes divisionistas e patronais da Federação pelega,
posição já expressada na vitória da Frente para renovação da diretoria do
Sindipetro do Litoral Paulista.
Para o conselheiro fiscal titular eleito, Silvio Sinedino, a vitória foi de
todos os trabalhadores: “Foi mais uma vitória da categoria na busca da
defesa de nossos direitos.
A categoria mostrou que está acordada e viva para lutar. O importante é
continuar essa luta dentro da Petros, dos sindicatos e da Frente Nacional dos
Petroleiros. Agora, com os novos conselheiros teremos mais condições de
defender as causas dos trabalhadores dentro da Petros. Mas, não basta o voto,
precisamos do apoio constante de todos.”
Nesta segunda, dia 18, às 18h, os candidatos eleitos participam do programa Repórter
Surgente (
www.radiopetroleira.org.br)

EDITORIAL
POR QUE E PARA QUE O DESCONTO ASSISTENCIAL
Se você permitir o desconto assistencial, ele será de 1% do
salário básico e somente para os companheiros da ativa. O repasse será de uma
só vez, sendo 0,5% para ressarcir os dias da greve de nossos companheiros do
TABG e do terminal de Angra e o outro 0,5% para a campanha O petróleo tem
que ser nosso!. Já começamos a receber os contracheques dos grevistas, com o
desconto consignado da greve e com a respectiva conta bancária, e já vamos
começar a devolver, não vamos esperar receber da categoria. A campanha do petróleo
vai entrar no momento crucial, pois em junho o governo envia para o Congresso
Nacional a proposta da Comissão Interministerial, depois de dois adiamentos,
primeiro seria em novembro do ano passado depois em abril deste ano, ficando
agora para junho. A nossa campanha que tem como pano de fundo a defesa da
soberania nacional e do petróleo brasileiro tem várias frentes: Debates em
escolas e universidades; idas a Brasília; produção de material de campanha;
espaço na mídia (outdoor, busdoor, publicidade em jornais; rádios etc).
Tivemos que contratar um escritório criminalista para nos defender em dois
processos, um na policia federal e outro na policia militar, tudo por conta da
campanha do petróleo. Em junho vamos lançar “O petróleo tem que ser nosso!
o filme”: em primeira mão na ABI e depois simultaneamente em circuito
nacional: Paulo Betti, Carlos Lessa, Roberto Requião, entre outros serão
estrelas deste filme que vai mostrar a luta do povo brasileiro em defesa do
nosso petróleo. O filme é totalmente financiado pela Aepet e Sindipetro-RJ e
vamos disponibilizar gratuitamente cópias para todas as entidades e sindicatos
que queiram exibi-lo. Na luta do petróleo, enfrentamos muitos inimigos, alguns
assumidos, como a grande mídia, as multinacionais, mas dentro da empresa também.
O RH Corporativo e Compartilhados receberam a carta Sindipetro-RJ nº 120 no dia
14/4, e estão programando o desconto para junho, quando a cláusula 121 do
acordo coletivo vigente é clara.: “desde que não haja oposição expressa e
por escrito do empregado, no prazo de 30 dias após o recebimento pela companhia
da comunicação do sindicato”. Além disto, o RH /Compartilhado não diz,
apesar de informado na carta do sindicato, para que é o desconto. Estão dando
47 dias ao invés de 30 dias como manda o acordo coletivo. E pensam que com isso
estão prejudicando o Sindipetro-RJ. Como diz o ditado: “Os cães ladram e a
caravana passa!”.
“Cargos de direção em fundos de pensão devem ser
exclusivos dos participantes”
Conversamos com o advogado Castagna Maia antes e depois da suspensão
da liminar que revertia o processo de repactuação na Petros. A entrevista
realizada antes pode ser ouvida na íntegra em www.radiopetroleira.org.br,
clicando em Rádio Surgente. Seu depoimento sobre a continuidade desta luta após
a suspensão da liminar está no final desta entrevista.
“Aguardaremos o julgamento de mérito em segunda instância (...) o roteiro
seguido é o mesmo que suspendeu anteriormente o plano PPV”
Surgente – Gostaria que você falasse da liminar que suspendeu a repactuação
na Petros.
Castagna Maia – Nós ingressamos com um mandato de segurança contra o
ato da autoridade pública da Secretaria de Previdência Complementar que
aprovou alterações no regulamento do plano Petros. Essas mudanças dizem
respeito ao indexador de benefícios. Outra transformação é na composição
do salário de cálculo, parte da fórmula que estima o valor inicial da
aposentadoria. Com relação ao primeiro aspecto, alguns aposentados e
pensionistas foram reajustados pelo IPCA e outros continuaram no mesmo critério
atual, cujo percentual seria o mesmo dos trabalhadores da ativa. Isso criou uma
situação de profunda confusão porque não é possível que se contemplem
participantes do mesmo universo do plano de forma diferente. A rigor o plano foi
criado pra se ter uma igualdade nos reajustes [Lei Complementar nº 109]. Há
uma exigência da legislação de que as modificações dos planos de benefício
sejam estendidas a todos os participantes - é uma medida que cumpre a constituição
federal quando fala no princípio da igualdade de direitos. Quanto ao salário
de cálculo, foi introduzido no regulamento um conceito perigoso para os
participantes da ativa. É dito que fazem parte desse salário basicamente àquelas
verbas que não podem ser retiradas unilateralmente pelo empregador - o salário
base, o anuênio, as funções gratificadas e de chefia.
Surgente – Quanto tempo pode durar essa briga judicial?
Castagna Maia – Nós temos duas etapas. A primeira discussão é no
patamar de liminar, início de processo. Temos uma segunda, que é a discussão
do mérito. A discussão da liminar a rigor se esgotaria agora no TRF, mas há o
julgamento do mérito, em mandato de segurança, que pode ter eficácia
imediata. No mérito, o processo percorrerá mais uma vez o TRF e, eventualmente,
poderá ir para o STJ e STF.
Surgente – Retirada essa liminar, o que espera os petroleiros do plano
CD?
Castagna Maia – Não foi afetado.
Surgente – Você poderia explicar para os nossos ouvintes a diferença
entre o plano CD e o BD?
Castagna Maia – O plano BD, Benefício Definido, é o plano clássico:
o petroleiro se aposenta com a média dos seus últimos salário. No final da década
de 80, começaram a surgir os planos CD, de Contribuição Definida. É criada
uma conta onde a patrocinadora aporta o recurso, por exemplo, de 8% do salário
do trabalhador e o petroleiro aplica 8% também. Esse dinheiro é investido no
mercado. Quando chegar daqui a 30 anos, o cálculo da aposentadoria do
trabalhador será calculado com base no retorno financeiro da conta. Não
interessa o salário do trabalhador e, sim, o quanto ele conseguiu acumular em
atividade. Esses planos foram implantados para que a patrocinadora se livrasse
do risco atuarial dos planos de contribuição definida.
Surgente – A FUP divulgou em seus boletins que a repactuação foi
homologada em juízo. Então, isso não era verdade.
Castagna Maia – A repactuação levada a efeito não foi homologada. Nós
temos uma ação civil pública em que a integra da dívida da Petrobrás com a
Petros estava sendo cobrada. A perícia judicial concluiu que havia uma dívida
que passava dos R$ 10 bilhões. Algumas entidades sindicais resolveram fazer um
acordo com a Petros e a Petrobrás. Esse acordo foi levado a juízo na 18º Vara
Civil da Justiça Comum do Rio de Janeiro onde foram homologados 4 objetos
apenas do pedido constante da inicial, referentes a cobrança das dívidas. As
alterações no plano Petros não podem ser objeto de homologação judicial, não
é discussão da Ação.
Surgente – A crise no mercado de ações pode afetar o caixa da Petros?
Castagna Maia – Em relação ao caixa, não. Os petroleiros
historicamente construíram uma entidade de previdência complementar que tem
honrado os seus benefícios. Mas, sem dúvida, isso pode acontecer com o plano
de Contribuição Definida, comprometendo os investimentos da Petros. Há dois
tipos de impacto. Nos planos de Benefício Definido, a carteira de Ações que
valia R$ 10 milhões, hoje, pode valer R$ 5 milhões, gerando um déficit. O
mais grave acontece nos planos de Contribuição Definida, onde a queda das ações
passa a ser responsabilidade dos participantes.
Surgente – Como você vê o fato dos Fundos de Previdência Complementar
perder 14,29% em 2008.
Castagna Maia – O Fundo não realiza de imediato o prejuízo. As ações
caíram, mas continuam contabilizadas. Por isso, o Fundo pode suportar por um
curto período e se recuperar. Mas é preciso montar um novo modelo de previdência
complementar brasileira porque o atual está contaminado por uma visão
neoliberal de jogar os riscos nas costas do trabalhador.
Surgente – Se apenas os participantes fizessem parte dos Conselhos da
Petros, o plano teria uma administração diferente?
Castagna Maia – Entendo que cargos de direção em Fundos de pensão
devem ser exclusivos dos participantes. Fundo de pensão é uma entidade sem
fins lucrativos, que não disputa mercados. O mais importante é o compromisso
do petroleiro em zelar por seu futuro. Com relação aos Conselhos, nos Fundos
de Pensão vinculados às empresas estatais a participação é paritária.
O problema é o voto de qualidade. O presidente do Conselho Deliberativo,
indicado pela patrocinadora, tem um voto a mais. O resultado é que o Conselho
Deliberativo aprova o que é de interesse da patrocinadora.
Surgente – Por que os fundos de previdência complementar do Brasil
concentram suas aplicações em títulos do governo?
Castagna Maia – Aplicações em títulos públicos com estabilidade não
são ruins. O que eu me pergunto é por que a necessidade de uma estrutura
extraordinária de dirigentes e analistas para acompanhar o mercado se 90% das
aplicações estão em títulos do governo. O investimento em títulos do
governo é importante assim como em empresas socialmente responsáveis que
produzam efeitos positivos na economia real.
Surgente – Como ficou a dívida da Petrobrás com a Petros?
Castagna Maia – A Petrobrás reconheceu 4 objetos daquela dívida: as dívidas
dos trabalhadores pré-70, as referentes ao FAT/FC(**), reserva de pensionistas
e geração futura. O simples fato da patrocinadora reconhecer essa dívida
fez com que a Petros contabilizasse esses valores no seu ativo e saísse de uma
posição deficitária. Uma questão contábil que não precisava de um acordo.
Surgente – Você podia falar um pouco da ação da Petros que suspendeu
a liminar que anulava a repactuação? Qual foi a nossa resposta?
Castagna Maia – A Petros entrou com um agravo de instrumento que teve
efeito suspensivo na liminar. O desembargador entendeu que havia a migração
de um plano para outro. Entretanto, o que há é um plano dentro do outro; um
absurdo, pois no mesmo universo do plano, os sócios participantes possuem
direitos diferentes. Isso fere o artigo 17, lei complementar nº 109, que
estabelece regras iguais de reajustes para todos os participantes. Então,
aguardaremos o julgamento de mérito em segunda instância do agravo de
instrumento e em primeira instância do mandato de segurança que gerou a
liminar que suspendeu os efeitos da repactuação. O roteiro seguido é o mesmo
que suspendeu anteriormente o plano PPV.
**FAT/FC – FAT é o Fator de reajuste inicial: o artigo 42 do estatuto da
Petros mostra como será calculado o valor da aposentadoria do petroleiro. FC é
o Fator de Correção: o artigo 41 do estatuto atualiza a cada ano o valor das
pensões. A dívida do FAT/FC é resultado do déficit causado pela atualização
dos benefícios dos aposentados pelos índices da ativa. Segundo o artigo 48 do
estatuto, essa dívida é de responsabilidade da patrocinadora.
Secretarias: Geral e Imprensa
RJ: 30/04/2009
Sindipetro-RJ
* Caso não queira mais receber informações, envie mensagem com a palavra
REMOVA.
PETROS – ÚLTIMOS DIAS DA ELEIÇÃO
A eleição da Petros está chegando ao fim, o último dia para votar é dia
29 de abril. Muita gente não votou. O voto não é obrigatório. Muitos
deixam para o último dia e acabam não votando. Existem duas chapas com posições
definidas uma da FUP e outra do CDPP (Comitê em Defesa dos Participantes da
Petros). As outras chapas são bem vindas ao pleito, aliás, alguns possuem
currículos muito bons, a batalha na Petros é jogo de titãs, não adianta só
competência e boa vontade. O Grande enfrentamento é
entre a chapa da FUP que tem apoio da direção da Petrobrás e da Petros e a do
CDPP que tem marcado presença combatendo a repactuação e defendendo o Plano
Petros - BD para todos. Já possuímos representantes eleitos na Petros e vamos
ampliar nossa presença nos Conselhos. A chapa da FUP teve a cara de pau de ter
defendido o Plano CD imposto aos novos funcionários pela direção da Petrobrás
e Petros, quer a reabertura da Repactuação. Eles escancaram a defesa da
repactuação com base nos 73% de adesão que teriam alcançado. Teriam, porque
até hoje não apresentaram comprovação disso apesar das sucessivas cobranças
da FNP e das Associações. Nas deslavadas mentiras da Repactuação, uma delas,
a meta inicial de adesão de 95% de participantes não alcançada e depois
reduzida a metade mais um a pedido da FUP. Na primeira etapa conseguiram só 53%
de adesões e na segunda em vez de começar do zero consideraram os 53% de adesões
conseguidas para a partir daí computarem as adesões com meta de maioria
simples a pedido da FUP. Além das mentiras utilizadas para enganar os incautos
usaram dinheiro para conseguir as tais adesões.
A Petrobrás e a Petros nunca precisaram usar dinheiro para buscar nossa adesão.
Quando eles dizem que a nossa liminar colocou em risco a conquista da
Repactuação, e citam a correção dos salários do(a)s pensionistas e a questão
do limite de idade dos petroleiros admitidos em 78/79 mentem também porque nada
disso tem a ver com a Repactuação. A nossa liminar foi cassada, mas o mérito
da ação não foi julgado, essa luta está apenas começando. Essa eleição
tem tudo a ver com a nossa luta, na derrubada da Repactuação como fizemos com
o Plano Petrobrás Vida, e na abertura do Plano Petros-BD para todos. Para isso
queremos o voto dos que não repactuaram e dos que repactuaram também. As
costumeiras pesquisas ou manipulações realizadas pela direção da Petros e da
Petrobrás têm resultado positivo, fruto principalmente da omissão da
categoria. A ampla maioria dos insatisfeitos da categoria não participa, daí
eles dizerem que os participantes da Petros estão muito satisfeito com a gestão,
e que o clima de ambiência na Petrobrás é excelente etc. Nossa grande
preocupação nessa eleição é com a abstenção.
Também não estou afirmando que o governo Lula tem sido ruim para o país, e
para a companhia, não. Mas, a política de RH na empresa é um desastre! O
tratamento dado pelo RH aos aposentados e pensionistas e a gestão na Petros não
poderia ser pior. Por isso precisamos muito mais que a sua concordância com a
nossa tese, precisamos fundamentalmente do seu voto.
Vote:
Para o Conselho Fiscal - 31 Silvio Sinedino e Oscar Scottá;
Conselho Deliberativo – 15 Ronaldo Tedesco e Agnelson Camilo
Emanuel Cancella - Coordenador da Secretaria-Geral do Sindipetro-RJ
PETROS
URGENTE!
Em resposta ao
"Informativo Recursos Humanos nº 26 de 17/04/2009, esclarecemos que:
- De fato o TRIUNVIRATO PETROBRAS/PETROS/FUP conseguiu cassar os efeitos da
liminar concedida para suspender a portaria da SPC que implementou a repactuação.
Contudo, assim como a liminar foi cassada, poderá ser restabelecida, como
ocorreu na época do PPV. E mais, ainda não houve o julgamento do mérito do
Mandado de Segurança, que foi impetrado pela FNP e Associações. Assim sendo,
mais do que nunca o voto da categoria é fundamental para continuarmos a luta
contra a repactuação, reabertura do Plano Petros-BD como opção para todos e
pela garantia da manutenção dos direitos dos trabalhadores ativos, aposentados
e pensionistas.
VOTE 31 - Conselho Fiscal Silvio Sinedino/Oscar Scotta
VOTE 15 - Conselho Deliberativo - Ronaldo Tedesco/Agnelson
************************
Eleições da Petros
Aos companheiros
da PETROS
Mais uma vez me dirijo a você por entender que não podemos ficar
adormecidos e quietos em momentos de definições importantes. Estamos diante da
eleição dos nossos representantes nos conselhos da PETROS. Sabemos que o nosso
plano de previdência está sendo atacado por todos os lados com um único
objetivo: retirar a nossa garantia de uma vida digna após a aposentadoria.
Sabemos também que estes ataques fazem parte de uma estratégia do processo de
globalização visandomaximizar o lucro dos investidores de capital, em
detrimento da nossa sobrevivência.
Mas prestem a atenção a uma coisa importante. Estes avanços sobre os nossos
direitos vão ser maiores ou menores quanto maior ou menor for a nossa resistência.
E a diferença entre perder ou ganhar está na forma de atuação dos nossos
representantes.
Temos em nossa lembrança quantas vezes já derrotamos os ataques à PETROS. E
temos que continuar esta luta cada vez mais recrudescida.
REPACTUAÇÃO e PLANO PETROS II
A quem interessa estas propostas?
Assistimos, durante a famigerada Repactuação, a FUP e a Petrobras ocupando
os mesmos palanques e defendendo as mesmas propostas. Além disso, obstando
ostensivamente o esclarecimento dos trabalhadores por aqueles que defendem de
fato o nosso plano de previdência. Mas algumas premissas são muito fáceis de
entender. Porque a Petrobras pagou pela Repactuação? Porque a PETROS
(controlada pela Petrobras) se deu tamanho trabalho por mais de 10
anos, construindo déficits mentirosos, gastando volumosas soma$ em propaganda
enganosa, reestruturando seus ataques depois de cada derrota, etc.
Está evidente que isso interessa aos acionistas e não aos trabalhadores. E por
que a FUP urdiu tanto e defendeu
com tanta veemência propostas ruins para os trabalhadores?
Não podemos nos enganar e construir uma representação oportunista, omissa,
falaciosa e traidora.
Hoje a FUP fala em Repactuação, PCAC que congelou as aposentadorias e Petros
II como conquistas. Exorta as adesões ao Petros II omitindo que os nossos
colegas não tinham a opção de acesso ao Benefício Definido. Omite também
que após o PCAC os aposentados sofreram perdas significativas em seus benefícios
em nome de uma tabela congelada ilegal e imposta unilateralmente com a sua anuência
perniciosa. Não esclarece aos trabalhadores, neste cenário sombrio de crise
econômica internacional, que eles podem DESREPACTUAR e garantir uma velhice
menos atribulada.
Quem são os candidatos realmente nossos?
Quem vai, de fato, defender a PETROS?
Não às perdas impostas aos aposentados. Pela reabertura do Plano PETROS BD
e inclusão, com total isonomia, dos signatários do Petros II. Não à malversação
dos recursos da PETROS. Estas são algumas bandeiras do CDPP - Comitê de Defesa
do Plano Petros. E este é um comitê que foi criado pelas entidades que não se
renderam e continuam de pé defendendo nossos direitos. Fazem parte deste comitê
a FENASPE e suas filiadas (AMBEP, AEPET, APAPE e as associações de
aposentandos) e a FNP – Frente Nacional dos Petroleiros (composta pelos seis
sindicatos que romperam com o jogo de entrega de direitos da FUP).
Nossos candidatos de fato são aqueles que vão nos defender que vão resistir
às investidas contra os nossos direitos. São os candidatos escolhidos de forma
concensada nacionalmente e integralmente apoiados por todas as entidades que
compõem o CDPP. A Repactuação ainda não nos dividiu. Repactuados, não
repactuados e PETROS II. Ativos,aposentados e pensionistas. Novos e antigos. E
outros estragos que possam surgir. Estamos todos no mesmo
barco. Só os candidatos comprometidos com os trabalhadores irão nos defender.
DIGA NÃO AOS OPORTUNISTAS DE PLANTÃO!
NÃO AOS REPRESENTANTES DOS PATRÕES!
NÃO AOS ENTREGADORES DE DIREITOS!
Há 31 anos estou trabalhando nesta grande empresa que somos nós. Muitos
desses anos na linha de frente da luta por condiçoes seguras de trabalho e em
defesa das nossas conquistas. Agradeço a atenção às idéias aqui expostas e
aproveito para convidá-los a continuarmos juntos na luta por nossos direitos.
Muito obrigado e um forte abraço.
O seu voto é fundamental!
Carlos Moraes de Menezes
moraesmenezes@petrobras.com.br
moraesmenezes@yahoo.com.br
(022)9961-9968 / 861-6654
VOTE!
Conselho Fiscal
Silvio Sinedino
Oscar Scotta
CHAPA 31
Conselho Deliberativo
Ronaldo Tedesco
Agnelson Camilo
CHAPA 15
*******************************
Eleições na Petros: Saiba como votar por telefone, pela internet e pelos
Correios.
Os participantes e
assistidos da Petros podem votar por telefone, pela internet ou, ainda,
através de cédula impressa, postada pelos Correios. Cada eleitor tem uma senha
de votação, enviada pela Petros para sua residencia, junto com a cédula e as
instruções de como votar.
Se voce não recebeu este kit ou perdeu a senha, ligue para os telefones abaixo
e solicite uma segunda senha. No caso da cédula impressa, siga corretamente
as instruções e atente-se para postar o voto até o dia 29 de abril.
Para votar pelos Correios
Preencha a cédula sem rasuras e envie a Carta-Resposta pelos Correios até o
dia 29/04 (a postagem já está paga). Após esta data, a cédula será anulada.
Para votar pela internet
Acesse o portal da Petros www.petros.com.br
e clique no ícone Eleições Petros 2009. O eleitor deve ter em mãos a senha e
o CPF.
Para votar pela Petronet
Através da Petronet, os trabalhadores da ativa devem clicar o ícone
Recursos Humanos, localizado no canto esquerdo da tela, e acessar o Site do RH.
Tenha em mãos a senha e o CPF.
Para votar por telefone
Ligue 0800 2850 098, também tendo em mãos a senha e o CPF.
Segunda Senha
Para solicitar a segunda senha de votação, ligue 0800 560055 se voce for
do Plano Petros. Quem é do Plano Petros 2, deve ligar 0800 2860600. Se voce for
do Plano Transpetro ou de outro plano administrado pela Petros, ligue 0800
253545.
Rota
Também é possivel solicitar a segunda senha de votação através da rota.
Disque 811-8700, se você for do Plano Petros, ou 811-8600, se voce for do Plano
petros 2.
OBS:
O CDPP (Comitê em Defesa dos Participantes da Petros), recomenda o voto
pelo correio, porém a carta não deve ser posta na caixa , e sim entregue ao
atendente no balcão de qualquer agencia.
********************************
COMUNCADO A
CATEGORIA
Estamos comunicando aos filiados do Sindipetro-RJ, a realização da
assembleia de eleição dos delegados para o 13º CECUT-RJ, realizar-se no dia
29/04/2009, as 18h, no auditorio deste Sindipetro, localizado na Av. Passo, 34 -
Centro - RJ. Direção Colegiada.
Secretaria-Geral
RJ: 17/04/2009
SINDIPETRO-RJ
MENSAGEM
CENTELHA: ELEIÇÃO DA PETROS
Concitamos a todos
associados e aposentados votarem nos candidatos indicados pelo SINDIPETROS - RJ
e AMBEP.
Para
o Conselho Deliberativo Chapa 15, indicamos:
Ronaldo
Tedesco como titular, e Agnelson Camilo como suplente.
Para
o Conselho Fiscal Chapa 31 indicamos:
Silvio
Sinedino como titular, e Oscar Scottá como suplente.
É
necessário virarmos o jogo, precisamos manter o Patrimônio da Petros vivo.
O
seu voto irá fazer a diferença.
A
diretoria do Sindradio.
Sistema
Petrobras apresenta proposta de PLR
A Petrobras e a Transpetro apresentaram uma proposta para pagamento da
Participação de Lucros e Resultados durante a reunião com o SINDMAR e os
sindicatos marítimos coirmãos. No encontro, que aconteceu no dia 2 de abril na
Sede da Transpetro, no Rio de Janeiro, as estatais ofereceram uma proposição
de PLR referente ao exercício 2008 significativamente melhor que a anterior.
De acordo com as companhias, haverá uma assembléia geral das empresas no
dia 8 deste mês em que serão apresentadas as contas e os dividendos a serem
recebidos pelos acionistas. As estatais prometeram que o pagamento aos
empregados do quadro de mar será feito no dia 5 de maio. Os trabalhadores podem
consultar os valores através dos simuladores e via SAE pelo telefone
0800-0256686. Sendo assim, o SINDMAR envia mensagem circular sobre esta reunião
para o pessoal de bordo com indicação de aceitação da proposta.

O Segundo Presidente do SINDMAR, José Válido, afirma que a proposta de PLR
apresentada pelas estatais é substancialmente melhor

CNPJ: 33.652.355/00011-4
ELEIÇÃO PETROS
Unidos para garantir o que é nosso!
Nesta entrevista com Fernando Siqueira e Oscar Scottá o tema é a Petros. Siqueira é presidente do Conselho Fiscal do Fundo e também presidente da Aepet, Associação dos Engenheiros da Petrobrás. Scottá é candidato a suplente do Conselho Fiscal. Quem quiser ouvir a íntegra da entrevista pode ir até www.radiopetroleira.org.br e clicar no Programa Rádio Surgente de 23 de março.
Surgente – Como está a participação dos trabalhadores no Conselho Fiscal da Petros?
Siqueira – Sou presidente do Conselho Fiscal e acabamos de rejeitar as contas de 2008 da Petros. Primeiro, porque a Petros fez um acordo com a Petrobrás extremamente lesivo aos participantes. Havia uma Ação Civil Pública em que a perícia judicial apontava um débito da Petrobrás em cerca de R$ 10 bilhões. Quando a Ação estava na sua fase final, a Petros e a FUP fizeram um acordo com a Petrobrás aceitando prorrogar essa dívida por 20 anos. Há também as questões dos novos petroleiros. Quem fechou o plano Petros [Petros BD] foi Francisco Gros, que não possuía condição de decidir sobre isso, pois cabe ao Conselho Deliberativo da Petros essa discussão e definição. Francisco Gros falsificou a decisão do Conselho Deliberativo. É uma irregularidade brutal que estamos denunciando para os órgãos competentes. Por isso, alertamos aos companheiros para elegerem os candidatos da Frente Nacional dos Petroleiros (FNP), visto que a Petrobrás nomeia três representantes para o Conselho Deliberativo e possui voto de minerva e dois para o Conselho Fiscal e nós temos o voto de minerva. É o único lugar onde podemos gritar e rejeitar a conta.
Surgente – Quais são as perspectivas para os petroleiros que repactuaram e para os que não repactuaram?
Siqueira – Além da Petrobrás só pagar a dívida daqui a 20 anos, ela ainda usou esse pagamento como moeda de troca com a perda de direitos dos participantes antigos. Quem repactuou abriu mão da paridade salarial e do vínculo com o INSS. Se amanhã o governo reduzir os aumentos, o trabalhador bancará os INSS e a PETROS não cobrirá a diferença para a aposentadoria dele. Nós estamos lutando contra essa repactuação, pois muitas pessoas foram desinformadas e assediadas moralmente; outras estavam numa situação difícil e venderam esses direitos por R$15.000 ou três salários. Isso foi uma enganação e não deixaram que os conselheiros eleitos - eu, Paulo Brandão e Ivan Barreto - falássemos dentro da Petrobrás.
Surgente – A chapa do Sinedino e do Oscar Scotta é apoiada pelo CDPP (Comitê em Defesa dos Participantes da Petros). Qual a importância desse apoio?
Siqueira – O CDPP, a FNP e todas as entidades de aposentados estão apoiando Silvio Sinedino e Oscar Scotta por serem indivíduos com independência que vão defender os direitos dos participantes. Os candidatos do CDPP são aqueles que cumprirão seus mandatos conforme foi prometido.
Surgente – Há algum risco da Petros se tornar deficitária no futuro?
Siqueira – O risco é muito pequeno. Existe o risco de uma má administração, e de oscilações na bolsa, mas a longo prazo o risco é quase nulo. De qualquer maneira, para quem não repactuou, se houver déficit a Petrobras é obrigado a cumprir os contratos. Esse é mais um direito perdido por quem repactuou, a solidez do plano garantida pela Petrobrás.
Surgente – Uma das metas da chapa é extinguir o plano Petrobrás Vida. Por quê?
Siqueira – Essa foi a primeira tentativa de fazer os petroleiros abandonarem o plano Petros BD, que é o melhor plano do mundo. Ele é um plano previdenciário seguro e tem o respaldo da patrocinadora. Quando o Fernando Henrique Cardoso assumiu, ele quis eliminar o risco de a Petrobrás ter que cumprir o plano. Então, criaram o Petrobrás Vida, um plano puramente financeiro no qual o risco é todo do participante. A FUP, na época do nosso lado, e a Aepet atuaram para anular esse plano. Na nova administração fizeram o mesmo plano com outro nome: Petros 2.
Surgente – Quais são as principais propostas da chapa para o Conselho Fiscal?
Scottá – Nosso principal objetivo é a defesa da Petros, nosso maior patrimônio.
Surgente – A FUP afirma que a repactuação é uma das maiores conquistas da categoria. O que acha disso?
Scottá – É a velha história: em terra de cego quem tem olho é rei. O maior problema em qualquer categoria é uma escolha por falta de informação. A repactuação consistiu numa quebra de contrato com perda de direitos do plano Petros BD para o trabalhador. O que eu senti conversando com algumas pessoas da FUP foi mais uma falta de esclarecimento na hora de vender o peixe.
Surgente – E a situação dos novos no Petros 2?
Scottá – Não sei qual a pior situação: estar no Petros 2 ou não estar em nada. Muitos dos novos, em vista das opções dadas, não aderiram ao Petros 2 e foram buscar outro plano de aposentadoria e investimento. Temos que batalhar para que essas pessoas adquiram um bom plano, mesmo porque são parte do grande acervo técnico da Petrobrás.
Surgente – Gostaria que você falasse desse momento em que a crise econômica pode também afetar os planos de previdência. O que espera o Conselho Fiscal nesse momento particular da conjuntura internacional?
Scottá – As entidades de previdência privada do mundo inteiro guardam o dinheiro depositado pelos participantes, no nosso caso de forma paritária, em uma poupança. Esse dinheiro é aplicado na bolsa de valores e a crise gerou um grande desespero. O Petros 2 é uma aplicação de risco e pode prejudicar todos os trabalhadores que não estão com o plano BD porque o dinheiro é usado na bolsa sem garantias para os participantes.
Surgente – Como está a campanha no corpo a corpo?
Scottá – Nós estamos nos dividindo para visitar todos os pontos possíveis do país. O Ronaldo Tedesco e o Agnelson, no Conselho Deliberativo, eu e Sinedino, no Fiscal, elaboramos um programa de visitas as bases sindicais para colocar nossa candidatura e o nosso trabalho para os eleitores entenderem o que faremos no Conselho da Petros.
Surgente – E sobre a dívida das patrocinadoras com o Fundos Petros? A Petrobrás, por exemplo, parece que tem uma grande dívida. Como vocês pretendem reduzir essa diferença?
Scottá – Isso é um problema das administrações da Petros que não cobraram isso. Alguns dizem ser uma dívida incalculável, mas se a Petrobrás se dispôs a saldar uma parcela em 20 anos, ela também tem que reduzir o que é recebido pelos acionistas. A Petrobrás deixou de pagar para o Fundo, foi somando o lucro e deixou o Fundo na situação que está. No momento em que houve a consciência que isso deveria ser cobrado, entrou-se com uma ação que resultou num acordo. Nesse momento, o pessoal da FUP acabou caindo fora pois acharam que não devíamos sangrar a empresa em uma circunstância que o governo precisava de apoio.
CANDIDATOS DA ELEÍÇÃO DA PETROS
SILVIO SINEDINO é candidato a titular do Conselho Fiscal da Petros, é engenheiro eletricista pela PUC-Rio Petroleiro há 21 anos, trabalha como Analista de Sistemas no E&P. Há duas gestões na Aepet, foi diretor do Sindipetro-RJ e da FUP, e é ex-coordenador da TV Comunitária do Rio de Janeiro.
OSCAR SCOTTÁ é candidato a suplente do Conselho Fiscal, é Técnico de Manutenção Sênior na Refap, onde trabalha há 30 anos. É diretor do Sindipetro-RS e foi presidente do Cepe (Clube dos Empregados da Petrobrás) de Canoas por nove anos.
“O que está em jogo é todo nosso patrimônio, nosso futuro. Temos que reverter esse quadro lutando pelos nossos direitos”, disse Scottá, no auditório do Sindipetro-RJ neste dia 7 de abril, primeiro dia das eleições para os Conselhos Deliberativo e Fiscal da Petros. A votação vai até 29 de abril pela internet e Correios.
RONALDO TEDESCO é candidato a titular do Conselho Deliberativo, é eletrotécnico formado pelo Cefet/RJ e jornalista formado pela Faculdade de Comunicação Social da Uerj. Trabalha na Reduc como Técnico de Operação Pleno. Entrou na Petrobrás há 25 anos. Trabalhou na Refap e foi diretor do Sindipetro Caxias por duas gestões. Recém eleito diretor da Aepet, é atualmente coordenador do CDPP.
AGNELSON CAMILO é candidato a suplente do Conselho Deliberativo. Fez o curso de Magistério no Instituto de Educação do Amazonas e de Técnico em Química no Desu Pará. Ingressou há 21 anos na Petrobrás. Sempre trabalhou no Laboratório de Geologia da UN-AM no cargo de Técnico de Administração de Controle Pleno. Entrou no movimento sindical em 1991 na direção do Sindipetro PA-AM-MA-AP onde atualmente é secretário-geral. Atualmente na Frente Nacional dos Petroleiros, foi um dos fundadores da FUP.
Assembléias continuam
As assembléias de avaliação da proposta da empresa para a PLR 2008 prosseguem até sábado (11). Além do pagamento da PLR a categoria votará o indicativo do Sindipetro-RJ de desconto assistencial de 1% dos salários, em um único mês, para o fundo de greve. O valor será dividido em 0,5% para a campanha contra os leilões do petróleo e 0,5% para pagamento dos dias parados aos petroleiros que sofrerem desconto, que deverão apresentar o contracheque ao Sindicato.
O Sindipetro-RJ está indicando a rejeição da proposta patronal. Realizamos uma greve nacional unificada, vitoriosa, com a conquista de avanços para os trabalhadores. Mas, se não podemos negar que a força e mobilização da categoria garantiram esses avanços, também não podemos esquecer que a Petrobrás continua desrespeitando a categoria ao não contemplar o pleito histórico do movimento sindical de PLR máxima (25% do valor dos dividendos distribuídos aos acionistas) e distribuição linear.
O Sindipetro-RJ reconhece e respeita a autonomia das bases petroleiras e provou isso ao não concordar com a postura da Petrobrás de pressionar os dirigentes sindicais a aceitarem a proposta da empresa na mesa de negociação. Também precisamos estar atentos para eventuais punições ou retaliações conta os trabalhadores que aderiram ao movimento grevista, já que a empresa não garantiu que as mesmas não ocorrerão.
Repactuação – A liminar que suspendeu a repactuação na Petros e questões gerais sobre previdência complementar foram abordadas pelo advogado Castagna Maia no programa Rádio Surgente do dia 6 de abril na web rádio petroleira. Para ouvir, acesse www.radiopetroleira.org.br.
QUADRO DE ASSEMBLÉIAS de QUINTA a SÁBADO
09 de abril
Cenpes (Grupo B) 07h00
Cenpes 07h30
TABG 07h30
Transpetro Sede/RB1 12h30
EDIHB/Ouro Negro 12h30
Angra (Grupo A - Padaria) 23h30
10 de abril
Angra (Grupo A - Terminal) 08h00
TABG (Grupo D) 16h00
TABG (Grupo E) 16h00
Angra (Grupo E - Padaria) 23h30
11 de abril
Angra (Grupo E - Terminal) 00h00
Turno do Cenpes (Gr. E), TABG (Gr. B) e aposentados votam em qualquer assembléia.
Secretarias: Geral e Imprensa
RJ: 09/04/2009
Assembléias começam hoje
Sindipetro-RJ indica rejeição da proposta
Da mesma forma que participaram da greve nacional unificada, os petroleiros da base do Sindipetro-RJ iniciam hoje as assembléias de avaliação da proposta patronal para a PLR 2008. Não podemos negar que a força e mobilização da categoria garantiram uma proposta mais avançada da Petrobrás. Porém, a diretoria do Sindipetro-RJ entende que apesar dos avanços, a proposta deve ser rejeitada porque, entre outros pontos, não contempla o pleito histórico do movimento sindical de PLR máxima (25% do valor dos dividendos distribuídos aos acionistas) e distribuição linear.
As assembléias são soberanas e os trabalhadores têm total autonomia para decidir se aceitam ou não a proposta. Porém, indicar a aceitação significa perder a legitimidade para reclamar em juízo qualquer pleito de segmentos da categoria que eventualmente não sejam contemplados. Isto pode acontecer com os trabalhadores da TBG, Refap e Petroquisa, já que a empresa apenas garantiu que fará esforços para que os mesmos sejam contemplados. Como cobrar pagamento de bônus em juízo?
Indicar a aceitação também influencia negativamente nas ações judiciais para acesso às tabelas das funções gratificadas do Sistema Petrobrás, que a empresa se nega a entregar administrativamente. Queremos saber quais são as normas e critérios de distribuição da PLR para gerentes e diretores.
Também não podemos esquecer que a proposta da empresa não garante que não ocorrerão punições ou retaliações contra os trabalhadores. Precisamos estar atentos para isso.
Além da rejeição, o Sindipetro-RJ colocará nas assembléias o indicativo de desconto assistencial de 1% dos salários, para o fundo de greve. O valor será dividido em 0,5% para a campanha contra os leilões do petróleo e 0,5% para pagamento dos dias parados aos petroleiros que sofrerem desconto, que deverão apresentar o contracheque ao Sindicato.
Bônus dos executivos - A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) anunciou que irá editar uma nova instrução prevendo a divulgação individualizada dos salários dos principais executivos das companhias de capital aberto. A norma deve começar em 2010. Enquanto nos EUA essa informação é obrigatória, na Petrobrás os trabalhadores não podem saber quanto é a PLR dos gerentes.
QUADRO DE ASSEMBLÉIAS de TERÇA a SÁBADO
07 de abril
Angra (ADM) 07h00
Cenpes (Grupo A) 07h00
Cenpes (Grupo C) 07h00
Angra (Grupo D – Padaria) 07h30
Angra (Grupo D – Terminal) 08h00
Edise 12h30
Cenpes (Grupo D) 15h00
Angra (Grupo B – Padaria) 15h30
Angra (Grupo B – Terminal) 16h00
TABG (Grupo A) 16h00
TABG (Grupo C) 16h00
Angra (Grupo C – Padaria) 23h30
08 de abril
Angra (Grupo C – Terminal) 00h00
CENPES (PQ. Tecnológico) 07h30
Edita 12h30
09 de abril
Cenpes (Grupo B) 07h00
CENPES 07h30
TABG 07h30
Transpetro Sede/RB1 12h30
EDIHB/Ouro Negro 12h30
Angra (Grupo A – Padaria) 23h30
10 de abril
Angra (Grupo A – Terminal) 08h00
TABG (Grupo D) 16h00
TABG (Grupo E) 16h00
Angra (Grupo E – Padaria) 23h30
11 de abril
Angra (Grupo E – Terminal) 00h00
Obs.: Companheiros de turno do Cenpes (Grupo E), TABG (Grupo B) e aposentados votam em qualquer assembléia
Ampliação da licença-maternidade no BB
Reivindicação antiga de diversos sindicatos e movimentos sociais, a ampliação da licença-maternidade de quatro para seis meses foi aprovada, dia 27 de março, para funcionárias do Banco do Brasil. Fruto da negociação entre o Sindicato dos Bancários e a direção do BB, a extensão é retroativa a 25 de novembro de 2008.
A conquista representa um grande avanço na luta por um direito fundamental à saúde da mulher e do bebê, já que segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a mãe deve amamentar o bebê por no mínimo seis meses e preferencialmente até dois anos.
| Resposta ao
RICARDO BOECHAT sobre a greve dos petroleiros |
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As greves dos petroleiros sempre foram motivos de críticas
veementes da mídia, em sua maioria exageradas e injustas.Em
1994/1995 fizemos greve de 32 dias contra a sanha privatizante
de FHC. O tempo mostrou que a privatização serviu tão
somente para favorecer alguns grupos, políticos e econômicos,
e para a sociedade sobrou à dilapidação do patrimônio público
os aumentos astronômicos das tarifas e a precarização dos
serviços envolvidos. Na greve contra a privatização de FHC,
para responder aos ataques inverídicos da mídia, fizemos
passeatas até a porta da extinta TV Manchete e Globo.
Conseguimos o direito de resposta na Manchete. Agora, em 2009,
na greve de cinco dias o pau mandado da mídia é Ricardo
Boechat, que por várias vezes insultou os petroleiros sem nos
dar o direito elementar de responder, e em um dos seus brados
vociferou: "É uma greve absurda!".
Os petroleiros fizeram a greve em resposta à crise
financeira internacional para garantir os postos de trabalho;
melhorar a política da empresa de Saúde, Meio Ambiente e
Segurança - SMS; e também por melhores salários já que a
empresa não pagou a PLR em janeiro como prometido, e os
trabalhadores já haviam feito sua parte, os lucros e
resultados já estavam estabelecidos. Lembrando que a PLR é
lei que faculta ao trabalhador receber até 25% daquilo que
recebe o acionista, e com a greve conseguimos conquistar 12%
daquilo que é permitido em lei. É bom lembrar que a Petrobrás
é a empresa que mais arrecada impostos para União; paga
royalties para vários estados e municípios; financia 40% do
PAC; e a Petrobrás de forma pioneira descobriu reservas
gigantescas de petróleo e gás no pré-sal, para isso teve
que desenvolver tecnologia inexistente no mundo.
Tudo isso é fruto do trabalho de uma empresa e categoria
que merecem respeito. Além disso, a Petrobrás gasta 3% do
seu faturamento com a folha de pagamento isso é metade do que
gastam suas concorrentes mundo afora. O que existe de
absurdo nisso, senhor Boechat? Seria absurdo o fato de nenhum
petroleiro ganhar o salário mínimo? Mas o senhor também não
ganha o piso salarial dos jornalistas. O que achamos inadmissível
é o julgamento público em rede nacional sem o elementar
direito de defesa!
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CNPJ: 33.652.355/00011-4
ASSEMBLÉIAS votam nova proposta
Sindipetro-RJ reconhece avanços em relação à proposta anterior, mas indica rejeição por estar ainda muito longe do que merecem os trabalhadores em função do lucro da empresa
QUADRO DE ASSEMBLÉIAS DE TERÇA A SÁBADO
Dia 07
Angra (ADM) 07h00
Cenpes (Grupo A) 07h00
Cenpes (Grupo C) 07h00
Angra (Grupo D) – Padaria 07h30
Angra (Grupo D) – Terminal 08h00
Edise 12h30
Cenpes (Grupo D) 15h00
Angra (Grupo B) - Padaria 15h30
Angra (Grupo B) - Terminal 16h00
TABG (Grupo A) 16h00
TABG (Grupo C) 16h00
Angra (Grupo C) - Padaria 23h30
Dia 08
Angra (Grupo C) - Terminal 00h00
CENPES (PQ. Tecnológico) 07h30
Edita 12h30
Dia 09
Cenpes (Grupo B) 07h00
CENPES 07h30
TABG 7h30
Transpetro Sede/RB1 12h30
EDIHB/Ouro Negro 12h30
Angra (Grupo A) - Padaria 23h30
Dia 10
Angra (Grupo A) - Terminal 08h00
TABG (Grupo D) 16h00
TABG (Grupo E) 16h00
Angra (Grupo E) – Padaria 23h30
Dia 11
Angra (Grupo E) - Terminal 00h00
Companheiros de turno do Cenpes (Grupo E), TABG (Grupo B) e aposentados votam em qualquer assembléia
Liminar suspende repactuação do Plano Petros
Uma liminar suspendeu os efeitos da repactuação do Plano Petros. A medida, que ainda pode ser contestada pela Fundação, anula as alterações previstas no Regulamento da Petros e extingue todas
as medidas tomadas neste sentido. A decisão é do juiz federal Itagiba Catta Preta Neto, da 4ª Vara Federal de Brasília, e atinge diretamente a portaria da Secretaria de Previdência Complementar do Ministério da Previdência Social que aprovou as alterações no Plano. A ação foi impetrada pelo advogado Luis Antônio Castagna Maia em nome dos sindicatos de petroleiros do RJ, Litoral Paulista, Alagoas/Sergipe, São José dos Campos, que compõem a FNP, e da Astape-RJ e Fenaspe.
Além de ilegais, as alterações no Plano não foram homologadas em acordo judicial, apesar da divulgação em contrário dos dirigentes da FUP, que defenderam a repactuação. Em seu blog, o advogado Castagna Maia, que concede entrevista à Rádio Petroleira na próxima segunda-feira (6), às 18h, afirma que: “... As alterações aprovadas pela Portaria levavam, na prática, à criação de 4 grupos de participantes: ativos que teriam o reajuste futuro de sua aposentadoria de acordo com o que é fixado em acordos
coletivos; ativos que teriam, no futuro, o reajuste da sua aposentadoria pelo
IPCA; assistidos que teriam seu reajuste de acordo com os reajustes da ativa; assistidos que teriam seu reajuste de acordo com o IPCA. O mais extraordinário, no entanto, é que as reservas da entidade SÃO AS MESMAS. Ora, como autorizar que as reservas constituídas de forma
solidária, sob um mesmo regulamento, agora sejam submetidas a regras di-
ferentes? Qual dos grupos seria beneficiado, agora e nos próximos anos? Como estabelecer reajustes diferentes dentro de um mesmo plano, de um mesmo grupo? Quem avançará mais nas reservas, quem ficará prejudicado? Mas não é só. Também o conceito de “salário de cálculo”, utilizado para calcular os valores iniciais da aposentadoria, era alterado. Não mais especificava as verbas. Na nova redação, agora suspensa, compunham o “salário de cálculo” todas “as prcelas que não são passíveis de serem
suspensas ou suprimidas por ato unilateral do empegador”. Ora, o que é isso? A rigor, só o salário base e anuênio não poderiam ser retirados. E as funções gratificadas? E as gratificações de chefia? A rigor, tudo isso poderia ser excluído do cálculo da aposentadoria para os ainda ativos. (...) Impediu-se, assim, que o plano de benefícios fosse, na prática, dividido em diversos contingentes. No ano passado houve acordo judicial em ação então integralmente sob meu patrocínio no Rio de Janeiro, que cobrava dívidas da Petrobrás frente a Petros. A homologação judicial deu-se, no entanto, tão somente quanto a quatro dos objetos da ação, quatro dívidas da Petrobrás. Os demais aspectos que foram levados a Juízo pelas entidades que pretendiam o acordo não foram foram objeto de homologação. Ou seja, a alteração de Regulamento do Plano Petros não foi, e não poderia ser, objeto de homologação judicial. Daí a suspensão da alteração de regulamento, agora, pela Justiça Federal.”
* Entrevista com o Dr. Maia, segunda-feira, 06/04, 18h, na Radio Petroleira.
SINDMAR
cobra PLR de Sistema Petrobras
Em Mensagem Circular enviada aos navios da Petrobras e da Transpetro, no dia
20 de março, o SINDMAR e os Sindicatos Marítimos coirmãos salientaram a
cobrança veemente e contínua que os mesmos têm feito diante das companhias
por uma atitude em relação ao pagamento da PLR do exercício 2008.
Foi registrado na Mensagem Circular encaminhada para os navios que a
Representação Sindical Marítima cobra das empresas uma reunião com os
representantes dos trabalhadores marítimos nos próximos dias para discutir a
questão. No mesmo documento o SINDMAR cobra uma resposta dos tripulantes —
diante do que considera um desrespeito das companhias em não agendar uma data
para o debate do assunto — o que fatalmente dará início a um movimento de
resistência e reivindicação.
Os assuntos prementes reivindicados são o início imediato de estudo e
negociação para transformar o atual regime de trabalho e repouso (120x56) em
60 dias de trabalho por 30 dias de repouso, eliminação da prática de dias
negativos de repouso e o cumprimento do compromisso assumido pelas companhias
para o pagamento da PLR/2008. O SINDMAR destaca, registra e defende que em função
dos atrasos ocorridos no processo a Participação de Lucros e Resultados do
exercício 2008 deverá ser paga de uma só vez e não mais parcelada em duas
vezes como nas ocasiões anteriores.

CNPJ: 33.652.355/00011-4
Sindipetro-RJ indica suspensão da greve e manutenção do estado de greve
O Sindicato dos Petroleiros do Rio de Janeiro decidiu indicar a suspensão da greve, depois de uma negociação com a direção da Petrobras que se estendeu até cerca de 19h30. A proposta final é basicamente a mesma que já havia sido negociado na manhã desta sexta (27).
O Sindipetro-RJ denuncia o desrespeito do gerente de Recursos Humanos da Petrobras com a categoria, ao tentar condicionar a entrega da proposta da empresa à sua aceitação na mesa, sem consulta às bases. A Frente Nacional dos Petroleiros considera que essa atitude representa um ataque à autonomia dos sindicatos, das suas diretorias e, sobretudo, das assembléias, que são soberanas. Nesse sentido, Diego Hernandes é reincidente. No ano passado, durante discussão da PLR, já havia utilizado a mesma tática autoritária. A FNP estuda a possibilidade de encaminhar esta denúncia à Organização Internacional do Trabalho (OIT) e a outros organismos.
Sobre a proposta a ser avaliada nas assembléias, a Petrobras aceitou retirar o parágrafo que se refere “aos excessos da greve”, o que abria espaço para possíveis punições, mas não foi explicitado que nenhuma punição será aplicada, tal como propunha a FNP. Esta foi uma das questões que estenderam as negociações por mais algumas horas, embora, desde cedo, a FUP já caminhasse para indicar a aprovação da proposta da empresa às suas bases, inclusive retirando-se da mesa antes da FNP.
A posição do Sindipetro-RJ é pela suspensão da greve – indicativo para as bases do TABG e de Angra, que até o momento continuam paradas – mas com manutenção do estado de greve.
A avaliação do Sindipetro-RJ é de que a greve foi vitoriosa, com várias conquistas arrancadas na mesa de negociação, graças à forte mobilização da categoria. Hoje haverá assembléias nos turnos, prosseguindo na segunda-feira, nos setores administrativos, para suspensão da greve. Ainda na segunda, a Direção do Sindipetro-RJ se reúne para marcar as assembléias de avaliação da proposta, lembrando que o pagamento da PLR está previsto para 5 de maio de 2009.
PROPOSTA A SER AVALIADA PELA CATEGORIA
A Petrobras encaminha abaixo a proposta construída em mesa de negociação com a FUP e os seis sindicatos, com objetivo de chegar ao entendimento final para assinatura do Acordo Coletivo de Trabalho – PLR 2008:
I - PLR 2008
1) Piso de R$ 15.000,00 (quinze mil reais) para os empregados posicionados até o nível 457A e R$ 2.000,00 (dois mil reais) distribuídos de forma igual na tabela, ou 2,15 (duas vírgula quinze) remunerações normais, o que for maior.
2) Para efeito de pagamento da PLR 2008 será considerado o nível salarial do empregado vigente em 31/12/2008.
3) O valor da PLR 2008, de que trata a presente proposta, será pago aos empregados, exceto os dispensados por justa causa, integralmente aos que estiveram em efetivo exercício durante todo o ano de 2008 e de forma proporcional aos meses trabalhados para os empregados que foram admitidos e/ou desligados da Companhia durante o referido ano.
4) Não serão considerados como tempo de efetivo exercício os períodos de afastamentos por doença não ocupacional acima de 3 (três) anos, por acidente de trabalho ou doença ocupacional acima de 4 (quatro) anos e os referentes à licença sem vencimentos durante o ano de 2008, exceto nos casos previstos no parágrafo 2º do artigo 543 da Consolidação das Leis do Trabalho – CLT, e nos limites da Lei.
5) A companhia se compromete a realizar o pagamento da PLR 2008 em uma única parcela, no dia 05 de maio de 2009, respeitando legislação vigente.
II) Empresas do Sistema
A companhia se compromete a fazer gestão junto a TRANSPETRO, BR Distribuidora, REFAP, Petroquisa e TBG para que essas empresas encontrem mecanismos visando praticar os mesmos valores da proposta apresentada para Petrobras Controladora.
III) Condições de trabalho e SMS
Sobre o assunto a companhia se compromete a:
· Realizar reunião nacional, no mês abril de 2009, com o SMS do Abastecimento e do E&P, com o objetivo de tratar das questões relativas à segurança e condições de trabalho levantadas pelos sindicatos;
· Realizar anualmente a reunião nacional dos presidentes e vice-presidentes das Cipas da Petrobras, preferencialmente no mês de maio;
· Realizar ampla campanha corporativa sobre a necessidade do registro, análise e tratamento de todos os acidentes, incidentes e desvios nos sistemas de tratamento de anomalias das áreas e unidades da companhia;
· A companhia convidará a FUP e os sindicatos para apresentação e discussão da metodologia das avaliações ambientais e para o acompanhamento, nos locais de trabalho, do processo de medições dos riscos dos ambientes de trabalho e apuração dos resultados;
· Discutir em conjunto com os sindicatos a implementação das práticas da política e das diretrizes corporativas do SMS.
IV) Garantia de postos de trabalho e restrições
· A companhia se compromete que, nas renegociações de seus contratos de prestação de serviços buscando a otimização de custos, orientará as empresas contratadas no sentido da preservação dos postos e condições de trabalho, cumprindo sua função social como sociedade anônima de economia mista.
· Também, compromete-se a manter sua política de estrito cumprimento da legislação em vigor, em especial aos direitos fundamentais garantidos no inciso XIII do artigo 5º da Constituição Federal, no sentido de continuar a não utilizar qualquer forma de intervenção na eventual contratação de empregados pelas empresas prestadoras de serviços.
V) Extra turno feriado
· A companhia propõe que as horas trabalhadas no dia 1º de maio serão consideradas como horas extraordinárias e pagas como tal para os empregados engajados em regimes especiais de trabalho previstos no Acordo Coletivo de Trabalho.
VI) Dia de Desembarque
· A companhia reafirma a aplicação do compromisso assumido na carta RH/AMB/RTS 50.224/08 de 21/10/08, item 7 que trata:
“Em relação ao acordo firmado recentemente com o Sindipetro Norte Fluminense, a companhia mantém o compromisso de quando não for possível observar intervalo entre jornadas de trabalho dos empregados em regime de turno nas áreas de confinamento de outras unidades do E&P, garantir a aplicação das condições pactuadas no acordo da Bacia de Campos sobre este tema “.
· O RH do E&P agendará reunião no mês de abril com a FUP visando aprofundar a discussão sobre o assunto em pauta, com a participação do RH Corporativo.
VII) PLR Futura
§ A companhia reafirma a proposta da construção de indicadores e critérios para a PLR. A Petrobras propõe a construção em quatro etapas consecutivas:
1) definição de indicadores;
2) estabelecimento de metas para cada indicador;
3) definição de regras para o estabelecimento do montante;
4) definição de critérios para distribuição do montante.
§ Propõe a criação de um grupo, composto por representantes da Petrobras e da FUP, que iniciará a realização dos trabalhos em até 30 (trinta) dias a partir da assinatura do Acordo Coletivo de Trabalho PLR-2008.
§ Como contribuição para o grupo de trabalho será utilizado o material elaborado pela Federação Única dos Petroleiros sobre o assunto.
VIII) Interditos Proibitórios
· A companhia se compromete a desistir dos interditos proibitórios referentes à greve realizada entre a zero hora do dia 23/03/09 e 24 horas do 27/03/09 condicionada à desistência das ações ajuizadas pelos sindicatos contra a Petrobras neste mesmo período.
IX) Dias parados
A companhia assegura que os dias parados em função da greve não causarão nenhum reflexo para o empregado e que os descontos serão parcelados em 01 (um) dia por mês.
Diego Hernandes/ Gerente Executivo de Recursos Humanos
Aumenta pressão e Petrobrás convoca petroleiros para retomar negociação hoje, sexta, às 11h
Fonte: Agência Petroleira de Notícias
Acompanhe a greve dos petroleiros em www.apn.org.br
Por volta das 10h da manhã dessa sexta, 27 de março, os representantes da Frente Nacional dos Petroleiros e da Federação Única dos Petroleiros foram convidados pela gerência de Recursos Humanos da Petrobrás para retomar as negociações. A nova reunião está marcada para 11h dessa sexta, no auditório do sétimo andar do Edifício Sede da Petrobrás, no Centro do Rio de Janeiro.
Assembléias nas portas das unidades da Petrobrás na manhã dessa sexta rechaçam postura truculenta da direção da empresa e aprovam moções contra punição aos trabalhadores que aderiram à greve, contra manutenção dos interditos proibitórios e contra descontos dos dias parados. Os petroleiros esperam que a direção da empresa reveja a posição intransigente apresentada na quinta.
Negociação empaca. Petroleiros mantêm greve nacional
Os petroleiros se retiraram da mesa de negociação com a empresa, por volta de 18h de hoje (26), diante da possibilidade de punição de trabalhadores em greve. Essa cláusula, mantida pela Petrobrás, é considerada um ponto de honra tanto para os sindicatos da Frente Nacional dos Petroleiros (FNP) quanto para a Federação Única dos Petroleiros (FUP). A greve continua.
Representantes das duas federações consideraram inaceitável assinar qualquer acordo que admita a punição de trabalhadores que estavam no exercício de um direito – fazer a greve. “Essa atitude demonstra que a companhia ainda tem resquícios da ditadura”, indignou-se João Moraes, da FUP. O dirigente da FNP Agnelson Silva lembrou que o ato de punir é injustificável e contraria a própria Lei de Greve (7783/89).
Mas esse não foi o único nó a impedir o entendimento entre as partes. A FNP destacou mais dois itens: 1) o que se refere ao desconto dos dias parados; 2) o que trata dos interditos proibitórios, um instrumento punitivo antidemocrático a que a empresa tem recorrido. A FNP propôs que fossem retirados os interditos que, mesmo antes da greve, já pesavam sobre os sindicatos de AL/SE, RN, BA, Unificado/SP e Norte Fluminense.
Desde as primeiras horas da manhã de hoje, às 4h30, quando a reunião havia se encerrado, sendo retomada às 14 horas, a negociação empacou. Cedendo à pressão da greve, a empresa já acenava com alguns avanços, tais como o valor da PLR (Participação nos Lucros e Resultados) e seu pagamento em parcela única, com data fixa, sendo proposto o dia 5 de maio. Da mesma forma, contemplaria os trabalhadores da Transpetro, BR Distribuidora, REFAP, Petroquisa e TBG com valores equivalentes.
A forte mobilização dos trabalhadores, em todo o país, conquistou outros avanços, na queda de braço com a direção da Petrobrás: o compromisso da empresa em orientar as contratadas no sentido de preservar postos e condições de trabalho; a inclusão das horas trabalhadas em 1º de maio como horas extras para os trabalhadores dos turnos; além de abrir a discussão com os sindicatos da FNP sobre o dia de desembarque, nos moldes do acordo firmado recentemente com o Sindipetro-NF.
Avançou-se, ainda, na discussão sobre as condições de saúde e segurança no trabalho, com a construção de uma pauta de debates entre representantes da empresa e dos trabalhadores, incluindo discussões sobre SMS, CIPA, metodologia das avaliações ambientais, medição de riscos nos ambientes de trabalho e apuração de resultados.
Havia uma perspectiva de entendimento sobre os interditos proibitórios aplicados durante a atual greve, com a retirada de processos judiciais encaminhados pelas duas partes, empresa e sindicatos. Mas na questão das punições o debate empacou.
Como aceitar punições, seja de que forma for, para aqueles que lutam, exercem o direito constitucional da greve, avançam nas conquistas para toda a categoria, enquanto os que silenciam e não se envolvem diretamente nas mobilizações nada sofrem: apenas colhem os resultados obtidos por quem se expôs? Questão de honra. Questão de respeito aos princípios do estado democrático. Que dirigente sindical, em sã consciência, poderia indicar um acordo que abre a possibilidade de punições para os seus lutadores?
Greve dos petroleiros
Negociação com empresa prossegue nesta quarta, 25, com trabalhadores parados
A primeira rodada de negociação entre representantes da Petrobras, da Frente Nacional dos Petroleiros (FNP) e da Federação Única dos Petroleiros (FUP) aconteceu hoje (24), sem que as partes chegassem a um acordo. Depois de quatro horas de reunião, as duas federações consideraram inaceitável a proposta da empresa. Nova reunião está marcada para amanhã (25), às 9h30, no Edifício Sede da Petrobras (Edise). A greve continua.
Os negociadores da Petrobras acenaram com um reajuste insignificante no valor da PLR (Participação nos Lucros e Resultados) e não apresentaram proposta concreta que atendesse aos empregados da Refap, Petroquisa e TBG, unidades que, segundo a companhia, teriam a PLR zerada: limitaram-se a prometer “uma saída para não haver prejuízo aos trabalhadores”, sem explicar qual seria. Além disso, também não avançaram nos demais itens da pauta.
Em nome da FNP, Emanuel Cancella cobrou uma proposta completa, que responda a todos os itens que estão sendo reivindicados, destacando que a PLR deve ser estendida a todas as unidades e que a greve é, sobretudo, por mais respeito à categoria dos petroleiros. Disse que a crise não pode servir de pretexto para a redução de direitos: “se a empresa antecipou o pagamento aos fornecedores, por que motivo alega não ter como pagar uma PLR justa aos trabalhadores?”
O coordenador da FUP, João Moraes, concordou que a PLR tem que ser estendida a todas as unidades e destacou alguns pontos da pauta, considerados muito importantes para a categoria, como os itens relativos à saúde e segurança no trabalho, a garantia dos postos de trabalho (para os trabalhadores terceirizados), o pagamento da hora-extra nos feriados do turno e o próprio valor da PLR, percentualmente reduzido, em relação ao ano passado. O gerente de Recursos Humanos da Petrobras, Diego Hernandes, que está á frente da negociação pela empresa, considerou a greve vitoriosa. Reconheceu que a rendição na troca de turno foi cortada na maior parte das unidades de refino e nos terminais e que, também na Bacia de Campos, a greve estava forte. Citou o Ediba – unidade administrativa da Bahia – como um setor onde a greve estava radicalizada. Disse que seu papel era “tentar encontrar saídas”, propondo a suspensão do movimento grevista, para que as negociações continuassem.
Mas tanto a FNP quanto a FUP avaliaram que a proposta apresentada seria recusada pelas bases, mantendo o indicativo de continuidade da greve, durante as negociações.
Trabalhadores repudiam interditos proibitórios
Os interditos proibitórios foram duramente criticados pelos representantes dos trabalhadores que consideram uma afronta ao estado democrático. Morales disse que práticas como, ameaças de demissão, antes mesmo de instalada a greve, se constituem em abusos contra os direitos do trabalhador.
O corte de comunicação entre as plataformas da Bacia de Campos, no afã de tentar impedir a greve para não prejudicar a produção, levou ao desespero familiares que tentavam se comunicar com as plataformas, sem sucesso, sem falar nos graves riscos para a segurança dos trabalhadores e das instalações. A empresa alegou que o corte de comunicação resultou de problemas técnicos. Mas a argumentação foi desmentida pelos trabalhadores, na mesa de negociação.
A Petrobrás, depois de mais de doze horas de enrolação, não apresentou até às 22h nenhuma grande novidade na reunião que ainda continua nesta noite de quarta, com representantes da Frente Nacional dos Petroleiros e da Federação Única dos Petroleiros. O gerente de RH, Diego Hernandes, apresentou um pequeno aumento para a participação dos trabalhadores no lucro, que seriam distribuídos de forma linear. Mas a proposta ainda está aquém do reivindicado pela categoria. Ele também se recusou a discutir os interditos proibitórios impetrados pela Petrobrás e afirmou que licença maternidade e a dobradinha extra-turno devem ser discutidos na negociação do próximo acordo coletivo.
Ato de apoio à greve dos petroleiros, nessa quinta, no Edise
O Sindipetro-RJ organiza manifestação de apoio à greve nacional dos petroleiros nessa quinta, 26 de março, a partir das 6h30. A concentração acontece na frente do Edise, Edifício Sede da Petrobrás, na Av. Chile, próximo ao Largo da Carioca, no Centro. Petroleiros, trabalhadores de outras categorias e integrantes de movimentos sociais estão convocados para fortalecer o ato.
Seguranças da Petrobrás abusam de truculência no Rio de Janeiro
Nessa quarta, cerca de 30 manifestantes faziam uma atividade de greve na Av. Chile, quando foram surpreendidos com um piquete anti-greve por parte dos seguranças da empresa. Foi feito uma espécie de corredor humano pelos vigilantes para que os trabalhadores ultrapassassem o portão de entrada sem conversar com os grevistas. Empurrões e truculência deram o tom da ação da empresa.
No terceiro dia de greve, aumenta adesão na Bacia de Campos
Cabiúnas
De manhã, o Terminal de Cabiúnas chegou a ser ocupado pelos trabalhadores por cerca de 12 horas. Os dois portões de acesso foram fechados. O terminal está operando com a equipe de contingência da empresa.
Imbetiba
Nesta quarta, por volta de 12 horas, cerca de 200 pessoas realizaram um “trancaço” no portão de Imbetiba, impedindo o retorno ao trabalho depois do almoço.
Plataformas
Hoje à tarde PNA-2 também aderiu ao movimento grevista. Até as 16 horas, 29 plataformas estavam em greve na Bacia de Campos.
Em terra, os trabalhadores estão se recusando a embarcar. Às 5 horas de amanhã (26), haverá um toque de alvorada na porta dos hotéis onde os petroleiros que aguardam embarque estão hospedados. Haverá uma concentração em frente ao Sindipetro-NF, em Macaé, às 6h, de onde sairão para nova atividade de greve.
Comunicação se normaliza
O Sindipetro-NF conseguiu liminar na justiça, contra a Petrobras, obrigando a empresa a normalizar a comunicação nas plataformas.
Greve radicalizada do Litoral Paulista segue com suspensão do bombeamento de petróleo de S.Sebastião
Com a quebra de acordo por parte do gerente da Refinaria de Cubatão, o comando de greve dos petroleiros do Litoral Paulista decidiu suspender o bombeamento de petróleo do terminal de São Sebastião.
O acordo fechado entre a direção da empresa e os trabalhadores foi de que toda a entrada e saída da equipe de contingência da Refinaria de Cubatão (RPBC) aconteceria pelo portão da frente. Mas durante a madrugada dessa quarta, o comando de greve constatou que havia carros entrando pelas laterais. Dessa forma, a direção da empresa estava colocando muito mais gente dentro da refinaria para cumprir as atividades de produção, sem que os trabalhadores da contingência pudessem ser persuadidos pelos grevistas.
A partir desse desrespeito ao acordo feito, o Sindipetro Litoral Paulista decidiu suspender o bombeio de petróleo da do terminal de São Sebastião para a Refinaria de Cubatão, além de intensificar os piquetes em todas as portarias, como havia sido feito no primeiro dia. Enquanto existir petróleo estocado, a refinaria funciona em normalidade, mas como não passa mais petróleo pelo terminal, a tendência é, em breve, acabar o estoque de Cubatão.
Com a abertura da mesa de negociação com a direção da Petrobrás no Rio, o comando de greve do Litoral Paulista permitiu a desatracação dos navios que despejaram a última leva de petróleo no terminal de São Sebastião no domingo.
Prédio Administrativo fechado por três horas
Os petroleiros do Litoral Paulista realizaram um trancaço da entrada do Edisa 1, Prédio Administrativo da Petrobrás no Centro de Santos-SP. O objetivo era impedir a entrada dos trabalhadores para que pudessem conversar sobre a greve a nível local e nacional. Com a chegada ostensiva de mais de 10 viaturas da política militar, os grevistas avaliaram que seria melhor liberar a entrada e seguir fortalecendo a mobilização no terminal de São Sebastião e na Refinaria de Cubatão. De todo modo, o acesso ao Edisa 1 foi inviabilizado das 7h às 10h.
Adesão Surpreende
Os diretores do Sindipetro Litoral Paulista estão entusiasmados com o grau de adesão da categoria à greve. Chegam ao RPBC diariamente 40 ônibus transportando os trabalhadores com cerca de 45 passageiros em cada. Desde segunda, início da greve, não desce mais do que 10 pessoas de cada veículo. Nos ônibus do pessoal de turno o quadro é melhor ainda. Do total de 9 veículos, só desceram cerca de 5 pessoas, que são os vigilantes que, segundo os próprios, não podem fazer greve.
“A nossa greve está muito mobilizada. O lançamento do Blog está nos ajudando muito. A categoria consegue acompanhar em tempo real o que está acontecendo. Recebemos muitas mensagens de apoio” – comentou Marcelo Juvenal, técnico de operação da RPBC e diretor de comunicação do Sindipetro Litoral Paulista.
Greve avança e Petrobrás convoca sindicatos para negociar
A Petrobrás convocou os sindicatos de petroleiros para reunião com objetivo de dar continuidade ao processo de negociação da Participação nos Lucros ou Resultados (PLR) da empresa. Com a greve crescendo nas refinarias, plataformas, centros administrativos e de pesquisa, com a redução de produção de derivados do petróleo, com a diminuição drástica de bombeamento de combustível para aeroportos e oleodutos, a direção da empresa precisou abrir negociação.
Essa reunião acontecerá em mesa única com os 17 sindicatos representativos dos trabalhadores do Sistema Petrobrás, tantos os organizados na Frente Nacional dos Petroleiros (FNP), quanto os da Frente Única dos Petroleiros (FUP). O encontro está marcado para a tarde dessa terça, 24 de março, no Edifício Sede da Petrobrás, no centro do Rio de Janeiro. O documento-convite da empresa só tratava da PLR, mas os demais pontos de reivindicação da greve também serão debatidos.
Trabalhadores cansados com descaso da empresa
Motivos para entrar em greve não faltam. Embora o lucro da empresa tenha aumentado, a Participação nos Lucros e Resultados (PLR), direito assegurado para os trabalhadores, foi reduzida, percentualmente, em relação ao ano passado. Já o repasse aos acionistas aumentou. A Petrobras também está se negando a repassar a PLR para várias unidades, como para os trabalhadores da Refap – Refinaria Alberto Pasqualini, em Canoas, no Rio Grande do Sul, além da TBG e Petroquisa. A base do Sindipetro-RJ reivindica que a PLR seja paga igualmente, para todos os petroleiros.
A pauta inclui, também, a retomada do pagamento de horas extras nos feriados para os que trabalham em turnos, hora-extra curso, ‘periculosidade pra valer’, extensão da licença-maternidade de seis meses a todas as trabalhadoras, pagamento do dia de desembarque, aposentadoria especial, melhores condições de saúde e segurança no trabalho, dentre outras.
Assembléias continuam. Sindipetro-RJ indica greve nacional dia 23 de março
Em reunião hoje, 17 de março, com os sindipetros da FNP, no Edise, no Rio de Janeiro, mais uma vez o RH da Petrobrás demonstrou seu desrespeito com os trabalhadores: a empresa simplesmente anunciou que a proposta para pagamento da PLR 2008 está condicionada a aprovação pelo Conselho de Acionistas, cuja Assembléia Geral Ordinária, está marcada para o dia 8 de abril. Ou seja, a empresa não garante absolutamente nada: continuamos sem saber se a PLR será paga em uma única parcela, quando será paga, nem quanto receberemos!
A Petróleo Brasileiro obteve em 2008, um lucro líquido recorde 66% maior do que em 2007. Deste montante, a empresa provisiona um aumento de 51% para os acionistas, em relação ao ano passado. Já para os trabalhadores, a razão da PLR em relação ao lucro líquido (PLR/LL) caiu19%. Enquanto em 2007 os petroleiros receberam apenas 12,8% do que foi distribuído aos acionistas, para 2008, a situação piora, passando para 11,5%.
Não podemos esperar até 8 de abril. Queremos uma definição imediata de quanto e quando vamos receber. Também não queremos migalhas: a lei permite que os trabalhadores recebam 25% do que é distribuído aos acionistas e é isto que reivindicamos, nenhum centavo a menos.
Além da PLR máxima e igual para todos precisamos garantir a manutenção de todos os direitos dos petroleiros. Não vamos abrir mão da dobradinha extra-turno nos feriados, da aposentadoria especial, do dia de desembarque, hora extra curso e da periculosidade para valer.
Unidade na luta – Os Sindipetros da FNP, buscando a unidade do movimento petroleiro, se reúnem com a direção da FUP, na quinta-feira, 19 de março. O encaminhamento para debate no encontro será o exemplo da união dos petroleiros durante a greve de sete dias na Replan, quando os trabalhadores reivindicaram o apoio dos 17 sindipetros de todo o país.
Refap, Petroquisa e TBG – Os petroleiros nunca concordaram com a fragmentação do Sistema Petrobrás, processo que continua não sendo revertido neste governo. A proposta apresentada pela Petrobrás não engloba os trabalhadores da Refap, Petroquisa e TBG. A empresa alega que estas unidades apresentaram prejuízo contábil e não têm direito a PLR, por força de lei.
Os Sindipetros da FNP cobraram na mesa de negociação que a empresa garanta o pagamento para esses trabalhadores, mas o RH disse apenas que não existe ainda uma solução e não apresentou nenhum mecanismo para solução do impasse. Afirmou que esta posição será levada aos trabalhadores através de um comunicado institucional.
Os trabalhadores da Refap, Petroquisa e TBG desempenham uma função estratégica para o país, de abastecimento e importância para a Petrobrás, contribuindo para o excelente resultado da controladora. Ao não apresentar alternativa para que esses trabalhadores também recebam a PLR, a direção da empresa além de discriminar esses petroleiros, gera um clima de instabilidade e intranqüilidade prejudicial inclusive, ao exercício das funções profissionais.
Somos todos Petrobrás! Impasse se resolve na luta e em mesa de negociação nacional, com todos os 17 sindicatos!
PLR Sistema Petrobrás
Sindipetro-RJ indica greve nacional unificada
dia 23
Os petroleiros da base do Sindipetro-RJ devem comemorar mobilizados
o cinquentenário da entidade. Neste dia, se as assembléias aprovarem, começa
a greve nacional unificada por tempo indeterminado pelo pagamento da PLR 2008 e
definição dos valores e data de pagamento, pela dobradinha extra-turno nos
feriados, pela aposentadoria especial, dia do desembarque, hora extra curso,
periculosidade para valer e manutenção de todos os direitos dos trabalhadores.
A unidade do movimento petroleiro foi uma das tônicas da greve na Replan, onde
os trabalhadores pararam por sete dias e poderiam ter ficado mais tempo caso o
movimento fosse abraçado nacio-nalmente.
O indicativo de greve, aprovado na reunião da direção colegiada do sindicato
nesta segunda (9), será levado para avaliação das bases a partir do dia 16
de março. O Sindipetro-RJ acredita na força de mobilização dos petroleiros
de todas as bases dos 17 Sindipetros do país, que não estão mais dispostos a
ficar parados diante do desrespeito da empresa. União é a palavra de ordem
neste momento. Juntos, vamos mostrar mais uma vez, para a direção da Petrobrás
que são os trabalhadores, em todos os cantos do Brasil, que fazem essa empresa
funcionar!
Calote - A primeira parcela da PLR deveria ter sido paga em janeiro. A
empresa, alegando que não havia dinheiro, simplesmente não pagou os
petroleiros, deixando milhares de pais e mães de família no vermelho, já que
nesta época do ano as despesas normalmente são maiores.
Apesar de afirmar que não tinha dinheiro para pagar os petroleiros, suspender
as festas de fim de ano, a colônia de férias das crianças, verbas de curso,
ginástica laboral e outras coisas, a empresa concedeu benefícios para diversos
fornecedores e patrocinou blocos afros da Bahia, que ganharam R$ 1,2 milhão
este ano.
A proposta da empresa é iniciar a negociação da PLR somente após a assembléia
dos acionistas, marcada para o dia 8 de abril. Não podemos esperar até lá.
Queremos saber imediatamente quanto e quando vamos receber. Também não
queremos migalhas: a lei permite que os trabalhadores recebam 25% do que é
distribuído aos acionistas e é isto que reivindicamos, nenhum centavo a menos.
Lucro maior, PLR menor – Segundo o relatório do 4º trimestre, publicado
na página da Petrobrás, a Petróleo Brasileiro S.A. obteve em 2008 um lucro líquido
recorde 66% maior do que em 2007. Deste montante, a empresa provisiona um
aumento de 51% para os acionistas, em relação ao ano passado. Já para os
trabalhadores, a razão da PLR em relação ao lucro líquido (PLR/LL) caiu 19%.
Enquanto em 2007 os petroleiros receberam apenas 12,8% do que foi distribuído
aos acionistas, para 2008, a situação piora, passando para 11,5%.
QUADRO DE ASSEMBLÉIAS
16 SEGUNDA
Cidade Nova/UP - 7h
EDIHB/Ouro Negro - 12h30
17 TERÇA
CENPES - 7h
Edise - 12h30
Cenpes Turno (Grupo A) Entrada - 15h
Cenpes Turno (Grupo B) Saída - 15h
Angra (ADM) - 16h
TABG (Grupo C) Entrada - 16h
TABG (Grupo E) Saída - 16h
18 QUARTA
Edita - 12h30
Cenpes Turno (Grupo C) Entrada - 7h
Cenpes Turno (Grupo E) Saída - 7h
Angra Turno (Grupo C e D) Saída - 16h
19 QUINTA
Cenpes Turno (Grupo D) Saída - 7h
TABG - 07h
Transpetro Sede/RB1 - 12h30
Tevol (Assemb. Grp A, B, C, D e E) - 14h
20 SEXTA
TABG (Grupo A) Entrada - 0h
CENPES (PQ. Tecnológico) 7h
TABG (Grupo B) Saída - 16h
TABG (Grupo D) Entrada - 16h
ANGRA Turno (Grupo A e E) Saída - 8h

PETROLEIROS EM LUTA
5 de março de 2009
TODO APOIO A LUTA DOS PETROLEIROS DA REPLAN!
MEXEU COM MEU COMPANHEIRO, MEXEU
COMIGO
Os bravos companheiros(as) da REPLAN dão o
exemplo: é na luta que nossos direitos são conquistados e mantidos!
Esta é a política da FNP, que junto com os companheiros da REPLAN, propõe a
mobilização de toda a categoria petroleira dos 17 sindicatos em defesa
irrestrita dos direitos já conquistados e avanço no interesse dos
trabalhadores
A união de todos os petroleiros nesta greve, novos, antigos, aposentados e
terceirizados, mostrou que continua viva a chama da luta e da indignação pelo
descaso da direção da Petrobrás com os trabalhadores. A FNP propõe, se
mantida a greve da REPLAN, realização imediata de assembléia nos 17
Sindicatos para aprovar a participação no movimento. Mexeu com meu
companheiro, mexeu comigo!
É a hora de retomarmos a mobilização histórica dos trabalhadores petroleiros
e a FNP propõe à apreciação e aprovação dos 17 Sindicatos, a seguinte
pauta e calendário:
O que queremos:
1. PLR MÁXIMA E IGUAL (negociação já, antes da
Assembléia Geral dos Acionistas, em 8/4), queremos saber quanto e quando
receberemos a nossa PLR;
2. MANUTENÇÃO DOS DIREITOS DA CATEGORIA (extra turno feriado , dia do
desembarque, aposentadoria especial, hora extra-curso)
Calendário de mobilização e atos:
• Dia 8/3 – Dia Internacional de Luta da Mulher
• Dia 21/3 – Dia Nacional da Consciência Negra
• Até 20/3 – Realização de ASSEMBLÉIA GERAL, em todas as bases
petroleiras, para deliberar sobre:
1. Assembléia Geral Permanente
2. DIA 01/ABRIL - Atrasos/Atos/Paralisações de advertência com o objetivo de
abertura
de negociação da PLR e pela manutenção dos direitos
3. De 02 a 07/ABRIL – Continuidade das mobilizações para preparar a GREVE
4. DIA 08/ABRIL – Dia da Assembléia Geral dos Acionistas – GREVE GERAL POR
TEMPO
INDETERMINADO A PARTIR DA ZERO HORA
• Dia 24/MARÇO – Com o resultado das assembléias iremos à Petrobras
cobrar abertura de negociação da PLR e garantia dos direitos dos petroleiros
Frente Nacional dos Petroleiros
_______________________________________________________________________________
FNP - FRENTE NACIONAL DOS PETROLEIROS
SINDICATO DOS PETROLEIROS DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS, SINDICATO DOS
PETROLEIROS DE ALAGOAS/SERGIPE, SINDICATO DOS PETROLEIROS DO RIO GRANDE DO SUL,
SINDICATO DOS PETROLEIROS DO RIO DEJANEIRO, SINDICATO DOS PETROLEIROS DO LITORAL
PAULISTA, SINDICATO DOS PETROLEIROS DO PA/AP/AM/MA
CONVOCAÇÃO
DIA NACIONAL DE LUTA
A COBAP – CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE APOSENTADOS E PENSIONISTAS e a FAAPERJ
– FEDERAÇÃO DAS ASSOCIAÇÕES DOS APOSENTADOS E PENSIONISTAS DO RJ convoca
todos os seus aposentados e pensionistas para participarem da grande manifestação
que será realizada no dia 20 de março de 2009, DIA NACIONAL DE LUTA, em defesa
do reajuste pelo índice aplicado ao salário mínimo, conforme PL 4.434 do
Senador Paulo Paim, que devolve aos benefícios os valores em salários mínimos.
A nossa luta é pela sobrevivência com dignidade. Não podemos agüentar essa
humilhação que nos é imposta pelos governantes do país.
> Concentração: às 10:00 horas , na Estação Ferroviária da Leopoldina;
> Saída: 11:00 horas.
Marinha
do Brasil assina termo de cooperação com estatal
Estatal investirá R$ 78 milhões na modernização das duas Escolas de
Formação de Oficiais Mercantes
A Marinha do Brasil e a Petrobras assinaram um acordo de cooperação no dia
16 de fevereiro. De acordo com o documento, a companhia estatal vai investir R$
78 milhões nos próximos quatro anos na modernização dos Centros de Instrução
Almirante Graça Aranha e Almirante Braz de Aguiar, no Rio de Janeiro e em Belém,
respectivamente. O acordo contou com o apoio do Centro de Pesquisas da Petróleo
Brasileiro, Cenpes, do Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo
e Gás Natural, Prominp, e da Fundação Estudos do Mar, Femar, e com o aval da
Agência Nacional de Petróleo, ANP. O documento foi firmado no 7º Distrito
Naval, em Brasília, e contou com a presença do SINDMAR, além do Comandante da
Marinha, Almirante-de-Esquadra Julio Soares de Moura Neto, do Diretor Geral da
ANP, Haroldo Lima, do Diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto
Costa, e de autoridades ligadas ao setor.
A partir deste acordo, o Ciaga e o Ciaba passarão a ter a possibilidade de
capacitar ainda mais homens e mulheres do mar. A Marinha espera que o efetivo de
formandos daqui a quatro anos seja o dobro do número atual. O Comandante da
Marinha, Alte Moura Neto, disse que os Centros de Instrução do Rio de Janeiro
e de Belém formam, em média, 475 oficiais mercantes por ano. Os recursos
possibilitarão a compra de equipamentos e a reforma, modernização e ampliação
de instalações das Escolas de Formação.
Durante a cerimônia, o SINDMAR destacou a importância do envolvimento do
Estado e da Marinha para ter mão-de-obra qualificada para tripular navios. O
Diretor Geral da Agência Nacional de Petróleo, Haroldo Lima, explicou que “a
mão-de-obra será formada também para as empresas privadas que atuam no setor
marítimo brasileiro, e não só para as companhias que exploram o petróleo no
mar”.

A Marinha do Brasil destaca a importância do acordo para o país durante a
solenidade de assinatura do termo de cooperação
CONVITE - II PLENÁRIA NACIONAL da Campanha “O petróleo
tem que ser nosso”
Data: 02 de março de 2009
Local: Sindipetro-RJ. Avenida Passos, 34 – Centro do Rio de Janeiro (próximo
à Praça Tiradentes)
Horário: 9:30h às 16:30h
Estimados companheiros e companheiras, saudações!
As entidades que assinam este documento convocam todas as forças de esquerda e
progressista da sociedade brasileira para a II Plenária Nacional da Campanha
“O petróleo tem que ser nosso”, com o objetivo de dar continuidade às
lutas em torno do movimento contra a privatização do petróleo e gás.
A programação para esta Plenária é a seguinte:
9:00h - Café da manhã
9:30h - Credenciamento
9:45h - Mesa de abertura de avaliação e perspectivas da campanha "O petróleo
tem que ser nosso" com Via Campesina, CUT, Intersindical, Conlutas, Fórum
contra a Privatização do Petróleo e Gás - RJ. (Em seguida, abre-se a palavra
para outras entidades nacionais presentes. No fechamento da manhã, inscrições
serão abertas para os presentes na plenária.)
13:00h - Intervalo para o almoço
14:00h – Informe sobre os leilões das áreas promissoras de petróleo e gás:
o que já foi leiloado, para quem e perspectivas. Informações sobre o
andamento dos trabalhos da Comissão Interministerial que discute a questão do
pré-sal. O engenheiro Paulo Metri será o responsável pela apresentação
desse ponto.
14:30h - Debate do calendário de atividades e tarefas prioritárias para dar
uma dimensão efetivamente nacional à campanha "O petróleo tem que ser
nosso".
16:15h - Apresentação dos encaminhamentos da plenária
Agradecemos às entidades, movimentos e cidadãos que puderem confirmar a
presença na plenária antes de segunda-feira nos endereços eletrônicos: campanhapetroleo@gmail.com,
agencia@apn.org.br e rafa_doliveira@yahoo.com.br
Essa confirmação ajudará muito no trabalho da equipe de infra-estrutura do
espaço.
Contatos pelo telefone:
André Cardoso – Assembléia Popular: (11)3104-6746
Agência Petroleira de Notícias / Sindipetro-RJ:
(21)3852-0148 ou (21)7866-2630 [Rafael Duarte-APN]
Contamos com a presença de todos.
Saudações fraternas e até segunda!
Organizações que assinam a convocatória (dispostas em ordem alfabética):
ABEEF – Associação Brasileira de Estudantes de Engenharia Florestal
AEPET –Associação dos Engenheiros da Petrobras
ASSEMBLÉIA POPULAR – Mutirão por um novo Brasil
CIMI – Conselho Indigenista Missionário
CMP – Central de Movimentos Populares
CMS – Coordenação dos Movimentos Sociais
CONAM – Coordenação Nacional das Associações de Moradores
CONLUTAS – Coordenação Nacional de Lutas
CONSULTA POPULAR
CPT – Comissão Pastoral da Terra
CTB – Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil
CUT – Central Única dos Trabalhadores
FEAB – Federação dos Estudantes de Agronomia do Brasil
FNP – Federação Nacional dos Petroleiros
Fórum Nacional contra a Privatização das Reservas Estratégicas de Petróleo
e
Gás
FUP – Federação Única dos Petroleiros
INTERSINDICAL - Instrumento de Luta e Organização da classe Trabalhadora
Jubileu Sul - Brasil
MAB – Movimento dos Atingidos por Barragens
MMC – Movimento das Mulheres Camponesas
MMC – SP - Movimento de Moradia do Centro de São Paulo
MMM – Marcha Mundial de Mulheres
MPA – Movimento dos Pequenos Agricultores
MST – Movimento dos trabalhadores rurais sem terra
MTD – Movimento dos trabalhadores desempregados
PC do B
PCB
PJR – Pastoral da Juventude Rural
PSOL
PSTU
PT
SINDIPETRO-LP - Sindicato dos Petroleiros do Litoral Paulista
SINDIPETRO-RJ - Sindicato dos Trabalhadores na Indústria do Petróleo no estado
do
Rio de Janeiro
UNE – União Nacional dos Estudantes
VIA CAMPESINA - Brasil
Veja notícias da campanha "O petróleo tem que ser nosso" na Agência
Petroleira de Notícias (www.apn.org.br
).
Ato hoje, sexta (13), 12h do Edise
Petrobrás reafirma calote: não tem adiantamento de PLR
Em reunião de acompanhamento do ACT, realizada ontem no prédio da Universidade
Corporativa, na Cidade Nova, no Rio de Janeiro, representantes do RH da empresa
reafirmaram que não haverá adiantamento da PLR este ano. Segundo a empresa a
parte dos petroleiros sobre a Participação nos Lucros e Resultados só começará
a ser discutida com os sindicatos após a reunião do conselho dos acionistas,
no dia 8 de abril.
Os diretores dos sindipetros da Frente Nacional dos Petroleiros (FNP) que
participaram da reunião, entre eles o Sindipetro-RJ, cobraram da Petrobrás o
início imediato das negociações sobre o percentual a ser distribuído aos
trabalhadores, independente de valores a serem pagos aos acionistas, mas o RH
afirmou que não tem o que negociar antes da reunião dos acionistas. Diante da
resposta, os representantes dos petroleiros das bases da FNP, questionaram quem
decide o valor da PLR dos trabalhadores: empresa, governo ou acionistas?
O coordenador geral do Sindipetro-RJ Emanuel Cancella lembrou na mesa de negociação
que a postura da empresa é uma covardia com os petroleiros que historicamente já
incorporaram o adiantamento da PLR em suas despesas de início de ano. E
reafirmou a posição dos sindipetros da FNP em defesa da PLR máxima (25% do
que for distribuído aos acionistas) e igual para todos os petroleiros.
Pendências – Os sindipetros da FNP cobraram do RH da Petrobrás respostas
para diversas questões pendentes: pagamento do dia de desembarque; distorções
no PCAC e necessidade de criação de comissão na Transpetro; relações
sindicais e problemas na liberação de dirigentes; Interdito Proibitório
contra o Sindipetro Alagoas/Sergipe; limitação de parcelamento de férias para
petroleiros em turno de 12h; Repactuação; acidentes e incidentes com
aeronaves; anistia e reclassificação dos anistiados; pagamento de auxílio-alimentação
nas convocações para hora-extra nos finais de semana; situação dos
concursados Transpetro/2005; licença-maternidade de 180 dias; criação de
comissões sobre aposentadoria especial; suspensão da colônia de férias e da
ginástica laboral; a postagem do boletim Primeira Mão (da FUP) pela Petros.
Seminário Nacional dia 2
O Comitê Nacional do Fórum contra a Privatização do Petróleo e Gás
realiza reunião de trabalho nesta sexta (13), em São Paulo, para organizar o
Seminário Nacional que ocorrerá dia 2 de março, no Rio. Neste dia será feito
o planejamento das próximas ações para barrar a continuidade dos leilões das
áreas promissoras de petróleo e gás brasileiros.
A primeira plenária de 2009 do comitê Rio do Fórum aconteceu na terça-feira
(10) no auditório do Sindipetro-RJ e reuniu representantes de diversas
entidades e movimentos sociais. Na pauta do encontro, além da avaliação
coletiva da campanha em 2008, estava o levantamento de propostas de atividades.
Foi aprovada a participação da campanha “O petróleo tem que ser nosso” no
carnaval carioca. A idéia é formar alas, com faixas e camisas, nos blocos
organizados por sindicatos, como os do Sindjustiça, do Sintrasef e do Sindicato
dos Bancários.
Formação de multiplicadores – Responsável pela produção dos materiais de
divulgação, o diretor do Sindipetro-RJ, Francisco Soriano, anunciou que a
cartilha de divulgação e contextualização da luta para a população em
geral e o filme, em processo de gravação de entrevistas, estarão concluídos
em dois meses.
Os participantes da reunião decidiram intensificar a aproximação com os
movimentos sociais populares, sindicais e estudantis. Uma das propostas é
debater a inclusão do combate à privatização do petróleo e gás como uma
pauta no tradicional ato de 28 de março, data da morte do estudante Edson Luís
pela ditadura militar. A continuidade dos debates em escolas,
universidades e sindicatos, além da criação de novos comitês, serão
fundamentais para a divulgação da campanha e conscientização da população
sobre sua importância.
Balanço da luta – Representantes das entidades realizaram uma avaliação
bastante positiva do movimento em 2008. Porém, muito ainda precisa ser
feito. Para o diretor do Sindipetro-RJ Eduardo Henrique, “O trabalho de
conscientização com palestras, seminários, cartilhas e vídeos esclarecendo a
questão do petróleo e do pré-sal criou uma polêmica política. Ações
diretas como os atos de ocupação do Edise, o acampamento em setembro, a agressão
policial e a ocupação do saguão do Hotel Guanabara deram visibilidade ao
movimento, mas não fizeram com que ele crescesse. Falta apoio popular e também
dos petroleiros.”
A adesão dos Sem Teto, do Movimento dos Trabalhadores Desempregados e dos
estudantes (universitários e secundaristas) foi apontada como muito positiva,
assim como a criação de novos comitês locais. Entre as diversas atividades,
foi destacada a Jornada de Luta, realizada de 15 a 18 de dezembro do ano
passado, pelo cancelamento da 10ª Rodada de Leilão das Áreas Promissoras de
Petróleo e Gás Brasileiros.
Dia de Luta contra Demissões reúne movimento sindical e
popular no Rio
Cerca de 600 pessoas participaram na tarde da quarta-feira, 11/2, do
ato público em protesto contra as demissões na Vale e a flexibilização de
direitos trabalhistas, em frente à sede da empresa, na Avenida Graça Aranha,
no centro do Rio. O ato foi organizado pela CUT e Conlutas. Contou com a presença
do presidente da CUT, Arthur Henrique da Silva, e do coordenador nacional da
Conlutas, José Maria de Almeida, o que foi considerado um importante marco para
construção de lutas conjuntas, que consigam unificar os trabalhadores em torno
dos grandes temas nacionais, um desafio que se impõe, em face do cenário
sombrio pintado pela crise econômica.
A direção do Sindipetro-RJ também se fez presente, assim como representações
de vários sindicatos e movimentos sociais. Em nome do Fórum contra a Privatização
do Petróleo e Gás, Emanuel Cancella chamou a CUT e a Conlutas e se engajarem,
efetivamente, na luta pela reestatização do nosso petróleo e gás, procurando
somar forças, pois a pressão do capital internacional para controlar as
riquezas do subsolo brasileiro aumenta a cada dia, sobretudo depois de
anunciadas as promissoras reservas do pré-sal.
Um número significativo de representantes do Fórum contra a Privatização do
Petróleo e Gás se integrou à manifestação. A faixa “Reestatizar a Vale e
a Petrobras!” deu o tom desta participação, vinculando as demissões em
massa e a flexibilização de direitos ao processo de privatização das
empresas públicas que atingiu em cheio a Vale do Rio Doce e comeu pelas
beiradas a Petrobras. Daí a palavra de ordem enfatizada pelo Fórum.
Conlutas saúda unidade na luta – O coordenador da Conlutas, José
Maria de Almeida, saudou o ato contra as demissões na Vale, realizado no Rio,
como um importante momento de unidade entre os trabalhadores, mostrando que é
possível caminhar juntos, no interesse maior da classe trabalhadora.
Ressaltou que “foi um importante protesto contra as intenções da Vale
de demitir e reduzir salários” e cobrou do governo federal uma Medida
Provisória (MP) que garanta a estabilidade no emprego, para estancar a
sangria que essas demissões representam:
“Com certeza, esse é apenas o primeiro de muitos atos unitários que ainda
teremos que fazer, até os trabalhadores tomarem as ruas desse país. Só a
mobilização de massas será capaz de frear e reverter os tempos sombrios que vêm
pela frente”.
CUT culpa herança de FHC – O presidente nacional da CUT, Artur Henrique, fez
uma referência à vitoriosa passeata, na parte da manhã, em defesa do emprego,
renda e direitos dos trabalhadores, na região do ABC, em São Paulo, organizada
pelos trabalhadores metalúrgicos, um dos setores mais atingidos pelas demissões.
Mas, em seu discurso, procurou responsabilizar o governo Fernando Henrique
Cardoso, pelos frutos podres que os trabalhadores agora estão sendo
obrigados a engolir:
“Foram os tucanos e “demos” que fizeram as reformas neoliberais baseadas
na concepção do Estado mínimo. Ainda bem que sobraram empresas como a Petrobrás,
a Eletrobrás, a CEF, o BNDES, etc. Já imaginaram se tivéssemos que enfrentar
a crise sem esses instrumentos ?”
Afirmou, ainda, que essas políticas ainda não tiveram fim em alguns estados,
como em São Paulo, onde o governador José Serra vendeu a companhia de
transmissão de energia e a Nossa Caixa, único banco de fomento do estado.
Também fez críticas ao presidente da Vale, por defender a flexibilização de
direitos:
“É inadmissível a redução de salários, férias coletivas e corte de
direitos. Lamentavelmente, o presidente da Vale tem a coragem de vir a público
propor isso, como forma de enfrentar a crise. Mas ele não diz que a empresa que
preside lucrou R$ 20 bilhões em 2007, outros R$ 20 bilhões em 2008 e, mesmo
com os cofres gordos, já demitiu milhares de trabalhadores”.
Nos EUA, mais de dois milhões já foram demitidos – A manifestação
contou com a presença de uma sindicalista norte-americana, Carolyn Kagdin,
da United Steel Workers (USW), que representa cerca de 1,2 milhão de
trabalhadores do ramo do aço, mineração, petróleo, vidro, borracha e papel,
tanto dos Estados Unidos quanto do Canadá. Carolyn traçou um panorama dramático.
Disse que, no seu setor, as demissões já atingiram cerca de dois milhões
de trabalhadores, desde que a crise econômica começou. Nos Estados Unidos, são
demitidos, em média, 20 mil trabalhadores por dia.
A Vale, multinacional do aço, atua em cerca de 20 países, dentre os
quais Moçambique, Canadá, França, Indonésia, Austrália, Argentina, Colômbia,
Bolívia, Noruega, além do Brasil. Carolyn disse que os trabalhadores da Vale
no Canadá só foram até agora poupados porque a empresa assinou um acordo, em
2007, comprometendo-se a não demitir num prazo de três anos (portanto, até
2010). Mas, em outros países, já vem aplicando a mesma política das demais
empresas atingidas pela crise: demissões e redução de direitos.
A sindicalista enfatizou que a união dos trabalhadores é fundamental nesse
momento. Aliás, nos diversos países em que a Vale está instalada, seus
empregados já começam a se organizar em redes para buscar, juntos, formas de
proteger o salário e o emprego.
Matéria da: Agência Petroleira de Notícias

CNPJ: 33.652.355/0001-14
Petroleiros exigem negociação da PLR
Os petroleiros continuam a campanha em defesa do pagamento imediato
da primeira parcela da Participação nos Lucros e Resultados de 2008. É
acintoso que a Petrobrás beneficie fornecedores e esqueça de repassar aos
trabalhadores o que é de direito. Faça suas sugestões para a campanha Cadê a
PLR? pelo endereço sindipetro-rj@sindipetro.org.br. E não deixe de usar os
adesivos, disponíveis no Sindipetro-RJ.
Na próxima semana acontecem na Petrobrás as reuniões para
acompanhamento do acordo coletivo.
Reunião sobre petróleo no FSM
Organizado pelo Comitê Nacional contra a Privatização do
Petróleo e do Gás, o Seminário Geopolítica do Petróleo e o Pré-Sal
aconteceu na sexta-feira (30), às 15h, no auditório do Clube Monte Líbano,
dentro das atividades paralelas do FSM.
O presidente da Associação dos Engenheiros da Petrobrás (Aepet), Fernando
Siqueira, e o geólogo João Victor explicaram aos participantes a importância
da luta pela manutenção dessas riquezas em solo brasileiro e enfatizaram as
principais bandeiras do movimento: a suspensão imediata de todos os leilões de
petróleo e gás, mudanças no atual marco regulatório que garantam a soberania
do povo brasileiro sobre essa riqueza, retirada dos poderes e da autonomia da Agência
Nacional do Petróleo (ANP), que tem atuado contra os interesses do povo
brasileiro, construção de um fundo soberano constitucional administrado com
participação dos trabalhadores, aumento dos royalties, participação especial
e impostos e ampliação da participação acionária do Estado na Petrobrás
buscando alcançar 100% das ações.
Comitês - Conforme explicou o secretário geral do Sindipetro-RJ,
Emanuel Cancella, a participação do sindicato do Rio e demais Sindipetros da
Frente Nacional dos Petroleiros (FNP) no Fórum foi muito importante: “Criamos
uma unanimidade entre os presentes sobre a necessidade de implementar as
atividades dos comitês estaduais e criar novos. Realizamos contatos com dezenas
de entidades e divulgamos o site da Agência Petroleira de Notícias.Também
aproveitamos para divulgar as próximas plenárias do Comitê do Rio de Janeiro
e do Comitê Nacional, além da distribuição de 20 mil exemplares do Jornal
Especial produzido dia 27 de janeiro.”
Estande - Cancella também considerou um sucesso a visitação ao estande
da Campanha. Além de centenas de camisetas vendidas, caravanas de outros
estados e países receberam diversos materiais para distribuição em seus
locais de origem, sendo que muitos ainda não sabiam da existência da polêmica
em torno dos leilões do petróleo e do gás no Brasil.
Entrevistas - Representantes do Sindipetro-RJ e da Aepet também
participaram de debate sobre o tema na TV Educativa do Paraná e da festa em
comemoração aos sete anos do jornal Brasil de Fato. Outra participação
importante da delegação do Sindipetro-RJ foi no debate sobre a possibilidade
de criação de uma nova central sindical no país, promovido pela
Intersindical, Conlutas e independentes.
Plenária do Fórum - O Fórum contra a Privatização do Petróleo e Gás
fará plenária na próxima terça-feira (10) às 18h, no Sindipetro-RJ, para
avaliação da Jornada de Lutas ocorrida entre 14 e 18 de dezembro de 2008, seus
desdobramentos e os desafios para 2009. O encontro, aberto a todos que desejarem
conhecer e aderir à luta, também organizará o encontro nacional da Campanha O
Petróleo Tem Que Ser Nosso, que acontecerá no Rio, dia 2 de março.
Aposentados tiram dúvidas sobre AMS
Os aposentados e pensionistas que participaram da reunião mensal
promovida pela Secretaria de Aposentados do Sindipetro-RJ, na tarde de terça-feira
(3), no auditório do sindicato, tiveram a oportunidade de tirar diversas dúvidas
sobre a AMS com representantes da empresa. Para a próxima reunião, dia 3 de
março, a secretaria está programando um debate com a Ouvidoria e a Assistência
Social da Petros.
A palestra A AMS vai até você foi apresentada em conjunto
pela médica Maria Antonietta de Moraes, pela dentista Paula Cachapuz, pela
assistente social Mônica Simões, pela gerente setorial da regional sudeste
Maria Ângela Ribeiro Madeira e pelo técnico de administração Luiz Fernandes
de Almeida. Após a apresentação, o microfone foi aberto aos presentes, que
puderam fazer perguntas aos palestrantes.
Apresentação- Os representantes da empresa explicaram o que é a AMS,
como funciona, quem podem ser os dependentes, as modalidades de atendimento, o
Benefício-Farmácia, os critérios de descontos e o cálculo do percentual de
participação, a diferença entre pequeno e grande risco, o PASA, Plano 28 e o
Programa de Atenção Domiciliar (PAD).
Uma das cobranças dos presentes foi com relação ao
atendimento pela rede credenciada. Os petroleiros argumentaram que não existem
médicos credenciados em algumas especialidades e, em outras, as opções são
bastante limitadas, exigindo deslocamento muito grande de casa ao consultório.
Segundo os representantes da empresa, a rede é composta por 20.547
credenciados, mas existem dificuldades para encontrar profissionais confiáveis
em algumas especialidades.
Benefício-Farmácia- Outra queixa foi com relação ao Benefício-Farmácia.
Os aposentados e pensionistas questionaram a listagem de medicamentos cobertos e
o número de farmácias credenciadas, insuficientes em várias cidades. Desde
2006, por Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), o Benefício passou a ser prestado
por uma rede credenciada de farmácias, com uma lista de medicamentos que pode
ser conferida no site da empresa.
Luiz Fernandes explicou que existem três formas de reembolso:
integral, parcial (pequenos riscos) e sem subsídio, onde a vantagem é limitada
ao pagamento posterior à compra, com desconto em folha. Lembrou ainda que
muitas vezes é melhor que os petroleiros levem a listagem para seus médicos
poderem escolher o medicamento, já que a lista é por nome e laboratório
fabricante e com isso pode ocorrer de determinada medicação prescrita pelo médico
constar na listagem, mas com laboratório diferente.
Dependentes - De acordo com Luiz Fernandes, em 1993 a empresa fez um
levantamento da situação de todos os dependentes da AMS e realizou um
recadastramento sob novas regras, para enxugar os gastos e garantir a
continuidade da Tabela do Grande Risco, porque os gastos com a AMS estavam bem
acima dos 3,5% sobre a folha, estabelecidos como teto pela empresa.
As novas regras, válidas até hoje, limitam a inclusão de
pai, mãe, ex-companheiras ou ex-esposas, filhos acima de 24 anos, além de
estabelecerem normas para casos de exclusão e reinclusão de dependentes.
Segundo Fernandes, antes existiam casos de petroleiros com várias
ex-companheiras mantidas como dependentes. Com as novas regras, manter uma ex na
AMS pode ser um prejuízo grande, já que o desconto será integral, podendo
alcançar 70% do salário líquido do petroleiro.
Pequeno e Grande Risco - Pequeno risco é todo o atendimento que acontece
fora da internação, em período inferior a 12 horas. Ou seja, se o paciente é
submetido a uma intervenção cirúrgica, mas fica no hospital menos de 12h, as
despesas serão pagas pelo usuário. Da mesma forma, se algum petroleiro chamar
uma ambulância para atendimento e depois não ficar internado por mais de 12h,
terá que arcar com os custos. As únicas exceções são intervenções de hérnia,
fimose e catarata, e tratamentos de quimioterapia e radioterapia, que a empresa
inclui no grande risco.

FNP chama categoria à mobilização
Petrobrás lesa trabalhadores ao negar adiantamento da PLR
A Petrobrás deu mais uma demonstração de sua falta de
compromisso com os trabalhadores. Em reunião realizada na manhã de hoje com a Frente
Nacional dos Petroleiros (FNP), a Companhia anunciou que não pagará o
adiantamento da PLR (Participação nos Lucros ou Resultados) no mês de
janeiro. Na prática, o anúncio da empresa significa que todos os trabalhadores
que já contavam com o pagamento do adiantamento, e que dele dependem, tiveram
suas necessidades e compromissos ignorados pela empresa. Mais uma vez, a Petrobrás
coloca a lógica do lucro e do benefício aos acionistas à frente das
necessidades dos trabalhadores.
Segundo o anúncio da Companhia, a data do pagamento da PLR só será
definida em abril, quando será realizada a AGO (assembléia com os acionistas).
O RH da empresa alega que de acordo com a legislação da PLR em vigor, o
pagamento aos trabalhadores só pode ser feito após o pagamento dos acionistas.
No entanto, os acionistas já têm o valor de sua provisão garantido e
anunciado pela Petrobrás: R$ 7.019 bilhões, valor maior do que o total
recebido pelos acionistas no ano passado (R$ 6.361 bilhões).
Todos sabem que, diante do arrocho salarial e da política de remuneração
variável implementada pela Petrobrás, a PLR é recebida pelos trabalhadores
como parte de seu salário. A remuneração dos trabalhadores forma um só
montante anual, do qual a PLR faz parte. Não bastasse a discriminação aos
aposentados, excluídos do recebimento da PLR, a empresa agora simplesmente nega
para aos trabalhadores da ativa o recebimento de um valor esperado e necessário
para que possam garantir seus compromissos anuais.
A justificativa apresentada pela empresa foi a implementação da política
de “otimização dos custos” em função da crise econômica internacional.
Na prática, significa dizer que, mesmo diante dos lucros da empresa, quem pagará
a conta da crise serão os trabalhadores. O lucro dos acionistas, em
contrapartida, segue aumentando. Outro importante elemento a ser identificado é
o fato de a própria empresa ter utilizado o pagamento do adiantamento da PLR em
janeiro como argumento para a aprovação do Acordo Coletivo de Trabalho
rebaixado que apresentou no último ano. Ou seja, para aprovar um ACT com
pequeno aumento real, a PLR é tratada como salário. Mas, na hora de cortar
gastos, a primeira medida é retirá-la dos trabalhadores. Cabe lembrar, ainda,
que a negociação do ACT foi feita em plena vigência da crise econômica, e
naquele momento não se aventou a possibilidade de o adiantamento da PLR não
ser pago em janeiro.
AGORA É LUTA - Aos trabalhadores, torna-se ainda mais clara a
necessidade da mobilização. A Frente Nacional dos Petroleiros convoca
toda a categoria à luta, para a construção de mobilizações capazes de
garantir seus direitos. Vamos garantir o pagamento do adiantamento da PLR neste
mês! Queremos PLR máxima e igual para todos, no valor de 25% do que é pago
aos acionistas! Além disso, a atual conjuntura de crise econômica expõe a
verdadeira face da PLR: como não pode cortar o salário dos trabalhadores, a
primeira medida da empresa é suspender o adiantamento da remuneração variável.
Neste contexto, a necessidade das mobilizações por aumento real se torna ainda
mais clara. À luta!
Adiantamento da PLR
Em reunião do Conselho de Administração da Petrobrás, dia
19/12, foi aprovado um adiantamento para os acionistas de R$ 7 bilhões e 19
milhões, conforme consta na petronet com o título "Distribuição
de juros sobre capital próprio".
É bom lembrar que o adiantamento do ano passado foi de R$ 1 bilhão e 316 milhões,
ou seja, o valor deste ano é cinco vezes maior que o do ano anterior.
No informe do RH para o Sindipetro-PA/AM/MA/AP, do dia 10/12/2008, está
escrito o seguinte: "Quanto à PLR 2008, frente às novas condições
conjunturais, a Companhia informa que agendará reunião sobre o assunto
oportunamente". Resta saber se teremos o mesmo tratamento que
tiveram os acionistas, ou se a crise econômica é apenas para os
trabalhadores. Mais uma vez, a direção da empresa demonstra total falta de
respeito com aqueles que geram os fabulosos lucros, que a elevaram ao patamar
de 3ª maior empresa das Américas.
Senado aprova aumento no número de vereadores no país
Com mais 7.343 novas cadeiras, Brasil terá 59.791 vereadores.
Emenda à Constituição vai agora para promulgação.
Publicado no Jornal o Globo
de 18/12/2008.
Grifos nossos: Como se pode
diminuir o déficit público dessa maneira; que país é este?
Diretoria do Sindradio.
Sede da Petrobras é invadida por manifestantes no
Centro do Rio
Eles querem cancelamento de leilões nos dias 18 e 19 de dezembro.
Assessoria da empresa diz que funcionamento é normal.
Do G1, no Rio, com agências
Manisfestantes querem reunião com presidente da empresa (Foto: Agência
O Globo / Márcia Foletto)
Manifestantes fizeram um protesto no prédio sede da Petrobras, no Centro
do Rio, na manhã desta quarta-feira (17). Integrantes do MST, estudantes e
petroleiros, entre outros movimentos, participam do ato.
"Greve de 24h não tem por objetivo parar nada. Queremos chamar a atenção
da sociedade para a questão do petróleo", disse o coordenador da Federação
Única dos Petroleiros, João Antônio Moraes.
Segundo os organizadores do protesto, eles ocupam o térreo do prédio da
sede administrativa da empresa e querem o cancelamento de leilões convocados
pela Agência Nacional de Petróleo (ANP) nos dias 18 e 19 de dezembro. A
mudança da legislação que regula o setor de petróleo e gás é outra
reivindicação do grupo.
Os manifestantes solicitam a realização de uma reunião com o presidente da
Petrobras, José Sérgio Gabrielli.
Segundo informou a assessoria da Petrobras, o protesto não tem nada a
ver com a empresa que não vai se pronunciar sobre o assunto. De acordo com a
assessoria, o funcionamento no prédio é normal e os seguranças apenas
observam os manifestantes.
10ª rodada de licitação
Ao todo, o governo oferecerá na 10ª Rodada de Licitação de blocos
de exploração de petróleo e gás a concessão para explorar 107 mil quilômetros
quadrados. Serão 171 blocos na 10ª rodada e 19 campos na 3ª rodadinha. Os
blocos da 10ª rodada estão distribuídos por dez Estados: Bahia, Rio Grande
do Norte, Ceará, Pernambuco, Paraíba, Alagoas, Amazonas, Paraná, Mato
Grosso, e Minas Gerais.
"Tiramos os campos do mar por cautela, mas as empresas que já têm a
concessão de campos marítimos estão tendo dificuldades para encontrar
equipamentos para fazer a exploração", disse, em
setembro, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, que na ocasião admitiu,
inclusive, que o governo não vai voltar a licitar áreas offshore (no mar) até
definir o marco regulatório para exploração da camada pré-sal.
Segundo o ministro a medida foi tomada por cautela, devido à possibilidade
de existência de alguma outra área de pré-sal, mas, de acordo com ele, essa
decisão não se deve apenas a isso.
CNPJ: 33.652.355/0001-14
Manifestantes ocupam sede da Petrobrás e exigem
cancelamento da 10ª rodada de leilões
Mais de 500 pessoas acabam de ocupar a sede administrativa da Petrobrás,
na Avenida Chile, Centro do Rio, nessa manhã de quarta, 17 de dezembro. Os
manifestantes exigem o cancelamento dos leilões, em especial, a 10ª Rodada de
Licitações do Petróleo e Gás brasileiros, que a Agência Nacional de Petróleo
(ANP) convocou para os dias 18 e 19 desse mês. A mudança da legislação que
regula o setor de petróleo e gás, permitindo a privatização desses recursos
minerais, é outra reivindicação da ocupação.
A coordenação da atividade solicita a realização de uma reunião com o
presidente da Petrobrás, José Sergio Gabrielli, para que possam debater o
cancelamento do leilão marcado para começar amanhã. Fazem parte do movimento
o MST, o Sindipetro-RJ, a FNP, a Intersindical, a Conlutas, a Frente de Oposição
de Esquerda da UNE e a FUP.
Serão ofertados na 10ª rodada 130 blocos exploratórios em terra, dividido em
oito setores, de sete bacias sedimentares: Sergipe-Alagoas; Amazonas; Paraná;
Potiguar; Parecis; Recôncavo e São Francisco. No total serão oferecidos
aproximadamente 70 mil quilômetros quadrados em áreas para exploração e
produção de petróleo e gás natural. Atualmente, o Brasil é o país que dispõe
da maior área sedimentar com potencial para petróleo e/ou gás ainda por
explorar no mundo, segundo a própria ANP.
Os sindicatos de petroleiros também estão ingressando na Justiça com Ações
Civis Públicas, cobrando a suspensão da 10ª Rodada de Licitações da ANP. Além
das manifestações, está correndo um abaixo-assinado exigindo o fim dos leilões
e a recuperação da Petrobrás 100% estatal.
Ainda hoje, dia 17, está programado um outro ato público para exigir o
cancelamento dos leilões, reivindicando a necessidade de uma nova legislação
para regular o setor petróleo, a re-estatização da Petrobrás com gestão pública
e controle social. O ato político cultural, que contará com música, falações,
teatro e poesia, começa às 17 horas, na Candelária, centro do Rio. Na seqüência,
os manifestantes fazem uma vigília até o dia seguinte na frente da Agência
Nacional do Petróleo, a instituição governamental responsável pela execução
dos leilões.
CNPJ: 33.652.355/0001-14
Manifestantes ocupam sede da Petrobrás e exigem
cancelamento da 10ª rodada de leilões
Mais de 500 pessoas acabam de ocupar a sede administrativa da Petrobrás,
na Avenida Chile, Centro do Rio, nessa manhã de quarta, 17 de dezembro. Os
manifestantes exigem o cancelamento dos leilões, em especial, a 10ª Rodada de
Licitações do Petróleo e Gás brasileiros, que a Agência Nacional de Petróleo
(ANP) convocou para os dias 18 e 19 desse mês. A mudança da legislação que
regula o setor de petróleo e gás, permitindo a privatização desses recursos
minerais, é outra reivindicação da ocupação.
A coordenação da atividade solicita a realização de uma reunião com o
presidente da Petrobrás, José Sergio Gabrielli, para que possam debater o
cancelamento do leilão marcado para começar amanhã. Fazem parte do movimento
o MST, o Sindipetro-RJ, a FNP, a Intersindical, a Conlutas, a Frente de Oposição
de Esquerda da UNE e a FUP.
Serão ofertados na 10ª rodada 130 blocos exploratórios em terra, dividido em
oito setores, de sete bacias sedimentares: Sergipe-Alagoas; Amazonas; Paraná;
Potiguar; Parecis; Recôncavo e São Francisco. No total serão oferecidos
aproximadamente 70 mil quilômetros quadrados em áreas para exploração e
produção de petróleo e gás natural. Atualmente, o Brasil é o país que dispõe
da maior área sedimentar com potencial para petróleo e/ou gás ainda por
explorar no mundo, segundo a própria ANP.
Os sindicatos de petroleiros também estão ingressando na Justiça com Ações
Civis Públicas, cobrando a suspensão da 10ª Rodada de Licitações da ANP. Além
das manifestações, está correndo um abaixo-assinado exigindo o fim dos leilões
e a recuperação da Petrobrás 100% estatal.
Ainda hoje, dia 17, está programado um outro ato público para exigir o
cancelamento dos leilões, reivindicando a necessidade de uma nova legislação
para regular o setor petróleo, a re-estatização da Petrobrás com gestão pública
e controle social. O ato político cultural, que contará com música, falações,
teatro e poesia, começa às 17 horas, na Candelária, centro do Rio. Na seqüência,
os manifestantes fazem uma vigília até o dia seguinte na frente da Agência
Nacional do Petróleo, a instituição governamental responsável pela execução
dos leilões.
Certificação
ISO 9001 traz mudanças no Ciaba
O Centro de Instrução Almirante Braz de Aguiar, Ciaba, desenvolve o Sistema
de Gestão da Qualidade para certificar o processo de ensino na NBR ISO
9001:2000. A implantação do SGQ teve início em julho deste ano. Neste mês,
acontece uma auditoria para a certificação. Caso seja aprovado, o Ciaba passará
a ser a primeira instituição de ensino da Marinha do Brasil a ter certificação
internacional de qualidade reconhecida por 170 países.
No último dia 26 de novembro, o Comandante do Ciaba, CMG César Castro, o
Delegado Adjunto do SINDMAR, Darlei Pinheiro, e assessores se reuniram para
discutir os novos procedimentos que devem ser implantados na relação da escola
com o Sindicato.
“Atualmente encaminhamos ao Ciaba uma determinada lista de documentos dos
nossos associados para cursos, certificação e contagem de tempo. A relação
desses documentos apresentados está sendo modificada”, destaca o dirigente
sindical, Darlei Pinheiro. O Comandante do Ciaba confia neste procedimento.
“Acreditamos que essas mudanças trarão benefícios para todos com uma
conformidade de procedimentos”, diz o Comandante do Ciaba, CMG César Castro.
Na reunião, o Ciaba anunciou que a principal mudança é o preenchimento de
ficha de inscrição nos cursos que, em breve, estará disponível no site da
instituição (www.ciaba.mar.mil.br) e na secretaria da Delegacia do SINDMAR em
Belém.
CNPJ: 33.652.355/0001-14
Manifestantes ocupam sede da Petrobrás e exigem
cancelamento da 10ª rodada de leilões
Mais de 500 pessoas acabam de ocupar a sede administrativa da Petrobrás,
na Avenida Chile, Centro do Rio, nessa manhã de quarta, 17 de dezembro. Os
manifestantes exigem o cancelamento dos leilões, em especial, a 10ª Rodada de
Licitações do Petróleo e Gás brasileiros, que a Agência Nacional de Petróleo
(ANP) convocou para os dias 18 e 19 desse mês. A mudança da legislação que
regula o setor de petróleo e gás, permitindo a privatização desses recursos
minerais, é outra reivindicação da ocupação.
A coordenação da atividade solicita a realização de uma reunião com o
presidente da Petrobrás, José Sergio Gabrielli, para que possam debater o
cancelamento do leilão marcado para começar amanhã. Fazem parte do movimento
o MST, o Sindipetro-RJ, a FNP, a Intersindical, a Conlutas, a Frente de Oposição
de Esquerda da UNE e a FUP.
Serão ofertados na 10ª rodada 130 blocos exploratórios em terra, dividido em
oito setores, de sete bacias sedimentares: Sergipe-Alagoas; Amazonas; Paraná;
Potiguar; Parecis; Recôncavo e São Francisco. No total serão oferecidos
aproximadamente 70 mil quilômetros quadrados em áreas para exploração e
produção de petróleo e gás natural. Atualmente, o Brasil é o país que dispõe
da maior área sedimentar com potencial para petróleo e/ou gás ainda por
explorar no mundo, segundo a própria ANP.
Os sindicatos de petroleiros também estão ingressando na Justiça com Ações
Civis Públicas, cobrando a suspensão da 10ª Rodada de Licitações da ANP. Além
das manifestações, está correndo um abaixo-assinado exigindo o fim dos leilões
e a recuperação da Petrobrás 100% estatal.
Ainda hoje, dia 17, está programado um outro ato público para exigir o
cancelamento dos leilões, reivindicando a necessidade de uma nova legislação
para regular o setor petróleo, a re-estatização da Petrobrás com gestão pública
e controle social. O ato político cultural, que contará com música, falações,
teatro e poesia, começa às 17 horas, na Candelária, centro do Rio. Na seqüência,
os manifestantes fazem uma vigília até o dia seguinte na frente da Agência
Nacional do Petróleo, a instituição governamental responsável pela execução
dos leilões.
PLR 2008: negociação já!
O Sindipetro-RJ cobra da direção da Petrobrás a imediata abertura de
negociações sobre o adiantamento da PLR de 2008. Defendemos a PLR máxima e
linear para todo o Sistema Petrobrás. Isto é, 25% do que é destinado aos
acionistas e distribuída de forma igualitária. Não aceitamos a proposta de
metas, que atendem apenas aos interesses dos acionistas.
Vigília dia 17 em defesa do petróleo
A campanha O Petróleo Tem Que Ser Nosso! realizou plenária ontem
(3) no auditório do Sindipetro-RJ. Foram discutidas diversas propostas de
mobilização para barrar a 10a Rodada da ANP- Agência Nacional do Petróleo,
marcada para o próximo dia 18. Uma grande plenária de organização e mobilização
no Sindicato dos Engenheiros (Rio Branco 277/17º) no dia 15, segunda-feira, às
18h, prepara os últimos acertos para as atividades no Rio de Janeiro. No dia
17, às 17h, um ato político-cultural dá início à vigília de protesto na
Candelária. Diversas atividades políticas serão realizadas até o dia 18.
Foram agendadas panfletagens de mobilização para Bonsucesso, Centro, Santa
Cruz, Tijuca, Aterro, entre outros bairros do Rio, além de Niterói.
Emilia Bezerra, da comunidade Serra do Sol, em Santa Cruz, presente à reunião,
declarou ao Surgente que “É importante a gente se unir. O gás já
aumentou muito e vai continuar. Aumenta o arroz, o feijão, o nosso salário é
pequeno e ainda vai haver leilão? Já chega. O petróleo é nosso e desse jeito
tiram a oportunidade de ter acesso a educar os filhos de maneira decente.
Levamos uma vida miserável, isso tem que acabar”. Moradora da mesma
comunidade, Eliane Ramos destacou a importância das reuniões do Fórum: “É
uma forma da gente se conscientizar e participar desta luta. Muita gente não
sabe e vamos orientando, falando porque o petróleo tem que ser nosso e
continuar conosco”.
Diretor do grêmio estudantil do Colégio Pedro II, unidade Humaitá, Kenzo
Soares destacou a participação histórica dos estudantes nesta luta: “A
campanha em defesa do petróleo, mais do que fazer parte da nossa história, faz
parte do nosso futuro. É a garantia de soberania dos recursos que vão para
nossa educação e de direitos essenciais a que a juventude não tem acesso.
Nossa preocupação nesta campanha não é só com o pré-sal, mas com todo o
petróleo brasileiro que os técnicos e trabalhadores pesquisam, mas vão para
multinacionais. Mais uma vez os estudantes vão para as ruas reivindicar o que não
é só deles, mas de todo o povo brasileiro.”
O Petróleo Tem que Ser Nosso!
Enquanto empresários se articulam para ampliar lucros, movimentos
sociais querem o petróleo
para o povo brasileiro
O Fórum Nacional Contra a Privatização do Petróleo e Gás realiza uma série
de atividades reivindicando o fim dos leilões de petróleo e gás da Agência
Nacional do Petróleo (ANP). Os comitês estaduais e municipais da campanha O
Petróleo Tem que Ser Nosso! também realizam ações nos próximos dias para
barrar a 10ª Rodada de Licitação da ANP, prevista para dia 18 de dezembro. As
entidades que compõem o Fórum fazem vigília na Candelária contra os leilões
a partir das 17h do dia 17. A mobilização é ainda mais importante neste
momento de mudanças na legislação do gás natural.
Acordo político viabiliza aprovação da Lei do Gás
Após vários adiamentos, a Comissão de Constituição, Justiça e
Cidadania (CCJ) aprovou ontem, quarta-feira (3), a criação de um marco regulatório
para o setor de gás natural – a Lei do Gás. A aprovação envolveu o ministério
de Minas e Energia, a Petrobrás, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural
e Biocombustíveis (ANP) e entidades do setor privado. A proposta ainda tem de
ser analisada pelas comissões de Assuntos Econômicos (CAE) e de Serviços de
Infra-Estrutura (CI) do Senado, para seguir para votação no Plenário da Casa.
O projeto cria regras sobre transporte, tratamento, processamento, estocagem,
liquefação, regaseificação e comercialização do gás natural. Foi aprovado
na Câmara dos Deputados em 2007, mas recebeu várias emendas no Senado. O
senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE), relator da matéria, justificou as
emendas, afirmando que a Constituição garante aos estados e às suas
distribuidoras de gás canalizado a exclusividade nos serviços locais. Segundo
ele, isso estaria sendo desrespeitado pela proposta, que permitiria a contratação
direta entre os grandes consumidores (como as indústrias) e os fornecedores
(principalmente a Petrobrás, no caso atual).
Lei Tourinho – Criado pelo ex-senador Ropholfo Tourinho (PFL),
apesar das diversas emendas recebidas, para as entidades sindicais e sociais, o
projeto é muito ruim e não atende aos interesses do povo brasileiro.
Mesmo com emendas, entre outras questões, a proposta permite a utilização dos
dutos da Petrobrás pelas empresas estrangeiras que atuam no setor e a distribuição
do gás continua nas mãos de grandes companhias que foram privatizadas durante
do governo Fernando Henrique Cardoso.
Empresários de olho no nosso petróleo
Executivos do setor petróleo se reuniram para debater estratégias de como
se apoderar melhor de nossas riquezas, no dia 18, no Hotel Guanabara Palace,
Centro do Rio. Eles participavam do Seminário O Pré-Sal: desafios e
oportunidades. Enquanto esse “grupo especial” se reunia no auditório,
na porta e no saguão do hotel, outro grupo, formado pelos verdadeiros donos de
toda essa riqueza, realizava mais um protesto contra a continuidade dos leilões
e pela utilização do petróleo para melhoria na qualidade de vida da população.
Debater as demandas provenientes da exploração do nosso petróleo, estratégias
corporativas, potencial de negócios, política industrial do BNDES, modelos de
exploração, política tributária, royalties, participação da União
e da Petrobrás e como cada um destes itens pode impactar nos negócios, além
de traçar estratégias empresariais, foram os principais objetivos do encontro.
Caio Brito Azevedo, assessor da presidência do BNDES, apresentou no primeiro
painel as linhas de financiamento para empresas que estiverem interessadas em
participar da exploração do pré-sal, tanto nacionais quanto estrangeiras. O
diretor do Sindipetro-RJ presente ao evento, Francisco Soriano, questionou se o
governo Lula está dando continuidade à política de utilização do dinheiro
do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) para participação em privatizações
e projetos contrários à soberania nacional. Caio Brito afirmou que não está
previsto nada do FAT para financiamento de explorações na camada do pré-sal.
Em discurso a serviço das multinacionais e contrário a mudanças no Marco
Regulatório, o geólogo Márcio Mello, presidente da Associação Brasileira
dos Geólogos de Petróleo e da HR&T, criticou a decisão do governo Lula de
retirar a camada do pré-sal das rodadas de licitação da ANP, afirmando que as
mesmas guardam uma riqueza fantástica com uma reserva de no mínimo 100 bilhões
de barris e que se estas áreas já estivessem sendo exploradas por empresas
estrangeiras o país já estaria usufruindo do capital externo. Segundo ele, a
Petrobrás seria uma das principais beneficiárias deste capital porque tem
tecnologia em águas profundas e estaria explorando em conjunto com as multinacionais.
Mello acredita que, sozinha, a Petrobrás não tem capital para realizar a
exploração.
Unitização - Para Soriano, esta afirmação é absurda porque as fontes
de financiamento são as mesmas: BNDES, FMI, Banco Mundial, Bird, entre
outros, e tanto as estrangeiras quanto a Petrobrás têm condições de
apresentar garantias para empréstimos. Soriano também questionou a afirmação
do geólogo de que não existe unitização entre os poços da camada de pré-sal,
destacando que já está provado que na verdade as três bacias - Campos, Santos
e Espírito Santo - formam uma gigantesca província petrolífera: o marco
regulatório atual é omisso em relação à questão da unitização, que pode
levar uma empresa a extrair todo o petróleo de um poço contíguo ao que ela
adquiriu, caso venha a perfurar e explorar primeiro ou com maior velocidade.
Aloísio Nóbrega, superintendente de Tecnologia da Organização Nacional da
Indústria do Petróleo (Onip) mostrou-se preocupado com a valorização
da Petrobrás e de seu quadro funcional, e foi otimista com relação à
possibilidade de a empresa de economia mista explorar o pré-sal, inclusive
sozinha. Ressaltou que o parque industrial brasileiro está preparado para
suprir de equipamentos e tecnologia todas as necessidades para exploração em
águas super profundas e contestou a afirmação de que não existe unitização
entre as bacias petrolíferas.
Que a entrega continue - John Milne e Sônia Agel, respectivamente
ex-presidente da ANP e ex-procuradora geral da Agência, discursaram no segundo
painel seguindo a linha entreguista de Márcio Mello, afirmando que não existe
necessidade de mudanças no marco regulatório e que pequenos ajustes podem ser
feitos através de simples decreto presidencial. Salientaram também que acham
importante assegurar que as petrolíferas nacionais e estrangeiras possam
participar do esforço exploratório e de produção, e que sejam preservadas as
regras atuais para as concessões já existentes. Para eles a participação
financeira (arrecadação) do Estado no caso do pré-sal pode até aumentar, porém
em relação direta como a expectativa de petróleo em determinado poço, ou
seja, quanto maior a expectativa, maior a participação.
Questionados pelo diretor do Sindipetro-RJ quanto ao fato de que todos os leilões
realizados até hoje foram objeto de denúncias aos órgãos governamentais e de
imprensa, sendo que os quatro primeiros estão sendo questionados judicialmente
e o oitavo foi suspenso por liminar, os palestrantes responderam que isso é
normal, que todas as privatizações são questionadas mesmo.
Recomprar ações - Fechando o seminário, o diretor da Aepet, Fernando
Siqueira, condenou a quebra do monopólio estatal do petróleo e a lei 9478/97,
principalmente o artigo 26, que concede à empresa que explora o petróleo
brasileiro a possibilidade de fazer o que desejar com ele. Siqueira espera que o
novo Marco Regulatório, no mínimo, estipule a participação governamental em
84% dos recursos advindos dessa exploração, calculada sobre o petróleo bruto
e não sobre a receita contábil das empresas. Frisou também que a valorização
da Petrobrás passa pela renacionalização imediata, começando pela compra das
ações que estão no mercado de Nova Iorque.
EDITORIAL
PETROBRÁS E OS EMPRÉSTIMOS
Os defensores da Petrobrax se apresentam, os mesmos que queriam
privatizar a Petrobrás. No passado, empunharam a bandeira contrária ao
movimento “O petróleo é nosso!”, agora querem criar uma nova
empresa para administrar o pré-sal; se agarram desesperados à informação de
que a Petrobrás pegou empréstimo na Caixa Econômica e no Banco do Brasil.
Isso é muito pouco para uma empresa que no último balanço trimestral bateu
seu próprio recorde de lucro e segue crescendo apesar da crise mundial! Não
sabemos o que levou a Petrobrás a pegar o tal empréstimo, mas, em valores, os
empréstimos ficam em torno de 10% do lucro anual da companhia, não sabemos por
que o alarme. Não estamos falando em sonegação, em inadimplência, em desvio,
trata-se de empréstimo, algo perfeitamente legal. Esquecem-se os críticos de
que a Petrobrás financia mais de 40% do Plano de Aceleração do Crescimento
– PAC, é quem mais arrecada impostos para a União, e distribui roalyties a
estados, municípios, ministérios da Marinha e da Ciência e Tecnologia. Mas
gasta com a folha de pagamentos de seus empregados 3 % do faturamento, enquanto
suas concorrentes gastam no mínimo o dobro disso. Como se não bastasse, a
Petrobrás descobre o pré-sal no momento em que as reservas mundiais de petróleo
e gás estão em declínio. Para isso, a companhia precisou de pelo menos uma década
de desenvolvimento de tecnologia, investindo alguns bilhões de reais. Foi a
Petrobrás a primeira empresa de petróleo a chegar ao pré-sal, 5 a 7 mil
metros de profundidade depois de uma lâmina d’água superior a 2000 metros.
Como essa “denúncia” aparece agora no momento que a Comissão
Interministerial terminou seus trabalhos e vai apresentar e divulgar seu
substitutivo à Lei do Petróleo, é bom a sociedade ficar de olho. Se necessário,
vamos novamente para as ruas como no final da década de 40 e início de 50.
Agora para reafirmar que: “O petróleo tem que ser nosso!”. É a Petrobrás,
por méritos incontestáveis, quem tem que administrar o pré-sal!
CAMPANHA “O PETRÓLEO TEM QUE SER NOSSO!”
Estudantes na luta em defesa do petróleo
Os estudantes entraram com força na campanha O petróleo tem que ser
nosso, dando uma bela demonstração de sua disposição para a luta contra a
privatização do petróleo e do gás brasileiros e em defesa da apropriação pública
das riquezas do país. Na última terça, 25, uma atividade no auditório do
Sindipetro-RJ reuniu estudantes do Colégio Pedro II (unidades Tijuca, São
Cristóvão, Humaitá e Centro), UFRJ, UFF, UERJ e representantes do Fórum
contra a Privatização do Petróleo e Gás, como o MST e Sindipetro-RJ. As
entidades representativas dos estudantes, como os grêmios do Colégio Pedro II,
os
DCEs da UFF e UFRJ e a UNE, através da Frente de Oposição de Esquerda, também
estavam presentes.
A reunião, que promoveu a integração efetiva do movimento estudantil à
campanha, foi marcada por um profundo debate sobre a política brasileira para o
setor petróleo e o papel da juventude na luta contra o entreguismo de nossos
recursos naturais. Os estudantes lembraram o protagonismo exercido pelas gerações
que os antecederam, especialmente na campanha O petróleo é nosso, e
ressaltaram o papel que têm a cumprir para impulsionar as mobilizações em
defesa do petróleo e do gás na atual conjuntura do Brasil. Reconhecendo o
potencial de luta da juventude, lembraram que a luta em defesa do petróleo e do
gás é de toda a sociedade, e que a privatização de nossas riquezas os afeta
diretamente. Além disso, frisaram que a luta não pode ser apenas para que o
nosso petróleo e gás não sejam apropriados pelas grandes multinacionais, mas
também para que as riquezas obtidas a partir dos recursos naturais sejam
revertidas para a classe trabalhadora e para a juventude, através de a
comunicação contra-hegemônica e com as causas populares (A Agência
Petroleira de Notícias - APN, cujo endereço eletrônico é www.apn.org.br, é
um dos instrumentos já criados com esse objetivo).
ORGANIZAÇÃO – Além do qualificado debate, a reunião encaminhou uma série
de operativos para concretizar a participação da juventude na campanha O petróleo
tem que ser nosso!. A partir de agora, os estudantes começam a organizar sua
intervenção na luta contra a 10ª Rodada da ANP. Para tal, aprovaram a construção
de comitês locais da campanha nas escolas e universidades e constituíram uma
comissão com representantes das instituições presentes na reunião, que
encaminhará a confecção de materiais e articulará as iniciativas dos comitês
entre si e com a campanha de maneira geral. Os estudantes também aprovaram a
participação na próxima plenária do Fórum contra a Privatização do Petróleo
e Gás, que acontece na próxima quinta, dia 3 de dezembro.
Os problemas de uma nova estatal do petróleo
O Sindipetro-RJ recebeu na segundafeira (24/11) o engenheiro Paulo Metri em um
encontro para a formação de multiplicadores para a campanha O Petróleo Tem
Que Ser Nosso!. Metri traçou resumidamente a situação das reservas petrolíferas
mundiais, salientando que hoje 80% delas estão em países politicamente instáveis
e vulneráveis. Neste cenário, o Brasil, com o pré-sal, aparece como a grande
novidade, o que poderá colocar o país entre os 10 maiores detentores dessa
riqueza. Porém, para que isto resulte em melhorias para o nosso povo, segundo o
engenheiro, é preciso que se tracem algumas diretrizes, entre as quais a
construção de uma política em prol da soberania nacional e a utilização do
óleo como instrumento de ações geopolíticas que possibilitem grandes acordos
entre nações, atraindo aliados para negociações em fóruns internacionais.
Entre as críticas ao atual marco regulatório, Metri apontou como péssimo
principalmente o fato de que hoje quem explora, descobre e produz petróleo em
solo brasileiro torna-se dono da mercadoria, ou seja, transfere a riqueza para
sua empresa, pagando apenas 45% da receita líquida da produção, enquanto que
a média mundial é de 65%.
Outro ponto abordado pelo engenheiro, a criação de
uma nova empresa para gerir o petróleo da camada de pré-sal, também foi
colocado como prejudicial para a soberania nacional e para a Petrobrás, que
teria o desenvolvimento de novas tecnologias comprometido por evasão de técnicos
e recursos.
Para Metri, o governo tem que parar imediatamente com as
rodadas de licitação do petróleo e do gás brasileiros, instituir um novo
marco regulatório que preserve a soberania de nosso país e recomprar todas as
ações da Petrobrás que estão nas mãos das multinacionais, entregues pelo
governo Fernando Henrique Cardoso.
CAMPANHA “O PETRÓLEO TEM QUE SER NOSSO!”
Eventos em todo país pedem o fim dos leilões
Debates, manifestações e até greve nacional da categoria contra a entrega de
nossas riquezas
A 10ª Rodada de Licitação está prevista para dia 18 de
dezembro. A partir do dia 14 acontecem eventos em todo o país, coordenados
pelos comitês estaduais e municipais da campanha O Petróleo tem que ser Nosso!
O Fórum Nacional Contra a Privatização do Petróleo e Gás se reúne na próxima
segunda-feira (3), às 18h, no Sindipetro-RJ, para organizar as próximas
atividades no Rio com o objetivo de barrar o leilão da ANP. No Rio, a principal
atividade será uma grande vigília na Candelária, no Centro da cidade, próximo
à sede da Agência Nacional do Petróleo (ANP), a partir de 14h do dia 17 de
dezembro. Além de palestras, a vigília terá diversas atividades culturais. A
categoria irá decidir em assembléia, em breve, a paralisação por 24 horas em
protesto contra os leilões.
SEMINÁRIO HOJE - Diversas entidades envolvidas na luta contra a entrega de
nossas riquezas às multinacionais e pela sobe-
rania de nossa nação participam hoje, quinta (27/11), no Clube de Engenharia
(Avenida Rio Branco, 124/ 25º andar), do seminário O Pré-Sal é do Povo
Brasileiro. Aberto ao público, o evento tem entrada franca e não é necessária
inscrição antecipada.
Entre 16h e 22h, especialistas debaterão formas de atuação e mobilização
popular para pressionar o governo brasileiro
a interromper a série de leilões do petróleo e gás brasileiros que vêm
sendo realizadas pela ANP. Entre os palestrantes, estão o ge-
ólogo João Victor Campos, com o tema “Pré-sal, a última fronteira”, os
economistas Cesar Benjamin e Carlos Lessa, sobre
“Pré-sal, desenvolvimento e soberania: metas” e Ildo Sauer, Aloizio
Mercadante, Fernando Siqueira e João Morais, sobre
“Marco regulatório e monopólio”. Promovem o evento: Aepet, Clube de
Engenharia, Confea, CUT, FAM-Rio, Federação dos
Químicos, Fisenge, FUP, Ilumina, PCdoB, PT, Sindicato dos Arquitetos do Rio
-SARJ, Senge-RJ, Sindipetro-RJ, Sindipetro Caxias, Sindipetro Norte Fluminense e
UFRJ.
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Outras Notícias
Empresários debatem como abocanhar o petróleo do povo
brasileiro
Executivos do setor petróleo se reuniram para debater estratégias de como
se apoderar melhor de nossas riquezas, na terça-feira, 18/11, no Guanabara
Palace Hotel, no Centro do Rio. Eles desembolsaram quase 2 mil reais cada um
para participar do Seminário O Pré-Sal: desafios e oportunidades.
Protestos – Enquanto esse “grupo especial” se reunia no auditório
do Hotel, no saguão e na porta do mesmo, outro grupo, formado pelos verdadeiros
donos de toda essa riqueza, realizava mais um protesto contra a continuidade dos
leilões, em defesa da soberania nacional e pela utilização do petróleo para
melhoria na qualidade de vida da população.
Presente à manifestação, que também colheu assinaturas para o
abaixo-assinado contra a realização da 10ª Rodada, prevista para 18 de
dezembro, o Sindipetro-RJ enviou o diretor Francisco Soriano para participar do
Seminário e colher dados sobre as discussões no meio empresarial, que tinha
como palestrante apenas um representante dos trabalhadores, Fernando Siqueira,
diretor de comunicação da Aepet e presidente do conselho fiscal da Petros.
O seminário - Debater as demandas provenientes da exploração do nosso
petróleo, estratégias corporativas, potencial de negócios, política
industrial do BNDES, modelos de exploração, política tributária, royalties,
participação da União e da Petrobrás e como cada um destes itens pode
impactar nos negócios, além de traçar estratégias empresariais, foram os
principais objetivos do encontro.
O primeiro painel, sobre Desafios Tecnológicos, teve participação de Caio
Brito Azevedo, assessor da presidência do BNDES, Márcio Rocha Mello,
presidente da Associação Brasileira dos Geólogos de Petróleo e da HR&T
Petroleum e Aloísio Nóbrega, Superintendente de Tecnologia da Organização
Nacional da Indústria do Petróleo (ONIP). Marcio Rocha e Aloísio são
egressos da Petrobrás, tendo ambos, ocupado importantes cargos de direção da
empresa.
Dinheiro do FAT - O representante do BNDES apresentou as linhas de
financiamento para empresas que estiverem interessadas em participar da exploração
do Pré-sal, tanto nacionais quanto estrangeiras. O diretor do Sindipetro-RJ
questionou se o governo Lula está dando continuidade a política de utilização
do dinheiro do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) para participação em
privatizações e projetos contrários à soberania nacional. Caio Brito afirmou
que não está previsto nada do FAT para financiamento de explorações na
camada do Pré-Sal.
À serviço das multinacionais, contrário a mudanças no Marco Regulatório, o
geólogo Márcio Mello, criticou a decisão do governo Lula de retirar a camada
do pré-sal das rodadas de licitação da ANP, afirmando que as mesmas guardam
uma riqueza fantástica com uma reserva de no mínimo 100 mil barris e que se
estas áreas já estivessem sendo exploradas por multinacionais o país já
estaria usufruindo do capital estrangeiro. Segundo ele, a Petrobrás seria uma
das principais beneficiárias deste capital porque tem tecnologia em águas
profundas e estaria explorando em conjunto com as multinacionais. Mello acredita
que, sozinha, a Petrobrás não tem capital para realizar a exploração.
Unitização - Para o diretor do Sindipetro-RJ esta afirmação é
absurda porque as fontes de financiamento são as mesmas: BNDES, FMI, Banco
Mundial, Bird, entre outros, e tanto as multinacionais quanto a Petrobrás têm
condições de apresentar garantias para empréstimos. Soriano também
questionou a afirmação do geólogo de que não existe unitização entre os poços
da camada de Pré-Sal, destacando que já está provado que na verdade as três
bacias, Campos, Santos e Espírito Santo, formam uma gigantesca província
petrolífera.
O representante do Sindipetro-RJ também salientou que pensar em não modificar
o Marco Regulatório é uma posição entreguista, principalmente porque o Marco
atual é omisso em relação a questão da unitização, que pode levar uma
empresa a extrair todo o petróleo de um poço contínuo ao que ela adquiriu,
caso venha a perfurar e explorar primeiro ou com maior velocidade.
Na avaliação do diretor do Sindipetro, o terceiro palestrante, Aloísio Nóbrega,
apresentou uma postura correta, de respeito à Petrobrás e ao povo brasileiro.
Externando preocupação com a valorização da Petrobrás e de seu quadro
funcional, Aloísio Nóbrega mostrou-se otimista com relação à possibilidade
de a estatal explorar o Pré-Sal, inclusive sozinha. Ressaltou que o parque
industrial brasileiro está preparado para suprir de equipamentos e tecnologia
todas as necessidades para exploração em águas super profundas e contestou a
afirmação de que não existe unitização entre as bacias petrolíferas.
Desafios Regulatórios – O segundo painel reuniu a advogada e
ex-procuradora geral da ANP, Sônia Agel, o ex-presidente da Agência, John
Milne A. Forman (que substituiu David Zylberstajn, primeiro presidente da ANP e
ex-genro de Fernando Henrique Cardoso) e Alfred Renault, da Organização
Nacional da Indústria do Petróleo (ONIP).
Que a entrega continue - John Milne e Sônia Agel discursaram seguindo a
linha entreguista de Márcio Mello, afirmando que não existe necessidade de
mudanças no Marco Regulatório e que pequenos ajustes podem ser feitos através
de simples decreto presidencial. Salientaram também que já que existe a
proposta de mudança do Marco Regulatório, que pelo menos continue sendo
assegurado que as petroleiras nacionais e estrangeiras possam participar do
esforço exploratório e de produção, e que sejam preservadas as regras atuais
para as concessões já existentes. Para eles a participação financeira
(arrecadação) do Estado no caso do Pré-Sal pode até aumentar, porém em relação
direta como a expectativa de petróleo em determinado poço, ou seja, quanto
maior a expectativa, maior a participação.
Questionados pelo diretor do Sindipetro-RJ quanto ao fato de que todos os leilões
realizados até hoje foram objetivo de denúncias aos órgãos governamentais e
de imprensa, sendo que os quatro primeiros estão sendo questionados
judicialmente e o oitavo foi suspenso por liminar, os palestrantes responderam
que isso é normal, que todas as privatizações são questionadas mesmo.
Recomprar ações - Fechando o seminário, o diretor da Aepet, Fernando
Siqueira, condenou a quebra do monopólio estatal do petróleo e a lei 9478/97,
principalmente o artigo 26, que concede a empresa que explora o petróleo
brasileiro, a possibilidade de fazer o que desejar com ele.
Siqueira espera que o novo Marco Regulatório, no mínimo, estipule a participação
governamental em 84% dos recursos advindos dessa exploração, calculada sobre o
petróleo bruto e não sobre a receita contábil das empresas. Frisou também
que a valorização da Petrobrás passa pela renacionalização imediata, começando
pela compra das ações que estão no mercado de Nova Iorque.
SINDMAR
assina termo aditivo com estatais
O Sindicato assinou o termo aditivo ao Acordo Coletivo de Trabalho
2007/2009 com a Petrobras e a Transpetro. O documento foi firmado no dia 18 de
novembro nas Sedes das duas companhias, ambas no Rio de Janeiro.
Após a ampla maioria dos votos de navios e individuais dos marítimos
desembarcados (82% e 72% respectivamente) terem sido pela assinatura -
acompanhando a indicação recomendada pelo Sindicato -, o SINDMAR firmou o
termo que traz um índice para reajustar as remunerações dos marítimos. O
termo aditivo trará, também, um reajuste nas gratificações. O percentual
embasado no IPCA do período é de 6,41% e a RMR, 9,89%. Este índice reajusta
as remunerações do que estão na ativa, em média, para este valor. As
empresas se comprometem com o pagamento da gratificação contingente no dia 28
próximo.
Stédile e
Metri apontam os caminhos da Campanha "O Petróleo Tem que Ser Nosso",
dia 24, segunda, às 18h, no Sindipetro-RJ
O coordenador do MST João Pedro Stedile e o engenheiro Paulo Metri serão os
palestrantes da Campanha "O Petróleo Tem que Ser Nosso", na próxima
segunda-feira, 24, às 18h, na sede do Sindicato dos Petroleiros do Rio
(Sindipetro-RJ), na Avenida Passos, 34. Stedile deverá levantar a platéia,
formada, em sua maioria, por militantes de movimentos sociais e sindicais, que
estão dispostos a impedir a 10ª Rodada de Leilão do Petróleo, marcada pela
Agência Nacional do Petróleo (ANP) para 18 de dezembro. Paulo Metri, que
acaba de chegar do México, vai relatar a experiência recente dos mexicanos,
que chegaram a reunir um milhão de pessoas nas ruas, a convite do governo
paralelo de Lopez Obrador, em defesa do controle estatal do petróleo. A entrada
é gratuita.
A Campanha O
Petróleo tem que Ser Nosso já tem coordenação nacional, formada no último
dia 17 de novembro, em reunião realizada no Sindicato dos Professores (Sinpro),
em São Paulo. A defesa da soberania nacional e de um maior controle social
sobre as riquezas obtidas a partir da exploração do petróleo e gás é uma
bandeira que consegue reunificar a esquerda brasileira e mesmo aqueles que não
são de esquerda, mas são nacionalistas e rejeitam com veemência a entrega das
riquezas do país aos oligopólios do setor petróleo.
Estamos diante de um movimento que está apenas começando, mas que tem a
envergadura das grandes causas nacionais, como foram a campanha das Diretas Já,
a luta pela Constituinte e a própria campanha O Petróleo é Nosso, responsável,
nas décadas de 1940-50, pela construção da Petrobrás e instituição da Lei
2004/53, que garantiu que o controle da União sobre a exploração e
comercialização do petróleo, lei que seria derrubada no governo neoliberal de
Fernando Henrique Cardoso.
Manifestantes ocupam hotel sede de seminário para empresários
sobre pré-sal
Ato de movimentos sociais no Rio marca defesa do petróleo brasileiro
Fonte: Agência Petroleira de Notícias
Fotos (www.apn.org.br):
Rafael Duarte todas as fotos podem ser reproduzidas livremente, assim como o
texto)
Depois de hoje, os empresários estrangeiros e
nacionais que estão de olho no pré-sal brasileiro ganharam uma grande preocupação.
Por volta das 13 horas dessa terça, 18 de novembro, os integrantes do comitê
Rio do Fórum contra a Privatização do Petróleo e Gás ocuparam por alguns
minutos o saguão do Guanabara Palace. No luxuoso hotel da Avenida Presidente
Vargas, Centro do Rio, acontecia o Seminário “Pré-Sal – desafios e
oportunidades”, em que a inscrição custava a bagatela de R$ 1.970,00, valor
que define o público alvo do evento.
Nem o reforço da Polícia Militar foi capaz de segurar o ânimo dos
manifestantes que avançaram para dentro do hotel com gritos pela re-estatização
da Petrobrás e cobrando a não realização da 10ª rodada de leilões das áreas
promissoras de petróleo e gás, marcada para 18 de dezembro. Depois de cerca de
dez minutos lá dentro e algumas palavras de ordem, a coordenação orientou a
saída pacífica e continuação da manifestação do lado de fora do Guanabara
Palace.
“Os mesmos que já roubaram nosso ouro no passado, agora querem levar nosso
petróleo. Não vamos deixar isso acontecer. Esses empresários que hoje se reúnem
para negociar o nosso pré-sal podem ter certeza que estão tratando de uma
moeda podre, pois ninguém vai levar o nosso petróleo e gás” – conclamou
Emanuel Cancella, coordenador geral do Sindipetro-RJ e integrante do Fórum
Nacional contra a Privatização do Petróleo e Gás.
Além do Sindipetro-RJ, estavam presentes o Sindipetro-RS, a Frente Nacional dos
Petroleiros, a CUT, a Conlutas, a Intersindical, o MST, o MTD, a FIST, dentre
outras importantes organizações sociais. A concentração começou por volta
das 11 horas, na Candelária, com um grande balão de gás, carro de som e
faixas com a chamada da campanha “O Petróleo tem que ser nosso”! O diretor
do Sindipetro Hélio Cunha coordenou esse momento inicial, chamando a população
a participar dessa luta e do abaixo-assinado que pede o fim dos leilões e que a
Petrobrás seja 100% estatal. Cunha ainda chamou a atenção das pessoas que
passavam, alertando para o fato de que a privatização do petróleo pode
aumentar o preço da gasolina, do gás de cozinha e até das passagens de ônibus.
“É errado vender o nosso petróleo. A luta que vocês estão fazendo aqui é
justa, mas o povo ainda não acredita que pode vencer. Mas não podemos
desistir. Temos que lutar como essa turma está fazendo aqui” – comentou
Jorge Luis, 40 anos, morador de Duque de Caxias, que vende água e refrigerante
pelo centro da cidade.
Os coordenadores do Fórum Nacional contra a Privatização do Petróleo e Gás
prometem que até 18 de dezembro vai ter muito movimento no Brasil inteiro para
impedir a realização de mais essa rodada de leilões. Essa terça já sinaliza
o que vem por aí.
Ato da campanha
“O petróleo tem que ser nosso!”
dia 18/11, terça, às 11h, com concentração na Candelária.
PETROBRÁS tem lucro recorde, enquanto petroleiros têm direitos reduzidos.
Gabrielli elogia “excelência operacional” que proporcionou “o maior lucro
trimestral
da história da Petrobrás”, mas cancela até mesmo ginástica laboral para
economizar
“É com orgulho que apresento o maior lucro trimestral da história da
Petrobras. Esse resultado é fruto da excelência operacional, crescimento da
produção, das vendas e da disciplina de capital acumulada ao longo de
anos.”, afirma o presidente da Petrobrás Sérgio Gabrielli em texto divulgado
ao mercado financeiro. A produção total da companhia aumentou 6% no último
trimestre. O lucro acumulado da empresa chega a R$26,560 bilhões, 61% a mais
que no mesmo período de 2007.
Com todo este sucesso, fruto do trabalho de todos os petroleiros, reconhecido até
mesmo pelo presidente da empresa, a Petrobrás deveria tratar seus trabalhadores
com mais respeito. Depois de apresentar um acordo coletivo que ofereceu 6,17% de
reajuste básico e ampliou ainda mais as diferenças entre a categoria, com
reajustes diferenciados usando a RMNR, agora a maior empresa do país quer
cortar despesas até na festa de fim
de ano oferecida aos trabalhadores. A Petrobrás também anunciou a suspensão
da colônia de férias para os filhos de empregados, a suspensão da ginástica
laboral e o corte nos gastos com as homenagens de 10, 20 e 30 anos de empresa,
criadas para estimular o vínculo do petroleiro com a empresa.
O lucro anunciado esta semana, que faz a felicidade dos acionistas, também é
bom para a União, porque é a Petrobrás quem mais arrecada. E quem ajudou a
concretizá-lo, os trabalhadores, são os únicos prejudicados.
Confraternização não é despesa, é investimento que se reflete
principalmente no desempenho da categoria. O Sindipetro-RJ espera que a Petrobrás,
após a divulgação deste lucro, reveja estes cortes.
VIGILANTES – O Sindipetro-RJ também cobra uma imediata solução para os
inspetores de várias unidades da companhia que estão sendo ameaçados de
demissão, alguns lotados no Edise. Eles fizeram o concurso em 2005, quando o
edital exigia que o candidato fosse reservista de primeira (isto é, que tivesse
prestado serviço militar). Esses companheiros contrataram um advogado e através
de liminar se inscreveram, passaram no concurso e estão na empresa. Há cerca
de 10 meses, o jurídico da companhia cassou a liminar de um desses
companheiros, e depois da liminar cassada a companhia o demitiu. Mesmo sendo
considerado um funcionário exemplar, o jurídico e o RH o desligaram. A exigência
de reservista de primeira que expirou em 2005 é exigência exclusiva da Petrobrás,
pois nos concursos para vigilante vale diploma expedido por escola reconhe cida
pela Polícia Federal.
NOTA DE PESAR
O Sindipetro-RJ lamenta o falecimento de nosso companheiro Alexandre Braga
Navarro, inspetor de segurança interna, lotado no Edise, e se solidariza com os
familiares e seus colegas de trabalho. O Sindipetro-RJ informa que está
acompanhando de perto as investigações e monitorando as providências de apoio
à família que estão sendo tomadas.
EDITORIAL
TIREM AS MÃOS DE NOSSA AMS!
O fato de os aposentados terem denunciado o RH que, de forma desleal,
apresentou a quarta proposta somente para a FUP, nos possibilitou aprofundar o
debate. Os aposentados são mais uma vez discriminados com reajuste
diferenciado, com apoio da FUP. E o RH é pivô de mais uma ação dos
aposentados contra a Petros. Até quando a direção da Petrobrás vai permitir
essa política irresponsável no setor de recursos humanos da empresa? Diego
quis repetir no Acordo Coletivo de Trabalho – ACT o mesmo encaminhamento da
PLR, onde a proposta só valia para a FUP. Agora no ACT a FNP teve pelo menos
mais uma semana de assembléias para denunciar o conluio do RH com a FUP. Ainda
existem muitas pessoas sérias e dignas na companhia, entre elas aquelas que
enquadraram o Diego Hernandes e exigiram que este formalizasse a quarta proposta
para a FNP. O MUP, nossa oposição, saiu em defesa da FUP e do RH exigindo a
assinatura imediata do acordo. Entraram em vão com ação na justiça para que
a FUP assinasse o acordo pela base do RJ. Ficou claro para a categoria e
também para a justiça que o RJ jamais disse que não faria assembléia ou que
não assinaria acordo. Mas o que o MUP, a FUP e o RH queriam mesmo era calar
nossas vozes que denunciaram o acordo rebaixado, discriminatório e a
reestruturação da AMS. Aliás, você viu nos documentos da oposição ou em
seus discursos na base alguma reivindicação da categoria? Enquanto a categoria
quer colocar seus pais na AMS, o MUP, a FUP e o RH priorizam reestruturar a
nossa AMS. Mas a reestruturação seria para melhorar nossa AMS. O principal
argumento da FUP nas bases que aprovaram a assinatura do acordo é que este vale
por dois anos nas cláusulas sociais e essas questões são discutidas o ano
todo nas comissões e grupos de trabalho. A FNP denuncia que o acordo por dois
anos
foi imposição da FUP e do RH e que até hoje esses grupos e comissões só
servem para
enrolar a categoria, para tirar a atenção da data-base. Discutir proposta da
categoria sem mobilização é como se queixar ao Bispo. Vamos discutir na FNP o
acompanhamento, com calendário de mobilização em nossas bases e na base da
FUP, dessas comissões e grupos de trabalho. Principalmente a reestruturação
da AMS:“Tirem as mãos de nossa AMS!”. O mesmo vale para todas as bandeiras
de nossa campanha: a licença-maternidade de 180 dias; Aposentadoria do STF;
periculosidade para valer; correção do PCAC; a volta dos demitidos da Petrobrás,
da Petroflex e da Nitriflex e os emanescentes da Interbrás e Petromisa e a
revisão no Plano de cargos dos que já voltaram. A luta continua!
CATEGORIA RESPALDA LUTA PELO PETRÓLEO - A diretoria do SindipetroRJ agradece a
categoria pelo desconto assistencial que, apesar de 0,5% do salário básico,
foi maior do que a arrecadação mensal dos associados de 1,5%. A categoria, com
esse gesto, aumenta ainda mais nossa responsabilidade na campanha “O Petróleo
tem que ser nosso!” O desconto para financiar a luta é importante, mas a
participação é fundamental. Acesse a Agência Petroleira de Notícias para se
manter informado (www.apn.org.br).
Queremos agradecer
aos petroleiros aposentados e da ativa, associados e aos não associados, pelo
desconto e dizer que o sindicato é a casa de todos os trabalhadores. Não fique
só, fique sócio!
CONVOCATÓRIA
ATO da campanha “O petróleo tem que ser nosso!”
Dia 18/11, terça, às 11h, com concentração na Candelária
No dia 18 de novembro acontece um seminário no Guanabara Palace Hotel, na
Avenida Presidente Vargas, próximo à Candelária, com o título “Pré-Sal
– desafios e oportunidades”. Estarão presentes representantes das
principais transnacionais do petróleo, discutindo as estratégias para se
apropriar das riquezas do pré-sal.
O comitê Rio do Fórum contra a Privatização do Petróleo e Gás convoca
todos os movimentos sociais, entidades e pessoas em geral para dizermos a esses
capitalistas que o nosso petróleo não está à venda e que ele é propriedade
do povo brasileiro. Estaremos lá com carro de som, teatro, camisas da campanha
em defesa do nosso petróleo e gás, panfletos, faixas e adesivos.
A idéia é realizar uma manifestação criativa e irreverente que esclareça à
população sobre que está acontecendo nesse seminário de empresários.
Anote: a concentração para o ato é às 11h da próxima terça, 18 de
novembro, na Candelária.
Participe! Vamos mostrar que o povo brasileiro não aceita mais ser roubado:
O petróleo é do povo e não se entrega!
Não perca também: plenária da campanha do petróleo!
No mesmo dia, às 18h, acontece no auditório do Sindipetro-RJ (Av. Passos, 34,
Centro do Rio), a plenária do comitê Rio do Fórum contra a Privatização do
Petróleo e Gás. Na pauta está o repasse qualificado do encontro realizado em
São Paula para unificar em nível nacional a campanha “O Petróleo tem que
ser nosso” e a mobilização em 18 de dezembro, data da 10ª rodada de leilões
das áreas promissoras de petróleo e gás.
1-
QUADRO DE ASSEMBLÉIAS COM OS RESULTADOS (anexo);
2-
O Sindipetro-RJ assinou hoje, 07/11 o termo aditivo ou Acordo Coletivo de
Trabalho – ACT 2008/2009. Em contato com o gerente de Relações Trabalhistas
e Sindicais, da Petrobrás, Sr Jorge Cândido fomos informados de que a base do
RJ receberá os valores envolvidos no ACT no dia 19/11.
3- TEVOL - O Sindipetro-RJ, em
contato telefônico com o RH da Transpetro, Sr Marcus Vinicius, em 07/11,
buscando informações sobre o terminal, o RH foi enfático: não existe
fundamento na notícia de fechamento do terminal; porém, a partir de conclusão
de estudos, o terminal poderá mudar o seu perfil de funcionamento; um operador
foi transferido para Campos Elíseos a pedido: que qualquer possível mudança
futura no sitema de turno dos funcionários vai ser negociado entre o
Sindipetro-RJ e o RH.
4- FESTA DE FIM DE ANO E CONFRATERNIZAÇÃO EM
GERAL - A diretoria do Sindipetro-RJ discorda da direção da companhia, que
alegando reflexo da crise financeira mundial, reduza ou extinga gastos com as
confraternizações realizadas no fim de ano no âmbito da empresa como de
costume. Essas festas já fazem parte do imaginário da categoria e agrega muito
valor à ambiência na companhia. Tais eventos não constituem gastos e sim é
investimento e são desprezíveis em comparação ao lucro produzido pela força
de trabalho. Mais preocupados ficamos quando somos informados de que a festa do
TABG comemorativa dos 10, 20 anos dos empregados vai mudar de local para
diminuir gastos, o mesmo poderá estar acontecendo em outras unidades.
Acreditamos que o bom senso venha prevalecer e os petroleiros vão realizar os
festejos que fizeram por merecer!
Vamos dar um grande não para a quarta proposta da Petrobrás
Os seis Sindipetros da Frente Nacional dos Petroleiros (FNP)
receberam ontem (30) da Petrobrás, oficialmente, a quarta proposta da empresa
para renovação do ACT. Em reunião no edifício sede, sem a presença do
gerente de RH, Diego Hernandez, os representantes dos sindipetros ouviram dos
representantes do RH: a empresa condiciona a aplicação do índice de 6,17% de
reajuste do grande risco da AMS à criação de um grupo de trabalho paritário
(Petrobrás/FUP/FNP) para traçar um plano de reestruturação da AMS, em 180
dias. Ou seja, nada impede que daqui ha seis meses, o tal grupo conclua que tem
que subir esse valor para 9,89%.
Novas assembléias – Diante da confusão criada pelo RH da Petrobrás, que
em conjunto com a FUP tentou armar uma cilada para os Sindipetros da FNP, ao
apresentar a quarta proposta somente para a FUP e após o início das assembléias
nas seis bases que fazem oposição a federação, todos os sindipetros da
Frente farão novas assembléias, entre os dias 3 a 7 de novembro, mantendo o
indicativo de rejeição. Caso os trabalhadores rejeitem a proposta os
sindipetros colocarão em apreciação da categoria uma série de mobilizações,
paralisações e até mesmo greve, a partir do dia 10/11.
Além das bases administrativas, os sindipetros da FNP representam os
petroleiros de 3 refinarias: REVAP (São José dos Campos), REFAP (Rio Grande do
Sul) e RPBC (Cubatão); 3 bases de E&P: Bacia de Santos, Urucu,
Sergipe/Alagoas, terminais como TABG e TEBIG (Rio de Janeiro) e São Sebastião
(São Paulo). Somente as refinarias representam aproximadamente 30% do total de
trabalhadores da Petrobrás. Além disso, nas bases da FUP, petroleiros da RLAM
(Bahia) e da REPLAN (Paulínea) já rejeitaram a proposta.
03 - SEGUNDA-FEIRA
Cidade Nova
07h30
Edihb
12h30
04 - TERÇA-FEIRA
Cenpes (Grupo D), 06h30
TABG (Grupo A)
07h10
Edise
12h30
Aposentados (na ABI) 14h
Cenpes (Grupo E)
14h30
TABG (Grupo B)
15h30
Angra
16h
05 - QUARTA-FEIRA
Cenpes (Grupo A)
06h30
TABG
07h
TABG (Grupo C)
08h
Edita
12h30
06 - QUINTA-FEIRA
Cenpes (Grupo C)
07h
Cenpes (ADM)
07h30
Transpetro Sede/RB1 12h30
Tevol
16h
07 - SEXTA-FEIRA
Cenpes (Grupo B)
06h30
TABG (Grupo E)
07h
Cenpes (Pq. Tecnológico) 07h30
TABG (Grupo D)
23h30
QUEREMOS
· Aumento único e na
tabela salarial – exigimos uma nova proposta de reajuste!
· Ganho real de 5%;
· Ganho de produtividade com
base no valor agregado da Petrobrás;
· Gatilho salarial para
garantir a reposição da inflação a partir de 2%;
· Recuperação das perdas
salariais, desde 1996, pelo ICV do Dieese;
· Inclusão de pai e mãe na
AMS;
· Auxílio Ensino Superior;
· Licença-maternidade de 180
dias;
· Periculosidade para valer;
· Auxilio-Amazônia;
· Revisão das distorções do
PCAC;
· Fim da prática de remuneração
variável;
· Acordo único para todo o
Sistema Petrobrás;
· Plano Petros BD para todos;
· Volta dos demitidos da
Interbrás e Petromisa;
· Aposentadoria pelo STF.
Aposentados na luta
EDITORIAL - Não é a primeira vez que atitudes firmes dos aposentados da
base do Rio de Janeiro demonstram seu compromisso com a luta pela unidade dos
trabalhadores petroleiros: foram eles que sustentaram financeiramente o
Sindipetro quando o governo confiscou as mensalidades dos associados, que
votaram por unanimidade pela RMNR para os trabalhadores da ativa, apesar de não
serem beneficiados, que se abstiveram de votar na PLR para não prejudicar os
novos e agora questionaram que não havia formalização da quarta proposta,
fazendo com que a empresa reconhecesse seu erro e chamasse os seis Sindipetros
da FNP para formalizar a proposta.
Os aposentados sempre trabalharam pela unidade e avanços para a categoria e
para quem acha que existiu alguma idéia de golpe na última assembléia, vale
lembrar que se esta fosse a proposta, tal golpe poderia ter sido dado na assembléia
dos aposentados realizada na ABI, no dia 7/11, para avaliação da segunda
proposta apresentada, quando foram incitados a aprovar a proposta para
prejudicar a ativa e muito sabiamente não concordaram rejeitando por 421
votos a 47.
Calendário de pagamento – A direção do Sindipetro-RJ e demais
sindipetros da FNP lembram a todos os petroleiros que, como a empresa só
apresentou a proposta formalmente ontem (30/10), o RH terá que contar o prazo
para pagamento a partir de hoje.
Atividades da Campanha
“O petróleo tem que ser nosso”
Novas atividades da campanha “O petróleo tem que ser nosso”, em
defesa do petróleo e gás brasileiros e da soberania nacional, já estão
programadas. A campanha vem se expandindo e ganhando adesões em diversos
estados do país, pautando junto à sociedade questões como a descoberta do pré-sal
e a necessidade de sua utilização em favor dos interesses do povo brasileiro,
a suspensão dos leilões que entregam nosso petróleo e gás para as grandes
empresas multinacionais e a necessidade de mudança no marco regulatório do
setor, que atualmente favorece a privatização de nossos recursos naturais,
entre outras.
No próximo dia 5/11, acontece o seminário A descoberta do petróleo em
tempos de crise do capital. Qual o papel da classe trabalhadora?, na UFMT.
Na ocasião, será lançado um comitê da campanha na Universidade. No último
dia da Assembléia Popular Nacional que acontece em São Paulo de 13 a 16/11,
haverá um espaço para discussão de criação de comitês estaduais da
campanha. Ainda na segunda quinzena de novembro, a FUP realiza seminário em São
Paulo, tratando especificamente das questões relacionadas à legislação e
regulação do setor petróleo no Brasil.
No dia 17, também em São Paulo, acontece uma plenária nacional da campanha,
que terá informes das entidades, movimentos e comitês, discussão política
para definição dos pontos unitários para a luta em defesa do petróleo e gás,
organização da agenda de mobilizações e da estrutura da campanha em todo o
país. Ainda no mês de novembro, no dia 21, acontece plenária estadual em
Curitiba, Paraná, que tratará do pré-sal e da organização das mobilizações,
contando com a participação de João Pedro Stédile, da direção nacional do
MST. Estão sendo preparados, também, materiais para divulgação da
campanha, como uma cartilha, que está sendo produzida no Rio de Janeiro, e um vídeo.
TBG
EDITAL DE CONVOCAÇÃO
Convocamos os trabalhadores da empresa TBG para a ASSEMBLÉIA DELIBERATIVA
no dia 03 de NOVEMBRO de 2008, segunda-feira, com primeira convocação às
10h00 e às 10h30 em última convocação, no auditório da FINEP, Praia do
Flamengo, 200, Rio de Janeiro, RJ, para deliberar sobre:
- Acordo de PLR 2007;
- Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2008/2009; e
- Assuntos Gerais.
Atenciosamente:
Rio de Janeiro, 31 de outubro de 2008
Emanuel Cancella
Tânia André Lisboa
Coord. Secretaria Geral
Coord. da Secretaria de Política e Formação Sindical
Pela Direção Colegiada do Sindipetro-RJ
Secretarias: Geral e Imprensa
Sindipetro-RJ

Petrobrás oficializa hoje nova proposta
para FNP
Os Sindipetros da Frente Nacional dos Petroleiros (FNP) se reúnem
hoje, a partir de 9h, com o RH da empresa. A Petrobrás enviou ofício às
entidades onde afirma que irá apresentar oficialmente sua última proposta para
renovação do Acordo Coletivo. A atitude do RH deixa claro que os aposentados
do Sindipetro-RJ estavam com a razão quando decidiram não votar o que não
estava oficializado. E a empresa acabou reconhecendo que errou.
A Petrobrás apresentou a proposta apenas para a FUP, no dia 21/10, um dia após
o início das assembléias dos Sindipetros da FNP. Com isso tentou
confundir os petroleiros causando tumulto nas assembléias, já que algumas
bases votaram a terceira proposta enquanto em outras a tropa de choque fupista
arregimentou os gerentes para aprovarem a proposta apresentada à federação.
A direção colegiada do Sindipetro-RJ se reúne ainda hoje, após o término da
negociação com a empresa para discutir e deliberar os próximos
encaminhamentos para a campanha reivindicatória. Nos demais sindipetros da FNP
as assembléias estão rejeitando a proposta já apresentada por ampla maioria.
E mesmo bases fupistas, como na Bahia e na Replan (SP), maior refinaria do
Brasil, já rejeitaram a proposta.
Aposentados - Ao decidir acatar a decisão da assembléia dos aposentados
de não avaliar a proposta enquanto a Petrobrás não a apresentasse
oficialmente para a FNP, os aposentados e pensionistas deixaram claro para o RH
que não aceitam o desrespeito da empresa para com os trabalhadores e suas direções
sindicais. Mostraram na prática que a categoria não pode recuar e tem que
continuar na luta para conquistar avanços para todos os petroleiros, da ativa e
aposentados.
A direção colegiada do Sindipetro-RJ reitera que, ao acatar a decisão
dos aposentados e pensionistas, o fez em respeito a ética e justiça com todos
os trabalhadores do Sistema Petrobrás. A posição dos aposentados foi correta
e legítima diante de mais um desrespeito do RH da empresa e da FUP com os
trabalhadores.
Em nenhum momento o Sindipetro-RJ se posicionou contra a decisão das assembléias
de base ou se negou a assinar o ACT. Ao contrário da FUP, que não realizou
assembléias para todas as propostas, e ainda indicou aceitação apenas
da última, muito inferior às conquistas das categorias com data-base
neste segundo semestre. Isso sem falar nas discriminações inseridas na
proposta, que atingem também a ativa, como reajuste diferenciado sobre a
remuneração variável e nas dezenas de cláusulas sociais como a inclusão de
pais na AMS, a licença-maternidade de 180 dias, o auxílio-educação de nível
superior e planos de benefício diferenciado entre as diversas empresas do
Sistema. Queremos Plano BD para todos!
EDITORIAL
O GRITO DOS EXCLUÍDOS
Há quase dez anos que os aposentados e pensionistas vêm sendo vítimas
da promiscuidade da FUP e do RH. Hoje, grande parte da categoria lamentavelmente
se move como a maioria da humanidade: pela necessidade imediata ou pelo
individualismo. Disso se aproveitam a FUP e o RH , destilando sua ira descabida
contra aqueles que construíram nossa companhia e não têm como se defender. Os
aposentados pagaram durante toda a sua jornada de trabalho, e continuam pagando
enquanto aposentados, para terem, no ACT, o mesmo reajuste da ativa. No acordo
2008/2009 a proposta de reajuste para a ativa é de 9,89% e para os aposentados
é de 6,17%, e mais uma vez a FUP indica para seus 11 sindicatos a aceitação
dessa proposta discriminatória. A FNP, que se contrapõe a toda essa política,
representa seis sindicatos de petroleiros (RJ, SJC, LP, SE/AL, RS e
PA/MA/AM/AMP), cerca da metade da categoria. O RH já vem tomando partido há
muito tempo nas negociações, como na discussão da última PLR , que através
de chantagem queria condicionar a proposta ao indicativo de aceitação da FNP
na mesa de negociação. Diante de nossa negativa, “meu rei”, como é
conhecido o RH, disse que a proposta não valia para a FNP. Denunciamos a
falcatrua do RH/FUP e “a pedido da FUP o RH estendeu a proposta para as bases
da FNP”. Essa relação RH/FUP toma contornos de promiscuidade quando vários
ex-diretores da FUP viram gerentes e, entre eles, dois ex-coordenadores,
enquanto a categoria tem sucessivos acordos rebaixados. Primeiro Antonio
Aparecido Carrara vai para Argentina (UN-AR/COMU/ACOR/RSOCEMPRE) ganhando em dólares;
e agora, durante a campanha salarial, Hélio Luiz Seidel é promovido a
Coordenador de Comunicação da Biodisel (PBIO-PRES/COM). Somos a favor de
os membros dos partidos da base do governo ocuparem cargos, mas estamos falando
de sindicalistas que tinham por obrigação defender os interesses da categoria,
mas parece que eles estão preocupados tão somente com os acionistas e suas próprias
carreiras. E quem pensa que com essa política de RH só perdem os aposentados
está enganado: os antigos funcionários ainda na ativa são preteridos mais uma
vez no ATS no reajuste de 3,5% do RMNR, não podem se aposentar e continuar
trabalhando como decidiu o STF. Para os novos, o RH e a FUP defenderam o Petros
2 que, como os sindicatos da FNP denunciaram, não é um Plano Previdenciário.
O Petros 2 tem como base uma carteira de ações, é individualista e o Petros
BD independe de Bolsa de Valores, pois tem a Petrobrás como garantidora e é
mutualista, resiste a qualquer crise. È também fruto dessa política de RH, a
Repactuação, que segundo os próprios mentores teve a adesão de 70% da
categoria. Infelizmente, quem repactuou não ouviu os sindicatos da FNP que
alertou que estavam vendendo direitos, e até dinheiro foi usado para ludibriar
os incautos. Mas a FNP está na justiça para barrar a Repactuação, abrir o
Plano Petros BD para que a categoria possa optar e também para impedir o AOR
que tem como máxima extinguir todas as ações dos petroleiros contra a Petros.
Agora, no ACT, a FUP finge sair em defesa dos aposentados e pensionistas pedindo
que o desconto na AMS de grande risco fosse de 6,17% e não de 9,89%, e segundo
seus próprios informativos isso aconteceu nos dias 20 e 21/10 quando foi
apresentada uma proposta que não foi formalizada à FNP!
Como na vida, quem bate esquece, mas quem apanha jamais, os aposentados na
assembléia do dia 27/10 lembraram que a quarta proposta não foi apresentada
pelo RH à FNP, e como deliberar em assembléia sobre algo que não nos foi
oficializado? O fato de as outras assembléias não terem feito a mesma
cobrança não tira a legitimidade dos aposentados. Diante desse fato, os
aposentados aprovaram por unanimidade, e a direção do Sindipetro-RJ acatou, a
realização de assembléia na ABI, às 14h no dia 4/11 para retomarem a discussão!
Secretarias: Geral e Imprensa

ACT Sindipetro-RJ aguarda nova proposta
Aposentados farão assembléia na terça, 4/11,
às 14h, na ABI
Em assembléia ontem, segunda (27), na sede do Sindipetro-RJ, petroleiros
aposentados e pensionistas decidiram aguardar que o RH da Petrobrás apresente
oficialmente a quarta proposta para renovação do ACT. A direção colegiada do
Sindipetro-RJ decidiu acatar o indicativo e enviará ofício hoje para a empresa
comunicando esta decisão.
NOVA ASSEMBLÉIA - Por unanimidade os presentes avaliaram que o RH da empresa
levou a categoria a um impasse ao apresentar a proposta para a FUP e não fazer
o mesmo com os Sindipetros da FNP, entre eles o RJ. Avaliaram também que
se outras bases não questionaram a falta de uma proposta oficial, isso não
tira a legitimidade da decisão.
Em assembléia permanente, os aposentados voltam a se reunir na terça-feira
(4/11), às 14h, na ABI, e caso a empresa apresente a nova proposta, irão avaliá-la.
Na assembléia de ontem também foram votados, como indicativos para a direção
colegiada do Sindipetro, o debate sobre a desfiliação da CUT e a unificação
das assembléias de base nas próximas campanhas.
OUTRAS BASES - Nas assembléias realizadas nas bases, entre os dias 20 e 27/10,
os petroleiros decidiram votar a quarta proposta, mesmo sabendo que esta não
foi apresentada oficialmente para os Sindipetros da Frente Nacional dos
Petroleiros. Apenas três bases aceitaram a proposta construída pelo RH em
conjunto com a FUP.
A direção colegiada do Sindipetro-RJ volta a se reunir amanhã (29), às 17h
para avaliar o resultado das assembléias nas bases dos Sindipetros da FNP e traçar
novos encaminhamentos na luta por conquistas importantes que estão sendo
reivindicadas pelos petroleiros.
PAUTA HISTÓRICA - Ao não apresentar a proposta para a FNP, a Petrobrás, com
apoio da FUP, aposta na divisão dos trabalhadores. A empresa propõe reajuste
diferenciado para ativa e aposentados, não aceita a inclusão de pai e mãe na
AMS, não concorda com o auxílio-educação de nível superior, não quer
debater a questão da licença-maternidade de 180 dias, entre outros itens
reivindicados pelos Sindipetros da
FNP. Aprovar esta proposta é abrir mão de todas essas reivindicações e
deixar a discussão para o próximo ACT. Não podemos abrir mão da luta pelo
Plano Petros de Benefício Definido, onde empresa e governo assumem a
responsabilidade pelos nossos benefícios, independente do mercado. Não podemos
aceitar que os trabalhadores da Transpetro continuem com o Plano Petros 2.
Também não podemos deixar para depois a questão da inclusão dos pais na AMS.
Não podemos esperar mais dois anos enquanto a AMS sofre um descredenciamento
massivo de médicos especialistas, devido a 6 anos de não reajuste da tabela de
preços.
Queremos que a empresa debata todas as cláusulas da pauta histórica aprovada
no Segundo Congresso da FNP.
Enfrentamos um momento em que a economia aponta para um período de
instabilidade, aumento no preço dos alimentos e dos juros, alta da inflação e
grave crise no sistema capitalista mundial. Precisamos cobrar um compromisso da
empresa de praticar um gatilho salarial que nos garanta evitar perdas ainda
maiores.
PROPOSTA - Enquanto diversas categorias estão alcançando reajustes além da
inflação – bancários, trabalhadores dos Correios, GM e Revap, por exemplo -
com aumento real de salários e reposição de perdas, a Petrobrás propõe
reajuste salarial pelo IPCA (6,17%), índice menor do que o ICV-DIEESE e do que
o INPC, e 3,5% sobre a RMNR. Isso é muito pouco para os petroleiros! Sem contar
que os aposentados recebem somente os 6,17% e que o percentual sobre a remuneração
variável, além de não significar aumento real de salários, não conta para a
aposentadoria, pois não existe desconto para a Petros. Além disso, a RMNR
varia de acordo com a base (de 32 a 34%) e os mais antigos terão reajuste
menor. A periculosidade também fica congelada.
Não podemos abaixar a cabeça, aceitando essa proposta absurda da empresa,
dizendo um grande não com mobilizações no país inteiro! Devemos fortalecer
nossa luta e articular grandes mobilizações, já que nos momentos de crise da
economia mundial quem mais é prejudicado é o trabalhador, que paga o preço da
turbulência financeira. Não podemos aceitar essa lógica! Por isso chamamos
todos à luta por nossos direitos!
Comunique-se com o RH (Diego) cobrando a proposta - Tel. 3224-1963 ou pelo
Email. diegohernandes@petrobras.com.br
Secretarias: Geral e Imprensa
RJ: 28/10/2008

Maior empresa do país propõe um dos menores reajustes
Não aceitaremos migalhas: vamos recuperar as perdas salariais
e o respeito aos direitos dos petroleiros!
Os Sindipetros da Frente Nacional dos Petroleiros (FNP) realizam
assembléias até terça-feira (28/10), com indicativo de rejeição da proposta
apresentada pela empresa para renovação do Acordo Coletivo, que não contempla
nenhuma das reivindicações da categoria e pratica diversas discriminações.
A proposta já foi rechaçada por ampla maioria pelas bases dos
Sindipetros do Litoral Paulista, Rio Grande do Sul e Pará/Amazonas/Maranhão/Amapá.
No Rio de Janeiro, São José dos Campos e Alagoas/Sergipe as assembléias
seguem por enquanto com maioria de votos pela rejeição. Em São José dos
Campos, o quadro de rejeição já está consolidado, faltando apenas a assembléia
dos aposentados. Após o término de todas as assembléias, os Sindipetros da
FNP irão à empresa apresentar o resultado e cobrar nova proposta.
Divisionismo - Em mais uma tentativa de dividir a categoria, a Petrobrás
preparou nova proposta para o ACT, em conjunto com a FUP que, logo após, reuniu
seu Conselho Consultivo e indicou a aceitação da proposta sem propor qualquer
mobilização para pressionar a empresa. Isso é inaceitável! Estamos na quarta
proposta e só agora vão realizar assembléias. Rejeitaram as três primeiras
propostas sem consultar a categoria e agora indicam a aceitação da quarta.
Apesar da posição do Conselho Deliberativo, algumas bases da federação estão
rejeitando a proposta, como na Rlam, na Bahia, onde 480 petroleiros votaram
contra e somente 28 votaram a favor. E, mesmo assim, a federação anuncia que
está assinando o acordo naquele estado.
Pauta histórica - Agora, a FNP vai centrar fogo nas assembléias
marcadas para as bases da FUP. Precisamos explicar para os trabalhadores dessas
bases o que realmente representa a aprovação dessa proposta. Ao contrário do
que eles vêm afirmando, a Petrobrás tenta dividir os trabalhadores, como tem
feito nos últimos anos com apoio da própria federação. Além de propor
reajuste diferenciado para ativa e aposentados, não aceita a inclusão de pai e
mãe na AMS, não concorda com o auxílio-educação de nível superior, não
quer debater a questão da licença-maternidade de 180 dias, entre outros itens
reivindicados pelos Sindipetros da Frente Nacional dos Petroleiros. Aprovar esta
proposta é abrir mão de todas essas reivindicações e deixar a discussão
para o próximo ACT. Não podemos admitir mais um ano sem avanços.
Precisamos resolver a questão dos marítimos, a volta dos demitidos
remanescentes da Interbrás, Petromisa, Petroflex e Nitriflex, além dos acertos
das distorções nas carreiras dos que já voltaram e que precisam ser
resolvidas agora na data-base.
Não podemos abrir mão da luta pelo Plano Petros de Benefício Definido, onde
empresa e governo assumem a responsabilidade pelos nossos benefícios,
independente do mercado. Com queda da bolsa quanto está valendo a carteira do
Petros 2 que o RH e a FUP indicaram para a categoria, e se os trabalhadores
estivessem no momento da aposentadoria? Não podemos aceitar que os
trabalhadores da Transpetro continuem com o Plano Petros 2.
Também não podemos deixar para depois a questão da inclusão dos pais na AMS.
Não podemos esperar mais enquanto a AMS sofre um descredenciamento massivo de médicos
especialistas, devido a 6 anos de não reajuste da tabela de preços. A empresa
nunca implantou as propostas dos sindicatos para a solução dos problemas da
AMS (muitos gerados pela má gestão da própria empresa). A proposta de criação
de comissão para discutir AMS é para aumentar a participação financeira
nossa na AMS, se aprovarmos essa proposta como está, depois o RH e a FUP vão
dizer que a categoria aprovou e que temos que acatar, como fizeram no acordo por
dois anos nas cláusulas sociais.
Temos uma pauta histórica, com 182 itens, aprovada no Segundo Congresso da FNP
e entregue à empresa, com aval dos trabalhadores. Queremos que a empresa debata
todas as cláusulas da pauta, principalmente neste momento em que a economia
aponta para um período de instabilidade, aumento no preço dos alimentos e dos
juros, alta da inflação e grave crise no sistema capitalista mundial.
Precisamos cobrar um compromisso da empresa de praticar um gatilho salarial que
nos garanta evitar perdas ainda maiores.
Proposta - Enquanto diversas categorias estão alcançando
reajustes além da inflação – bancários, trabalhadores dos Correios, GM e
Revap, por exemplo - com aumento real de salários e reposição de perdas, a
Petrobrás propõe reajuste salarial pelo IPCA (6,17%), índice menor do que o
ICV-DIEESE e do que o INPC, e 3,5% sobre a RMNR. Isso é muito pouco para os
petroleiros! Sem contar que os aposentados recebem somente os 6,17% e que o
percentual sobre a remuneração variável, além de não significar aumento
real de salários, não conta para a aposentadoria, pois não existe desconto
para a Petros. Além disso, a RMNR varia de acordo com a base (de 32 a
34%) e os mais antigos terão reajuste menor. A periculosidade também fica
congelada.
Estudo do Dieese aponta que os petroleiros acumulam perdas na massa
salarial que chegam a 16,5 salários entre os anos de 1996 e 2006. Dados da
revista Offshore, especializada em petróleo e gás, colocam a nossa
categoria como a pior remunerada entre os petroleiros de todos os continentes.
Informações da própria empresa sobre nossos salários são de que a Petrobrás
gasta 3% de seu faturamento com a folha de pagamento. Isso representa menos da
metade do que gastam as outras empresas do setor.
Além de não discutir essas perdas e não apresentar calendário para pagamento
das mesmas, a empresa quer impor mais prejuízos aos trabalhadores. A Petrobrás,
na contramão da história, mostra que está adotando uma política de
esvaziamento da companhia e de desvalorização de seus técnicos que hoje começam
a sair da empresa, em busca de salários mais dignos.
Não podemos abaixar a cabeça, nossa categoria tem história de luta e
deve demonstrar sua força não aceitando essa proposta absurda da empresa,
dizendo um grande não com mobilizações no país inteiro!
Devemos fortalecer nossa luta e articular grandes mobilizações, já que nos
momentos de crise da economia mundial quem mais é prejudicado é o trabalhador,
que paga o preço da turbulência financeira. Não podemos aceitar essa lógica!
Por isso chamamos todos à luta por nossos direitos!
O QUE QUEREMOS:
- Aumento único e na tabela salarial – exigimos uma nova proposta de
reajuste!
- Ganho real de 5%
- Ganho de produtividade com base no valor agregado da Petrobrás
- Gatilho salarial para garantir a reposição da inflação a partir de 2%
- Recuperação das perdas salariais, desde 1996, pelo ICV do Dieese
- Inclusão de pai e mãe na AMS
- Auxílio Ensino Superior
- Licença-maternidade de 180 dias
- Periculosidade para valer
- Auxilio Amazônia
- Revisão das distorções do PCAC
- Fim da prática de remuneração variável
- Acordo único para todo o Sistema Petrobrás
*****************************
Todos às assembléias, do dia 27/10:
- Cenpes (Pq. Tecnológico) - 07h30
- Cidade Nova - 07h30
- Edise - 12h30
- Aposenatdos -14h

FNP indica Rejeição e assembléias de 20 a
27/10
Representantes dos sindipetros da FNP- Frente Nacional dos Petroleiros
decidiram indicar a rejeição da nova proposta apresentada pela empresa
para a renovação do Acordo Coletivo, e a realização de assembléias
nas diversas bases entre os dias 20 a 27 de outubro.
Além de praticamente não conter avanços em relação à proposta anterior, a
empresa afirma que não irá negociar cláusulas sociais, mas propõe reajuste
da tabela de custeio do Grande Risco da AMS em 9,89%. A proposta apresentada
apenas modifica o percentual de reajuste da RMNR de 2,5% para 3,5%, aumenta a
gratificação de contingente de 80% para 100% - garantindo o mínimo de 60% após
o desconto do adiantamento - e oferece pequeno reajuste no auxílio-almoço
e na Gratificação de Campo Terrestre de Produção.
Aprovado o acordo, todas as demais demandas colocadas pela categoria ficarão
para o outro acordo, na próxima data base. Isso vale para reconhecimento e
pagamento das perdas salariais, licença maternidade de 180 dias, correção do
PCAC, aposentadoria do STF, retorno dos trabalhadores da Petrobrás, Interbrás,
Petromisa, Petroflex, Nitriflex e o reenquadramento destes anistiados no PCAC da
companhia.
EDITORIAL
Contribuição dos aposentados para nossa campanha reivindicatória
A assembléia da ABI no dia 7/10 tinha tudo para se concretizar numa revanche
dos aposentados contra os companheiros da ativa.
Discursos colocaram abertamente que aquela era a última assembléia das
convocadas pelo sindicato, e diante do esvaziamento das assembléias dos ativos,
uma aprovação maciça dos aposentados encerraria a campanha salarial e seria
uma resposta aos mais de dez anos de massacre contra os aposentados. A direção
do Sindipetro-RJ foi pega de surpresa, porque na reunião da diretoria que
indicou a rejeição, nenhum diretor da entidade foi contra ou propôs a aceitação
da proposta.
Mas alguns de nós começamos a desconfiar da reunião marcada pela Secretaria
dos Aposentados do Sindipetro-RJ num amplo auditório, e não no Sindipetro-RJ
como de costume, até porque essa assembléia não era para decidir nada, pois
nem o RH em seu informativo disse que a proposta era a última. Era a primeira
proposta de campanha e já estamos na terceira. Costumamos marcar assembléia em
auditórios maiores nas rodadas de negociação mais disputadas nas quais
participa um maior número de aposentados. Mas não bastava assembléia num
lugar amplo, tinha que ter um chamariz para lotá-la e aí chamaram o advogado
Castanha Maia, contratado pela FNP nas questões ligadas à Petros. Convidaram
também todos os Conselheiros da Petros eleitos pela FNP e representantes das
Associações dos aposentados e Aepet. Auditório lotado, o cenário estava
perfeito. Lógico que isso pressupõe um debate na direção até para tentar
convencer os demais diretores a mudarem de opinião, o que não foi o caso. Ou
melhor, convocaram uma reunião semi-clandestina horas antes da assembléia com
a participação de diretores e companheiros de base, ao que parecem escolhidos
a dedo. Mesmo assim, o resultado da reunião foi 6 x 6 e apesar do empate,
resolveram encaminhar a proposta. O resultado já é de conhecimento de todos.
Os diretores aposentados equivocados, em reunião da diretoria no sindicato em
13/10, fizeram um balanço da assembléia na ABI, e em conjunto fizeram autocrítica
e se desculparam. Afirmaram que em momento nenhum quiseram retaliar os
companheiros da ativa, e que não houve, como alguns chegaram a pressupor, trama
nenhuma para aprovar a proposta.
Disseram que agiram exclusivamente motivados pela revolta à postura da FUP e do
RH que há mais de uma década vêm discriminando os aposentados e pensionistas,
desrespeitando o contrato que os mesmos têm com a Petros, que lhes garantem o
mesmo reajuste da ativa e, também, diante da mesmice da categoria que
lamentavelmente aprova esse tipo de proposta nas assembléias contrariando
sempre o indicativo do Sindipetro-RJ e da FNP. Questionado em relação à
discriminação com os aposentados na reunião em 14/10, o RH, Diego Hernandez,
afirmou que cada um real de reajuste aos
aposentados representa 200 milhões de reais, e que a Petrobrás não faria esse
aporte à Fundação. Os sindicalistas da FNP reafirmaram que consta no contrato
firmado entre o empregado e a Petros, que a Petrobrásé o responsável. Ou
seja, tem que fazer o repasse para a Petros para garantir ao aposentado até 90%
do que receberia se estivesse na ativa. Diego disse: “que isso virou uma
disputa judicial, que os tribunais vão se pronunciar”. Há na justiça
centenas de ações dos sindicatos ligados a FNP, a FUP não tem como ir a justiça,
a Federação não pode recorrer daquilo que concorda. Aliás, o AOR (Acordo de
Obrigações Recíprocas) do qual a FNP discorda e inclusive está na justiça
quesionando, tem como pano de fundo exinguir todas as ações dos empregados
contra a Petros. O RH também reconhece que essa disputa pode até levar dez ou
vinte anos. Não podemos esquecer que o RH é um ex-sindicalista, que no passado
reconhecia o direito do aposentado, o que agora nega, inclusive se projetou
defendendo, entre utras, essa bandeira. Para a categoria, fica mais uma vez o
exemplo dos aposentados, que em campanhas passadas já votaram em assembléia
por unanimidade o RMNR do qual não tiveram nenhum proveito próprio; absteve-se
de votar em assembléia que discutia a PLR, a pedido da direção do sindicato,
para não prejudicar os companheiros da ativa; e agora rejeitaram em massa a
proposta da companhia que prejudicaria os companheiros da ativa. E agora,
petroleiro(a), diante dos aconecimentos, você tem coragem de ir para a assembléia
e aprovar - como quer o RH e a FUP - qualquer proposta que discrimina os
aposentados? Ou vamos reeitar e construir a unidade da categoria que
sempre resultou em conquistas para todos?
Proposta divide ainda mais a categoria
Estudo do Dieese aponta que os petroleiros acumulam perdas salariais que
chegam a 16,5 salários, de 1996 a 2006. Este estudo está a disposição da
categoria e da empresa. Além de não discutir essas perdas e não apresentar
calendário para pagamento das mesmas, a empresa com apoio da FUP, quer impor
mais prejuízos aos trabalhadores. Diversas categorias em luta estão
conseguindo reajustes bem superiores ao proposto pela Petrobrás, com aumento
real de salários e discussão de parcelamento das perdas
acumuladas. A Petrobrás, na contramão da história, mostra que está mesmo
adotando uma política de esvaziamento da companhia e de desvalorização de
seus técnicos que hoje começam a sair da empresa, em busca de salários mais
dignos. Enquanto o governo Lula anuncia que irá socorrer os bancos com 100 bilhões
de reais devido à crise financeira mundial, para os petroleiros e demais
trabalhadores não acena sequer com a recomposição dos salários. Isso sem
contar com a incerteza sobre os rumos da economia brasileira e a possibilidade
de novos aumentos no custo de vida.
APOSENTADOS - Para os aposentados a proposta significa mais perdas e
discriminação. Como não recebem reajuste sobre a RMNR, terão apenas o índice
de 6,17%, relativo ao IPCA e pagarão mais pela AMS. Além disso, o RH da
empresa já acenou com a perspectiva de criar uma
comissão para discutir a AMS, que segundo ela, enfrenta problemas. Os
sindicatos da FNP querem debater a inclusão dos pais e não aceitam mais essa
penalidade com os aposentados que além de não receberem reajuste igual a
ativa, terão que desembolsar mais 3,5% na tabela do Grande Risco.
REPACTUAÇÃO - Um dos itens da nova proposta diz respeito à
Repactuação do Plano Petros e ao Acordo de Obrigações Recíprocas, firmado
pela FUP e pelo RH da Petrobrás em discussão na justiça. A empresa coloca que
“envidará esforços para viabilizar a implantação do AOR, em especial no
diz respeito ao adiantamento do valor referente ao reajuste da parcela do INSS
de março/2008 a agosto/2008, para os aposentados que repactuaram”. Os
sindipetros da FNP entendem que esta é mais uma manobra na tentativa de aprovar
a proposta, já que este ponto não faz parte do Acordo Coletivo e que o
pagamento desta parcela, conforme explicação do advogado Castagna Maia,
independe do AOR, e a empresa tem que pagar para quem repactuou.
ATIVA - Para os trabalhadores da ativa a proposta também aumenta a
discriminação na categoria. Além de insistir na prática da remuneração
variável, abonos e outros subterfúgios, vale lembrar que os 3,5% de reajuste
sobre a RMNR não significam aumento real de salários e não contam para a
aposentadoria, pois não existe desconto para a Petros. Além disso, a RMNR
varia de acordo com a base (de 32 a 34%) e os mais antigos terão reajuste
menor.
ARMADILHAS - Na tentativa de aprovar sua proposta a empresa coloca ainda
alguns itens que, ou não fazem parte do Acordo Coletivo, ou simplesmente afirma
de “envidará esforços”, ou seja, não garante nada e ainda semeia na
categoria a dúvida sobre direitos que ela já pratica ou que já assumiu que
praticará, como os dias parados nas greves de 94/95. Veja alguns exemplos:
- A companhia se compromete a envidar esforços junto à Petros para viabilizar
no exercício de 2009, desde que não haja manifestação em contrário do
assistido expressa e por escrito, o pagamento como adiantamento, abono anual (13ª
suplementação), metade do benefício Petros, no valor pago em fevereiro de
2009 para os assistidos;
- A companhia se compromete a envidar esforços para viabilizar a implantação
do Acordo de Obrigações Recíprocas - AOR, firmado junto à FUP e Sindicatos,
em especial no que diz respeito ao adiantamento do valor referente ao reajuste
da
parcela do INSS de março/2008 a agosto/2008, para aqueles aposentados e
pensionistas que repactuaram.
- A companhia mantém o compromisso de que os empregados que participaram
das greves realizadas nos anos de 1994 e 1995 deverão gozar, mediante
entendimento com sua gerência imediata, em folgas o número de dias
correspondentes à ausência no período, até 7 de dezembro de 2009.
- Em relação ao acordo firmado recentemente com o Sindipetro Norte Fluminense,
a companhia mantém o compromisso de quando não for possível observar
intervalo entre jornadas de trabalho dos empregados em regime de turno nas áreas
de confinamento de outras unidades do E&P, garantir a aplicação das condições
pactuadas no acordo da Bacia de Campos sobre este tema. As possíveis unidades
impactadas deverão procurar o RH do E&P para realizar reunião específica
para tratar da questão. Ressaltamos que o acordo firmado com o Sindipetro Norte
Fluminense é específico para as plataforma da Bacia de Campos.
Secretarias: Geral e Imprensa
Sindipetro-RJ
RJ: 17/10/2008

FNP indica rejeição da proposta da Petrobrás e assembléias
de 20 a 27/10
Reunidos hoje, terça-feira (14/10), na sede do Sindipetro-RJ,
representantes do sindipetros da FNP decidiram indicar a rejeição da nova
proposta apresentada pela empresa, pela manhã, para a renovação do Acordo
Coletivo, e a realização de assembléias entre os dias 20 a 27/10.
Além de praticamente não conter avanços em relação à proposta anterior a
empresa afirma que não irá negociar cláusulas sociais, mas propõe reajuste
da tabela de custeio do Grande Risco da AMS em 9,89%. A proposta apenas modifica
o percentual de reajuste da RMNR de 2,5% para 3,5%, garantindo o mínimo de 60%
após o desconto do adiantamento e aumenta a gratificação de contingente de
80% para 100%, além de pequeno reajuste no auxílio-almoço e na Gratificação
de Campo Terrestre de Produção.
Estudo do Dieese aponta que os petroleiros acumulam perdas salariais que chegam
a 16,5 salários, entre os anos de 1996 a 2006. Além de não discutir essas
perdas e não apresentar calendário para pagamento das mesmas, a empresa com
apoio da FUP, quer impor mais prejuízos aos trabalhadores. Diversas categorias
em luta estão conseguindo reajustes bem superiores ao proposto pela Petrobrás,
com aumento real de salários e discussão de parcelamento das perdas
acumuladas. A Petrobrás, na contramão da história, mostra que está mesmo
adotando uma política de privatização e desvaloriza seus técnicos que hoje
começam a sair da empresa, em busca de salários mais dignos.
Enquanto o governo Lula anuncia que irá socorrer os bancos devido a crise
financeira mundial, para os petroleiros não acena sequer com a recomposição
dos salários. Isso sem contar com a incerteza sobre os rumos da economia
brasileira e a possibilidade de novos aumentos no custo de vida.
Aposentados – Para os aposentados a proposta significa mais
perdas e discriminação. Como não recebem reajuste sobre a RMNR, terão apenas
o índice de 6,17%, relativo ao IPCA e pagarão mais pela AMS. Além disso, o RH
da empresa já acenou com a perspectiva de criar uma comissão para discutir a
AMS, que segundo ela, enfrenta problemas. Os sindipetros da FNP querem debater a
inclusão dos pais e não aceitam mais essa penalidade com os aposentados que além
de não receberem reajuste igual a ativa, terão que desembolsar mais 3,5% na
tabela do Grande Risco.
Repactuação – Um dos itens da nova proposta diz respeito à
Repactuação do Plano Petros e ao Acordo de Obrigações Recíprocas, firmado
pela FUP e pelo RH da Petrobrás. A empresa coloca que “envidará esforços
para viabilizar a implantação do AOR, em especial no diz respeito ao
adiantamento do valor referente ao reajuste da parcela do INSS de março/2008 a
agosto/2008, para os aposentados que repactuaram”. Os sindipetros da FNP
entendem que esta é mais uma manobra na tentativa de aprovar a proposta, já
que este ponto não faz parte do Acordo Coletivo e que o pagamento desta
parcela, conforme explicação do advogado Castagna Maia, independe do AOR e a
empresa tem que pagar para quem repactuou.
Ativa – Para os trabalhadores da ativa a proposta também aumenta
a discriminação na categoria. Além de insistir na prática da remuneração
variável, abonos e outros subterfúgios, vale lembrar que os 3,5% de reajuste
sobre a RMNR não significam aumento real de salários e não contam para a
aposentadoria, pois não existe desconto para a Petros. Além disso, a RMNR
varia de acordo com a base do trabalhador e os mais antigos terão reajuste
menor.
Armadilhas – Na tentativa de aprovar sua proposta a empresa coloca
ainda alguns itens que, ou não fazem parte do Acordo Coletivo, ou simplesmente
afirma de “envidará esforços”, ou seja, não garante nada e ainda semeia
na categoria a dúvida sobre direitos que ela já pratica ou que já assumiu que
praticará, como os dias parados nas greves de 94/95. Veja alguns exemplos:
A companhia se compromete a envidar esforços junto à Petros para viabilizar
no exercício de 2009, desde que não haja manifestação em contrário do
assistido expressa e por escrito, o pagamento como adiantamento, abono anual (13ª
suplementação), metade do benefício Petros, no valor pago em fevereiro de
2009 para os assistidos;
· A companhia se
compromete a envidar esforços para viabilizar a implantação do Acordo de
Obrigações Recíprocas - AOR, firmado junto à FUP e Sindicatos, em especial
no que diz respeito ao adiantamento do valor referente ao reajuste da parcela do
INSS de março/2008 a agosto/2008, para aqueles aposentados e pensionistas que
repactuaram.
· A companhia mantém o
compromisso de que os empregados que participaram das greves realizadas nos anos
de 1994 e 1995 deverão gozar, mediante entendimento com sua gerência imediata,
em folgas o número de dias correspondentes à ausência no período, até 7 de
dezembro de 2009.
· Em relação ao acordo
firmado recentemente com o Sindipetro Norte Fluminense, a companhia mantém o
compromisso de quando não for possível observar intervalo entre jornadas de
trabalho dos empregados em regime de turno nas áreas de confinamento de outras
unidades do E&P, garantir a aplicação das condições pactuadas no acordo
da Bacia de Campos sobre este tema. As possíveis unidades impactadas deverão
procurar o RH do E&P para realizar reunião específica para tratar da questão.
Ressaltamos que o acordo firmado com o Sindipetro Norte Fluminense é específico
para as plataformas da Bacia de Campos.
Frente Nacional dos Petroleiros - FNP
Acordo
com Mercosul Line é assinado
A reunião que aconteceu no dia 6 de outubro entre o SINDMAR e a Mercosul
Line foi marcada pela assinatura do Acordo Coletivo de Trabalho 2008/2009. No
encontro, que ocorreu no Rio de Janeiro, os representantes dos marítimos
destacaram as conquistas deste ACT.
O acordo firmado traz uma nova tabela para implementar o abono pecuniário
por ocasião de férias e o bônus por tempo de empresa (anuênio). Além disso,
uma outra grande conquista neste ACT é o reajuste salarial de dois dígitos
percentuais.
Outro avanço é o reajuste das gratificações funcionais, que agora está
ligado à respectiva soldada base. “Antes, o valor era fixo. Agora, há este
reajuste que é ligado diretamente à soldada base”, explica o Segundo
Presidente do SINDMAR, José Válido.
No final da reunião, a Representação Sindical Marítima destacou que a
negociação foi mais rápida do que as anteriores. Mesmo sem ter todos os
pleitos atendidos, os trabalhadores acreditam que o ACT assinado traz avanços
para as categorias marítimas. O acordo, que também traz um aumento substancial
no valor do vale alimentação, é retroativo a setembro deste ano e estará em
vigor até agosto de 2009.

O SINDMAR conquistou avanços para seus representados no acordo que está em
vigor até agosto do próximo ano

EDITORIAL
A LIÇÃO DA MATURIDADE
Em assembléia de Acordo Coletivo na ABI, os aposentados deram uma lição
de coerência e sensatez. Que sirva de lição à direção da companhia, ao RH
e à FUP e a alguns colegas aposentados. Veio da própria direção do
sindicato, de uma minoria de diretores aposentados, que não discutiram com a
FNP nem com a direção do sindicato, a idéia de aprovar a proposta da empresa
em claro e explícito sentido de se vingar dos companheiros da ativa. Inclusive
contrariando a proposta da direção do Sindipetro-RJ, que é de rejeitar os
termos do ACT da empresa e aprovar moção de apoio à FNP para ir além das cláusulas
econômicas. Numa ABI lotada de aposentados, os companheiros indignados com a
política do RH e da FUP apresentaram a proposta para perplexidade dos
presentes: direção do sindicatos da FNP, Associações, Conselheiros eleitos.
Foram dez inscrições, nas quais a maioria dos inscritos defendeu a
aceitação da proposta da empresa alegando que, mais à frente, a empresa
melhoraria a proposta concedendo nível ou abono só para o pessoal da ativa e
as assembléias aprovariam a discriminação, o que já vem acontecendo há mais
de dez anos, da era FHC à Lula. A categoria petroleira sempre lutou e superou
todas as discriminações. Foi assim com os companheiros da Interbrás,
Petromisa, demitidos do Plano Collor, etc. Têm razão os companheiros na sua
indignação, mas a FNP e seus sindicatos têm reagido às propostas discriminatórias
da direção da companhia, do RH e da FUP contra os aposentados e pensionistas.
Além de indicarmos a rejeição, tiramos a roupa em frente à sede da empresa e
em Brasília, em frente ao Palácio do Planalto, para demonstrar nossa ira
contra esse tratamento. Estamos sendo processados por isso. Transformamos a
frente da empresa numa latrina para devolver o tratamento de merda que empresa
concede aos aposentados e pensionistas. Ocupamos o RH da companhia no Edise por
13 dias. Mas não podemos jamais aprovar a proposta da empresa como vingança
aos companheiros da ativa. Quem trabalha para dividir a categoria é o RH, temos
que unir a categoria, só a unidade e a conscientização dos petroleiros vão
acabar com toda e qualquer discriminação na categoria. Também jamais vamos
concordar com a postura dos companheiros da ativa quando aceitam essas
propostas. Eles amanhã serão aposentados e não vão gostar de ser tratados
dessa forma; não são filhos de chocadeiras e não podem ficar indiferentes ao
ver companheiros que poderiam ser seus pais, suas mães, serem tratados dessa
forma. Só não cobramos coerência da atual direção da empresa, do RH e
da FUP, esses são verdadeiros traidores da categoria e como tal estão com
lugar reservado na história. Mas o melhor da assembléia estava por vir: na
ABI, reduto de Barbosa Lima Sobrinho, brasileiro símbolo da ética e da coerência,
os aposentados por esmagadora maioria aprovaram a proposta da direção do
Sindipetro-RJ: rejeitaram a proposta da empresa e aprovaram a moção de apoio
à FNP para ir além das clausulas econômicas. Valeu, aposentados: dignidade e
coerência não têm preço!
FALA PETROLEIRO
NÃO À DIVISÃO
Nós, aposentados da direção do Sindipetro-RJ queremos demonstrar
publicamente o nosso repúdio a qualquer atitude divisionista no seio da
categoria. No açodamento de protestar contra as discriminações sofridas nos
últimos anos, um grupo de aposentados levou para a assembléia no dia 7 de
outubro, na Associação Brasileira de Imprensa - ABI, um indicativo de aprovação
da primeira proposta do RH da Petrobrás, como forma de chamar atenção da
ativa para as discriminações sofridas. Vale lembrar que a Frente Nacional dos
Petroleiros – FNP e o Sindipetro-RJ indicaram a rejeição de tal proposta.
A atitude desse grupo levantou a falsa impressão de que existe nessa discussão
uma divisão entre aposentados e ativos. É verdade que os aposentados não
suportam mais o que vem ocorrendo nos últimos doze anos, mas sabemos que nosso
papel é denunciar a manipulação feita pelo RH da Petrobrás e sua sócia, a
FUP. Sabemos ainda que a discriminação que sofremos enquanto aposentados também
é praticada contra os ativos e contra os terceirizados.
Portanto, esclarecemos que os fatos ocorridos na assembléia dos aposentados no
dia 07 de outubro não têm o respaldo da direção colegiada do Sindicato,
tratando-se de caso isolado.
Todos sabemos que os aposentados na base do Rio de Janeiro são aproximada-mente
15 mil. Então, unidos, ativos e aposentados seremos imbatíveis.
PELA UNIDADE NA LUTA!!
Zé Maria, Jorge Rosa, Fabíola Mônica, Lúcia Dutra, Celso Kafú, José
Carlos, Munhoz, Luizão, Schopke e Valdivolge
AGENDA PETROLEIRA
- AGE do Sindipetro-RJ a partir de 15 a 21 de i=outubro.
- Dia 16/10 Dia Nacional de Luta.
Secretarias: geral e Imprensa
RJ: 10/10/2008
Sindipetro-RJ

Assembléias continuam
Participe também das reuniões temáticas sobre Licença
Maternidade, Periculosidade e Aposentadoria Especial
A proposta da Petrobrás está em votação nas assembléias (na
foto, votação no Edita, dia 30) que terminam na próxima terça-feira. A
categoria está rejeitando a proposta indecorosa da empresa, que mantém
antigas discriminações. Amanhã, dia do aniversário da Petrobrás, será
realizado manifestação da campanha O Petróleo Tem que Ser Nosso, às
12h30, em frente ao Edise. E as mobilizações por pontos específicos da pauta
reivindicatória continuam. O Sindipetro-RJ realiza uma série de reuniões
temáticas e convida a categoria a participar. Na próxima quarta (8), reunião
sobre Licença Maternidade (leia na página 3) às 12h30, em frente ao Edise. No
dia seguinte, reunião dos aposentáveis na mesma hora e local. Quem já pode ou
já está aposentado pelo INSS e continua trabalhando deve comparecer, pois a
Petrobrás não aceita este direito: corta a AMS e não complementa o salário
no caso de auxílio doença. No mesmo dia 8 terá reunião no Cenpes às 7h30
sobre Aposentadoria Especial e no dia 9, no TABG, às 7h30, o tema é Periculosidade.
Transpetro - Em reunião no dia 19 de setembro entre a FNP e o RH, foi
abordada a questão da Aposentadoria Especial: depois da informação bombástica
da própria empresa de que a companhia não recolhe de ninguém os 6% que
habilitam o trabalhador a requerer a aposentadoria especial, a Transpetro se
comprometeu a contratar uma empresa que vai medir o ruído e a presença de
agentes agressivos nas unidades com a participação do sindicato. A data
prevista é o inicio de 2009.
SMS - O Sindicato enviou em 1º de outubro oficio à gerência de RH da
Transpetro, solicitando reunião para discutir o tema. Converse com o diretor do
Sindipetro-RJ de sua base e encaminhe propostas, pois o sindicato somos todos nós!
Turno de 12h - Na visão do Sindicato, isso seria um retrocesso em relação
às conquistas já alcançadas e que prejudicam a saúde do trabalhador;
Transporte em Angra - O pleito é dos trabalhadores que moram em
outros municípios e não têm acesso a transporte pela empresa. A companhia diz
que já resolveu o problema para quem mora em Campo Grande. Em relação a
outros municípios mais distantes a empresa está fazendo um estudo em toda a
companhia sobre o mesmo problema;
Tevol - Em relação aos boatos de ameaça de fim do turno e mudança
de local das instalações do terminal, a empresa esclareceu que existe um
estudo de viabilidade econômica em todos os terminais da Transpetro que já
resultou na mudança do terminal de Ilhéus para Itabuna e de Itajaí para Itajaí
mesmo. Porém em Volta Redonda não existe nenhuma mudança prevista e caso
venha acontecer o sindicato vai ser avisado com antecipação. O Sindipetro-RJ
orienta: continue vigilante e qualquer novidade comunique ao sindicato!
Compartilhado - Houve denúncia dos trabalhadores do Litoral Paulista de
que o Compartilhado retiraria seu efetivo das unidades da Transpetro, os
chamados cedidos que envolvem Segurança Patrimonial, AMS e Folha de Pagamento.
A empresa nega com veemência a iniciativa. Atuação da empresa e dos
sindicatos da FNP acalmou os ânimos. A partir dessas denúncias ficou clara a
urgência da Transpetro ter no seu PCAC trabalhadores nesses cargos.
Cenpes – O Sindipetro-RJ enviou ofício ontem solicitando reunião com
o RH para discutir a inclusão do sindicato na Comissão de SMS do órgão; a
Aposentadoria Especial; a situação dos terceirizados com relação ao uso
do refeitório e dos empregados próprios de ter a opção pelo dinheiro ou tíquete
restaurante e o embarque e desembarque de segunda a sexta, no estacionamento do
frontal da portaria 4.
Marítimos - Existem na Petrobrás 800 marítimos, 300 em terra.
Cerca de 100 desses trabalhadores já estão reabilitados pelo INSS. Esses 100
companheiros vão ser enquadrados em breve no PCAC da Petrobrás. Mas a empresa
não quer reclassificar esse pessoal considerando seu tempo de serviço. Não
levam em conta que, quando volta para o trabalho em terra, o trabalhador marítimo
perde os adicionais e a maioria deixa de trabalhar no mar por problemas
adquiridos no trabalho. Mas a Petrobrás não reconhece a FNP como interlocutora
e a FUP não vê problemas na proposta da empresa.
Quadro de assembléias
7/10 - Aposentados (na ABI)
14h00
Aposentados na ABI e na rádio
Os aposentados tem assembléia dia 7 de outubro, terça, às 14h, na
ABI (Rua Araújo Porto Alegre, 71, 4º andar). A reunião terá a presença do
advogado Castagna Maia e dos conselheiros da Petros, que falarão sobre a
repactuação. É importante esclarecer a categoria sobre a sentença da 18ª
Vara Civil proferida na Audiência realizada em 25/8, que trata da Ação Civil
Pública sobre a dívida da Petrobrás com a Petros. A sentença estabelece que
os Sindicatos da Frente Nacional dos Petroleiros, que discordaram do perdão
parcial da dívida, podem continuar a questionar a forma de correção e
pagamento do principal parcial. Tal forma, proposta pela FUP e aceita pelo juízo,
conduz ao calote da dívida.
Você pode enviar sua pergunta antecipadamente para aposentados@sindipetro.org.br.
A palestra poderá ser ouvida pela internet, no www.sindipetro.org.br
ou www.apn.org.br
EDITORIAL
PLR futura
A Participação de Lucros e Resultados (PLR) na Petrobrás
faz parte das chamadas Remunerações Variáveis - RV, remunerações que os
diversos congressos de petroleiros da FUP e FNP já deliberaram pela sua extinção
e transformação em percentual a ser indexado ao salário básico. A RV é uma
fraude salarial que burla a legislação tributária. A PLR não contribui para
a Previdência e Petros, por exemplo. A RV contribui para o déficit da Previdência
e da Petros. A RV é uma forma fraudulenta de diminuir os custos da empresa na
folha de pagamento, pois esse tipo de remuneração não impacta nos cálculos
das aposentadorias. Por isso, os petroleiros querem sua transformação em
percentual a incidir nos salários dos trabalhadores. Diante desse quadro, é
estranho que a FUP através do Primeira Mão 862, venha defender à definição
de regras claras e estáveis para os pagamentos da PLR, e o estabelecimento de
metas. Pela vontade da FUP, nas PLR’s futuras vamos agora nos submeter ao
Departamento de Coordenação e Controle das Empresas Estatais (Dest) e aos
indicadores do RH da Petrobrás. Na última PLR, a de 2007, paga em 2008, o RH
usou entre outros argumentos a Dest para impor à categoria uma PLR rebaixada
afirmando que seria a última proposta. Diante da firmeza da categoria que faria
uma greve nacional no dia 5 de agosto, fez aparecer uma nova proposta, pondo por
terra o argumento da derradeira proposta. Vale lembrar que a primeira proposta
de PLR da companhia em junho de 2008 foi de R$ 11.075,00. Além disso, se
dependesse da Dest os novos funcionários da companhia estariam sem férias,
ATS, RMNR. Não podemos esquecer disso! Aprovar a PLR futura nas assembléias é
se submeter ao RH da companhia que não resolve os problemas da categoria, como:
periculosidade para valer; aposentadoria do STF; licença maternidade de 180
dias; AMS para os aposentados na Transpetro; AMS para os pais; distorções no
plano de cargos e salários; retorno dos companheiros demitidos da Petrobrás,
os remanescente da Interbrás, Petromisa, Petroflex e Nitriflex, e o
reenquadramento dos que já voltaram; reconhecer e pagar as perdas salariais da
categoria. Alegam que as cláusulas sociais foram aprovadas no último
acordo por dois anos e só quererem discutir agora a parte econômica. É bom
lembrar que acordo de dois anos nas cláusulas sociais foi proposta da FUP e a
categoria não tem como votar em separado: ou aprova tudo ou nada! Participe das
assembléias da base do RJ, aprove o indicativo de rejeição da proposta da
empresa e a moção da FNP de discutirmos, além da parte econômica, as cláusulas
sociais. O sindicato vai promover debates sobre esses temas na base do RJ.
Voltando à PLR, a lei é clara: temos direito a receber a participação nos
lucros e resultados em até 25% daquilo que recebem os acionistas. Estamos de
olho nos lucros e também nos resultados da companhia. Reafirmamos a bandeira da
categoria “PLR máxima e igual para todos!”. Foi com base nessa bandeira que
conseguimos melhorar o piso na tabela e o montante a ser distribuído para a
categoria. Eis a colaboração da FUP à nossa campanha reivindicatória: além
de só querer discutir as cláusulas econômicas, na PLR ainda querem colocar
uma camisa de força na categoria!
Secretarias: Geral e Imprensa
RJ: 03/10/2008
Sindipetro-RJ
CNPJ:
33.652.355/0001-14
CNPJ:
33.652.355/0001-14
55 anos da PETROBRÁS venha comemorar conosco!
Sexta-feira, 3/10, a partir das 10h, em frente ao EDISE.
Venha comemorar e defender a Petrobrás, que continua a incomodar e agora querem
criar uma nova empresa para administrar o pré-sal!
“OS GRANDES INIMIGOS DA PETROBRÁS: O PRECONCEITO E A DESINFORMAÇÃO".
HÉLIO BELTRÃO.
Secretaria-Geral
Sindipetro-RJ
RJ: 02/10/2008

Assembléias começam dia 30
O Sindipetro-RJ realiza as seções de assembléia que irão votar a
proposta apresentada pela Petrobrás na semana passada, que na avaliação da
Frente Nacional dos Petroleiros não contempla a pauta votada pela categoria no
2º Congresso da FNP. Participe! Vamos mostrar que os petroleiros não vão
aceitar a continuidade das discriminações do RH da Petrobrás.
EDITA – 30/09, terça-feira, às 12h30.
TABG – 01/10, quarta-feira, às 7h.
Transpetro Sede – 01/10, quarta-feira, às 12h30.
CENPES – 02/10, quinta-feira, às 7h.
Canabarro - 02/10, quinta-feira, às 12h30.
EDISE - 03/10, sexta-feira, às 12h30.
Angra- 03/10, sexta-feira, às 16h.
Aposentados - 07/10, terça-feira, às 14h.
A campanha tem que ser reivindicatória
Urge ir além das cláusulas econômicas! O RH e a FUP querem que a nossa
campanha seja somente salarial e relâmpago, como se nas cláusulas sociais tudo
estivesse resolvido nas várias comissões que se reúnem o ano inteiro, mas na
verdade não resolvem nada. Comissão de AMS, SMS, Anistia, Tercerização e
Acompanhamento do ACT servem somente para tirar o foco da data-base, e nada
resolvem. E agora, na Campanha do ACT, querem resumir nosso acordo à correção
salarial, sem repor as perdas da categoria. Que não façam isto de uma vez, mas
que reconheçam a defasagem e que seja elaborado um cronograma de pagamento
parcelado. Afinal, se não fizermos isso agora, no melhor momento da Companhia,
faremos quando? Com o agravante de ainda discriminar os aposentados e
pensionistas que não recebem todo o reajuste, normalmente com
manobras como a concessão de níveis e abonos; lembremos que os aposentados
pagaram e continuam pagando para receberem até 90% do que receberiam se
estivessem na ativa. Nesta campanha estão usando abono para burlar os
direitos dos aposentados e das pensionistas. No capitalismo, os velhos e as
crianças, por não produzirem, são tratados como lixo. É triste constatar que
quem aplica essa política na Petrobrás é um RH com origem sindical no PT e na
CUT! A FNP mantém, entre outros pleitos na justiça, a luta pela reabertura do
Plano Petros BD para que toda categoria possa optar pelo melhor plano. Além dos
aposentados que têm sido vítimas do saco da maldade do RH e da FUP e estão
indignados com a postura da direção da companhia, vários companheiros da
ativa têm procurado a direção do sindicato para resolverem seus problemas,
que não são novos. São os companheiros Inspetores de Segurança Interna; os Técnicos
de Contabilidade; de Enfermagem; de Informática e de Manutenção. Algumas
lutas são a periculosidade para valer; AMS para os aposentados da Transpetro,
etc. Além dos vários petroleiros que querem colocar os pais na AMS, temos que
resolver o problema da aposentadoria do STF que a companhia insiste em retaliar:
cerca de 500 petroleiros em toda a Petrobrás já aderiram e 5000 estão
aguardando. O sindicato orienta no sentido de que os companheiros aguardem uma
solução pacífica para o caso, os riscos impostos pela postura irresponsável
da direção da Companhia são muito grandes; é melhor aguardar. Temos também
o retorno prometido a partir de setembro dos companheiros remanescentes da
Interbrás, Petromisa, Petroflex, Nitriflex e da própria Petrobrás, além do
enquadramento no PCAC, ATS, AMS e Petros dos que já retornaram.
Recentemente, recebemos a informação - que cobramos há muito tempo -
sobre a lista da Aposentadoria Especial: quem, quantos e onde estão lotados.
Descobrimos que na base do RJ só 5 companheiros do Cenpes recolhem, além dos
11%, os 6% que podem resultar na aposentadoria especial; nos terminais da
Tranpetro (TABG, Angra e Tevol) nenhum companheiro recolhe para especial.
Recebemos essa informação como confidencial, mas jamais trataríamos um tema
dessa relevância como confiden-cial, principalmente porque diz respeito à vida
das pessoas e não temos dúvidas de que esses números não condizem com a
realidade. Nas assembléias estaremos, além de rejeitando a proposta ridícula
da Companhia, organizando os debates nas bases sobre os temas da campanha. A
hora das conquistas é agora. Ou vamos conviver mais um ano com essas pendências?
Você decide!
Quatro trabalhadores morrem
em mais um acidente
Frente Nacional dos Petroleiros realiza atos hoje no Edise, no
Edita e no Cenpes
A política produtivista da Petrobrás, pautada pelo aumento dos lucros através
da exploração e da retirada das condições de segurança no trabalho dos
petroleiros, não pára de deixar vítimas fatais. Na manhã da última terça-feira,
23, uma explosão na Estação de Tratamento de Óleo de Furado, em São Miguel
dos Campos (AL), matou mais quatro trabalhadores. A Estação fica a 70 quilômetros
de Maceió, na Zona da Mata alagoana.
Os nomes das vítimas ainda não estão confirmados. Ao que tudo indica, uma
delas é o técnico de operações júnior Miguel Ângelo Pereira Moisés, de 27
anos, na Petrobrás desde 2004. As causas do acidente também ainda não foram
oficialmente confirmadas, mas informações preliminares apontam a ruptura de
uma válvula de acionamento pneumático como o motivo da explosão A comissão
que investigará o caso conta com um representante do Sindipetro AL/SE e inicia
hoje as apurações.
O número de acidentes com mortes na Petrobrás é alarmante. Não há números
oficiais, já que a empresa não divulga estes dados. Mas foram registrados pelo
menos 16 vítimas fatais neste ano. Algumas das mortes são decorrentes da queda
de um helicóptero na Bacia de Campos, outras de acidentes com equipamentos em
plataformas, ou, então, de descargas elétricas. A maioria delas aconteceu na
Bacia de Campos e nas unidades localizadas em Alagoas e Sergipe. O Sindipetro-RJ
compreende que os acidentes não são casos isolados, mas sim reflexos da lógica
de produção da Petrobrás, orientada pela maximização dos lucros a qualquer
preço. A pressão por produtividade, assim como as precárias condições de
segurança e a opção pela terceirização da mão-de-obra são alguns dos
elementos responsáveis pelo alto número de acidentes, que jogam por terra o tão
repetido discurso de responsabilidade social da empresa.
TABG: em defesa dos direitos dos trabalhadores de turno
Os trabalhadores do Terminal Aquaviário da Baía de Guanabara (TABG)
receberam recentemente, com preocupação, notícias de que poderiam ter seu
regime de turno, que atualmente é de 8 horas, alterado. A possível mudança do
regime para 12 horas de trabalho é mais um ataque aos direitos dos
trabalhadores, com o único objetivo de garantir o aumento dos lucros através
da diminuição dos custos com pessoal. Para os petroleiros, a extensão de uma
jornada já caracterizada pelo alto grau de penosidade significaria a degradação
das condições de saúde e segurança, além de um ataque aos postos de
trabalho, que seriam reduzidos.
O Sindipetro-RJ esclarece que não foi apresentada, até o momento, nenhuma
proposta formal da empresa a respeito da alteração do regime de trabalho e,
portanto, nenhuma negociação neste sentido está em andamento. Além disso, é
importante lembrar que o sindicato, integrante da Frente Nacional dos
Petroleiros, compreende que questões desta natureza devam ser negociadas em âmbito
nacional, e não localmente. Afinal, a empresa possui dezenas de instalações
industriais em vários estados do Brasil, e as questões relativas à jornada,
que afetam o conjunto desses trabalhadores, devem ser negociadas unitariamente.
De acordo com a Secretaria de Assuntos Jurídicos do Sindipetro-RJ, a legislação
específica que regulamenta o trabalho na indústria do petróleo estabelece a
jornada de 8 horas como regra geral e restringe a utilização da jornada de 12
horas a situações especiais (trabalho no mar ou em áreas de difícil acesso),
nas quais o TABG só se encaixa parcialmente, o que significa que não há
argumentos legais para a sua adoção. No que se refere à possível alteração
da jornada para 6 horas, não há objeção legal, já que a medida se adequaria
às previsões da Constituição Federal, mas ainda assim é importante lembrar
que essa jornada não está prevista na lei especial dos petroleiros. O
Sindipetro-RJ mantém a defesa da atual jornada baseado no princípio da defesa
da saúde, da segurança e dos postos de trabalho dos petroleiros.
CANDIDATO(a)S PETROLEIROS(a)S no município do Rio de Janeiro
Christiane Granha – PT - 13103
É petroleira do Cenpes e já foi terceirizada. Militante no PT, foi
candidata a
presidente estadual por duas vezes. Como verea-dora, estará
nas ruas para organizar a população pela soberania sobre o petróleo, como no
movimento “O petróleo é nosso” na década de 50. Está coletando
assinaturas do abaixo-assinado para mudar a lei do petróleo, que está disponível
em seu blog www.christianegranha.blogspot.com.
Defendo a Petrobrás e sua propriedade estatal, pois só isso pode garantir o
controle do preço dos combustíveis e evitar uma alta maior da inflação em
nosso país, frente à crise dos mercados especulativos internacionais.
Náustria – PT – 13222
Historiadora, pós-graduada em Responsabilidade Social, iniciou na
política aos 14 anos nas Comu-nidades Eclesiais de Base no interior do Ceará.
Fundadora do Partido dos Trabalhadores, participou ativamente das setoriais de
mulheres e ambientais do partido. Foi dirigente da CUT e do PT do Rio de
Janeiro. Trabalha há 18 anos na Petrobrás. Atualmente, está na área de
responsabilidade social. Participa do núcleo de petroleiros do PT, sempre
defendendo uma Petrobrás soberana, que aplique cada gota de petróleo
descoberta no Brasil para os brasileiros e que saiba valorizar seus
trabalhadores e trabalhadoras.
José Péricles – PSOL – 50123
Presidente do Sindicato dos Petroleiros de Alagoas/Sergipe, em 1968/69,
durante a ditadura militar. Cassado pelo Ato Institucional nº 5, veio para o
Rio de Janeiro em 1970, onde se formou em direito pela UERJ. É advogado
trabalhista e também de anistiados políticos. Candidato a vereador pela Frente
Rio Socialista (PSOL), acredita que o partido representa uma alternativa
concreta de luta por uma sociedade mais justa, fraterna e igualitária. Pretende
trabalhar por melhores condições de saúde, educação, segurança, moradia e
trabalho para todos.
Isnard Barrocas – PCB – 21321
Entrou na Petrobrás em 1961. Foi paraquedista no Grupo de Obuses
Aero-Terrestres. É químico. Ex-diretor do Sindipetro-RJ por quatro
mandatos, sempre atuou no movimento sindical e teve importante participação
na luta dos petroleiros pela redemocratização do país na década de
1980. É militante do movimento de solidariedade internacional, integrando a
direção da Associação Cultural José Martí, de amizade Brasil-Cuba.
Diretor do Movimento em Defesa da Economia Nacional (Modecon) está presente
também na luta em defesa da Amazônia. Pretende utilizar seu mandato para
pressionar o governo federal na luta dos petroleiros e demais trabalhadores
comprometidos com a reestatização da Petrobrás.
A vigília terminou, mas luta continua
Após quatro dias de vigília, debates e atividades culturais, terminou na sexta
(19), às 14h, o acampamento na porta do Edise, organizado pelas entidades que
integram o Fórum Nacional contra a Privatização do Petróleo e Gás.
Pela manhã, representantes da coordenação do Fórum entregaram carta -
entregue na véspera à direção da Petrobrás - ao BNDES e à Agência
Nacional do Petróleo, reivindicando o fim dos leilões do petróleo e do gás
brasileiros. Em seguida, um ato político, com a presença de diversos
movimentos, personalidades, parlamentares e intelectuais exigiu o fim dos leilões,
a reestatização da Petrobrás e que todos os recursos advindos do petróleo e
gás sejam revertidos para a melhoria da vida do povo brasileiro.
A leitura do manifesto de encerramento da vigília, feita pelo diretor nacional
do MST Marcelo Durão seguida da execução do hino nacional brasileiro e do lançamento
de mil balões de gás com a frase “O petróleo tem que ser nosso!”,
encerraram a vigília.
No evento, o vice-presidente da CUT-RJ, Darby Igayara, salientou a importância
da vigília para iniciar a discussão voltada para a soberania nacional:
“abrimos o debate junto à sociedade e iniciamos a possibilidade de unificação
dos movimentos de esquerda que podem alavancar a luta em defesa do petróleo
brasileiro, contra a criação de nova estatal e contra a venda do pré-sal. O
povo brasileiro é que tem que dizer para onde vai o pré-sal”.Para
Gualberto Tinoco, o Pitéu, representante do Conlutas “essa vigília faz
parte da resistência contra a entrega de nosso país. Os EUA estão falindo,
com o governo Bush desviando dinheiro público para salvar os bancos enquanto a
América Latina sofre com o arrocho nas campanhas salariais. Gás, alimentos,
tarifas, combustíveis, tudo dispara com a entrega da nossa riqueza ao capital
internacional. Queremos a Petrobrás 100% estatal, sem indenização a nenhum
acionista. Precisamos defender a Petrobrás para os nossos filhos e netos. Esse
acampamento termina, mas a luta continua”.
Na opinião de Agnelson Camilo da Silva, que representou a Frente Nacional dos
Petroleiros (FNP) no ato de encerramento, “os petroleiros ainda não
atentaram para a importância do pré-sal, que já está senso pesquisado há
mais de trinta anos. O governo Lula, a Dilma Rousseff e o Haroldo Lima posam de
descobridores, mas não são nada. Haroldo Lima é um traidor, um comunista
neoliberal. O Lula permite que a Quarta Frota entre em nosso território e não
faz nada. A Petrobrás deveria estar realizando concurso público para preparar
os técnicos que serão necessários para trabalhar no pré-sal e o governo
pensa em criar um novo cabide de emprego. Querem entregar a terceira maior
empresa das Américas, quando deveriam pensar em recuperar o que já foi
entregue.”
Avaliação pós-eve